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Cliente é obrigada a tirar roupa após suspeita de furto

Foto: Reprodução TV Vitória

Uma funcionária pública foi acusada de furtar uma blusa e precisou tirar a roupa para ser revistada por funcionários em uma loja no centro de Vitória, na noite desta segunda-feira (2).

Ela se diz chocada e humilhada pelo tratamento recebido no local. De acordo com a consumidora, que preferiu não se identificar, após deixar o estabelecimento e seguir para outra loja que ficava ao lado, comprou e pagou à vista duas calças jeans. Ao voltar, ela disse ter sido obrigada a explicar um furto que havia acontecido.

“Entrei na loja, comprei duas calças e quando saí dessa loja em que eu entrei o segurança da loja falou ‘o gerente da loja está te chamando lá por que ele acha que você furtou uma blusa da loja’. Eu voltei com ele lá aí o gerente falou: ‘Cadê a peça?’. Eu falei: ‘Que peça?’. Ele falou: ‘você está com uma peça da loja’. Eu falei: ‘não, eu provei duas calças e devolvi, não é menina?’. Aí a menina ficou olhando assim para o lado e ele falou: ‘então vamos lá em cima para você ser revistada’. Subi, eles tiraram tudo da minha bolsa, revistaram tudo, olharam tudo e ele não se conformou. Falou assim ‘você pode estar com a peça, tira a blusa’. Aí eu tirei, abaixei um pouco a calça, ele olhou tudo. Ele, o segurança e a vendedora.

O gerente da loja, que trabalha há doze anos no comércio, deu outra versão sobre o caso. “Depois de uma confirmação de que ela estava com essa cor de blusa e era o objeto que ela tinha furtado na loja, o segurança da rua conduziu ela até a nossa loja. Ela começou a fazer escândalo no interior da loja, dentro do salão de vendas, foi a hora em que eu pedi para que ela fosse até o refeitório numa parte mais reservada. Chegou lá ela começou a fazer escãndalo e começou a tirar a roupa por conta própria”, relatou Rosenaldo de Oliveira.

Segundo o delegado Marcelo Nolasco, a loja agiu de maneira errada. O objeto do furto não foi encontrado e somente autoridades policiais podem fazer revistas. “O procedimento foi completamente incorreto. Se eles desconfiassem dela que acionassem a polícia, que tem o poder para fazer uma busca pessoal”, afirmou o delegado.

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