Arquivo do dia: março 27, 2010

Morre Matheus Schmidt, ex-deputado do PDT

Matheus Schmidt Filho foi fundador proprietário da “Empresa Marabá” (transporte coletivo urbano), estabelecida na Av. Brasil.

O ex-secretário estadual dos Transportes, ex-Deputado Federal e ex-presidente do PDT no Rio Grande do Sul,  cachoeirense Matheus Schmidt, morreu por volta das 19h deste sábado, vítima de uma parada cardíaca. Conforme um de seus filhos, Tito Schmidt, o pai ,após tomar banho, teria ido ao escritório,na residencia, onde foi encontrado pela esposa, Sueli, já sem vida. Matheus Schmidt tinha 83 anos.
O corpo será velado na Assembleia Legislativa a partir da 1h30 de domingo. O sepultamento está programado para ocorrer às 15h, no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia.
Matheus Schmidt foi um leal seguidor do ex-governador Leonel de Moura Brizola.

Rapper Speed assassinado em Niterói

O rapper Cláudio Márcio de Souza Santos, 37 anos, mais conhecido como Speed, foi encontrado morto na madrugada de sexta-feira, dia 26, em Niterói, Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, o corpo de Speed e mais uma pessoa foram encontrados com marcas de tiros em um valão da rua Capitão Evangelista. A segunda vítima ainda não foi identificada, mas a polícia afirmou que era um homem, aparentando ter 30 anos. O caso foi registrado como duplo homicídio.

O enterro do rapper está marcado para as 15h30, no cemitério de Maruí, no Barreto, em Niterói.

Carreira

Speed, ou Speedfreaks (gíria em inglês para viciados em anfetamina), começou no rap produzindo faixas com Black Alien (ex-Planet Hemp). O rapper também já gravou com Marcelo D2 e Fernanda Abreu. Recentemente trabalhava em parcerias com De Leve.

Amigos do músico expressaram mensagens de carinho no Twitter. “Estou muito triste! O Brasil perde mais um músico genial por conta da violência urbana. Descanse em paz, Speed. Sua vida foi muito intensa”, escreveu o produtor musical Daniel Ganjaman.

Marcelo D2 lamenta morte do amigo

Speed, como era conhecido pelos amigos, local de Niterói, era considerado um dos mais importantes rappers do país, tendo trabalhado em conjunto com nomes como BNegão, Zegon, Black Alien e com a cantora Fernanda Abreu.

— Ainda não caiu a ficha, disse Zegon, via Twitter (está em Los Angeles)

O rapper Marcelo D2, amigo de Speed, é outro que lamenta a morte trágica do artista.

— Muito triste e indignado, não consigo entender…Ele não merecia isso … Mais uma vida perdida assim…Valeu Speed! — diz Marcelo.

Tanara de Araújo/Band

Diego Violino, do AfroReggae, em estado grave


O menino Diego Frazão, em foto publicado pelo  jornal 'O Globo' em março de 2009, chorava enquanto tocava violino no  enterro do coordenador do AfroReggae Evandro João Silva

O menino Diego Frazão, que comoveu a todos no enterro do diretor do grupo AfroReggae, Evandro João Silva, encontra-se em estado grave após passar por uma cirurgia de apêndice. As informações foram passadas por José Junior, coordenador do grupo, via Twitter.

‘O nosso querido Diego do Violino tá internado. Parece que a cirurgia foi mal-sucedida. Ele tá sendo transferido para um hospital do estado’. ‘Ele operou o apêndice e tá com uma infecção generalizada. O médico acabou de me falar que o estado é muito grave’, postou José Junior no microblog.

Diego Frazão, de 12 anos, ficou conhecido após aparecer em uma foto publicada no jornal ‘O Globo’ em outubro de 2009, chorando enquanto tocava violino durante o enterro de Evandro Silva. O menino faz oficina de violino há quatro anos no núcleo do grupo em Parada de Lucas. Durante os dias de semana, ele fica com a mãe, em Nova Iguaçu, e nos fins de semana, com o pai, em Lucas.

