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Chegou a caneta biodegradável que vira adubo

O empresário Arnaldo di Giuseppe resolveu escrever um futuro diferente para sua empresa de materiais de papelaria. Ele criou a primeira caneta biodegradável do Brasil. O produto é vendido pela sua empresa EkoBio. A caneta vem sendo usada em material promocional de outras empresas, e também é vendida em papelarias.

O corpo da caneta da EkoBio é feita com um plástico especial, derivado de milho. Se você deixar na mesa durante dois anos, começa a amarelar e se degradar. Se a caneta for exposta à umidade ou sol, o processo acelera. Se for enterrada, vira adubo em 180 dias. Pode até ser usada em compostagem, com material orgânico comum.

Esse plástico biodegradável da EkoBio, que vira adubo, não deve ser confundido com o chamado oxi-biodegradável que, na verdade, apenas fica moído em pedacinhos.

Só a carga da caneta EkoBio ainda não é biodegradável. Ela precisa ser retirada e agregada ao material reciclável de casa. A EkoBio está estudando um sistema de recolhimento dessa carga, junto com a de outras canetas, para encaminharem para a reciclagem.

O produto foi desenvolvido no Brasil por Giuseppe, da EkoBio. Ele criou aqui os moldes e o processo de produção. Agora, a empresa estuda como expandir a linha biodegradável para outros produtos, como réguas, estojos e outros modelos de canetas. O problema da carga é que a tinta da caneta apressaria a decomposição do tubo plástico onde ela fica comprimida. Uma solução é revestir o tubo da carga com uma película interna de um plástico biodegradável especial, com maior durabilidade. Mas ainda é um sistema caro demais.

O bioplástico, o material biodegradável, é fabricado nos Estados Unidos, por isso a caneta pode chegar ao mercado um pouco mais cara do que as feitas com plástico convencional. Custa de R$ 1,50 a R$ 1,60. A Universidade de Campinas está trabalhando com um material biodegradável similar.

(Alexandre Mansur)

Reciclagem de PVC aumenta mais de 50%

O volume de PVC reciclado (pós-consumo) no Brasil, no ano passado, foi de 21,6 mil toneladas. Isso representa um crescimento de 52,6% em relação ao número verificado em 2005. “E tudo caminha para aumentar esse percentual”, afirma o diretor-executivo do Instituto do PVC, Miguel Bahiense Neto. Cresce cada vez mais a quantidade de municípios que contam com coleta seletiva de lixo, catadores e indústrias de reciclagem de PVC.

Pesquisa do Instituto do PVC aponta aumento de 53% na reciclagem do produto descartado pelos consumidores após uso entre 2005 e 2007. Em 2005, o setor registrou reaproveitamento de 14.110 mil toneladas. Em 2007, o volume saltou para 21.590. O avanço é maior que o crescimento do descarte no período, de 23% (de 103 mil toneladas para 127 mil toneladas após o consumo). A pesquisa foi realizada pela Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, e envolveu 23 das 136 empresas que trabalham com a reciclagem de PVC no País.

De acordo com o levantamento, se for somado ao total do PVC descartado pelo consumidor as sobras reutilizadas pela indústria, tem-se um volume total de reaproveitamento que evoluiu de 19.778 toneladas, em 2005, para 25.122, em 2007. “Com o avanço da gestão e dos processos de produção o setor industrial percebeu que as aparas resultantes da produção deveriam ser reprocessadas no local em vez de ser vendidas ou jogadas no lixo”, explica Miguel Bahiense Neto, diretor-executivo do Instituto do PVC.

Do total reciclado de 25.122 toneladas (pós consumo mais resíduo industrial), em 2007, a Região Sudeste respondeu por 10.853 toneladas, seguida pela Região Sul, com 10.851. O restante se refere às outras três regiões do País.

O PVC está entre os três plásticos mais produzidos no mundo. É composto por cloro, obtido do sal marinho (57%), e eteno (43%), derivado do petróleo. A partir de 2010, o Brasil começa a colocar no mercado o produto obtido a partir do etanol da cana-de-açúcar. O consumo aparente no País é de 820 mil toneladas por ano. Ele é utilizado pelas indústrias automobilística, eletroeletrônica, de embalagens e da construção civil, entre outras. Segundo Bahiense Neto, 12% do PVC tem vida útil de até dois anos, 24%, de 2 a 15 anos, e 64%, de 15 a 100 anos, casos de tubos e janelas, por exemplo. O produto pode passar até 12 vezes pelo processo de reciclagem sem perder as propriedades.

