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Drica Moraes é internada para transplante de medula

A atriz Drica Moraes, de 40 anos, está internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde a última segunda-feira, 14.

Renato Rocha Miranda/divulgação
Renato Rocha Miranda/divulgação
Atriz está internada desde segunda

A atriz, que mora no Rio, que está com leucemia, será submetida a um transplante de medula óssea na próxima terça-feira, 22. O doador da medula foi encontrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).

Segundo boletim do hospital, o procedimento será realizado em três fases. A primeira, iniciada hoje, é a de quimioterapia preparatória (condicionamento); a segunda é a  infusão da medula óssea (transplante); e a terceira, a recuperação e período de monitoramento para avaliação da efetivação do transplante.

Uma equipe médica ficará responsável para monitorar a paciente e avaliar a efetivação. Em nota, o hospital informou que “a paciente está com a doença sob controle”.

O diagnóstico da doença foi revelado no início deste ano.

Drica foi indiciada ao Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, entregue em 6 de junho no Rio, por sua atuação como coadjuvante no filme Os Normais 2.

Coração de Eloá foi para mulher de 39 anos

Uma mulher de 39 anos recebeu na manhã desta segunda-feira o coração da menina Eloá ( na foto com Nayara), 15 anos, que teve morte cerebral confirmada às 23h30 de sábado, após ser baleada na cabeça e na virilha, depois de 101 horas de cárcere privado imposto pelo ex-namorado Lindemberg Alves, 22 anos.

O transplante foi realizado no Hospital Beneficência Portuguesa, no bairro Bela Vista, zona sul de São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a instituição não informou a identidade da paciente, devido a normas internas.

O procedimento de retirada dos órgãos de Eloá teve início à 0h30, no Centro Hospitalar de Santo André, no ABC paulista. O coração foi o primeiro órgão a ser retirado. Por volta das 4h, um equipe do Hospital Beneficência Portuguesa fez o transporte do órgão.

O corpo de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, será velado e enterrado no Cemitério Santo André, no Grande ABC Paulista. Os horários ainda não foram definidos, pois dependem da liberação do corpo, que está no Instituto Médico Legal (IML) desde as 6h45 de hoje. Se o enterro acontecer ainda hoje, deverá ser por volta das 17 horas, segundo informações da administração do cemitério.

Terra

Alemão recebe transplante de dois braços

Médicos alemães completaram com sucesso o transplante de dois braços em um homem de 54 anos, numa cirurgia descrita pelo hospital como a primeira de seu tipo no mundo.

Em uma operação que durou 15 horas, uma equipe de 40 médicos transplantou os braços em um agricultor que perdera os dois braços em um acidente, seis anos atrás. O hospital anunciou nesta sexta-feira que o paciente, que nao tem o nome revelado, passa bem.

“Antes da cirurgia, explicamos a ele que teria que encarar o fato de que teria as mãos de outra pessoa”, disse Edgar Biemer, do hospital em Munique, sul da Alemanha, onde a cirurgia foi realizada na semana passada.

“Quando ele acordou, olhou para suas mãos e comentou ‘muito bem”‘, contou Biemer, um dos médicos encarregados da operação, à Reuters TV.

Biemer disse que até agora só tinham sido feitos transplantes de antebraços. Uma das principais dificuldades para se realizarem transplantes de braços inteiros é encontrar doadores.

“O número de pessoas que se dispõem a doar seus órgãos internos já vem caindo”, disse ele.

“E as pessoas acham mais aceitável que os rins, por exemplo, de um familiar morto sejam extraídos, do que ver uma perna inteira, uma mão ou um rosto cortados.”

Em 2005, médicos franceses realizaram o primeiro transplante parcial de rosto em uma mulher de 38 anos que teve seu nariz, faces, boca, lábios e queixo substituídos por tecidos de uma doadora, depois de ser atacada por seu próprio cão.

Reuters

Brasil: 66 mil aguardam doação de órgãos

O Brasil tem hoje uma lista de espera de 66 mil pacientes que precisam de algum tipo de transplante e apenas 15 mil operações desse tipo são feitas anualmente. A informação é do coordenador nacional do Sistema de Transplantes do Ministério da Saúde, Abrahão Salomão Filho.

Segundo ele, o Brasil é o terceiro país do mundo melhor preparado para fazer transplantes, depois dos Estados Unidos e da China. A dificuldade maior para a obtenção de doações é que a decisão precisa ser tomada individualmente pelos brasileiros. Para o médico, embora tenha registrado pequeno crescimento nos últimos anos, as doações ainda estão abaixo do ideal.

O número de doadores no Brasil é mais crítico do que se pensa, se for levado em conta que, na estatística de transplantes anuais, são misturados casos que envolvem a vida do paciente e cirurgias reparadoras como o transplante de córnea, de rim ou fígado, que podem ser feitos com doação de pessoas vivas.

Os doadores em geral são vítimas de acidentes, que podem oferecer órgãos, tecidos, a medula óssea e o sangue. O Ministério da Saúde pede que os candidatos a doadores avisem à família que, em caso de morte, concordem com a doação. Salom]ão lembrou que, no Brasil, a doação só ocorre com a permissão dos familiares.

Campanha do ministério alerta que “se você tem um doador na família, respeite a vontade dele. A importância da divulgação e conhecimento da intenção das pessoas por parte de seus familiares em relação à doação de órgãos é fundamental no momento da autorização de uma doação”.

AGÊNCIA BRASIL

Uso de cordão em transplante cresce 440%

Quase metade dos transplantes não-aparentados de medula óssea no país já são feitos com células-tronco de sangue de cordão umbilical. Em quatro anos, o índice de participação de cordões “nacionais” nessas cirurgias passou de 10% para 54% (um crescimento de 440%), segundo a rede BrasilCord, que reúne bancos públicos de cordão umbilical.

Até o final do ano, o Brasil também integrará uma rede internacional de bancos de cordão umbilical, fornecendo material a outros países.

O sangue de cordão umbilical e placentário é rico em células-tronco hematopoéticas e é indicado no transplante de medula óssea em pessoas com leucemias, linfomas, anemias graves, entre outras 70 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e auto-imune. Os transplantes também são feitos com doações de medula óssea.

O maior uso dos cordões, que ainda vão para o lixo na maioria das maternidades brasileiras, está sendo possível por conta de um programa do Ministério da Saúde que reúne, no momento, quatro bancos públicos de cordão umbilical -no Inca (RJ), no hospital Albert Einstein (SP) e nos hemocentros de Campinas e Ribeirão Preto.

Com a liberação de um financiamento de R$ 30 milhões pelo fundo social do BNDES, o país vai ganhar outras oito unidades -no CE, PE, PA, DF, PR, RS, SC e MG-.
Com 12 bancos funcionando, o país conseguirá fazer 85% dos seus transplantes de medula com doadores próprios. O Brasil gasta em torno de US$ 29 mil em cada doação vinda do exterior. Em 2007, foram importados 32 cordões.

Do início do programa até agora, 60 unidades foram usadas em transplantes. Outras 150 estão identificadas, mas os pacientes aguardam um leito para realizar o transplante. Apenas 16 hospitais no país estão autorizados a fazer a cirurgia e ao menos 1.200 pessoas estão à espera.

FSP

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