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Ensino: grupo Laureate assume a Uniritter

UniRitter anunciou sua entrada no grupo Laureate, multinacional americana da área de educação presente em 50 universidades distribuídas por 24 países nesta terça-feira, 09.



 

 

 

 

 

 

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Pelo acordo, que não teve termos societários e financeiros divulgados, a UniRitter passa a ser uma instituição com fins lucrativos.

A área administrativa será conduzida pela Laureate.

O capital segue fechado e o controle acadêmico da instituição segue em mãos da mantenedora, comandada por integrantes da família Ritter dos Reis. Alguns membros deixarão o conselho para serem substituídos por quadros executivos da própria instituição.

Reitor, pró-reitores e coordenadores de curso permanecem nos cargos.

A Laureate fará um aporte de R$ 50 milhões na UniRitter nos próximos cinco anos, destinado a melhorias em pessoal, infraestrutura e equipamentos. Todos os lucros serão reinvestidos na operação no mesmo período.

A UniRitter é a segunda instituição de ensino superior do Sul a assinar uma parceria com a Laureate. A primeira foi o Esade.Outras oito universidades já tem acordos com os norte-americanos, sendo a maior delas a Anhembi Morumbi, em São Paulo.

As outras são Universidade Poriguar (RN), Business School (SP), Faculdade Unida da Paraíba (PB), Faculdade Guararapes (PE), Uninorte (AM), IBMR (RJ) e Unifacs (BA). Ao todo, são 110 mil alunos, uma sexta parte dos 600 mil em todo mundo.

Com a entrada no grupo Laureate, toma força o plano de transformar a UniRitter, centro universitário com 39 anos de atuação, em uma universidade.

“Já estamos encaminhando a criação de novos cursos e  doutorados”, adianta o reitor Flávio Almeida Reis.

Segundo Reis, a intenção é também aumentar o número de alunos nos campus de Porto Alegre e Canoas, estacionado “há alguns anos” na cifra de 6,5 mil.

O reitor cita como ganhos para instituição a vinda de novos cursos de outras parceiras da Laureate e a possibilidade de intercâmbios internacionais para os alunos.

Ainda que não esteja totalmente claro qual será a efetiva participação da Laureate na administração do UniRitter, o anúncio do negócio encerra um períodos de incertezas para o centro universitário, que chegou a negociar uma venda para a paulista Anhanguera em 2008.

UniRitter será mesmo vendido para Anhanguera

Foi agendado para o dia 20 a assinatura do contrato de venda da Ritter para a Anhanguera.

Veja o que diz  um trecho do comunicado da Reitoria;

“… a Instituição deve repensar alguns de seus conceitos administrativos, trabalhando pela profissionalização da gestão, com o objetivo de expandir sua capacidade de gerenciamento. O formato de administração personalizado na figura do Reitor e Vice-Reitora, como ocorre hoje, deve ser aprimorado através de formas profissionalmente mais adequadas, dado o crescimento das demandas institucionais. As mudanças que se pretende realizar no modelo de gestão, contudo, não passam por alterações no projeto pedagógico institucional, em seu plano de desenvolvimento ou nos parâmetros objetivos que atestam a qualidade do ensino no UniRitter.

A profissionalização da gestão está sendo discutida e analisada há bastante tempo e várias são as possibilidades – a busca de investimentos, parcerias institucionais, fusões, aquisições, por exemplo. Um dos caminhos pode ser uma negociação com algumas das muitas instituições interessadas em adquirir o UniRitter.”

Leia comunicado inteiro aqui:

Com R$ 24 milhões de investimento, o grupo paulista Anhanguera Educacional planeja ainda construir mais três unidades, cada uma com 12 cursos e 6 mil alunos em Porto Alegre, Gravataí e Novo Hamburgo até 2012. Depois de adquirir duas instituições de Ensino Superior no Estado, o grupo vinha sendo apontado como possível comprador do Centro Universitário Ritter do Reis (Uniritter).

Faltam apenas autorizações das prefeituras para que as novas obras sejam iniciadas, diz o presidente do grupo, Antonio Carbonari Netto. A primeira será erguida em um terreno de 20 mil metros quadrados na Avenida Cavalhada, zona sul da Capital. O projeto será implantado em duas fases. A meta é que a primeira entre em operação no primeiro semestre de 2010. Segundo Carbonari, a empresa estuda a possibilidade de antecipar o início das atividades para 2009, caso o Ministério da Educação libere a implantação dos cursos até o fim do ano. Nas outras duas cidades, serão implantados empreendimentos semelhantes, sem prazo definido.

– Atualmente o nosso foco no Rio Grande do Sul é a expansão orgânica, pela construção de novas unidades.

