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SC: proibidas ‘pulseirinhas do sexo’ em escolas

A Câmara de Vereadores de Navegantes, em Santa Catarina, aprovou, no início da noite desta segunda-feira, um projeto de lei que proíbe o uso das polêmicas “pulseirinhas do sexo” nas escolas do município. Os adereços colocam adolescentes em um jogo que inclui beijos e relações sexuais.

O projeto é de autoria do vereador Marcos Paulo da Silva (PT) e foi aprovado por unanimidade. Para entrar em vigor, falta a sanção do prefeito Roberto Carlos de Souza (PSDB). Além de proibir o uso das pulseiras, a lei prevê que professores e a direção das escolas façam reuniões com pais de alunos para orientações.

– Assim que chegar a mim (o projeto), pretendo sancioná-lo. Sou contra isso. Essa brincadeira traz, precocemente, algumas experiências sexuais aos jovens – defendeu o prefeito.

A brincadeira consiste em romper a pulseira do outro e, conforme a cor, ganhar de um abraço a uma relação sexual. A novidade deixou os educadores em alerta depois que uma menina tentou beijar a colega em uma escola de Itajaí.

A mania surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009. Agora, com o início do ano letivo, pedagogos e orientadores estão apreensivos com a sua proliferação entre jovens nas escolas. A oferta e o preço acessível, R$ 2 por 10 pulseiras sortidas, atraem os adolescentes.

O importante, na visão do especialista em sexualidade José Claudio Diniz, é orientar os jovens que as pulseiras são apenas uma manifestação das relações de amizade.

– E a questão da sexualidade não deve ser tratada por meio de pulseiras coloridas. Pais e professores não devem associar o sexo a algo ruim. E, sim, explicar que o sexo é algo bom, mas não nessa idade – argumentou Diniz.

Marialva Spengler, professora de Psicologia da Educação da Univali, orienta que os pais boicotem a pulseira caso a brincadeira entre em um contexto malicioso.

– Eu também sou mãe. Comprei algumas dessas pulseiras e mostrei para o meu filho de 14 anos. Expliquei os significados a ele e nos entendemos. O importante é conversar e proibir em caso de excessos – apontou Marialva.

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