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Três remédios para asma passam a ser distribuídos gratuitamente


População tem acesso a três tipos de medicamentos em 10 apresentações. Remédios podem ser retirados, gratuitamente, em uma das 20 mil unidades em todo o país.

 

Começou, nesta segunda-feira (4), a oferta gratuita de medicamentos para o tratamento da asma nas farmácias populares da rede própria (administradas pelo governo federal) e nas unidades privadas conveniadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular.
A decisão, publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, estabelece a inclusão de três medicamentos (brometo de ipratrópio, dirpoprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol) na ação Saúde Não Tem Preço, juntamente com outros 11 medicamentos para hipertensão e diabetes,que já são distribuídos. Nas 554 unidades próprias, será ofertado gratuitamente o sulfato de salbutamol em duas apresentações (veja tabela abaixo). Já nas 20.374 da rede privada, serão ofertados os três medicamentos em oito apresentações.
Para retirada dos produtos, basta apresentar documento com foto, CPF e a receita médica dentro do prazo de sua validade. Se o usuário se deparar com uma unidade que ainda não adaptou o seu sistema de vendas à gratuidade, ele deve procurar outra unidade entre as mais de 20 mil existentes no país.

A gratuidade deve beneficiar até 800 mil pacientes por ano. Atualmente, o programa Farmácia Popular atende 200 mil pessoas que adquirem medicamentos para o tratamento de asma. A estimativa do Ministério da Saúde é a de que este número possa quadruplicar, como ocorreu com os medicamentos para hipertensão e diabetes após um ano de lançamento da gratuidade pelo programa Saúde Não Tem Preço, iniciado em fevereiro de 2011.

ALTA PROCURA – A inclusão dos medicamentos para asma no programa aconteceu porque, após a gratuidade da hipertensão e diabetes, foi percebido que a venda dos medicamentos para asma foi a que mais apresentou crescimento nas farmácias populares, chegando a 322% de aumento entre fevereiro de 2011 e abril de 2012.

Além disso, a asma está entre as doenças crônicas não transmissíveis, consideradas importante do ponto de vista epidemiológico, com ações previstas no “Plano de Ações Estratégicas Para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022”.

Medicamentos ofertados na rede privada

MEDICAMENTO INCLUÍDO NO PROGRAMA
APRESENTAÇÃO
Brometo de ipratrópio
0,02 mg
0,25 mg
Dirpoprionato de beclometasona
200 mcg/dose
200 mcg/cápsula
250 mcg
50 mcg
Sulfato de salbutamol
100 mcg
5 mg/ml

Medicamentos ofertados na rede própria

Sulfato de salbutamol
2mg
2mg/5ml

Fonte: Portal da Saúde

SAÚDE: Cientistas desenvolvem maconha medicinal sem ‘barato’

canabidiol

Pesquisadores dizem que canabidiol pode ser usado em tratamendo de doenças crônicas

Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram um tipo de maconha medicinal, neutralizando a substância THC, que gera os efeitos cognitivos e psicológicos conhecidos como “barato”.

De acordo com a professora Ruth Gallily, especialista em imunologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a segunda substância mais importante da cannabis – o canabidiol (CBD) – tem propriedades “altamente benéficas e significativas” para doentes que sofrem de diabetes, artrite reumatóide e doença de Crohn.

Gallily, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos, disse à BBC Brasil que o CBD que se encontra na planta “não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquiátrico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes”.

– Obtivemos resultados fantásticos nas experiências que fizemos in vitro e com ratos, no laboratório da Universidade Hebraica – afirmou a cientista, que é professora da Faculdade de Medicina.

De acordo com ela, após o tratamento com o CBD, o índice de mortalidade em consequência de diabetes nos animais foi reduzido em 60%, tanto em casos de diabetes tipo 1 como tipo 2.

– Para pacientes idosos que sofrem de artrite reumatoide, o uso da cannabispode ter efeitos maravilhosos e melhorar muito a qualidade de vida – disse Gallily.

– Constatamos em nossas experiências que o CBD leva à diminuição significativa e muito rápida do inchaço em consequência da artrite.

A pesquisadora afirma que remédios à base de CBD seriam muito mais baratos que os medicamentos convencionais no tratamento dessas doenças.

