Arquivos de tags: ULBRA

Norte-americana Laureate quer comprar a ULBRA

A norte-americana Laureate, que controla a universidade Anhembi-Morumbi (cara, desorganizada e com cursos de quatro dias por semana), tem US$ 600 milhões na bolsa para fazer aquisições no Brasil. Depois de tentar levar o Objetivo, de João Carlos Di gênio, agora negocia com a  ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), que tem dividas de quase R$ 3 bilhões e que andou fascinando até o bispo Edir Macedo.

 

Ulbra demite 212 professores

A Universidade Luterana do Brasil demitiu 212 professores no Rio Grande do Sul. As rescisões estão sendo homologadas ao longo desta semana. Foram demitidos os profissionais que tinham as menores cargas horárias.

Segundo a reitoria, a universidade teve de se adequar à uma determinação do Ministério da Educação de possuir um terço do quadro de docentes trabalhando em regime integral. Apenas 13% do quadro docente dedicava este tempo à universidade.

O chefe de gabinete da reitoria, José Luís Duizith, explica que a instituição não teria condições financeiras de aumentar a carga de trabalho de alguns e manter os demais trabalhando. Como enfrenta uma crise financeira que começou na gestão do ex-reitor Ruben Becker, a Ulbra informou ainda que não conseguiria pagar as rescisões.

Duizith conta que houve um acordo com o Sindicato dos Professores para parcelar a dívida com os funcionários.

A Ulbra aproveitou o ultimato do MÉC e promoveu a redução do quadro que já era pensada desde que a nova reitoria assumiu. A Celsp, mantenedora da universidade, tem uma dívida bilionária com a União pelo não pagamento de impostos. O caso está na Justiça Federal de Canoas.

Felipão arremata terrenos da Ulbra

A Justiça do Trabalho de Canoas realizou na manhã desta sexta-feira o leilão de quatro dos seis imóveis penhorados na execução judicial de um acordo salarial descumprido pela Ulbra com os professores em março.

As áreas de terra, no total de 105 hectares, foram arrematadas no único lance do leilão por R$ 38 milhões. No dia anterior, a Justiça do Trabalho negou oferta de compra direta feita por Felipão, o ex-técnico da Seleção, que quis pagar R$ 40milhões.

Os compradores que pertencem ao grupo financeiro de Felipão, pagarão R$ 26 milhões à vista e mais dez parcelas de R$ 1,2 milhão. A entrada, conforme decisão judicial, será destinada ao pagamento dos salários atrasados dos professores.

Os débitos salariais da Ulbra com os professores somam R$ 26 milhões. Nesse montante estão incluídos 82% do 13º salário e 10% do salário de dezembro de 2008, os vencimentos integrais de janeiro e um terço constitucional das férias, além da cláusula penal de 20% por descumprimento.

Os recursos serão repassados pela Justiça do Trabalho ao Sinpro/RS para depósito nas contas dos professores a partir de planilhas com valores individualizados elaborada pela universidade.

Ulbra tem novo reitor

Nota atualizada as 23,30hs de 17/04/09

A Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp) anunciou há pouco que o novo reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) será Marcos Fernando Ziemer, atual diretor geral do Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp), conhecido como Ulbra/Palmas, em Tocantins. Ziemer também é pró-reitor adjunto de Graduação da universidade.

Ele disputou o cargo com Mauro Roll, diretor do colégio uruguaio Liceo San Pablo da Ulbra, candidato do ex-reitor Ruben Eugen Becker, que deixou o cargo depois de 36 anos à frente da instituição.

Na votação, havia 62 aptos a votar. Como seis se abstiveram, foram 56 votantes. No total, foram 46 votos para Ziemer e 10 para Roll.

………

(abaixo notas mais antigas)

O reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Ruben Becker, renunciou ao cargo nesta sexta-feira (17), em razão da crise financeira enfrentada pela universidade.

A crise é resultado de má gestão, segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na quinta-feira (16), em reunião com deputados federais e estaduais do Rio Grande do Sul. O novo reitor da universidade será escolhido na noite desta sexta-feira (17), em assembléia da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo, mantenedora da universidade.

Segundo o diretor jurídico da Ulbra, Reginaldo Bacci, a carta foi entregue ao presidente da Celsp, Delmar Stahnke.

— Vou fazer o seguinte: como o acervo do museu pertence à minha família e nunca tive tempo de cuidar disso aí, vou cuidar dele pessoalmente. Vou me colocar um turno do dia pelo menos para resolver uma série de coisas que não tínhamos como resolver — disse em carta o ex-reitor.

