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Nivea faz propaganda racista e se desculpa

sugestão do Eunaosabia, com acréscimo do anúncio da Nívea “para brancos” e da Bruna (Dove, via Blue Bus)

http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-propaganda-da-nivea-que-deu-o-que-falar.html

 

Resposta da Empresa

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A empresa de cosméticos Nivea pediu desculpas, em email ao site AdWeek, pela propaganda racista “Re-Civilize Yourself”. A peça publicitária mostra um homem negro que, ao utilizar os produtos da marca, teria se tornado alguém civilizado.

Apesar de só ter sido veiculado uma vez, o anúncio causou polêmica nos Estados Unidos. Há ainda o agravante da criação de uma peça semelhante à esta pela marca, só que com um homem branco, porém sem menção à sua civilidade como acontece na outra.

Em consideração ao episódio, a Beiersdorf USA, dona da marca, declarou: “Pedimos desculpas pela recente propaganda da Nivea para homens “Re-civilized”. Esta peça foi inapropriada e ofensiva. Diversidade e igualdade de oportunidades são valores cruciais para a Beiersdorf e nós não toleramos insensibilidade. Não foi nossa intenção ofender ninguém e por isso pedimos desculpas.”.

Além da retratação, a empresa também afirma que o anúncio não será veiculado de novo. “Não usaremos mais esta propaganda. Discriminação direta ou indireta é vetada tanto em todas as nossas decisões de todas as áreas da empresa”.

Netinho pode ser cassado por quebra de decoro

Câmara abriu processo para avaliar uso de notas frias para justificar gasto de gabinete; ele nega as acusações

O relatório final do procedimento instaurado contra Netinho de Paula (PCdoB) na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo acusa o vereador de quebra de decoro parlamentar, crime no desempenho do mandato e abuso das prerrogativas do cargo.

Netinho, que é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012, é investigado por ter supostamente ter utilizado notas frias para justificar seus gastos de gabinete – o caso foi revelado pelo Estado em abril de 2010. Procurado pela reportagem, Netinho de Paula ainda não havia retornado às ligações até as 13h. O vereador sempre negou as acusações.

O relatório do processo deve ser lido hoje na reunião da Corregedoria, marcada para as 17h. O documento pede que o caso seja examinado em plenário – a pena sugerida é a suspensão do mandato do vereador por 30 a 90 dias. O relator do caso é Antonio Carlos Rodrigues (PR), ex-presidente da Câmara por quatro anos e desafeto de Netinho desde as últimas eleições para a presidência da Casa – na ocasião, o comunista apoiou a candidatura vencedora de José Police Neto (sem partido).

Rodrigues negou qualquer revanchismo político no caso. “O caso já era investigado muito antes da disputa pela presidência tanto na Polícia Civil como no Ministério Público”, disse Rodrigues. O corregedor geral Marco Aurélio Cunha (sem partido) disse que o relatório deve ser submetido ao plenário. “Após lido o relatório, ele deverá ser submetido ao plenário para que ele se manifeste (se aceita ou não que seja aberta a representação)”, afirmou ao Estado o corregedor.

Netinho apresentou notas fiscais de empresas que só existiam no papel para justificar seus gastos com a verba mensal de gabinete (R$ 18,5 mil mensais). Uma das empresas a Mineral Comunicação, Imagem e Produção. Contratada pelo vereador, a empresa está registrada na Receita Federal em um endereço fictício – o número 78 da Rua Guaxumã, na zona leste. Somados sete repasses mensais, a Mineral recebeu R$ 12.500 da verba de gabinete de Netinho entre 2009 e 2010. Mas a empresa não existe, segundo revelou o Estado em 2010.

Com base nas reportagens, o Ministério Público abriu investigação sobre o caso e descobriu também que Netinho apresentava notas para uma empresa que na verdade era um box de produtos eletrônicos da Rua Santa Ifigênia. O aluguel de equipamentos de informática pelo vereador ocorreu no ano em que teve início a modernização de todo o sistema de informática e dos computadores da Câmara.

