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“Por um Planeta mais limpo”: sabão em pó sem fosfato de sódio

Dentro de dez dias, a Unilever começa a divulgar ao consumidor uma série de mudanças em sua linha de sabão em pó – mudanças essas consideradas “as maiores dos últimos 15 anos” para o grupo no setor.

As marcas Omo, Brilhante Surf e Ala serão afetadas. O processo de produção, a composição dos produtos e as embalagens sofreram alterações, e estão em linha com o projeto de sustentabilidade da Unilever no mundo.
Na origem dessas mudanças está na necessidade de incluir a filial brasileira num plano de desenvolvimento de produtos sustentáveis do grupo anglo-holandês. Sete países já fazem parte desse projeto intitulado “Por um planeta mais limpo”. O Brasil é o oitavo país do mundo (e a primeira subsidiária da América Latina) a integrá-lo.
Para isso, a filial precisou rever a forma como trabalha.

Entre as medidas tomadas está a alteração da composição do sabão em pó da Unilever. Uma substância foi retirada da fórmula, o STPP (um fosfato de sódio), insumo fundamental para a limpeza eficiente das roupas, mas nocivo ao meio ambiente. É que na produção, no uso e no cálculo de descarte do produto com o fosfato, há uma elevada emissão do gás. Então, no lugar do STPP, entrou o carbonato , com emissão mais baixa. A composição das cinco versões de Omo, duas de Brilhante e quatro de Surf foram alteradas. Há cinco anos, o Ministério do Meio Ambiente determinou a retirada do STPP dos detergentes até o ano de 2012. A Procter & Gamble, dona do Ariel, retirou o fosfato
dos produtos em 2007 e a Unilever estava reduzindo a presença do insumo desde 2005.

Com essa alteração agora, a densidade do novo detergente em pó da Unilever mudou (algo que ela diz não ser perceptível) e por isso passou a ocupar um menor espaço na embalagem – que acabou ficando mais estreita. Por fora da caixa, também houve mudanças. A Unilever decidiu colocar o selo “Por Um Planeta Mais Limpo” na embalagem, além de incluir uma série de informações ao consumidor.

Ao mesmo tempo em que toma essas medidas, a Unilever muda o seu portfólio. O Omo Progress deixará de ser vendido neste mês. E será lançado o Omo Multiação Partículas de Extra Limpeza no lugar do Omo Active Clean, a ser retirado das lojas. Além disso, neste mês a empresa começa a vender o Omo Poder Líquido Super Concentrado.

A concorrente Procter vende o Ariel Líquido desde o final de 2008. A
Unilever chegou a apresentar o Omo Líquido em 1999, mas parou de fabricá-lo em 2004.  A alteração na fórmula dos detergentes não deve mexer no preço das mercadorias, diz a empresa.

Para comunicar as mudanças em Omo, Brilhante e Surf, a empresa vai investir R$49,6 milhões em campanhas publicitárias a partir deste mês.

Valor

Consumo: brasileiro é resistente ao sabão líquido

Paulo Koelle, diretor da Procter & Gamble e a maior aposta do setor neste ano.

O consumidor brasileiro sempre torceu o nariz para o sabão líquido para roupas. O Omo Líquido, que a Unilever lançou em 1999, saiu do varejo em 2004, por falta de mercado.

Mas, duas concorrentes, Procter & Gamble e Bombril, voltaram a insistir no produto em 2008 e apostam que neste ano ele irá deslanchar.

Nos Estados Unidos o detergente líquido tem 77% do mercado e aqui a versão em pó é a preferida do brasileiro.

A versão em pó já teve presença em 99,9% dos lares do país, segundo pesquisas da Latin Panel. Mas com os novos lançamentos líquidos, esse percentual caiu agora para 97,9%. A primeira a se arriscar nessa seara foi a Bombril, que lançou o Tanto Líquido em março do ano passado. Em seguida, veio o Ariel Líquido, da P&G, que chegou às prateleiras cinco meses depois.

Aparticipação de mercado do líquido, há um ano era /de 0,9% do faturamento do setor de sabão para roupas, que responde anualmente por R$ 3,1 bilhões em vendas. Hoje, incluindo, além das duas novas marcas, o Ypê Líquido e o BioWash essa participação cresceu para 2%. Ou seja, as vendas mais que dobraram, passando de R$ 28,143 milhões ao ano para R$ 62,540 milhões.

As novidades do sabão líquido também estão mais baratas. No passado, a versão vendida em frascos custava até 30% mais que a caixinha de sabão em pó. Hoje, sai em média 10% a mais e, em alguns casos, o preço é igual.

A versão líquida assim como a em pó têm o mesmo rendimento. Ou seja, um litro de detergente para roupas rende o mesmo número de lavagens que um quilo do pó. A vantagem para o consumidor é que o líquido dilui mais fácil na água e portanto não forma resíduos (como aquelas bolinhas de sabão em pó que às vezes se formam na roupa). Além disso, o líquido pode ser usado na pré-lavagem, como tira-manchas, com aplicação direto no tecido.

A Unilever, porém, prefere ver de fora o crescimento desse mercado. Dona de quase metade das vendas do setor com suas marcas Omo, Fofo, Brilhante, Surf e Ala, a empresa não tem planos de voltar ao formato líquido.

Valor

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