A empresa Tikkun Olam obteve a licença do Ministério da Saúde israelense para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel.

Pacientes

De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da Tikkun Olam, mais de 8.000 doentes em Israel já são tratados com cannabis, a qual recebem com receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com Klein, a empresa pretende desenvolver um tipo de maconha com proporções diferentes de THC e canabidiol, para poder ajudar a diversos tipos de pacientes.

– Há pacientes para os quais o THC é muito benéfico, pois ajuda a melhorar o estado de espírito e abrir o apetite – afirmou.

maconha

Milhares de pacientes em Israel já recebem receitas médicas para maconha

Ele diz ainda que, em casos de doentes de câncer, a cannabis em seu estado natural, com o THC, pode melhorar a qualidade de vida, já que a substância provoca a fome conhecida como “larica”, incentivando os pacientes a se alimentarem.

O psiquiatra Yehuda Baruch acredita que “o CBD tem significados medicinais fortes que devem ser examinados”. Baruch, que é o responsável pela utilização da maconha medicinal no Ministério da Saúde, disse à BBC Brasil que “sem o THC, a cannabis será bem menos atraente para os traficantes de drogas”.

O psiquiatra afirmou que nos próximos meses o Ministério da Saúde dará inicio a um estudo sobre os efeitos do THC e do CBD em pacientes que sofrem dores crônicas.

O experimento será feito com 50 pacientes, que serão divididos em dois grupos. Um grupo receberá cannabis com alto nível de THC e baixo nível de CBD e o segundo receberá mais canabidiol do que THC.

Depois de um mês os grupos serão trocados e, durante a experiência, os pacientes preencherão questionários avaliando as alterações na intensidade da dor.

Hospitais-escolas proíbem amostras grátis

CLÁUDIA COLLUCCI/FSP

Hospitais universitários estão restringindo o acesso de propagandistas de laboratórios nas áreas assistenciais (ambulatórios e unidades de internação) e proibindo que médicos aceitem amostras grátis de remédios.

No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, vinculado à UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a regra passou a valer anteontem. Em outros hospitais, como o HC de São Paulo, as restrições vigoram desde 2011.

 

Editoria de arte/Folhapress

Além de tentar frear conflitos de interesses entre os profissionais da saúde e os da indústria farmacêutica, as medidas visam à segurança do paciente, segundo as instituições. São recomendadas, inclusive, por certificadoras internacionais, como a Joint Commission.

“Hospitais-escolas são referências de assistência. Essas normas são muito bem-vindas. No passado, até propaganda da indústria em aventais [dos médicos] era permitida”, afirma o médico Reinaldo Ayer de Oliveira, professor de bioética da USP e diretor da Sociedade Brasileira de Bioética.

Segundo o médico Luiz Garcez Leme, coordenador de ética em pesquisa do HC, o hospital procura caminhar numa “direção saudável” com a indústria.

“As informações sobre novos medicamentos e novas tecnologias são importantes para a atualização médica, mas precisamos ficar atentos com propagandas maliciosas e informações enviesadas.”

No HC de São Paulo, os propagandistas têm acesso aos médicos em locais e datas pré-determinados. No HC de Porto Alegre, o médico pode agendar a visita, desde que longe dos pacientes e de seus acompanhantes.

Segundo Helena Barreto dos Santos, assessora de operações assistenciais do hospital gaúcho, as amostras grátis foram banidas por uma questão de segurança.

“Já encontramos medicamentos vencidos em armários de alguns ambulatórios. E a farmácia do hospital nem sabia da existência deles”, afirma a assessora.

Estudos apontam que as amostras grátis também não beneficiam o paciente. Ou porque ele não consegue comprá-las depois (muitas drogas novas não são distribuídas no SUS) ou porque o tratamento recebido não é, necessariamente, melhor do que aquele que não dispõe de amostras grátis.

ESCOLAS MÉDICAS

A discussão sobre conflitos de interesses também tem crescido nas faculdades de medicina, segundo Jadete Barbosa Lampert, da Abem (Associação Brasileira de Escolas Médicas). “Estamos preocupados com isso porque o assédio [da indústria] começa desde muito cedo.”