12 ANOS DEPOIS

O caso de Netinho poderá resultar no primeiro processo de cassação contra um vereador da capital desde o escândalo da Máfia dos Fiscais, em 1999, quando foram cassados sob a acusação de corrupção Vicente Viscome (ex-PPB) e Maeli Vergniano (ex-PL).

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli/BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Iprensa matou Obama ao invés de Osama

Já diz o ditado – “A pressa é inimiga da perfeiçao”. O resultado é que, no lugar de Osama, a mídia americana acabou divulgando a morte de Obama. Veja abaixo o erro de digitaçao que matou o presidente dos EUA na BBC, na Fox News e no Twitter de uma correspondente da MSNBC.

Debora Schach

E na pressa para dar a notícia, imprensa matou Obama ao invés de Osama

Japones e sua relação com o povo judeu

A teoria de que os japoneses são descendentes das Dez Tribos Perdidas foi exposta pela primeira vez por N. Mcleod em Tóquio, por volta de 1870, e mais tarde desenvolvida por outros pesquisadores.

De acordo com a história japonesa antiga, os japoneses que imigraram para as atuais ilhas e lá se estabeleceram eram tribos obscuras de origem desconhecida. O reino que fundaram foi chamado de Yamato, palavra que não tem um significado definitivo em japonês.

Como se chamavam de “Filhos dos Deuses dos Céus”, a palavra Yamato pode ter derivado da expressão aramaico-hebraica Ya-Umato, que significa “Nação de D’us.” De forma semelhante, o antigo título para os imperadores japoneses, Sumera Mikoto, é sugestivo do hebraico antigo para “Sua Majestade Imperial de Samária”. Em 1930, o estudioso japonês Dr. Jenricho Oyabe fez a suposição de que Mikado — o imperador japonês — era descendente da tribo de Gad (enquanto os judeus que hoje moram em Kyoto se dizem descendentes da tribo de Zebulon).

Outros sugerem que o termo “samurai” faz lembrar Samária.

Entalhes preservados pelos samurais mostram os primeiros imigrantes vestidos de maneira muito semelhante à dos antigos assírios; eles também observavam ritos semelhantes àqueles observados pelos judeus.

O primeiro rei conhecido do Japão era chamado Osee e reinou aproximadamente em 730 a. C. Ele foi identificado com o último rei de Israel, Oséias, que morreu mais ou menos na mesma época, isto é, durante o exílio assírio das Dez Tribos de Israel. Há milhares de palavras japonesas sem origem etimológica no japonês e que podem ter sua origem no hebraico antigo. Por exemplo:

HEBRAICO ||| JAPONÊS
Agum – triste, angustiado ||| Agumu – ficar deprimido
Daber – falar ||| Daberu – bater papo
Goi – um não judeu, estrangeiro ||| Gai – prefixo que designa um não japonês ou um estrangeiro
Kor – frio ||| Koru – congelar
Knesset – assembléia, parlamento ||| Kensei – um governo constitucional
Shena – sono ||| Shin – ir dormir

Há similaridades marcantes entre o hebraico antigo e a história japonesa. Por exemplo, os antigos japoneses começaram sua história no ano de Kinoye Tora, que pode ser interpretado como “alcançando a Toráh”, em hebraico. Da mesma forma, muitas das leis promulgadas durante a era Taikwa (após a ascensão do imperador Kotoku ao trono no século VII), com o propósito de melhorar a administração civil e introduzir padrões mais nobres de justiça social e ética, são surpreendentemente reminiscentes das leis hebraicas do Velho Testamento: por exemplo, a nacionalização da terra, a redistribuição da terra no sétimo ano (em contraste com o restante do VelhoTestamento), a proibição de maltratar o próprio corpo quando velando os mortos.

A reforma Taikwa pode ter sido um esforço dos sacerdotes Xintoístas para reviver as antigas tradições Xintoístas (de origem israelita, de acordo com essa teoria) como parte da luta contra o budismo.

Antiguidades encontradas no Japão foram, da mesma forma, ligadas às fontes assírias e judaicas. Foram observadas fortes semelhanças entre o antigo templo sagrado dos israelitas, que abrigava uma parte conhecida como O Mais Sagrado dos Sagrados e vários portais, e os templos xintoístas japoneses. McLeod observa semelhanças entre as carroças e o gado visto diariamente entre Otzu e Kyoto, e alega que “estas representam as antigas carroças daquele período, e o gado representa os touros de Bashan (bíblico). Essa raça de gado é muito mais forte e diferente de todas as outras existentes no Japão”.

