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Trem-bala pronto até a Copa de 2014

O projeto de ampliação de Viracopos prevê a conclusão de uma estação ferroviária até abril do ano que vem. A estação, entretanto, não está atrelada à construção do TAV (trem de alta velocidade) ligando São Paulo, Campinas e Rio, que deve ficar pronto até a Copa de 2014, assim como partes importantes do “novo” aeroporto.

O chamado trem-bala, cujo traçado deverá ser definido até abril, terá 518 km, com previsão de investimentos de R$ 11 bilhões, custeados pelo PAC. A licitação está prevista para o segundo semestre, com conclusão em 2014, quando o Brasil sedia a Copa do Mundo.

Conforme o balanço do segundo ano do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal, já foi apresentada proposta de traçado do trem para o trecho no Estado do Rio.

O projeto completo, com estudo de impacto ambiental, deverá estar pronto até 2 de abril, quando entrará em consulta pública. Até 2014, devem estar prontos em Viracopos a segunda pista (2011), o novo pátio de aeronaves (maio de 2013) e o novo terminal de passageiros (maio de 2014).

O governo vai criar uma empresa estatal para cuidar do processo de absorção de tecnologia nas futuras obras do trem de alta velocidade entre Rio, São Paulo e Campinas. O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, informou ao Valor que estão praticamente prontos um projeto de lei para constituir a empresa e um decreto presidencial regulamentando seu funcionamento.

Integrantes do governo chegaram a sugerir a criação de um instituto ferroviário ou uma autarquia, mas a maioria acabou convencida de que o melhor formato seria a estatal. Passos disse que o governo já recebeu a confirmação de que bancos de fomento estrangeiros continuam dispostos a financiar “grande parte” do empreendimento. Grupos franceses (Alstom), alemães (Voith Siemens), italianos (Ansaldo Breda), coreanos (Hyundai) e japoneses (Mitsubishi, Kawasaki, Toshiba e Hitachi) manifestaram interesse em participar da disputa. Nos últimos dias, representantes da Ansaldo e da Voith foram a Brasília comunicar que a crise não diminuiu essa disposição, segundo Passos.

O compromisso de transferência de tecnologia será um dos pré-requisitos para entrar na disputa do trem-bala. O objetivo do governo é acumular conhecimento por meio de uma estatal “enxuta”, segundo Passos, para que futuros projetos sejam menos dependentes de tecnologias estrangeiras.

Passos espera que a Empresa de Pesquisa Ferroviária (EPF), como a estatal pode vir a ser chamada, absorva tecnologias também no transporte metroviário e de cargas.

A empresa Halcrow, contratada para apresentar até janeiro estudos técnicos e econômicos sobre o projeto Rio-São Paulo-Campinas, descumpriu o cronograma. Pressionada, a consultoria – que, no passado, estudou o túnel sob o Canal da Mancha – comprometeu-se a entregar o trabalho dia 2 de abril. A essa altura, o governo espera ter pronto o termo de referência ambiental e levantamentos geológicos e sismológicos, sob responsabilidade do DNPM.

Valor

Trem-bala, do Galeão a Cumbica e Viracopos

O trem-bala que ligará Rio a São Paulo terá tecnologia importada, mas fabricação nacional. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou ontem que a licitação para o transporte será feita em duas etapas – uma com empresas estrangeiras que dominam a tecnologia do veículo, outra por concorrentes nacionais, que provavelmente terão a missão de montar o trem. A ministra disse ainda que a licitação deve ser realizada em fevereiro de 2009.

– Quem ganhar, seja um consórcio japonês, coreano ou francês, se formaria de um lado, e nós formaríamos um consórcio de outro. Os dois consórcios que ganhassem a licitação se fundiriam para constituir uma sociedade de propósito específico (SPE), que faria o material rodante e também a estrutura operacional – afirmou a ministra, durante o 20º Forum Nacional, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Necessidade urgente

Orçado em US$ 9 bilhões, o projeto do trem-bala brasileiro já atraiu interesse de japoneses, espanhóis, franceses, italianos, coreanos e brasileiros. Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto foi apresentado por Dilma no Japão e na Coréia, recentemente. O trajeto previsto ligará os aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro), Cumbica (São Paulo) e Viracopos (Campinas) por trilhos.

Projetado para ligar as duas maiores cidades do país, o trem de velocidade média de 285 km/h ganhou atenção especial da ministra da Casa Civil. Uma das razões para tirar o trem do papel é a saturação dos aeroportos Santos Dumont, no Rio, e Congonhas, em São Paulo – que, mesmo após as obras de ampliação, não darão conta do aumento de passageiros a partir de 2015, segundo estudos do setor.

O projeto executivo foi retomado em 2003, com estudos de viabilidade para erguer duas linhas férreas de 403 quilômetros. A previsão é lançar a licitação no começo de 2009.

JB

Trem-bala irá ligar SP, BH e Curitiba

O governo anunciou que pretende abrir licitação para a construção de 4,7 mil km de ferrovias no Brasil nos próximos anos. A medida provisória (MP) publicada ontem pela Presidência da República também autoriza o estudo de viabilidade de um trem-bala ligando Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Curitiba (PR), com 1.150 km de extensão.

Todos os trechos estão sob concessão da Valtec, que por meio da mesma MP foi transformada em empresa pública, sob a forma de sociedade por ações, vinculada ao Ministério dos Transportes.

Rio-São Paulo
Antes de chegar ao trecho entre Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo, o governo pretende viabilizar o trem-bala entre o Rio de Janeiro e a capital paulista.

A licitação para definir as empresas que construirão o trem de alta velocidade, que também passará por Campinas, deve acontecer no primeiro semestre de 2009. Os investimentos do projeto devem somar R$ 11 bilhões, e, em sua maioria, virão da iniciativa privada.

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