É comum os laboratórios distribuírem brindes aos estudantes e financiarem eventos esportivos, por exemplo. Mas ainda não há regras claras que restrinjam esse contato. “Há muitas forças de interesse”, diz Lampert.

Ela afirma que a Abem não aceita publicidade de laboratórios ou da indústria de equipamentos hospitalares na revista que edita sobre educação médica.

“Nosso foco é na formação do profissional. Essas informações precisam ser isentas. Não pode haver assédio.”


Genérico contra Aids e hepatite

O Ministério da Saúde anunciou hoje a produção genérica do remédio Tenofovir, usado atualmente por 64 mil pacientes com Aids e 1,5 mil com hepatite.

O remédio será produzido pelo laboratório oficial da Fundação Ezequiel Dias (Funed) do governo de Minas Gerais.

A produção do remédio é fruto de uma Parceria Público Privada (PPP) firmada pelo governo em 2009. O governo calcula que nos próximos cinco anos a economia com a produção do medicamento genérico será de R$ 440 milhões.

O primeiro lote nacional do Tenofovir começará a ser produzido esta semana e deverá estar disponível para os pacientes no fim de março. A produção nacional, segundo o ministério, será suficiente para atender toda a demanda do país.

Com a fabricação do remédio, 10 dos 20 medicamentos antiaids fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam a ser produzidos no Brasil.

Fraldas geriátricas e 9 remédios incluídos no Farmácia Popular

O Ministério da Saúde anuncia nesta quarta-feira (20) a ampliação da lista de medicamentos oferecidos pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular, desenvolvido pelo governo federal em parceria com a rede privada de farmácias e drogarias.

De acordo com nova portaria, a população terá acesso a fraldas geriátricas e mais nove medicamentos em 16 apresentações.

Os remédios incluídos na lista são indicados para asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose, glaucoma e hipertensão. Segundo a pasta, a ampliação vai beneficiar quase um milhão de pessoas por mês, que terão acesso aos produtos a valores correspondentes a até um décimo do preço praticado pelo mercado.

O Aqui Tem Farmácia Popular conta com 13.152 estabelecimentos conveniados em 2.336 municípios. Para ter acesso aos medicamentos e produtos oferecidos nas unidades é necessário que o usuário apresente CPF, documento com foto e receita médica. Os remédios da lista também são distribuídos nas “farmácias básicas” do SUS (Sistema Único de Saúde).

O investimento do Ministério da Saúde na ampliação da lista de medicamentos e produtos oferecidos pelo Aqui Tem Farmácia Popular chegam a R$ 267 milhões. Os recursos já estavam previstos no orçamento de 2009.

Doenças

A lista de novos medicamentos contempla o tratamento de doenças que mais afetam os brasileiros. A asma atinge entre dez e 20% da população e, a rinite alérgica, 25,7% das crianças de seis a sete anos de idade e 29,6% dos adolescentes de 13 a 14 anos.

O glaucoma, a doença de Parkinson e a osteoporose são doenças que possuem maior prevalência entre a população idosa, que tendem a aumentar com a maior expectativa de vida no país. O mesmo ocorre em relação às incontinências urinária e fecal, o que justifica a distribuição das fraldas geriátricas. Estima-se que a doença de Parkinson afete de 100 a 200 pessoas a cada grupo de 100 mil habitantes, sendo considerado muito importante o tratamento no início da enfermidade.

Fraldas geriátricas

A oferta de fraldas geriátricas nas unidades do Aqui Tem Farmácia Popular deve beneficiar, por mês, cerca de 40 mil brasileiros. Do total de recursos que serão investidos na ampliação do programa, R$ 38,8 milhões serão destinados ao financiamento desse produto, geralmente utilizado por pessoas com idade a partir de 60 anos e que sofrem de incontinência urinária.

A dificuldade de controle urinário e de esfíncteres atinge de 8% a 34% desta faixa da população, dependendo da avaliação médica. As causas da incontinência urinária ou fecal estão relacionadas a problemas como obesidade, fumo, infecções, uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central, cirurgia pélvica, entre outros.