O ex-reitor afirmou que já entrou na Justiça contra o ministro da Educação, Fernando Haddad, que disse ontem, durante audiência com parlamentares gaúchos, que se depender do governo federal, a solução para a crise financeira da Ulbra tem como pré-requisito a substituição da atual direção da universidade.

— O ministro disse várias coisas que não correspondem com a verdade. Ele se intromete no ministério da Fazenda. Ele não tem nada de falar sobre o ministério da Fazenda. Já ingressamos com o pedido judicial — revelou Becker.

Hoje à noite, na assembleia extraordinária da mantenedora, está prevista a eleição de um novo reitor. Para Becker, isto é impossível pois os compromissos da universidade são incontáveis e o novo administrador não saberia por onde começar. Becker disse ainda que o restante da reitoria, incluindo o filho, vice-reitor Leandro Becker, deverão permanecer.

— Eu estava preparando o meu filho para ser o futuro reitor, mas quem decide é ele e não o pai dele. A Celsp vai ter a assembleia e eles devem tomar algumas medidas. Vão fazer um tal de conselho transitório — concluiu o ex-reitor.

O Ministério da Educação acompanha com atenção os desdobramentos da situação da Ulbra. Contudo, só manifestar-se-á sobre o assunto depois da nomeação oficial do novo reitor e da nova equipe, segundo nota do ministério.

(atualizada na tarde de sexta-feira)

…………………….

Notas anteriores:

A Justiça do Trabalho de Canoas liberou R$ 6 milhões bloqueados em contas da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) para que sejam colocados em dia os salários de março apenas dos professores da instituição.

O dinheiro será transferido hoje para os docentes, por determinação do juiz Volnei de Oliveira Mayer. Os professores decidiram em assembleia nesta quinta manter a greve, e só devem voltar à sala de aula após o afastamento do reitor de universidade Rubem Becker, apontado pelos funcionários como grande responsável por inúmeras irregularidades administrativas, que resultaram na crise da instituição.

Às 20h de hoje, uma reunião extraordinária da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp), mantenedora da Ulbra, colocará em xeque o reinado de 36 anos de Becker.

Na quinta-feira, a Celsp decidiu interromper, por tempo indeterminado, os serviços em toda a rede de saúde da instituição, cerrando as portas dos três hospitais — Independência e Luterano, na Capital, e o Universitário, em Canoas. A medida vai sobrecarregar outras instituições na Capital e da Região Metropolitana. O secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, viajou a Brasília na tentativa de aumentar o teto do repasse de verba do Ministério da Saúde ao município, o que lhe permitiria redistribuir atendimentos e aliviar a sobrecarga.

Dezenas de professores e funcionários da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) protestaram, no final da manhã desta sexta-feira, pedindo a saída do reitor Ruben Becker. Reunidos em frente à prefeitura, na Praça Montevidéu, no centro de Porto Alegre, os manifestantes apitam e carregam faixas, com o objetivo de chamar a atenção da população para a crise vivida pela instituição.

RÁDIO GAÚCHA/Fernando Zanuzo

……………….

Governo quer saída do Reitor

Após reunião com a bancada gaúcha da Câmara e do Senado, quarta-feira em Brasília, o ministro da Educação Fernando Haddad afirmou que a salvação para a Ulbra pode estar na substituição do reitor.

De acordo com o ministro, há vários mecanismos legais que podem postergar a cobrança das dívidas, “mas para haver essa espécie de anistia é necessário que haja uma troca no comando da universidade”.

— O MEC está trabalhando há 120 dias neste assunto, infelizmente, sem o apoio da direção da instituição. Tivemos uma única audiência com o reitor, que se recusou a voltar ao ministério. Nesse encontro, o reitor assegurou que a situação estava sob controle e que ele tinha como superar o momento financeiro que a Ulbra estava passando.

Uma minuta de projeto de lei ou de medida provisória deve ser apresentada a partir de amanhã (sexta) para que os benefícios da lei de falência sejam estendidos às instituições sem fins lucrativos.

— A federalização está descartada porque não é política do MEC acolher instituições com gestões temerárias.

O ministro ressaltou que mesmo que o salário deste mês seja pago, dificilmente a credibilidade da instituição perante à comunidade será recuperada. Na próxima semana, o MEC marcou uma reunião com o Ministério Público Federal (MPF).

