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Argentina: pior crise no campo em 100 anos

A que ponto chegou a política do casal Kirchner. Enquanto o governo brasileiro lança pacote de R$ 10 bilhões a favor da agricultura, a Argentina se prepara para importar tanto trigo como carne. Seria o mesmo que o Brasil importar café.

A informação circulou por jornais de Buenos Aires: o campo argentino terá em 2010 o pior resultado dos últimos 100 anos. E a plantação de trigo será do mesmo tamanho que a de… 1902.

Vai ocupar pouco mais de 3 milhões de hectares.

Sonia Racy

Trigo da Argentina abaixo da expectativa

A colheita de trigo argentino 2008/2009 ficou abaixo do que havia sido previsto para o período. Um boletim publicado pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires com dados preliminares – 92,4% da colheita realizada – indica que o volume final de trigo será de 9,3 milhões de toneladas contra as 9,7 milhões de toneladas inicialmente previstas.

A queda nos indicadores argentinos – inclusive quando comparados aos do ano passado, quando a colheita registrou 16,3 milhões de toneladas – se deve à escassez de chuva, às altas temperaturas e também ao frio intenso. Outro fator negativo foi a redução na aplicação de fertilizantes. Principal ingrediente do pãozinho presente na mesa da maioria dos brasileiros, o trigo é um dos produtos mais dependentes de importação no Brasil.

O país, atualmente, é o maior importador mundial de trigo e o principal parceiro argentino no Mercosul.

Agência Brasil

Crise: Câmbio anula medidas contra a alta do trigo

A desvalorização do real pode anular o efeito das medidas do governo federal para conter a alta dos derivados do trigo e, conseqüentemente, a escalada da inflação. Em meados deste ano, foram anunciadas a isenção de 10% da Tarifa Externa Comum (TEC) até agosto, para a importação de 2 milhões de toneladas de trigo fora do Mercosul, e do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) – 25% sobre a tarifa.

A intenção era conter a pressão dos preços sobre produtos como o pãozinho francês e as massas, itens que possuem forte impacto nos índices de inflação. A isenção do PIS e da Cofins (9,25%), ratificada em maio por Medida Provisória (MP) com duração até o final deste ano, completou o pacote de incentivos.

O cenário era agravado pelo impasse em torno da liberação de novas licenças para exportação da Argentina, fornecedor de mais da metade do total do trigo consumido no Brasil, que atinge cerca de 11 milhões de toneladas.

Para se beneficiar das medidas anunciadas pelo governo, moinhos tomaram crédito em dólar e agora, abastecidos com trigo, vêem os custos subirem cada vez mais com o vencimento das parcelas reajustadas.
“O segmento como um todo está apertadíssimo. Se o câmbio continuar nesse patamar (R$ 2,20), o aumento será de 25%”, prevê Lawrence Pih, presidente do Grupo Moinho Pacífico, um dos maiores do País. Ele acrescenta que existe o agravante do frete. Quando importaram, o preço estava em US$ 105 a tonelada e agora despencou para US$ 40. A tendência agora é tentar “garimpar” o trigo nacional.  “Os bancos financiam 70% da compra do trigo e as tradings 30%. O governo pensou no exportador mas não no importador”, reclama.

Cláudio Zanão, diretor-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Massas Alimentícias (Abima), explica que é normal os preços recuarem nesse período. Ele explica que caso ocorra um aumento nos preços da farinha, a tendência é de repasse ao consumidor. Ele diz que a farinha de trigo compõe 70% do custo de processo das massas. “Um aumento de 20% na farinha pode gerar um repasse de 15% nos produtos”, calcula.

Gazeta Mercantil

Trigo: bom lucro não atrai agricultores

Mesmo com rentabilidade líquida 22% maior que a do milho safrinha, o trigo pode não atrair os produtores devido a baixa liquidez na hora da venda. Segundo o estudo divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o retorno para quem investir no trigo neste ano pode chegar a 40%, enquanto que o milho ficará em 18%. Segundo a instituição, o trigo valorizou 60%, enquanto o milho, 35%. A pesquisa foi realizada no oeste do Paraná, e os preços médios por saca de 60 kg ficaram em R$ 34,86 para o trigo, e R$ 20,81 para o milho.

Para este ano, o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) espera uma área de plantio 18% maior que a do ano passado – de 822 mil para 970 mil hectares. O que responde por 50% da área do Brasil. Em março, o Brasil já comprou cerca de 300 mil toneladas dos Estados Unidos com entrega prevista para maio. Para este ano, a produção nacional esperada é de 3,8 milhões de toneladas de trigo, segundo dados da Conab.

Gazeta Mercantil

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