Cada usuário do Aqui Tem Farmácia Popular poderá adquirir até 40 fraldas geriátricas a cada dez dias. No caso do idoso ser considerado incapaz, o representante legal pode fazer a retirada do produto.

Grandes laboratórios tentam barrar genéricos

Laboratórios mantêm 270 ações na Justiça para impedir que 20 medicamentos tenham as patentes liberadas até 2012. Os preços podem cair 50%

Os laboratórios farmacêuticos estão fazendo de tudo para prejudicar os consumidores brasileiros, ávidos por comprar remédios mais baratos—muitos, de uso contínuo.

As empresas montaram um batalhão de advogados para adiar, na Justiça, o prazo de liberação de patentes, que permitirá a fabricação de medicamentos genéricos no país.

Em média, quando as patentes expiram, os preços dos remédios caem até 50%. Estima-se que os laboratórios mantenham, atualmente, 270 ações judiciais para retardar, o máximo possível, a entrada no mercado de mais de 20 genéricos, que, por lei, devem ser liberados até 2012.

As fabricantes de marcas internacionais insistem em manter a exclusividade a qualquer custo.

Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), das 270 ações judiciais, pelo menos 180 estão espalhadas pelos tribunais do Rio de Janeiro e 40, nos de Brasília. As empresas também estão usando a estratégia, exposta em mais de 50 processos, de forjar o uso de novos princípios ativos nos remédios, como forma de caracterizar uma nova patente.

Do total de processos contra a expiração das patentes até 2012, 37 foram parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Os que defendem os genéricos pediram ao STJ para agilizar a análise e julgar todas as ações em bloco. “É a melhor forma de impedir as tentativas ilegais de extensão de patentes e a estratégia vergonhosa de alongamento de prazo”, disse Aristóbolo Freitas, advogado da PróGenéricos. Ele ressaltou que, de 2001 para cá, os consumidores brasileiros economizaram cerca de R$ 15 bilhões substituindo produtos de marcas tradicionais por genéricos.

“Cada real economizado faz diferença para os consumidores”, afirmou Álvaro Silveira Júnior, diretor executivo da Drogaria Rosário. Citou, por exemplo, o caso do Lipitor, usado contra o colesterol alto. A caixa com 30 comprimidos (10 mg) custa R$ 123. Já o genérico equivalente, a Atorvastatina, sai por R$ 80. “As empresas querem ganhar até o último centavo. Não há por que brigar pelo fim de patentes de apenas 20 medicamentos até 2012”, salientou. Procuradas pelo Correio, a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma) e Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) não retornaram as ligações.

Saia justa Freitas, advogado da Pró-Genéricos, disse que, desde o início, os laboratórios prepararam um esquema pesado contra os consumidores.

A queda de braço teve início nos anos 1990, quando o Brasil assinou o Acordo Tríplice, adotou as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), alterou a Lei de Propriedade Industrial e revalidou os produtos estrangeiros no mercado interno (o chamado pipe line).

Ficou acertado que as empresas estrangeiras teriam que abrir mão das patentes depois de 20 anos do primeiro lançamento do produto em qualquer lugar do mundo (prazo suficiente para uma boa lucratividade). De início, o dispositivo foi aceito, mas logo depois os laboratórios submeteram os registros ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), tentando impor teses válidas em outros países, que contrariam a Constituição brasileira.

“De 2003 a 2006, os processos se concentraram no Rio e o Judiciário deu ganho de causa às empresas. Porém após informado das regras, os tribunais mudaram a jurisprudência. Elas fugiram para Brasília e São Paulo”, ilustrou o advogado.

As empresas estrangeiras criaram até um mal-estar entre o INPI e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mais rigorosa nas análises. As companhias alegaram que a agência só deve se manifestar quanto ao risco ao consumidor, apesar de ter poder para se manifestar sobre todos os medicamentos em uso no país. Mas não é só. “Às vezes, por não aceitarem o fim da patente, os laboratórios pedem uma nova, alegando segundo uso. Só que isso é indevido, porque não houve inovações ou alterações para os químicos. É maquiagem, simplesmente”, argumentou Freitas.

Lobby dos médicos Há ainda a propaganda que seria difundida pelos laboratórios estrangeiros: o de que os genéricos não teriam eficácia.