Ulbra: professores e médicos pedem no MPF saida do reitor

Os professores da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) (foto), com sede em Canoas (RS), encaminharam nesta terça-feira (14) ao Ministério Público Federal um pedido de intervenção na instituição. Os docentes pedem o afastamento do reitor Ruben Eugen Becker e o pagamento de salários em atraso.

Para tentar resolver a situação o mais rápido possível, uma reunião foi agendada no MEC (Ministério da Educação) para esta quinta (16). “Neste encontro, faremos tudo o que for possível para que se encontre uma alternativa que permita tanto à universidade, como ao complexo hospitalar, voltar a funcionar dentro da normalidade” afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS) que participará da comitiva juntamente com representantes dos professores e funcionários.

Em greve há oito dias, os docentes afirmam não terem recebido parte do 13º salário e dos vencimentos de janeiro, além da totalidade do salário de março. A dívida da universidade com os 2,2 mil professores que atuam nos nove campi do Estado chega a R$ 34 milhões.

Os cerca de mil médicos vinculados à Universidade, que tem quatro hospitais no Rio Grande do Sul, também vão acionar a Ulbra na Justiça. Esses profissionais deram prazo de 72 horas para a regularização de salários atrasados de março e metade dos vencimentos de fevereiro. Eles também encaminham nesta quarta-feira (15), ao Ministério Público, um pedido de afastamento do reitor.

O procurador federal Adriano Raldi, que recebeu o pedido dos professores, não estipulou prazo para decidir sobre a solicitação. A tendência, segundo ele, é que o MPF entre com uma ação civil pública na Justiça Federal exigindo a destituição do reitor, motivada por interesse público. A Ulbra tem cerca de 150 mil alunos em seis estados brasileiros.

O pedido de destituição do reitor foi encaminhado para Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp), mantenedora da universidade, e também para o Ministério da Educação, Assembléia Legislativa do Estado e prefeitura de Canoas.

“A humilhação dos servidores da Ulbra chegou a um nível insustentável”, afirma Marcos Fuhr, diretor do Sinpro-RS (Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul). A greve, segundo o sindicalista, alcança 80% da categoria.

O dirigente reclama de sucessivos descumprimentos de acordos por parte da universidade, a maioria deles protocolados na justiça, e da falta de soluções por parte da reitoria para a crise financeira que já dura quatro meses. O último acordo de parcelamento dos salários, firmado em fevereiro, está sendo executado pela 3ª Vara da Justiça de Canoas, porque não foi cumprido pela universidade.

Em função do atraso nos salários, a 2ª Vara da Justiça do Trabalho de Canoas bloqueou na segunda-feira (13) as contas bancárias da Ulbra, no valor de R$ 8 milhões. Na decisão, o juiz Volnei de Oliveira Mayer concedeu a antecipação de tutela para determinar que a universidade pague o salário de março no prazo de 48 horas, com previsão de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. O prazo se esgota nesta quarta-feira (15).

Hospitais

A situação dos quatro hospitais mantidos pela Ulbra no Rio Grande do Sul, que atende a cerca de 400 mil usuários diariamente, também é delicada. O Hospital Independência, em Porto Alegre, está fechado desde a última quinta-feira. Pacientes que tinham procedimentos marcados, entre eles cirurgias, estão sendo encaminhados à Secretaria de Saúde do município. O Hospital Luterano, também na capital, funciona apenas com o serviço de pronto-atendimento.

O Hospital Universitário, em Canoas, está com o funcionamento do centro obstétrico e das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) adulta e neonatal suspenso desde a semana passada, o que também inviabiliza o centro cirúrgico da unidade. De acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), 95% da estrutura do HU está fora de operação. O Hospital Mario Totta, em Tramandaí, não atende emergências da área de traumatologia por falta de médicos.

O presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, defendeu a saída do reitor da Ulbra. “Hoje os médicos vivem uma situação insustentável. Os pacientes correm risco de vida, pois estão internados em serviços de emergência”, disse. Segundo ele, cerca de 70% dos pacientes atendidos pelo HU e pelo Hospital Independência são do SUS.

Dívidas com o governo

A Ulbra tem uma dívida de R$ 2,3 bilhões com a União, a maior parte referente a impostos federais. O débito está em execução judicial. Mas segundo Reginaldo Bacci, diretor jurídico da instituição, a dívida pode cair a R$ 400 milhões se for confirmado o certificado de filantropia da Ulbra, que está em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em abril, uma liminar da 13ª Vara de Justiça Federal de Brasília cassou o certificado de entidade filantrópica reconquistado pela Ulbra e por outras 7 mil entidades beneficentes em fevereiro, por meio da Medida Provisória 446 – conhecida como a MP da Filantropia. As instituições, segundo a justiça, não atendem às condições exigidas pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).

