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SAÚDE: 104 bebês foram infectados com tuberculose em Campinas

Resultados vão mostrar que pelo menos 107 bebês foram contaminados dentro de hospital

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A Secretaria de Saúde de Campinas, no interior de São Paulo concluiu nesta quinta-feira, 28, os exames em mais de 1 mil crianças que nasceram entre janeiro e junho de 2012, na ala 3, da maternidade do hospital Madre Theodora. Elas tiveram contato direto ou indireto com uma técnica em enfermagem que estava com tuberculose.

Os resultados dos exames, que serão anunciados pela secretaria na sexta-feira, 1, vão mostrar que pelo menos 107 bebês foram contaminados dentro do hospital particular – incluindo os três primeiros recém-nascidos que apresentaram a doença e desencadearam a triagem.

Os números vão confirmar o caso como o maior surto de transmissão do bacilo em uma maternidade com registro na literatura médica mundial e o segundo do mundo – o primeiro foi registrado na Itália, em 2004.

Do total de recém-nascidos que foram contaminados com o bacilo de Koch, pelo menos 17 desenvolveram a doença e estão em tratamento com antibióticos por seis meses. Outros 90 estão infectados, mas a doença não se manifestou, casos chamados de infecção latente. Para esses, o tratamento é mais curto.

A tuberculose é uma doença infecciosa que tem cura. Em recém-nascidos, tanto o diagnóstico como o tratamento são mais difíceis. Transmitida pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, o Bacilo de Koch, ela é uma doença conhecida por afetar principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Transmitida pelo ar, pelas gotículas de saliva, bebês não são transmissores da bactéria.

Uma das características mais comuns para identificação da tuberculose em adultos é tosse com duração superior a três semanas. Em bebês, não há tosse. Sintomas como febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento, comuns nos adultos, também não aparecem nas crianças. Geralmente elas apresentam problemas pulmonares, que são tratados e retornam, e têm dificuldades de ganho de peso.

AE

Tuberculose é transmitida por fala, tosse e espirro

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta segunda-feira, 23, uma queda de 24,4% na incidência de tuberculose no Brasil nos últimos sete anos.

Os dados, de 2007, foram divulgados na abertura do 3º Fórum Stop TB, no Centro de Convenções Sul-América, na Cidade Nova. Esta é a principal reunião internacional para discutir a redução e a erradicação da doença no mundo

Em 2007, de acordo com o levantamento, foram registrados 72 mil novos casos no País. A média nacional é de cerca de 38 casos por 100 mil habitantes.

Durante o evento, o ministro anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) terá, no segundo semestre deste ano, um novo remédio para o tratamento da tuberculose. O medicamento é o TFC (dose fixa combinada), conhecido como quatro em um. A droga reduz de seis para dois comprimidos a dose diária utilizada atualmente no tratamento da doença.

Segundo o ministro, o novo esquema terapêutico é mais barato, facilita a adesão do paciente e o combate à multi-resistência do bacilo de Koch, bactéria que provoca a maioria dos casos de tuberculose. O tempo de duração do tratamento e os efeitos colaterais continuam similares. Hoje, 8% das pessoas que começam o tratamento abandonam antes da cura.

Em função do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, na terça-feira, a Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre promoveu no domingo uma ação de conscientização para a população, na Usina do Gasômetro. Técnicos distribuíram folhetos sobre prevenção e tratamento da doença.

Um carro de som rodou a cidade especialmente nos bairros em que há mais casos de tuberculose: Humaitá, Navegantes, Mário Quintana, Rubem Berta, Partenon, Glória, Cruzeiro e Cristal. Em Porto Alegre, a incidência é de 97 casos a cada 100 mil habitantes, e são registrados 1.400 por ano.
‘A tuberculose não é uma doença de pobre como muita gente diz. Ela é transmitida pelo ar através de gotículas de saliva expelidas na fala, tosse ou espirro. Qualquer pessoa pode pegar. Geralmente ela está mais presente em bairros carentes por questões comportamentais que deixam os moradores mais vulneráveis, como alimentação inadequada (que promove a baixa imunidade), casas mal ventiladas e concentração de muitas pessoas em espaços pequenos’, explica a coordenadora do programa de controle da doença, Vania Micheletti.
Um problema que contribui muito para a proliferação da doença é a falta de higiene. A tuberculose pode aparecer em qualquer época do ano. Os sintomas claros facilitam a percepção pelos portadores. São eles: tosse por mais de três semanas com presença de catarro (em casos graves ele vem acompanhado de sangue), perda de peso e apetite, febre baixa, suores noturnos e dor no peito ou parte superior das costas.

CP

Menos tempo para tratar tuberculose

Uma pesquisa do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostrou resultados promissores na redução do tempo de tratamento da tuberculose, de seis meses para dois meses.

A longa duração da terapia é a principal razão para o abandono do tratamento e conseqüente descontrole da doença, já que o organismo cria resistência aos medicamentos.

A pesquisa, coordenada pelo pneumologista Marcus Barreto Conde, do Instituto de Doenças do Tórax da UFRJ, associou um antibiótico usado em casos de pneumonia, a moxifloxacina (MOX), às drogas já utilizadas no tratamento da tuberculose.
No estudo, feito com 170 pacientes, 85% dos casos tratados com o antibiótico MOX ficaram curados em oito semanas. No grupo que usou placebo ou drogas convencionais, apenas 68% atingiram esse índice no mesmo tempo.

Antes desse protocolo passar a ser indicado, será necessário ainda passar por estudos clínicos de fase 3 e 4, que irão ampliar o estudo para um grupo maior e determinar o risco-benefício, o valor terapêutico e as reações adversas. Os resultados dessa pesquisa acabaram de ser apresentados na Conferência de Agentes Antimicrobianos e Quimioterápicos, em Chicago, nos Estados Unidos.

A tuberculose é transmitida pelo ar. O risco aumenta em ambientes fechados e em contato próximo com pacientes infectados com o Bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde, são 50 milhões de contaminados, 111 mil novos casos e 6 mil óbitos por ano.

O Estado de S. Paulo.

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