Oremos!

Caso Isabella: casal Nardoni é condenado


José  Patrício/AE - 7/5/2008

Foram cinco dias de julgamento. Das 24 testemunhas apresentadas, apenas 7 foram ouvidas. Para a defesa, não havia provas; para a acusação, não havia dúvidas. À 0h16 deste sábado, 27, o juiz Maurício Fossen leu a sentença que condenou Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, pela morte da menina. O casal foi condenado por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. Para ele, a pena foi 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão; para ela, 26 anos e 8 meses. Ambos recorreram imediatamente, no próprio plenário.

lista Histórico do caso de Isabela Nardoni

especialEntenda o julgamento do caso Isabella

lista Íntegra da condenação do casal

Ao ler a condenação – que era comemorada do lado de Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, com fogos e aplausos – o magistrado citou que o crime foi praticado em 29 de março de 2008 com “frieza emocional, de forma insensível e covarde.” No caso do pai, a pena foi maior porque se trata de homicídio contra descendente, um agravante. O fato da vítima ter menos de 14 anos e ter sido asfixiada também fizeram a pena aumentar.

O casal chorou no anúncio da sentença, principalmente Anna Jatobá, que limpava as lágrimas com as algemas. Ela ficará detida em regime fechado pelos próximos 9 anos, quando terá cumprido dois quintos da pena e poderá pedir o semiaberto. Nardoni terá de cumprir 11 anos de prisão antes de poder requerer o mesmo benefício.

O pai do réu, Antônio Nardoni, já chorava antes mesmo de o juiz dar o veredicto. A atitude se mostrou atípica para ele, que se dizia convicto da inocência dos réus durante todo o andamento do processo.

Antes de deixar o plenário, Jatobá acenou para a família, em um gesto de despedida. O réu foi trocar algumas palavras com o advogado de defesa, Roberto Podval. Os dois foram encaminhados em caminhões fechados ao Presídio de Tremembé, onde já cumpriam prisão preventiva.

Na sala do júri, o avô materno de Isabella, José Arcanjo de Oliveira, fez sinal de vitória à imprensa presente. Ana Carolina de Oliveira deixou o júri por volta das 18h30 e não foi mais vista no local.

Cálculo da pena

Para chegar ao tempo de prisão de cada um, o magistrado levou em conta a pena base para os crimes, mas diversos agravantes aumentaram a pena. Pelas as circunstâncias do homicídio, aumentou em 1/3 a pena base para homicídio (12 anos), elevando-a para 16 anos.

Em seguida, adicionou mais 1/4 por causa do “meio cruel” e da “impossibilidade da defesa” da vítima. No caso de Nardoni, ampliou-se ainda mais, em 1/6, pelo crime ter sido contra descendente. O fato de ter sido contra um menor de 14 anos fez a pena crescer em mais 1/3. Pela fraude processual, cada um cumprirá mais oito meses em regime semiaberto.

Votação

Sete jurados, escolhidos por sorteio entre pessoas da sociedade, decidiram a condenação. Eles votaram a sentença durante quase duas horas em uma sala fechada. Tiveram de responder a 30 perguntas feitas pelo juiz: 15 sobre a participação de Nardoni no crime e outras 15 sobre a madrasta de Isabella.

O resultado ainda é um mistério. “O juiz interrompeu a votação quando uma das partes atingiu o quarto voto, para manter o sigilo”, afirmou à imprensa o promotor Francisco Cembranelli após o término do julgamento.

Ovacionado por populares que se aglomeraram em frente ao fórum durante todo o júri, o advogado de acusação comemorou a decisão: “Sempre tive certeza total de que o resultado seria alcançado. A pena foi adequada e compatível com a conduta dos réus.” Podval não quis dar declarações após a condenação do casal.

Fonte Gabriel Pinheiro e Fabiana Marchezi,Estadão (Com Bruno Tavares e Marcelo Godoy)

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