A universidade evita comentar a crise financeira. Por meio de um comunicado, o pró-reitor de Graduação, Osmar Rufatto, limitou-se a informar que a Ulbra vai divulgar um novo calendário acadêmico assim que as aulas forem retomadas, com o objetivo de garantir a continuidade do semestre letivo.

Flávio Ilha/UOL

Ulbra: justiça bloqueia mais 8 milhões e médicos param

A 2ª Vara da Justiça do Trabalho de Canoas deferiu nesta terça-feira novo pedido feito pelo Sinpro/RS de bloqueio de contas bancárias da Ulbra, com vistas ao pagamento de salários atrasados.

Na decisão, o juiz Volnei de Oliveira Mayer concede a antecipação de tutela para determinar que a Ulbra pague o salário de março no prazo de 48 horas, com previsão de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, e prevê o bloqueio pelo sistema bacen-jud no valor de R$ 8 milhões em caso de ingresso de recursos nas contas.

O bloqueio vale para todas as contas bancárias da Ulbra e de qualquer empresa ou entidade do mesmo grupo econômico. No despacho, Mayer justifica que a Ulbra não paga salários em dia e já descumpriu outras determinações judiciais trabalhistas.

Matéria atualizada em 15/04/09

A assembleia-geral dos médicos da Ulbra na noite de terça-feira aprovou a suspensão em 72 horas do atendimento ante a falta de condições mínimas para o exercício da medicina nos hospitais Universitário, Independência e Luterano. A decisão será comunicada oficialmente pelo Sindicato Médico do RS (Simers) na tarde de hoje ao Conselho Regional de Medicina.

Também nesta tarde, o Simers protocola no Ministério Público Federal pedido para afastamento do reitor Ruben Becker e todos os seus assessores e diretores. O sindicato propõe a nomeação de um interventor para enfrentar a crise financeira.

O Simers informou ainda que solicitará audiência com os prefeitos de Canoas, Jairo Jorge, e de Porto Alegre, José Fogaça, além do governo estadual, para que sejam adotadas ações imediatas para disponibilizar os hospitais ao atendimento da população.

ULBRA: hospitais paralisam atendimentos

A crise financeira e a greve de funcionários resultaram na paralisação de duas unidades de saúde ligadas à Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), ambas localizadas na Região Metropolitana de Porto Alegre. Desde a última quinta-feira, os atendimentos estão suspensos no Hospital Independência, em Porto Alegre, e no Centro Obstétrico do Hospital Universitário, em Canoas, junto ao campus da universidade.

Na Capital gaúcha, o Hospital Independência ( foto) não está atendendo nem mesmo às consultas marcadas previamente. Serviços de emergência, cirurgias e internações encontram-se inutilizáveis há mais tempo. O assessor de imprensa da instituição, Sérgio Kolberg, confirmou a permanência da paralisação nos setores de internação e cirurgia. Entretanto, ele ressaltou que as consultas pré-agendadas serão atendidas. Na sexta-feira, apenas dois pacientes ocupavam os 95 leitos, dos quais 57 são destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A dupla de enfermos estava sob os cuidados de três enfermeiros e dez técnicos em enfermagem.

Os funcionários cruzaram os braços para reivindicar o pagamento de salários atrasados desde novembro. O diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Neio Lúcio Fraga Pereira, inspecionou a casa de saúde ainda na quinta-feira. Ele constatou que consultas marcadas deixaram de ser atendidas. Estatísticas do Simers apontam que o Hospital Independência é responsável por 18% do atendimento de traumato-ortopedia em Porto Alegre. Consequentemente, Pereira avalia que a crise institucional da Ulbra deve superlotar as emergências dos hospitais Pronto Socorro e Cristo Redentor.

Em Canoas, o Hospital Universitário (HU) interrompeu os atendimentos na mesma quinta-feira. O local, situado junto à universidade, também imersa nas dificuldades financeiras, dispõe de cinco salas de parto e 24 leitos na maternidade. O diretor do HU, Wolney Villagran, informou que a paralisação aconteceu por ausência de condições técnicas. Ele destacou que o atendimento está suspenso por período indeterminado.