“Dizem que não têm o mesmo efeito ou colocam dúvidas na velocidade de atuação. São suspeitas infundadas. Os genéricos passam por exames severos e têm resultados comprovados”, garantiu o advogado da Pró-Genéricos. “Tenho que tomar um anti-inflamatório caríssimo e meu médico falou para não comprar genérico. Ele disse que o princípio ativo é o mesmo, mas faltam alguns itens que protegem o estômago”, contou uma paciente, que não quis se identificar.

Para Álvaro Silveira Júnior, da Drogaria Rosário, o médico tem o direito de apontar opções ao paciente, “mas duvidar dos genéricos é injusto”. Ele garantiu ainda que a entrada de mais genéricos no mercado diminuirá o custo aos consumidor, mas não reduzirá os lucros de farmácias e laboratórios. “Pelo contrário, as pessoas vão consumir mais. E o governo comprará mais por menos, distribuindo de forma mais igualitária os medicamentos de uso controlado”, destacou.

Pfizer arremata a King O laboratório norteamericano Pfizer, principal empresa farmacêutica do mundo, arrematou o controle acionário da King Pharmaceuticals por US$ 3,6 bilhões, o equivalente a US$ 14,25 por ação. A transação foi aprovada pelos conselhos de administração das duas companhias e, segundo comunicado oficial, “proporcionará à Pfizer um suplemento imediato e diversificado de negócios”.

VERA BATISTA/CB

Remédios terão leitoras óticas de autenticidade

A partir de janeiro de 2012, quem comprar um medicamento poderá confirmar na própria farmácia se o produto é verdadeiro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou ontem um selo de segurança que será reconhecido por leitoras óticas instaladas em todas as drogarias do País. A autenticidade do produto será indicada quando o consumidor aproximar a etiqueta da leitora ótica. Uma luz verde, acompanhada de um sinal sonoro, indica que o medicamento é verdadeiro. O selo, autoadesivo e impermeável, será único – sem diferenciação por estado ou por fabricante.

De acordo com a Anvisa, o objetivo é reduzir os riscos provocados por medicamentos falsificados, roubados, sem registro ou contrabandeados. Cada farmácia terá um equipamento de leitura ótica instalado em área de fácil acesso para uso livre e gratuito de consumidores.

A distribuição do equipamento é de responsabilidade da Casa da Moeda e não haverá ônus para o estabelecimento. O valor do selo de segurança será de R$ 0,07, sem a incidência de impostos. Como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) varia de estado para estado, o preço total das etiquetas não foi fixado. As empresas com registro de medicamentos terão até 60 dias para fazer o cadastramento na Casa da Moeda. Depois disso, o fornecimento da etiqueta será feito dentro de dois meses.

As empresas terão um prazo de seis meses para iniciar a aplicação das etiquetas e de 12 meses para que todos os medicamentos da linha de produção tenham o selo. Até o dia 15 de janeiro de 2012, todos os medicamentos em circulação no País deverão ter a etiqueta. O período para a distribuição das leitoras óticas será de sete meses, com calendários específicos para cada região do País.

Diabético vai pagar menos por remédio

A partir da próxima semana, o programa do governo”Farmácia Popular” vai vender remédios para diabetes e colesterol nas drogarias do programa e nas redes credenciadas. Serão incluídos insulina e sinvastatina na cesta dos 107 medicamentos com preços mais em conta. O programa promete dar descontos de até 90% em cada remédio.

Em uma pesquisa feita pelo jornal Agora, foi constatado que o preço de um mesmo medicamento comprado pelo programa pode ser 114 vezes menor que aquele que for adquirido no mercado comum.

No caso de um frasco de 10 ml de insulina, o preço máximo a ser cobrado pela Farmácia Popular é de R$ 29,50. Nesse caso, o ministério arca com R$ 26,55, e o consumidor paga R$ 2,95 pelo remédio.

O preço máximo dessa mesma insulina, comprada fora do programa, é de R$ 44,44 (remédio de referência). Ou seja, é possível economizar R$ 41,49 na compra do mesmo medicamento.

