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Morre José Vasconcelos um dos maiores humoristas do Brasil

Morreu na madrugada desta terça (11) o humorista José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto, aos 85 anos. Ele era conhecido por viver o personagem Ruy Barbosa Sá Silva na “Escolinha do Professor Raimundo”, da Globo, e “Escolinha do Barulho”, da Record.

José Vasconcellos sofria de Alzheimer, tinha problemas nos rins e estava internado no Hospital das Clínicas de São Paulo, quando sofreu uma parada cardíaca.

Logo no início da manhã, Rick Régis, sobrinho do comediante, usou o Twitter para dar a informação: “Olá Homero, perdemos o Pai do humor: José Vasconcellos”. Prontamente, ele também escreveu no microblog: “PERDI MAIS UM AMIGO….JOSÉ VASCONCELOS, UM DOS MAIORES HUMORISTAS DO BRASIL…”.

Homero pediu: “A nova geração de ’comediantes’ tem obrigação de rever vts de um dos precursores do stand up…ele fazia ’solo’ há decadas”.

Segundo amigos da família, o velório de José Vasconcellos deve acontecer ainda hoje. Ele será cremado, segundo seu próprio desejo, e depois removido para o crematório de Embu das Artes, em SP.

Natural de Rio Branco, no Acré, José Vasconcellos era considerado um dos maiores nomes do humor brasileiro. Iniciou sua carreira no rádio e ganhou destaque interpretando personagens gagos, como o Ruy Barbosa Sá Silva.

Na década de 60, criou o projeto “Vasconcelândia”. A ideia era montar um parque de diversões em Guarulhos/SP, semelhante à “Disneylândia”. Porém, o projeto acabou não sendo realizado.

Biografia

Começou no rádio, meio em que se tornou célebre por fazer imitações das vozes de outros locutores e artistas em geral, como a imitação de Ary Barrosoapresentando um programa de calouros.

Tornou-se famoso por suas piadas de gagos, sendo o esquete “O Locutor de Futebol Gago” um de seus maiores êxitos. Sua habilidade de imitador proporcionou um desempenho inigualável imitando gagos, transformando estas imitações em sua marca particular.

Produziu e atuou no primeiro programa humorístico da televisão brasileira, A Toca do Zé, exibido pela TV Tupy de São Paulo em 1952.

Em 1960 gravou um disco pela Odeon, Eu Sou o Espetáculo, sendo provavelmente o primeiro humorista a vender mais de 100 mil cópias de um LP do gênero, além de que esse disco tinha duração de 55 minutos, sendo o mais longo LP de humor já feito no país. Seu sucesso abriu caminho para que outras gravadoras investissem no segmento, mas o próprio Vasconcelos não conseguiu repetir o êxito de sua primeira gravação.

Também nos anos 60, esteve a frente de um projeto chamado Vasconcelândia, que acabou não se concretizando.

Continuou trabalhando na TV, em papéis como o do gago “Rui Barbosa Sa-Silva” na Escoliha do professor Raimundo, ém de se apresentar em casas de espetáculos por todo o Brasil.

Em 2009 foi lançado em DVD o documentárioEle é o Espetáculo, do cineasta Jean Carlo Szepilovski, uma homenagem ao conjunto de sua obra. Narrado pelo próprio humorista, apresentava depoimentos de Jô Soares , Chico Anysio e trecho de filmes e programas de rádio e TV em que atuou durante a carreira.

Afastado da televisão devido ao mal de Alzheimer,assou seus últimos anos em sua casa na cidade de Itatiba, interior de São Paulo.

O humorista deixa sua esposa, dona Irene, e quatro filhos.

Família de Bob Marley perde direitos sobre discos

A família de Bob Marley perdeu uma ação judicial na qual pedia os direitos autorais sobre várias das gravações mais famosas do cantor jamaicano de reggae.

A juíza distrital dos EUA Denise Cote, de Manhattan, determinou que a gravadora UMG Recordings, do Universal Music Group, é a proprietária por direito dos direitos autorais de cinco álbuns gravados por Marley para a Island Records entre 1973 e 1977.

Os álbuns “Catch a Fire”, “Burnin”, “Natty Dread”, “Rastaman Vibrations” e “Exodus” foram gravados com a banda de Bob Marley, The Wailers. Eles incluem algumas das canções mais famosas de Marley, entre elas “Get Up, Stand Up”, “I Shot the Sheriff”, “No Woman, No Cry” e “One Love”.

Bob Marley morreu de câncer em 1981, aos 36 anos de idade.

A decisão tomada pela juíza na noite de sexta-feira é uma derrota para a viúva de Marley, Rita, e seus nove filhos, que procuravam recuperar milhões de dólares de indenização pela tentativa de UMG de “explorar” o que eles descreveram como “as gravações essenciais de Bob Marley.”

Os advogados da família, L. Peter Parcher e Peter Shukat, não responderam a telefonemas pedindo declarações. O porta-voz da UMG, Peter LoFrumento, disse que a empresa está satisfeita com a decisão da juíza.

A família de Marley acusou a UMG de intencionalmente deixar de pagar royalties a sua empresa, a Fifty-Six Hope Road Music Ltd, e ignorar um acordo de 1995 que lhes concedia direitos sob os acordos de gravação originais.

Ela também acusou a UMG de não consultá-la sobre decisões importantes de licenciamento, como o uso de músicas de Marley como ringtones de celulares da AT&T, Sprint e T-Mobile.

Mas a juíza concluiu que as gravações de Marley foram “trabalhos feitos para aluguel”, conforme os termos da lei de direitos autorais dos EUA, o que dá direito à UMG de ser designada dona das gravações, tanto nos termos dos direitos autorais iniciais de 28 anos quanto das renovações.

Segundo ela, a Island tinha o direito contratual de aceitar ou rejeitar o que Bob Marley produzia.

Ela também rejeitou o pedido da família Marley de confirmar seus direitos sobre downloads digitais, citando ambiguidades no acordo de 1992 sobre royalties.

Ela instruiu as duas partes a iniciar negociações supervisionadas pelo tribunal com vistas a um acordo e programou um encontro entre as duas partes para 29 de outubro.

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