Os cristãos da seita macuia (Makuya) empregam evidências históricas e arqueológicas para provar que os hada, uma antiga tribo japonesa que migrou da Ásia, são descendentes das Dez Tribos.

Também acreditam que a família real japonesa se origina da tribo hada; próximo a Koryuji, onde alguns descendentes dessa tribo vivem, pode ser visto um poço com as palavras “O Poço de Israel” inscritas na sua lateral. Membros da tribo yamabushi adoram seu deus nas montanhas e usam uma cobertura para a cabeça chamada tonkin, que lembra os filactérios (Em Hebraico: Tefilin).

BIBLIOGRAFIA

Association of Shinto Shrines. Basic Terms of Shinto (Tokyo, 1958).
Aston, W. G., Shinto, The Way of Gods (London, Longmans, Green & Co., 1905).
Brinkley, F., A History of the Japanese People (New York: Encyclopedia Britannica Co., 1915).
Eidelberg, Joseph, The Japanese and the Ten Lost Tribes (Israel: The Sycamore Press, 1980).
Sansom, George. A History of Japan (Stanford: Stanford University Press, 1958).
McLeod, N., Epitome of the Ancient History of Japan (Tokyo, 1879).

Fonte: Pensamentos do Rabino

Morre a mulher que salvou 2500 crianças judias

Uma das grandes heroínas polonesas da Segunda Guerra Mundial, Irena Sendler, que salvou a 2.500 crianças judias do gueto de Varsóvia, morreu nesta segunda-feira aos 98 anos.

“Morreu hoje”, declarou à agência France Presse sua filha, Janina Zgrzembska, sem dar mais detalhes sobre o falecimento da mulher que gostava de recordar que a “educaram a partir da crença de que se deve salvar as pessoas não importa a religião ou nacionalidade”.

Nascida em 1910, Irena Sendler foi uma desconhecida durante muitos anos para os poloneses.

O mesmo acontecera com Oskar Schindler, que morreu na pobreza na Alemanha antes da façanha de ter salvo os funcionários judeus de sua fábrica ser levada ao cinema por Steven Spielberg.

Apenas em março de 2007 a Polônia lhe prestou uma homenagem solene e seu nome foi proposto ao prêmio Nobel da Paz.

No entanto, o memorial israelense do Holocausto, o Yad Vashem, lhe entregou em 1965 o título de Justo entre Nações, destinado aos não-judeus que salvaram judeus.

Varsóvia

Assistente social, Irena Sendler trabalhava antes da guerra com famílias judias pobres de Varsóvia, a primeira metrópole judia da Europa, onde viviam 400 mil dos 3,5 milhões de judeus de toda a Polônia.

A partir do outono de 1940, passou a correr muitos riscos ao fornecer alimentos, roupas e medicamentos aos moradores do gueto instalado pelos nazistas.

No fim do verão de 1942, Irena Sendler se uniu ao movimento de resistência Zegota, (Conselho de Ajuda aos Judeus).

A polonesa conseguiu retirar de maneira clandestina milhares de crianças do gueto e as alojava entre famílias católicas e conventos.

“Fomos testemunhas de cenas infernais quando o pai estava de acordo, mas a mãe não”, comentou a um site na internet dedicado a ela (www.dzieciholocaustu.pl).

As crianças eram escondidas em maletas e retiradas por bombeiros ou em caminhões de lixo. Em alguns casos chegavam a ser escondidas dentro dos abrigos de pessoas que tinham autorização para entrar no gueto.

Prisão

Sendler foi presa em sua casa em 20 de outubro de 1943.

Durante o período em que ficou detida no quartel-general de Gestapo, foi torturada pelos nazistas que quebraram seus pés e pernas. Ainda assim, ela não deu informações. Logo depois, foi condenada à morte, mas milagrosamente foi salva quando a conduziam à execução por um oficial alemão que a resistência polonesa conseguiu corromper.