Livia Wachowiak Junqueira

Remédios nas farmácias terão novas regras


As novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para venda de medicamentos entram em vigor na quinta-feira (18). Analgésicos, antitérmicos, antiácidos e remédios agora devem ficar do lado de dentro do balcão. Para ter acesso a esses medicamentos, é preciso pedir ao funcionário da farmácia.

“O farmacêutico vai funcionar como um filtro, ou seja, vai trazer uma informação para dar mais segurança ao usuário de medicamentos e orientar sobre os riscos que ele vai ter com a automedicação”, explica o farmacêutico Richard Congio.

As mudanças na venda foram determinadas em uma resolução que a Anvisa baixou há seis meses. Nessa quinta-feira termina o prazo para as farmácias se adequarem.

“O que a Anvisa está dando é a segurança maior para que ele leve aquilo que precisa e aquilo que não dê problema na sua saúde. Medicamento é aquela falsa ideia de que só faz bem, pelo contrário. Se não tomar com a adequada orientação do profissional farmacêutico, ele pode prejudicar a saúde dos consumidores”, diz Rodnei Veloso, do Conselho Regional de Farmácias de São Paulo.

A resolução da Anvisa determina que só podem ficar nas gôndolas, com livre acesso, produtos fitoterápicos e de perfumaria. Alimentos só os funcionais, como a granola. As farmácias também devem ter um espaço próprio para prestação de serviços como medição de pressão e do nível de açúcar no sangue.

Para quem não respeitar as novas regras, a resolução da Anvisa prevê multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. As penalidades incluem ainda apreensão de mercadoria e até cancelamento do alvará de funcionamento da empresa. Mas grandes redes de farmácia entraram na Justiça e conseguiram liminar para ficarem desobrigadas de cumprir as determinações.

As associações e sindicatos que entraram na Justiça alegam que as mudanças para se adequar à nova legislação vão trazer prejuízos aos donos de farmácia.

“Se o produto está por trás do balcão dificulta a ação de levar o produto de forma espontânea. Isso traz prejuízo financeiro”, diz Natanael Costa, do Sindicato Varejista de Produtos Farmacêuticos/SP.

“Eu preciso comprar balcões, gôndolas, mudar a farmácia toda e isso traz custos”, reclama o presidente de rede de farmácias Adilson Santos.

No estado de São Paulo, cerca de 10% das farmácias estão amparadas pela liminar. O restante deve cumprir as determinações da Anvisa.

G1

Remédios: bulas mais simples e pela web

Ler a bula dos remédios, para muitos, é um desafio. Letras miúdas e informações muito além da compreensão dos pacientes leigos são algumas das dificuldades de se entender para que serve o remédio – ou para o que serve a própria bula.

Mas uma nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciada ontem, vai mudar esta situação: as bulas serão mais legíveis, tanto na forma como no conteúdo. Dentre as principais novidades, está o aumento do tamanho da letra, com este mesmo tamanho que você está lendo agora, exemplo.

Haverá duas versões da bula: uma para leigos e outra para médicos. O medicamento vendido na farmácia vai trazer somente a destinada ao paciente, com as perguntas e respostas. Já o médico poderá ter acesso às bulas com uma linguagem mais técnica no site das empresas e no da Anvisa.

As novas bulas deverão seguir o seguinte padrão de perguntas: “para que o medicamento é indicado”; “como ele funciona”; “quando não se deve usá-lo”; “o que se deve saber antes de usá-lo”; “onde, como e por quanto tempo é possível guardar o remédio”; “quando se de usar o medicamento”; “quais são os males que ele pode causar”; e “o que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada”.

Pessoas com deficiência visual terão tratamento especial. Inicialmente, a Anvisa deu o prazo de 30 dias para que as empresas organizem seus serviços de atendimento telefônico ao consumidor para que os atendentes leiam a bula para os pacientes com deficiência.

Mas num prazo de 180 dias, as empresas devem preparar bulas em braile e até mesmo em áudio e apresentá-las à avaliação da Anvisa.

As bulas também terão que avisar se o remédio pode potencialmente provocar doping em atletas, de acordo com as normas do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O objetivo é que em meados de 2010 os remédios já saiam de fábrica com a nova bula. Segundo estimativa da agência, até 2011 todos os medicamentos deverão trazer a nova apresentação.

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