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TARSO “Tive infância normal, roubei fruta dos vizinhos, fui suspenso no colégio”

Imperdível está a edição de aniversário de 15 anos da revista PRESS. Um feito histórico; poucas publicações no RS chegaram a esta marca.

“Tive uma infância normal, roubei fruta dos vizinhos, fui suspenso no colégio”, diz o governador Tarso Genro na entrevista de capa da edição 139, que comemora os 15 anos da revista Press Advertising. 

Foi uma entrevista com jornalistas convidados de outros veículos e que tratou de temas que raramente um político fala nos encontros com a imprensa, como infância, leitura e lazer. Mas também falou sobre a política local, como “sadio oportunismo gaúcho com a Copa”, e internacional: “Hoje, Cuba está estagnada”.

Na Advertising, o entrevistado é Dalton Pastore, que aborda o V Congresso Brasileiro de Propaganda, denuncia que o “politicamente correto não melhorou o Brasil” e reclama a perda da criatividade na publicidade. As reportagens de capas tratam de “esquinas” da comunicação. Na Advertising, a matéria investiga como se constrói a “esquina da arte com tecnologia” em Porto Alegre.

Na Press, a venda do Instagram por um preço superior ao avaliado para o New York Times é um “sinal dos tempos”, o cruzamento de um modelo de comunicação mais que centenário com um modelo de menos de dois anos. A matéria especial lembra os 15 anos que “parecem um século” desde o lançamento da publicação. E uma nova série se inicia, A pequena história da imprensa gaúcha”, por Sérgio Dillemburg. PressAdvertising já está nas bancas.

Dom Dadeus: morreram mais católicos do que judeus no holocausto

“Morreram mais católicos do que judeus no holocausto, mas isso não aparece porque os judeus têm a propaganda do mundo”. Essa é uma das afirmações polêmicas do arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings (foto), na entrevista de capa da edição 119 da revista Press, que começa a circular nas bancas da capital gaúcha.

O responsável por uma das principais arquidioceses do país entrou em outras polêmicas durante a entrevista de mais de duas horas para a revista Press, como ao tentar justificar as Cruzadas da Idade Média, defender o celibato, condenar as pesquisas de células-tronco embrionárias e a distribuição de camisinhas pelo governo, além de defender a neutralidade da igreja durante o período militar no Brasil e durante a 2ª. Guerra.

Líder da Igreja Católica, Dom Dadeus vai além. “Quantos milhões de católicos foram vítimas do Holocausto, 22 milhões? Vinte e dois milhões foram ao todo. Os judeus se dizem as maiores vítimas do Holocausto. Mas as maiores vítimas foram os ciganos. Foram exterminados. Isso eles não falam”, sustenta.

Sobrou até para o ex-jogador e atual comentarista da Rede Globo, Paulo Roberto Falcão. O  arcebispo, que estava no Vaticano à época do “Rei de Roma”, diz que Falcão “fez um fiasco e foi expulso da Roma” por não cumprir o contrato com o clube italiano.

Revista Press

NOTA:

A Federação Israelita do RS (Firs), através do seu presidente Henry Chmelnitsky, respondeu nesta quinta (26) em nota oficial publicada no portal da Federação Israelita, às declarações do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, publicadas pela revista Press. Na entrevista, Dom Dadeus afirmou que “morreram mais católicos do que judeus no Holocausto, mas isso não aparece porque os judeus têm a propaganda do mundo”. Segundo Chmelnitsky as declarações de Dom Dadeus não contribuem em nada para a construção de uma convivência pacífica e harmoniosa entre os brasileiros de todas as origens. Reduzir ou relativizar o Holocausto agride a memória de milhões de mortos numa guerra iniciada pelo fanatismo e intolerância”, afirmou, acrescentando ter esperança de que Dom Dadeus reflita sobre as suas declarações.

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