Sendler continuou sua luta clandestina sob uma nova identidade até o final da guerra, trabalhando como supervisora de orfanatos e asilos em seu país.

Nunca se considerou uma heroína. “Continuo com a consciência pesada por ter feito tão pouco”, declarou.

Devido ao seu estado de saúde delicado, Irena Sendler não participou da cerimônia que lhe homenageou em 2007, mas enviou uma sobrevivente, salva por ela em um gueto quando bebê, em 1942, para ler uma carta em se nome.

“Convoco todas as pessoas generosas ao amor, à tolerância e à paz, não somente em tempos de guerra, mas também em tempos de paz”, escreveu.

Revista Elle é acusada de clarear atriz negra em capa

A foto provocou revolta entre os internautas, que afirmam que a pele de Gabourey foi clareada digitalmente

A revista americana Elle é acusada de clarear a pele da atriz Gabourey Sidibe na capa de outubro. A foto da atriz indicada ao Oscar em 2010 pelo filme ‘Preciosa – Uma história de esperança’ causou polêmica entre leitores que dizem que a capa foi digitalmente clareada.

Compare as duas fotos. Você acha que houve retoque? Deixe seu comentário


Revista é acusada de clarear pele de atriz

A revista é ainda acusada de ter cortado a imagem de forma a esconder as formas ‘plus size’ da atriz.

Segundo assessoria da revista, a capa de aniversário de 25 anos da revista que traz Gaboury não foi retocada. ‘Escolhemos Gabby como umas das 25 por conta de quem ela é. Ela é uma mulher jovem e exuberante que está mudando o mundo. Se você prestar atenção, fotografamos cada mulher de maneiras diferentes e por razões diferentes’, explicou.

Família de Bob Marley perde direitos sobre discos

A família de Bob Marley perdeu uma ação judicial na qual pedia os direitos autorais sobre várias das gravações mais famosas do cantor jamaicano de reggae.

A juíza distrital dos EUA Denise Cote, de Manhattan, determinou que a gravadora UMG Recordings, do Universal Music Group, é a proprietária por direito dos direitos autorais de cinco álbuns gravados por Marley para a Island Records entre 1973 e 1977.

Os álbuns “Catch a Fire”, “Burnin”, “Natty Dread”, “Rastaman Vibrations” e “Exodus” foram gravados com a banda de Bob Marley, The Wailers. Eles incluem algumas das canções mais famosas de Marley, entre elas “Get Up, Stand Up”, “I Shot the Sheriff”, “No Woman, No Cry” e “One Love”.

Bob Marley morreu de câncer em 1981, aos 36 anos de idade.

A decisão tomada pela juíza na noite de sexta-feira é uma derrota para a viúva de Marley, Rita, e seus nove filhos, que procuravam recuperar milhões de dólares de indenização pela tentativa de UMG de “explorar” o que eles descreveram como “as gravações essenciais de Bob Marley.”

Os advogados da família, L. Peter Parcher e Peter Shukat, não responderam a telefonemas pedindo declarações. O porta-voz da UMG, Peter LoFrumento, disse que a empresa está satisfeita com a decisão da juíza.

A família de Marley acusou a UMG de intencionalmente deixar de pagar royalties a sua empresa, a Fifty-Six Hope Road Music Ltd, e ignorar um acordo de 1995 que lhes concedia direitos sob os acordos de gravação originais.

Ela também acusou a UMG de não consultá-la sobre decisões importantes de licenciamento, como o uso de músicas de Marley como ringtones de celulares da AT&T, Sprint e T-Mobile.

Mas a juíza concluiu que as gravações de Marley foram “trabalhos feitos para aluguel”, conforme os termos da lei de direitos autorais dos EUA, o que dá direito à UMG de ser designada dona das gravações, tanto nos termos dos direitos autorais iniciais de 28 anos quanto das renovações.

Segundo ela, a Island tinha o direito contratual de aceitar ou rejeitar o que Bob Marley produzia.

Ela também rejeitou o pedido da família Marley de confirmar seus direitos sobre downloads digitais, citando ambiguidades no acordo de 1992 sobre royalties.

Ela instruiu as duas partes a iniciar negociações supervisionadas pelo tribunal com vistas a um acordo e programou um encontro entre as duas partes para 29 de outubro.