Justiça suspende anistia a entidades filantrópicas

A Justiça Federal acatou ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e suspendeu na sexta-feira, 3, por meio de liminar, a anistia a cerca de 7 mil entidades filantrópicas, parte delas sob suspeita de irregularidades, que tiveram certificado de filantropia renovado pela polêmica Medida Provisória 446/2008, a “MP das Filantrópicas”.

linkEntenda a medida provisória 446, que anistia filantrópicas

A decisão é da juíza da 13.ª Vara Federal do Distrito Federal, Isa Tânia Cantão, que também determina que as isenções fiscais concedidas às entidades por meio da MP sejam canceladas e os valores não pagos, que devem ser calculados pela Receita Federal, sejam inscritos na dívida ativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ainda de acordo com a liminar da juíza, o MPF deve apresentar à Justiça uma lista com os nomes de todas as entidades beneficiadas.

Segundo a magistrada, os obstáculos alegados pelo governo para investigar e julgar os pedidos de renovação de certificados não podem ser justificativa para concessão de isenções fiscais a essas entidades. Para a aprovação da MP, o governo alegava na época não haver estrutura para averiguar cada uma das entidades. “(O governo) …encontrou a solução para as dificuldades na emissão de um cheque em branco, consistente na renovação de certificados a todos os pretendentes”, criticou.

A juíza também avalia a medida provisória como “lesiva aos cofres públicos”, considerando-a censurável em face à atual crise econômica pela qual o País passa.

Informações do governo apontam que a MP cancelou indiretamente cerca de 400 recursos interpostos na Justiça contra a renovação de certificados de filantropia a entidades sob suspeita de irregularidades.

AE

Ulbra em Greve

Os professores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) decidiram ontem entrar em greve por tempo indeterminado.

A paralisação do Ensino Superior já começou nas aulas da noite passada, devendo se fortalecer durante o dia de hoje. Os docentes da Educação Básica poderão cruzar os braços a partir da próxima segunda-feira.

Afalta de pagamento dos salários de março dos cerca de 2 mil professores, que deveriam ter sido depositados na sexta-feira passada, motivou a mobilização. Em assembleia, a categoria decidiu fazer no fim da tarde de hoje um protesto em frente ao campus de Canoas, onde serão distribuídos folhetos explicando o movimento. Os professores entregarão também um manifesto exigindo a saída da atual reitoria da Ulbra.

– Não é mais uma questão só de salário. É um desrespeito total essa continuidade de descumprimentos de acordos. Queremos a destituição da reitoria para que a instituição possa se reorganizar – aponta o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul(Sinpro), Marcos Fuhr.

O diretor ressalta ainda que a Ulbra teria desobedecido ao acordo judicial, que previa o pagamento dos contracheques atrasados e o comprometimento de quitar em dia os salários dos professores.

Os campi de Canoas, Guaíba e Gravataí concentram a maior parte da mobilização, mas a direção do Sinpro espera a adesão de docentes de outras unidades ainda esta semana.

A Ulbra, por meio da assessoria de imprensa, preferiu não se manifestar ontem e afirmou que o resultado da assembleia deverá ser avaliado hoje pela instituição.

Funcionários da Ulbra paralisam atividades

Alegando descumprimento do contrato que a direção da Ulbra apresentou para regularização dos salários, no qual constava pagamento de março até o dia 5 de abril, cerca de 300 funcionários administrativos se mobilizaram ontem em frente ao prédio da reitoria. Conforme expectativa do Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar de São Leopoldo e Região, em torno de 350 funcionários estão engajados no movimento. A expectativa da Ulbra é de que o salário de março seja pago hoje.

A instituição deveria pagar os vencimentos de março no domingo, conforme acordo entre as partes. Por não ter recebido, o sindicato realizou assembleia entre os funcionários, em que foi deliberada a paralisação. Após, passaram pelos setores da administração e pararam em frente ao prédio da reitoria, onde foram chamados para negociar. “Alegaram a questão financeira”, conta o diretor administrativo do sindicato Olmir Paludo.

O diretor da área de Ciências Jurídicas e advogado da Ulbra, Geraldo Moreira, explica que se surpreendeu com a assembleia, que pode ter prejudicado a liberação da linha de crédito. “Até amanhã (hoje), às 14 horas, teremos uma definição para repassar, mas a ideia é que seja pago amanhã (hoje)”, afirma.

Hoje, às 14 horas, ocorre nova assembleia do sindicato na Ulbra para decidir se continuam a paralisação. Os professores também se reúnem, às 18 horas, na Câmara de Indústria e Comércio de Canoas (Cics) para discutir ações diante do atraso salarial. O Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul ingressou ontem na Justiça do Trabalho com uma ação coletiva, exigindo os salários integrais de março.

%d blogueiros gostam disto: