Arquivos de tags: Sequestro

Eloá recebe homenagem de Nayara no Orkut

A estudante Nayara Silva, de 15 anos, homenageou a amiga Eloá Cristina Pimentel, nesta sexta-feira (24), no site de relacionamentos Orkut.
Eloá morreu na noite de sábado (18) após seu ex-namorado Lindemberg Alves, 22 anos, mantê-la sob cárcere privado por mais de 100 horas. Nayara foi baleada no rosto durante a prisão de Lindemberg, mas foi operada e teve alta nesta quarta-feira (22).

Nayara se identifica agora, em seu perfil no Orkut, com uma foto em que há escrito: “Eloá, te amo”.
Ela também escreveu uma declaração de amor para Eloá. “Eu daria a minha vida por ela, mas infelizmente não coube a mim assegurar a vida dela. Mas, eu tenho certeza que a nossa amizade e o nosso amor vai muito além desse mundo. A gente ainda vai se encontrar”, diz a adolescente no texto.

“Existe anja mais perfeita que essa?”, questiona Nayara após descrever Eloá na homenagem.

“Pois então que ‘sorte’ a minha, pois essa é a minha anja, a minha estrela-guia, aquela que vai guiar meus passos até quando eu puder ir pra junto dela novamente”, concluiu a adolescente no texto no Orkut.

Caso Eloá: Record confundiu ruido com tiro

O ruído que a TV Record atribuiu a um disparo de tiro antes de a PM invadir o apartamento em que a garota Eloá Pimentel era mantida refém em Santo André, na Grande São Paulo, na última sexta-feira (17), pode ter sido produzido por um microfone da própria emissora ou por uma bombinha estourada a 500 metros do local.

Veja vídeo do caso

O material, que corrobora com a versão da policia, foi exibido exaustivamente no último “Domingo Espetacular”. No mesmo dia, o “Fantástico”, da Globo, apresentou áudio que revelava exatamente o contrário, que não teria havido tiros antes da explosão da porta do apartamento, apenas depois.

Desconfiada de que fez barulho com uma “barriga” (no jargão jornalístico, informação equivocada), a Record não reprisou o material nos telejornais desta semana. Diretores da Record, reservadamente, já admitem que o suposto tiro, na verdade, pode ter sido um atrito em um microfone de espuma.

Nesta quinta-feira, uma equipe da emissora foi até Campinas, pedir uma avaliação do perito Ricardo Molina. Mas, até agora, não foi atendida. “Eles trouxeram material editado. Eu quero a fita bruta”, diz Molina.

“Aquilo foi um sinal amplificado. Pode ser de qualquer coisa. Pode ser a pata de um gafanhoto raspando no microfone ou, de boa fé, pode ser uma bombinha que estourou nos quintos dos infernos e só o microfone da Record captou e eles interpretaram, erroneamente, como um disparo”, disse Molina.

Para Molina, a Record não agiu corretamente ao amplificar apenas o áudio do suposto tiro, e não de todos os ruídos. “O ruído [do suposto tiro] tem mais amplitude do que a explosão”, afirma.

Molina também estranhou o fato de o material da Record sofrer um corte exatamente quatro segundos após a explosão da porta. Segundo ele, foi nesse momento que começaram os tiros dentro do apartamento.

Desde o desfecho do caso, a PM afirma que um tiro disparado por Lindemberg motivou a invasão no apartamento. Nesta quinta, pela primeira vez, o coronel Eduardo Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, admitiu que a equipe do Gate pode (Grupo de Ações Táticas Especiais) ter confundido um barulho qualquer com um tiro.

Em nota, a Record diz que não afirmou que o áudio era de um tiro, mas que poderia ser.

O inquérito sobre o seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, será concluído na sexta-feira, 25. A afirmação foi feita pelo delegado-titular do 6º Distrito Policial de Santo André, Sérgio Luttvia. O delegado informou nesta quinta-feira, 23, que o inquérito será concluído mesmo sem o depoimento do tenente Paulo Sérgio Schiavo – que comandou a equipe do Gate no momento da invasão – e sem a polícia ter feito a reconstituição do crime.

UOl

Autorizada doação de órgãos de Eloá

A família da adolescente Eloá Cristina Pimentel, 15, que teve morte cerebral atestada no final da noite de ontem, autorizou a doação de órgãos da menina, afirmou na manhã deste domingo Rosa Maria Pinto de Aguiar, diretora do hospital municipal de Santo André (Grande São Paulo).

A médica afirma que foi avisada da decisão por um irmão da menina. Médicos do Instituto Dante Pazzanese devem chegar à unidade no começo da tarde. Não foi divulgado quanto tempo levará o procedimento.

Eloá foi baleada na cabeça após passar cem horas rendida pelo ex-namorado. Houve perda de massa encefálica, e ela chegou a passar por cirurgia. A bala, no entanto, não pôde ser retirada –ficou alojada no cerebelo.

A amiga da adolescente que também estava no imóvel e foi baleada no rosto passa bem. Nayara, 15, ainda não sabe que foi constatada a morte cerebral da amiga.

O delegado Luiz Carlos dos Santos, seccional de Santo André, afirmou na manhã deste domingo (19) que a morte de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, complica a situação de Lindemberg Alves, o ex-namorado da garota que a manteve refém por 100 horas. De acordo com o delegado, Lindemberg, que tinha sido autuado em flagrante por três tentativas de homicídio, agora responde por duas tentativas e um homicídio. A morte cerebral de Eloá foi anunciada no fim da noite de sábado (18).

Santos explicou que, além de atirar em Eloá e na amiga Nayara Silva, de 15 anos, Lindemberg também disparou em direção do primeiro policial militar que negociava a libertação das vítimas do seqüestro. Lindemberg foi autuado ainda pelos crimes de cárcere privado e periclitação de vida. Ele está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.

Como a prisão foi em flagrante, explicou o seccional, o prazo para a conclusão do inquérito é de dez dias. A polícia ainda não sabe a procedência do revólver calibre 32 usado pelo seqüestrador para atirar nas reféns, pois a arma não tem registro.

NF/G1

Abadia e Beira-Mar planejavam seqüestro de filho de Lula

A Polícia Federal descobriu indícios de que a organização chefiada pelos traficantes Juan Carlos Ramirez Abadia, chefe do Cartel de Bogotá, e Fernandinho Beira-Mar, planejou, de dentro do presídio federal de Campo Grande, seqüestrar um dos filhos do presidente Lula para exigir como resgate a libertação deles e de outros integrantes da quadrilha. No plano, os criminosos também pretendiam capturar pelo menos cinco altas autoridades do Executivo e do Judiciário.

A trama foi frustrada com a prisão, na segunda-feira, de quatro integrantes da organização acusados de articular o seqüestro. Entre os detidos na chamada Operação X, da Diretoria de Inteligência da PF, estão o advogado Vladimir Búlgaro e Ivana Pereira de Sá, ex-mulher de Beira-Mar. Segundo a polícia, os dois intermediavam as negociações entre Beira-Mar, Abadia e os outros integrantes da organização que estão fora da cadeia. Pelas informações do Serviço de Inteligência do Sistema Penitenciário Federal, as ordens de Beira-Mar e Abadia eram recebidas e repassadas nas visitas que Búlguro e Ivana faziam ao presídio.

O plano foi descoberto pelo Serviço de Inteligência do Sistema Penitenciário no início do ano, quando um grupo de criminosos fez um ataque surpresa às instalações do presídio de Campo Grande. A partir daquele momento, a PF foi chamada para aprofundar as investigações, que resultaram na Operação X.

Jailton de Carvalho – O Globo

Ex-cantor do Polegar Rafael Ilha é preso em SP

O ex integrante do grupo Polegar Rafael Ilha, de 35 anos, foi preso em flagrante na noite desta terça-feira por tentativa de seqüestro, no centro de São Paulo. Rafael, que atualmente é dono de uma clínica de reabilitação para usuários de drogas, teria tentado levar uma paciente à força para a clínica, localizada em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

O ex-polegar diz que foi procurado por um ex-paciente da clínica, Pedro Santana Vaz, que pediu a internação da ex-mulher, Karina de Souza Costa. Ela seria usuária de drogas. Pedro está no Amapá mas combinou, por telefone, com Karina de encontrá-la no prédio onde reside, na Rua Maestro Cardim, na Bela Vista. Ilha e mais dois funcionários de sua clínica agarraram a estudante de Direito em frente ao local, no momento em que ela chegava para o encontro.

Rafael teria dito à polícia que fez a abordagem à moça atendendo a um pedido do ex-marido da paciente, que havia solicitado a internação dela para um tratamento de desintoxicação.

