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Assaltantes à mulher do vice Feijó: “é o nosso trabalho”

A professora Lisette Feijó, 47 anos, mulher do vice-governador do RS, Paulo Afonso Feijó, foi vítima de assalto por volta das 8h30min desta quinta-feira, no bairro Moinhos de Vento, zona nobre de Porto Alegre.

Dois homens renderam a professora instantes depois que ela desembarcou da caminhonete Volvo, modelo V70, ano 2002, na esquina das ruas Dona Laura e Vitor Meireles. Lisette não sofreu ferimentos. Cerca de três horas após o assalto, o vice-governador falou a Zero Hora.

— A minha mulher, como qualquer outro cidadão, está suscetível a esse tipo de situação. Cabe a nós (Executivo) valorizar a Brigada Militar, pagar melhores salários e dar melhores condições de trabalho.

A dupla fugiu levando o veículo, que até o memento não foi localizado, documentos e cartões de crédito de Lisette. A seguir, trechos da entrevista:

ZH — Ela sofreu algum tipo de violência?

Feijó — Não. Eles inclusive deixaram ela tirar alguns pertences de dentro do carro.
Ela disse para eles que tinha algumas fotos da nossa filha (Alessandra, 18 anos, que morreu em um acidente de trânsito no início do ano) dentro do carro. Eles autorizaram a retirar e ainda disseram: “A senhora tem que entender que esse é o nosso trabalho”.

ZH — O senhor tem defendido maior investimento na área da segurança. Episódios assim reforçam essa necessidade?

Feijó — Eu tenho sempre defendido que temos de investir mais naquilo que é prioridade da população: educação, saúde e segurança. Devemos dar mais orçamento, efetivo. Falta direcionar recursos públicos aquilo que é prioridade.

ZH — Muda alguma coisa na rotina da dona Lisette?

Feijó — Nada. Como a maioria dos cidadãos, a minha mulher não tem segurança particular e, obviamente, corre riscos.

ZeroHora

TCE aponta falhas em contratos do Banrisul

Com base num dossiê de suspeitas elaborado pelo vice-governador Paulo Afonso Feijó contra a direção do Banrisul, uma inspeção extraordinária do Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta irregularidades em contratos do banco com a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs).

As principais falhas seriam dispensa indevida de licitação, subcontratações e evasão de tributos.

Desde 2000, o Banrisul assinou sete contratos com a fundação — todos sem licitação. O objetivo descrito no primeiro convênio era a prestação de serviços de informática. Com o tempo, porém, a fundação ampliou a relação com o Banrisul e passou a realizar consultoria para implantação de programas estratégicos.

Pelos serviços, o banco já repassou cerca de R$ 91,7 milhões para a fundação (R$ 19,8 milhões referentes à consultoria e R$ 71,9 milhões pelos serviços de informática). Ao final dos dois contratos ainda em vigor, o Banrisul terá pago R$ 95,3 milhões.

A Faurgs, porém, subcontratou outras empresas para executar os serviços. A prática considerada ilegal está no centro de outros escândalos com fundações ligadas a universidades. Dispensadas de participar de licitações, fundações são utilizadas por empresas para driblar a concorrência pública.

Os seis auditores do TCE que assinam a inspeção escrevem: “A fundação (Faurgs) está sendo utilizada em benefício de interesses privados”. Chamou atenção dos técnicos a subcontratação de duas empresas do consultor Lauro Tachibana pela fundação para atuar nos convênios. As empresas H9 e L.L.T. ficaram com R$ 10,6 milhões dos R$ 19,8 milhões repassados pelo banco à Faurgs.

Segundo a inspeção, os negócios com Tachibana causaram prejuízo ao banco. No último contrato, o Banrisul acertou o repasse de R$ 1,8 milhão para a Faurgs pelo código-fonte (principal conjunto de linhas de programação de um programa de computador) de um software elaborado pela H9. A inspeção alerta que a despesa havia sido objeto de contratos anteriores.

No ano passado, o vice-governador levantou suspeitas contra o presidente do banco, Fernando Lemos, e afirmou que o demitiria caso assumisse o Palácio Piratini. Lemos chegou ao posto no governo Germano Rigotto (2003-2006) e foi mantido pela governadora Yeda Crusius. Feijó enviou as suspeitas ao Ministério Público de Contas. O vice-governador assumiu o governo de 19 de março a 2 de abril e não demitiu Lemos.
ZEROHORA

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