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Wagner Moura canta em campanha da Coca-Cola

O ator Wagner Moura vai apresentar sua outra faceta artística, cantando pela primeira vez em uma homenagem às mães em uma campanha para a TV criada pela Coca-Cola para a data comemorativa.


À frente da banda “Sua Mãe”, criada por Wagner e seus amigos exatamente para homenagear suas mães — as fotos delas estampam a capa do CD —, ele interpreta “Outra Vez”, clássico imortalizado por Roberto Carlos.

O ator faz uma releitura da letra, com destaque para o refrão: “Mãe, você é essa Coca-Cola toda pra mim”.

A campanha, dirigida por Andrucha Waddington e criada pela agência WMcCann, foi ao ar no dia 2 de maio na internet e chega à televisão na próxima quarta-feira (4/5). Veja aqui o vídeo completo.

Wagner Moura fará “Tropa de Elite 2”

Se tudo der certo para José Padilha, “Tropa de Elite 2” começa a ser rodado em janeiro de 2010. O diretor está escrevendo o roteiro com Bráulio Mantovani, que tem ficado bastante na ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro. Do elenco, somente Wagner Moura declarou, em entrevista ao jornal  O Globo, que fará novamente o Capitão Nascimento. O resto dos atores ainda não foi confirmado.

Padilha, aliás, está trabalhando mais do que nunca. Atualmente, deu um intervalo nos trabalhos de roteirização de “Tropa 2” e está em Nova York para apresentar o documentário “Garapa” ao público americano.

Mas antes disso finalizou “Povos Selvagens”, sobre antropólogos que atuam na Venezuela – uma co-produção com a BBC e a francesa Arte que estréia primeiro nos cinemas.

Paralelamente, Padilha trabalha no roteiro da produção americana “The Sigma Protocol”, para a Strike Entertainment. É a adaptação de um romance póstumo de Robert Ludlum sobre filho de sobrevivente do Holocausto que se envolve em uma conspiração internacional comandada por industriais e banqueiros para tirar vantagem da moderna tecnologia de guerra.

UOL

Artigo indignado de Wagner Moura

‘Meleca no ator’ – leia o artigo indignado de Wagner Moura após ‘cagada’ de repórter

Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo com o táxi me esperando, achei que seria rude sair e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara…  sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total.

Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei…  fui percebendo que estava num programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas.

Na hora pensei, como qualquer homem que sofre agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles.

Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. ” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Qual será o próximo passo?

Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando.

O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio.

O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV.

Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail se desculpando. Isso, naturalmente, não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?

WAGNER MOURA é ator

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