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Varig sai da recuperação judicial


Primeira empresa brasileira a recorrer à nova Lei de Falências, a Varig teve a recuperação judicial encerrada ontem por determinação da Justiça do Rio de Janeiro.

O juiz que conduziu o processo nos últimos quatro anos, Luiz Roberto Ayoub, comunicou que encerrou a recuperação por entender que o plano e suas obrigações foram cumpridos.

A Lei de Falências permite que o procedimento seja encerrado pelo Judiciário se a empresa, após a aprovação do plano de recuperação, mantiver em dia por dois anos consecutivos suas obrigações.

Apesar de em tese tratar-se de uma boa notícia, parte dos credores teme que o fim do processo ocasione, em pouco tempo, a falência da companhia. Isso porque, na prática, ela perde a “proteção” do Judiciário e o plano passa a ser um contrato como outro qualquer, sujeito a ações de execução pelos credores e até a um pedido de falência.

Mesmo em recuperação judicial, a empresa – assim como a Gol, que adquiriu parte da companhia – vinha enfrentando centenas de ações de ex-funcionários na Justiça do Trabalho. A empresa iniciou a recuperação com uma dívida de R$ 8 bilhões.

Brasileiros continuam no comando da TAP

A Assembleia da Tap Portugal decidiu ontem renovar por mais três anos o contrato com os atuais administradores da empresa aérea: os brasileiros Fernando Pinto e Luiz da Gama Mór (na foto), além de Manuel Torres e Michael Connolly.

A notícia era esperada pelo mercado e pela empresa e é a renovação da confiança do governo português de que essa diretoria, desde sua entrada na companhia, em 2000 (os quatro saídos da Varig), conduz a Tap para o rumo certo.

Apesar da crise, que incluiu o alto preço do petróleo no ano passado e chega à atual recessão econômica mundial, a recuperação estrutural, de finanças e de imagem e produto da empresa portuguesa foi evidente nos últimos oito anos. Mudar o time, no qual se confia, no meio de um cenário turbulento mundial também seria um passo arriscado e imprudente.

O Brasil tem desempenhado importante papel na recente trajetória da Tap, mas não o único, pois a empresa cresceu também como força europeia e ibérica e aposta e ressalta suas características como a empresa de Portugal, país que também se modificou bastante nos últimos anos. Os próximos três anos prometem mais boas notícias para a Tap e o Brasil, sob o comando de Pinto, Mór e cia.

JGCA/Panrotas

Gol fará eliminação gradual da Varig

Depois de um ano e meio cheio de dificuldades para reerguer a Varig, a Gol voltou atrás em seu plano inicial e desistiu de ter duas marcas com características e públicos diferentes para disputar o mercado aéreo brasileiro. A companhia vai adaptar todos seus vôos domésticos a um mesmo padrão que, embora vá incluir mais serviço de bordo e programa de milhagem, permanecerá bem mais próximo do modelo da Gol. Aos poucos, o nome Varig desaparecerá nos vôos nacionais e será mantido apenas em certas rotas na América do Sul.

Quando adquiriu a Varig, em abril de 2007, a Gol pretendia fazer da empresa o seu braço para fidelizar o público de negócios, com mais vôos diretos entre cidades e aviões com mais espaço entre as poltronas. Não mais. Os aviões antigos da Varig (Boeings 737-300) estão sendo substituídos por aeronaves novas que têm o mesmo número de poltronas e espaço entre elas que os da Gol: modelos 737-700, com 144 assentos, e 737-800, com 184 lugares. A malha de vôos, que foi combinada com a da Gol, prevê apenas alguns vôos diretos adicionais e não há foco primordial num público. À medida que os aviões entrarem em manutenção, o logotipo da Varig será substituído pelas cores e marca da Gol.

