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Estudante cria site inspirado no Wikileaks para informar jornais

Com a perseguição política e cibernética ao site Wikileaks, de Julian Assange, outros sites menor porte estão surgindo na Internet para divulgar informações sigilosas de interesse publico.
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O mais recente portal criado neste sentido é o Localeaks, desenvolvido por um estudante de jornalismo dos EUA e que oferece informações anônimas para cerca de 1,4 mil jornais americanos, entre eles o Los Angeles Times, Chicago Tribuna e Boston Globe, segundo informa o ReadWriteWeb.
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O operacional do Localeaks foi criado pelo estudante de jornalismo Matt Terenzio, da City University de Nova York. O sistema online e criptografado permite vazamentos anônimos de informação.
O usuário pode escolher o jornal para o qual a informação divulgada será enviada.
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De acordo com a agência de notícias Reuters, sites semelhantes ao Wikileaks estão surgindo na Europa e, nos EUA, o próprio The New York Times pretende criar um site com o mesmo objetivo.

Criador do WikiLeaks vende biografia por mais de um milhão de dólares

O fundador e editor do site WikiLeaks, Julian Assange, afirmou que espera arrecadar US$ 1,2 milhão ao vender os direitos de sua biografia, que ainda irá escrever e vender para diferentes editorias em todos os continentes. Para comercializar o livro, o australiano confirma que já recebeu propostas de editores ingleses e estadunidenses.

Assange diz que não desejava e não pretendia escrever uma autobiografia, mas que essa foi a fórmula encontrada para conseguir dinheiro para “salvar o WikiLeaks”. O editor do site, que divulga documentos secretos de governos, alega que só com advogados gasta cerca de 250 mil dólares.

Assange estudou matemática e fisica, foi programador e hacker, antes de se tornar porta-voz e editor-chefe do WikiLeaks. Fundou o WikiLeaks em 2006 e atua em seu conselho consultivo.

O problema financeiro do WikiLeaks e de seu fundador começou quando o governo dos Estados Unidos passou a acusar Julian Assange por crimes de terrorismo. Com a discórdia da Casa Branca, a Amazon, que hospedava o WikiLeaks, tirou o site do ar, além de Visa e Mastercard, que vetaram doações ao site por meio de suas contas.

Site americano revela as entranhas da diplomacia mundial

Vários meios de comunicação do ocidente começaram a revelar, no domingo, o conteúdo de cerca de 250.000 documentos secretos que lhes foram passados pelo site Wikileaks. Observadores temem um desastre diplomático sem precedentes.

Os documentos, divulgados pelos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), El País (Espanha) e pela revista Der Spiegel (Alemanha), fazem parte do maior vazamento de mat

Pode demorar vários dias para decifrar as  centenas de milhares de documentos secretos dos EUA  publicados domingo pelo site  Wikileaks, mas já  existem vários meios de comunicação do  ocidente, associados à operação, começando  a revelar o seu conteúdo. Na frente, o New York Times, que publicou em seu site um artigo muito longo em que são destacados os pontos fortes de 250.000 notas diplomáticas enviadas pelo site  Wikileaks. Estas notas  “oferecem um panorama único das negociações de bastidores,  que é praticado por embaixadas em todo o mundo”, escreveu o diário americano.

Os papéis mostram que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, mandou diplomatas espionarem a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os alvos estão o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon e representantes de Reino Unido, França, China e Rússia, países com assento permanente do Conselho de Segurança.

Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, Hillary ordenou que especialistas elaborassem relatórios com detalhes sobre os sistemas de comunicação utilizados pelos principais diplomatas da ONU, incluindo senhas e códigos de segurança usados em redes privadas e comerciais para as contatos oficiais da entidade.

Os documentos afirmam que as principais agências de inteligência dos EUA estão envolvidas na espionagem sobre a ONU. O Serviço Secreto dos EUA, o FBI e a CIA foram acionados pelo Departamento de Estado para “serviços de coleta de informações”. Espionagens sobre oficiais e propriedades da ONU são expressamente proibidas pela convenção de 1946.

 

Milhares desses arquivos parecem estar oferecendo informações sobre  alguns líderes estrangeiros, e fornecem informações sensíveis sobre o terrorismo e a proliferação nuclear. Incluindo a forma como  Israel forçou os EUA para ter  maior firmeza contra o Irã em 2009, mostram que doadores sauditas continuam a ser os principais financiadores das organizações radicais como a Al Qaeda, ou  ainda , que os agentes do governo chinês realizaram uma operação coordenada de ataques a computadores dos EUA e seus aliados.

Eles também observam que o secretário de Defesa, Robert Gates, disse que ataques militares contra o Irã  só iria atrasar cerca de três anos  a fabricação de suas armas atômicas.

Imediata condenação de Washington

A Casa Branca reagiu imediatamente, neste domingo, condenando as ações do Wikileaks, reafirmando que  tal atitude põe vidas em risco. “Tais revelações colocam em risco os nossos diplomatas, membros da comunidade de inteligência, e as pessoas no mundo que se ligam aos  EUA para ajudar a promover a democracia e um governo aberto, disse em uma entrevista o porta-voz  do presidente Barack Obama, Robert Gibbs.

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