Farsa: midia mundial fala de restaurante canibal no Brasil

Indígena em aldeia wari (Foto: Kim-Ir-Sen/Agil)

A mídia de vários países do mundo se viu envolvida nesta quinta-feira (26/8) em uma notícia polêmica com ares de montagem bem armada. Um restaurante em Rondônia especializado em receitas canibais estaria procurando doadores voluntários para fornecer seu principal ingrediente: carne humana.

A polêmica teve início com a entrevista de um político alemão publicada nesta quinta-feira pelo Bild, um jornal sensacionalista de Berlim. O vereador Michael Braun, vice-presidente do diretório municipal da CDU (partido democrata-cristão alemão), afirmou ter recebido e-mails de eleitores com denúncias sobre o restaurante Flimé, que estaria planejando abrir uma sucursal em Berlim, mas disse esperar tratar-se de uma “piada de mau gosto”.

“Estou partindo do princípio de que é uma brincadeira de mau gosto. Isso é nojento, em particular porque tivemos há pouco tempo um berlinense morto por um canibal”, disse Braun, em referência ao caso real de Armin Meiwes, de 2006.

Em seguida, diversos jornais, portais e agências de notícias de diversos países repercutiram a entrevista do Bild, mencionando também anúncios que teriam sido publicados em jornais locais na Alemanha e um vídeo postado no site YouTube com uma entrevista com o suposto dono do restaurante. Entre eles, estavam o inglês The Guardian, a revista alemã Der Spiegel e as agências ANSA e Efe (embora somente em seu serviço em espanhol). Boa parte da imprensa portuguesa também deu crédito à história, inclusive veículos grandes como a TV RTP e o jornal Expresso .

A maioria divulgou um website em que um suposto restaurante oferece iguarias da culinária wari – uma tribo amazônica de Rondônia que, de fato, praticava canibalismo na época anterior ao contato com os brancos. Ao mesmo tempo, também disponibiliza um formulário para potenciais doadores oferecerem partes de seus corpos como carne e ainda procura “cirurgiões de mente aberta” dispostos a realizar as operações. No texto, escrito em alemão e em português (com a ortografia de Portugal pré-acordo), o Flimé promete arcar com os custos hospitalares.

Evidências

Em pouco tempo, a notícia ganhou páginas na web, blog, redes sociais e fóruns de discussão, com algumas pessoas escandalizadas e muitas duvidando da veracidade da notícia.

No entanto, como o Opera Mundi apurou, as evidências de informação forjada (ou hoax, como se diz no jargão de internet) se acumulam no caso do “restaurante canibal”. O website do estabelecimento divulga uma localização na cidade de Guajará-Mirim (RO) com um link para um mapa do GoogleMaps que, por sua vez, publica um endereço e um telefone. Ao ligar para o número, a reportagem do Opera Mundi constatou se tratar de uma agência bancária.

“Aqui é o Bradesco de Guajará-Mirim. Não conhecemos nenhum restaurante com esse nome na cidade. Duas pessoas já ligaram hoje”, disse Aline Costa, funcionária do banco. “Esse número é da agência há mais de 20 anos”.

Erros e montagens

No próprio site do “restaurante” e no vídeo colocado no YouTube, os autores erram o nome da cidade por duas vezes: primeiro, como “Guarajá Mirim”, depois como “Guajirim-Mirim”. Além disso, o vídeo mostra o prédio da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, na Cinelândia, como se fosse na cidade em Rondônia, e uma faixa com os dizeres “Pare canibalismo” – soando como uma tradução automática do inglês “stop cannibalism”.

No vídeo, que filma a tela de uma TV com aparência de programa jornalístico, é exibida uma reportagem sobre uma manifestação que teria reunido “mais de mil pessoas” na cidade (a população local é de 40 mil). Em seguida, aparece uma entrevista com um português identificado como o chef Eduardo Amado, explicando as origens da cozinha wari e dizendo não se importar com a polêmica do canibalismo. A repórter que o entrevista, usando microfone sem identificação de nenhum canal de TV, tenta disfarçar um claro sotaque português como se fosse brasileira.