Nos vôos domésticos, a Gol fará mudanças pontuais na tentativa de atrair os passageiros eventualmente descontentes com o modelo de serviços minguados da empresa. Nas rotas com mais de duas horas de duração, seja em aviões da Gol ou da Varig, a empresa trocará a barrinha de cereais oferecida aos clientes por sanduíches e a compra de bilhetes dará milhas aos participantes do programa Smiles, que foi adquirido com a Varig. “É uma evolução natural para uma empresa que tem quase 40% do mercado nacional”, diz Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol. “São itens que permitem ampliar o leque de público e gerar demanda”, diz.

A diferença entre as marcas Gol e Varig poderá ser vista nos vôos internacionais. Aqueles com quatro ou mais horas de duração – a partir de São Paulo, Caracas, Santiago e Bogotá – serão feitos pela Varig, em aeronaves com duas classes: a econômica comum e a econômica mais confortável, que ocupará as primeiras quatro fileiras dos aviões e terá mais espaço entre as poltronas e entretenimento a bordo com aparelhos individuais portáteis. Nesses vôos de duração “média”, a empresa vai oferecer refeições quentes. Já o modelo dos vôos domésticos vai imperar em outros oito destinos da América do Sul.

A partir de 19 de outubro, segundo o presidente da companhia, a nova malha entra em vigor. A união das malhas foi autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em setembro.
O executivo disse que haverá demissões no processo de fusão, mas não revelou o número exato. Também disse que a Gol está contratando em algumas áreas.

Valor

Velha Varig começa a pagar os empregados

Mais de dois anos depois da venda em leilão judicial, os funcionários da velha Varig começarão a receber uma pequena fração de seus créditos trabalhistas. Cada um dos cerca de 14 mil credores trabalhistas receberão até cinco salários mínimos (R$ 2.075,00). Os pagamentos serão feitos a partir da primeira quinzena de outubro. Todos os credores deverão se cadastrar no site do agente fiduciário (www.oliveiratrust.com.br/credores). O cadastramento começa na sexta-feira (dia 19).

O pagamento é resultado do acordo de antecipação das debêntures fechado com a Gol no ano passado. Pelas regras do leilão judicial, o arrematante – no caso, a VarigLog – tinha o compromisso de emitir duas debêntures de R$ 50 milhões em até dez anos. Quando comprou a Varig da VarigLog, a Gol se propôs a pagar antecipadamente, com deságio total de R$ 5 milhões.

A primeira debênture já foi para o caixa do fundo de pensão Aerus. Dos R$ 47,5 milhões da debênture dos trabalhadores, nem tudo vai ser distribuído agora. Há cerca de R$ 20 milhões comprometidos com decisões liminares a favor de alguns poucos credores trabalhistas. Dependendo do andamento desses processos, poderá haver um novo rateio no futuro.

O Estado de S. Paulo.

Gravação prova: Casa Civil pressionou Infraero

Vencido o primeiro obstáculo do processo de “salvamento da Varig” em junho de 2006 com a aprovação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Casa Civil da Presidência da República partiu para uma segunda rodada de pressões, desta vez em cima do maior credor público da empresa aérea, a Infraero.

Mesmo com a confessa desconfiança de ilegalidade no processo – hoje sabe-se que ocorreu fraude no aval concedido para a venda da VarigLog para a Volo -, o brigadeiro José Carlos Pereira disse que votaria “conforme orientação da Casa Civil”, mas tinha sérias dúvidas se esse caminho não significaria um calote de cerca de R$ 740 milhões. O voto aconteceria na assembléia de credores da Varig no mês seguinte, e pavimentaria o caminho para o leilão da Varig, que foi comprada pela ex-subsidiária VarigLog.

Esse jogo de pressões fica evidente em gravação do dia 26 de junho de 2006, feita durante uma reunião de diretoria da Anac pela então diretora Denise Abreu ( clique aqui e ouça a gravação). O encontro aconteceu dois dias após a tumultuada tarde de trabalho que levou a Anac a aprovar a operação com a Volo, que repassou o controle indireto da VarigLog a sócios estrangeiros, o que não é permitido pela lei brasileira.