Ainda no ano passado, a empresa analisou dezenas de instituições. Desse estudo, saíram as aquisições da Faculdade Atlântico Sul, que tem campi em Pelotas e Rio Grande, e a Faculdade Planalto, de Passo Fundo, que exigiram cerca de R$ 27 milhões.

Ainda pouco conhecida entre os gaúchos, a Anhanguera é um dos casos mais bem-sucedidos de adoção da gestão empresarial em entidades de ensino privado. Esse segmento, no Estado, é dominado por instituições comunitárias ou confessionais.

Fundada em 1994 por um grupo de professores em Leme (SP), como instituição sem fins lucrativos, a Anhanguera mudou no início da década. Decidiu ir à bolsa para captar recursos que permitissem a expansão. A venda de ações, em março de 2007, rendeu cerca de R$ 360 milhões, aplicados num agressivo plano de aquisições. O grupo tem mais de R$ 460 milhões em caixa.

NF/PB

UniRitter é vendida à Anhanguera

Veja aqui Confirmação da Venda atualizada em 03 setembro

ATENÇÃO: ENTRE NO LINK E VEJA NOTA EMITIDA HOJE (28/08/2008) PELA UNIRITTER

UNIRITTER EMITE NOTA OFICIAL SOBRE A VENDA

Embora ainda não seja uma informação oficial, está praticamente selada a venda do UniRitter, de Porto Alegre, à Anhanguera Educacional, com sede em São Paulo, uma das maiores organizações privadas do setor de ensino superior no Brasil, com 48 unidades distribuídas no sudeste, centro-oeste e sul do país. Seu principal acionista é o professor de matemática em cursinhos nos anos de 1970, Antonio Carbonari Netto, que em 14 anos multiplicou por 14 o número de alunos, de 10 mil em 1994, quando a criou em Valinhos, para 140 mil.

É a primeira instituição de ensino superior da América Latina a realizar oferta pública de ações a investidores, daí porque a notícia da nova aquisição demora a ser oficializada. Desde a abertura de capital em janeiro de 2007, já fez duas ofertas públicas de ações na Bolsa, captando R$ 860 milhões, usados para treinamento de professores e, sobretudo, para aquisições.

O Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) foi fundado em 1971 por Romeu Ritter dos Reis e tem 7 cursos de graduação: Administração, Arquitetura e Urbanismo, Design , Direito, Letras, Pedagogia e Sistemas de Informação. E duas Graduações Tecnológicas: Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Tecnologia em Processos Gerenciais.

Os estudantes da Ritter dos Reis programaram ato público contra a venda, na segunda-feira no Campus Canoas.

Embora Anhanguera e Ritter dos Reis não confirmem, sabe-se que cada aluno da Ritter dos Reis está sendo vendido por R$ 4,4 mil, o mesmo preço que os paulistas ofereceram em setembro do ano passado pela Faculdade Planalto, de Passo Fundo.

. A Anhangüera Educacional existe desde 1994, e é formada por 34 unidades de ensino distribuídas em várias localidades do país, com aproximadamente 87 mil alunos. No Rio Grande do Sul, com a compra da Faplan, em Passo Fundo, a Anhangüera passa a contar com três instituições. Em julho de 2007 a Anhangüera Educacional comprou a Sociedade Educacional Noiva do Mar. Com isso, o grupo passou a controlar as Faculdades Atlântico Sul, com três sedes em Rio Grande e duas em Pelotas.

A assessoria de comunicação da Anhanguera informou que, por ser uma companhia com capital aberto, negociada em bolsa de valores, não poderia se manifestar, mas reiterou que o grupo segue em expansão. Já o Uniritter, postou em seu site um esclarecimento de que a instituição não foi vendida e que as atividades acadêmicas e administrativas prosseguem normalmente.

Com medo de que ocorram demissões e mudanças na política pedagógica da instituição, professores procuraram o sindicato da categoria.

O modelo de gestão adotado pela Anhanguera, que começou a ficar conhecido nos Estados Unidos na década de 1990, destoa do perfil do Ensino Superior privado gaúcho, ainda dominado por instituições comunitárias ou confessionais e sem fins lucrativos. A preocupação dos professores está relacionada ao tipo de administração da Anhanguera, voltada a garantir ganhos aos acionistas

Fundada em 1994, transformou-se em entidade com fins lucrativos em 2003. Recebeu, então, aporte de vários investidores e experimentou crescimento vertiginoso: de três unidades de ensino, há cinco anos, chegou a 45 em 2008. Seu público-alvo principal são alunos que trabalham ao dia e estudam à noite.

Para o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado, Osvino Toillier, uma instituição com essa postura não deve ser encarada com temor ou repúdio:”>– É uma tendência já percebida em outros países e no centro do Brasil. O lucro não é o pecado, o que importa é o que fazemos com ele.

Affonso Ritter/NF/JC

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