“Todo o povo que passa por nosso restaurante volta sempre com prazer, um sorriso nos lábios”, afirma o entrevistado.

Recomendação

Uma segunda versão, publicada em 17 de agosto, traz legendas em inglês sobre o vídeo anterior. Abaixo do monitor, na imagem, passam legendas de horóscopo de um jornal matogrossense datado de 3 de agosto. Em ambos os casos, os usuários que publicaram o vídeo se registraram apenas dias antes e não têm nenhuma outra postagem nem informação pessoal divulgada.

Um terceiro vídeo, publicado no YouTube na mesma data (17/8), traz um depoimento em que o usuário identificado como Hugo Avelar, também português, diz já ter ido ao estabelecimento e recomenda o canibalismo.

“Estive há três anos no Brasil e fui, com amigos meus, a comer, a um restaurante. Comemos carne, bastante gostosa, e ao fim disseram que era carne humana. Bastante espantado, fiquei admirado de a carne ser tão gostosa. Ouvi dizer que vai abrir o mesmo restaurante aí em Berlim e só posso aconselhar vocês de irem lá, provarem e fazerem essa experiência”, diz o usuário, que comentou, na descrição do vídeo: “Experimente a cozinha Warì”.

Contactados pela reportagem, os usuários responsáveis pelos vídeos não responderam até a publicação desta matéria.

O Instituto Socioambiental, instituição especializada no estudo dos povos indígenas brasileiros, informa que os índios wari comiam não só os inimigos que matavam, mas também os mortos de seu próprio grupo. “O rito tinha início já na doença grave, quando o moribundo era chorado por parentes consanguíneos e afins”, descreve. Atualmente um grupo de menos de 3 mil índios deste povo segue vivendo em Rondônia, mas o canibalismo já não faz parte de sua cultura.

Câmara analisa projeto que pune discriminação contra heterossexuais

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É isso mesmo. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 7382/10, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pune a discriminação contra heterossexuais.

Pela proposta, quem recusar o ingresso ou a permanência de heterossexual em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público, poderá ser punido com pena de reclusão de um a três anos.

Além disso, também será punido com um a três anos de reclusão quem impedir ou restringir a expressão de afetividade entre heterossexuais e quem sobretaxar ou impedir a hospedagem em hotéis, motéis e pensões.

Segundo o autor, a preocupação com grupos considerados minoritários tem escondido o fato de que a condição heterossexual também pode ser objeto de discriminação. Cunha acredita que a heterofobia (aversão a heterossexuais) pode se tornar comum.

O deputado diz ainda que, se o preconceito contra heterossexuais não for levado em conta nas políticas públicas antidiscriminatórias, “pode-se transmitir a impressão de que a afetividade da pessoa homossexual, bissexual ou transgênero encontra-se em um patamar de relacionamento humano mais elevado que a afetividade heterossexual”.

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois pelo Plenário.

Indenização à família por racismo em atividade escolar

O Estado de São Paulo foi condenado, no último dia 10, a indenizar em R$ 20.400,00 uma família que sofreu danos morais em razão de atividade proposta pela escola do filho, com conteúdo considerado racista.

Em 2002, a professora do segundo ano da escola estadual Francisco de Assis, passou atividade baseada em texto chamado “Uma família colorida”, escrito por uma ex-aluna do colégio. Na redação, cada personagem da história era representado por uma cor: o pai era azul, a mãe era vermelha e os filhos, rosa. Até que um homem mau, que era preto, aparecia e tentava roubar as crianças.

Depois da atividade, o garoto, que é negro e na época tinha sete anos, passou a apresentar problemas de relacionamento e de queda na produtividade escolar e, segundo laudos técnicos, desenvolveu um quadro de fobia em relação ao ambiente, tendo que ser transferido.

A decisão, que é da 5ª vara da Fazenda Pública de São Paulo, diz que a linguagem e o conteúdo utilizados nos textos são polêmicos, de mau gosto e deveriam ter sido evitados. A sentença diz ainda que houve dano moral por conta da situação de discriminação e preconceito a que o casal e seu filho foram expostos.

O valor fixado corresponde à indenização de 20 salários mínimos para a criança e 10 salários mínimos para cada um dos pais.

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