Durante uma reunião da diretoria da agência, o brigadeiro José Carlos telefona para a então diretora Denise Abreu, em busca de esclarecimentos sobre o caso. Ele já havia declarado que considerava o negócio “impatriótico”. Porém, afirma que seguirá a instrução da Casa Civil.

A Infraero, hoje, sequer informa o valor da dívida, ainda pendente. A velha Varig deve R$ 7 bilhões a seus credores – somente teria pago cerca de R$ 30 milhões para o fundo de pensão Aerus.

Geralda Doca e Leila Suwwan – O Globo

Flex opera linha da Varig a partir de quinta-feira

A Flex fechou um acordo operacional com a Varig e vai ceder sua única aeronave e tripulação a partir da próxima quinta-feira para a empresa, de acordo com a Folha de S.Paulo.

Os vôos com aeronave da Flex ligarão Rio de Janeiro, Brasília e Manaus durante todos os dias da semana, com exceção de sábado, quando a empresa vai manter seu programa de fretamentos destinados a agências de turismo.

A Flex é o novo nome da “velha Varig”, a parte que está em recuperação judicial. A “nova Varig” foi comprada pela Gol em 2006.

FSP

Antiga Varig faz primeiro vôo como Flex

A empresa Flex Linhas Aéreas, antiga Varig, faz, neste sábado, seu primeiro vôo comercial. Um Boeing 737-300 com as cores da companhia receberá a bordo seu primeiro grupo de passageiros que será levado de Salvador até a cidade histórica de Lençóis, região turística da Chapada Diamantina, ainda na Bahia.

Contratada pela Bahiatursa (Empresa de Turismo da Bahia), a Flex transportará alguns dos participantes do BNTM (Brazil National Tourism Mart), evento de turismo.

Serão 132 pessoas a bordo. No domingo a Flex levará o mesmo grupo de volta a Salvador.

A Flex entra no mercado com o objetivo de “assegurar ao passageiro o prazer de voar”.

Para entender as atuais demandas dos passageiros, a empresa informou que realizou estudos com base em pesquisa qualitativa.

FSP

Varig suspende vôos para Paris, Madri e México

O Sindicato Nacional dos Aeronautas informou nesta quinta-feira que a Varig vai suspender as rotas que mantinha para Paris, Madri e México a partir de junho, concentrando suas operações agora na América do Sul.

O motivo da interrupção seriam os prejuízos que as rotas excluídas acarretavam para a companhia.

De acordo com a presidente do sindicato, Graziela Baggio, os executivos da Varig garantiram que não haverá demissões e que os funcionários dessas rotas serão deslocados para operações sul-americanas.

Para Graziela, os argumentos utilizados pela empresa para a medida têm consistência, tanto que no começo deste ano a companhia aérea suspendeu os vôos para Frankfurt, Roma e Londres.

A Varig informou ainda ao sindicato que já fez acordos operacionais com outras companhias para atender seus passageiros a partir de junho.

 “Tudo isso na verdade é uma reação à postura do governo e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que querem liberar as tarifas”, afirmou a presidente do sindicato à Reuters.

 Ela explicou que com a liberação, as empresas brasileiras não vão aguentar a guerra tarifária com as empresas estrangeiras.

O lucro da Gol, controladora da Varig, caiu em 2007, totalizando 268,53 milhões de reais contra 684,47 milhões de reais nos 12 meses do ano anterior.

Para a analista Luciana Leocádio, da Ativa Corretora, a Varig foi o “calcanhar de aquiles da Gol. A companhia está pagando o preço por crescer em demasiado sua oferta de assento, em função da aquisição em um mercado de demanda retraída, devido à crise no setor”, disse ela em nota em fevereiro, quando foi divulgado o balanço da Gol.

Reuters

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