No ano passado, a estimativa era de que 136 empresas realizavam a reciclagem mecânica de PVC no País. Deste total, 15 companhias encontram-se no Rio Grande do Sul. As empresas nacionais desse setor geraram um faturamento de cerca de R$ 124 milhões no ano passado, oportunizando em torno de 1,4 mil empregos.

A quantidade de PVC descartada em 2007 foi de 127 mil toneladas. A capacidade instalada de reciclagem no País é de cerca de 69 mil toneladas ao ano. Os números apontam que o índice de reciclagem do PVC no Brasil é de 17%. O índice médio da União Européia para a reciclagem mecânica de plásticos (sem levar em conta a queima do material para a geração de energia), em geral, é de 18,3%.

O PVC que é reaproveitado provém de produtos cuja vida útil terminou e são descartados como: embalagens, lonas e calçados. O material reciclado pode ser usado para a fabricação de vários produtos, desde que não entre em contato com alimentos, área médica e transporte de água potável. O levantamento dos dados sobre a reciclagem foi realizado pela MaxQuim Assessoria de Mercado devido à solicitação do Instituto do PVC.

DiárioNet

RS: Wal-Mart vai recolher embalagens

ANTÔNIO SOBRAL

A Wal-Mart lança na próxima semana, em Porto Alegrel, projeto piloto de recolhimento de embalagens. O programa Eco-Embalagem busca o aproveitamento e a reciclagem de embalagens dos produtos vendidos pela rede. Sob o comando de José Osvaldo Leivas, vice-presidente do grupo para a região Sul, a meta é ampliar ações de gestão sustentável no Estado. O grupo anunciou ainda que investirá R$ 53,6 milhões no Rio Grande do Sul. A meta é de reduzir em 25% os resíduos gerados.

As embalagens serão coletadas pela transportadora que entregou a mercadoria na casa do cliente, por meio de solicitação. Assim, os resíduos como plástico, caixas de papelão e isopor são destinados diretamente à Associação de Reciclagem Ecológica Rubem Berta. Segundo Leivas, esta prática é comum nos países desenvolvidos. É eficiente porque reduz o lixo, incentiva a reciclagem e otimiza os processos tanto da indústria quanto do varejo. Outra ação de sustentabilidade será a venda de sacolas retornáveis, a um custo de R$ 2,00, a partir de agosto.

CP

Vivo amplia coleta de celulares e baterias

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, neste 05 de junho, a Vivo decidiu expandir para todo o País o seu programa de coleta e reciclagem de aparelhos celulares, baterias e acessórios usados.

Lançado em novembro de 2006, o projeto Vivo Recicle seu Celular tem parceria com a Belmont Trading, empresa responsável pela coleta, triagem e descarte adequado dos equipamentos recolhidos pelas nas lojas próprias da empresa que aceitam aparelhos de qualquer operadora, marca e tecnologia.

Cerca de 20% dos aparelhos doados estão em bom estado e são reaproveitados: revendidos em outros países — para um mercado fora da America Latina (mercado onde a Vivo não opera), por questões de segurança.

Os 80% restantes são reciclados: os materiais são descaracterizados e seus componentes metálicos e plásticos são utilizados na confecção de outros produtos. Segundo a Vivo, mais de 80% dos materiais de um aparelho celular pode ser reciclado retornando ao mercado para a na forma de outros produtos.

No ano passado, a Vivo recolheu mais de 200 mil aparelhos e cerca de 105 mil baterias em suas unidades de SP, RJ, DF, GO, Paraná, RS, SC. Nesta operação foram apurados R$ 40 mil, recursos que foram doados ao Instituto Vivo que os repassa à Audioteca Sal&Luz, instituição que produz e empresta áudio-livros para pessoas com deficiência visual, em todo o território nacional, de forma gratuita.

A expectativa de volume a ser recolhido este ano é de 1 milhão aproximadamente — 700 mil aparelhos e 300 mil baterias e acessórios.

Cada quilo de aparelhos celulares coletados e reciclados rende:
100 a 150 mg de ouro,
400 a 600 mg de prata,
20 a 30 mg de paladium,
100 a 130 gramas de cobre
10 a 20 gramas de outros metais,
200 gramas de plástico.

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