A mulher teria sido abordada e obrigada a entrar em um veículo por Rafael e dois funcionários da clínica. A vítima pediu por socorro no momento em que era levada para um carro da clínica, um Toyota Hilux. O cantor e os dois funcionários foram detidos pela Polícia Militar.

Dentro do carro usado por Rafael Ilha foram encontradas seringas, vários calmantes e faixas para imobilização. O ex-polegar se defendeu:

– Ela é uma pessoa que o marido disse que estava com problema com drogas, tinha espancado a filha.

Karina disse que irá se submeter a um exame toxicológico para comprovar que não é dependente química. Ela disse que é vítima de uma armação do marido.

Além de Rafael Ilha, foram presos os dois funcionários e o ex-marido da vítima. Todos foram autuados por tentativa de seqüestro e formação de quadrilha. O ex-Polegar ainda responderá por usurpação de função pública, por ter se passado por policial ao fazer a abordagem à vítima. Ele estaria com uma camiseta com o símbolo do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil.

Histórico

Rafael Ilha já havia se envolvido em episódios que preencheram as páginas policiais nos últimos anos. Foi preso duas vezes, em 2000, por envolvimento com drogas, e 2005, por porte ilegal de armas. Dependente químico, ficou dez meses, entre 1999 e 2000, em tratamento na clínica do psiquiatra Sabino Ferreira de Farias Neto, médico que receitou o coquetel de remédios antes ao lutador Ryan Gracie, encontrado morto em dezembro do ano passado, na carceragem do 91º Distrito Policial (Vila Leopoldina).

Bom Dia Brasil

O Dia: equipe é seqüestrada por milícia

Criadas sob o “inocente” argumento de enfrentar o tráfico de drogas e livrar as comunidades carentes do crime organizado, as milícias compostas por policiais, agentes penitenciários, bombeiros e ex-servidores da Segurança Pública dominam hoje bem mais do que as 78 comunidades onde fincaram suas garras e estruturaram um exército muito bem armado. Elas ditam as leis a aproximadamente 2 milhões de cariocas e os submetem a um código penal que nunca foi escrito. Todos conhecem bem cada parágrafo, onde estão previstas a tortura e a morte a quem desafiar as suas regras. Um desmando sofrido pela equipe de O DIA.

Durante duas semanas, repórteres moraram na Favela do Batan, em Realengo, Zona Oeste do Rio. A idéia da reportagem era mostrar como vivem as pessoas em um local onde grupo clandestino tem lucro fantástico com a venda do gás de cozinha, do sinal pirata de TV a cabo e da segurança forçada, além do curral eleitoral. Mas, na tentativa de produzir material que mostrasse os desvios dessa realidade, os jornalistas caíram nas mãos da barbárie.

Denunciados, os repórteres de O DIA foram seqüestrados e mantidos em cárcere privado em um dos barracos usados como quartel-general pela quadrilha. O interrogatório e as torturas duraram sete horas e meia, período em que a equipe foi submetida a socos e pontapés, choques elétricos, sufocamento com saco plástico, roleta-russa, tortura psicológica e todo tipo de situação vexatória. Em um dos intervalos entre as sessões de agressões, a equipe identificou o barulho de sirenes iguais às das patrulhas policiais rondando o cativeiro. Mas os homens que chegavam ao local, em vez de socorrer as vítimas, eram solidários aos carrascos.

Em determinado momento, o cativeiro chegou a ter pelo menos 20 milicianos, entre torturadores, incentivadores e espectadores coniventes. As vítimas foram libertadas, depois de os criminosos terem passado todo o tempo garantindo que elas seriam torturadas até a morte. A condição seria manter segredo sobre a sessão de agressões. Foi a forma mais cruel e bárbara de testemunhar como a milícia age nas comunidades do Rio.

O crime cometido contra a equipe de O DIA aconteceu no dia 14 de maio. A cúpula da Segurança do Estado do Rio foi notificada. Hoje, mais de duas semanas depois das agressões, os fatos estão sendo publicados. A decisão de esperar esse tempo para trazer à tona a história foi tomada para que as investigações policiais não fossem prejudicadas e, principalmente, para garantir a segurança das pessoas envolvidas. Agora, espera-se pela punição dos culpados.

O dia

%d blogueiros gostam disto: