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VERÃO: De 10 protetores solares avaliados 8 foram reprovados

Créditos: Divulgação

Dez marcas vendidas no País foram avaliadas

Entre dez marcas de filtros solares de uso adulto à venda no País, duas têm menos da metade do FPS (Fator de Proteção Solar) declarado no rótulo, revelou uma pesquisa da Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. O valor do FPS informa o tempo a mais que você pode se expor ao sol, em comparação ao período que começaria a ter queimaduras caso não tivesse passado protetor.

A avaliação incluiu produtos das marcas L’Oreal, La Roche-Posay, O Boticário, Coppertone, Cenoura&Bronze, Sundown, Avon, Nivea, Banana Boat e Red Apple, todos com FPS 30.

De acordo com os resultados obtidos pela Proteste, os produtos Nível Sun e Banana Boat foram os piores no quesito FPS. Eles indicam proteção 30, mas têm somente 13 e 10 respectivamente. Os mais bem avaliados nesse item foram L’Oreal Solar Expertise, o La Roche-Posay Anthelios Hélioblock e o Cenoura&Bronze. Quanto aos infantis, pode confiar: todos informam o FPS correto.

A proteção contra raios UVA e UVB também foram medidas. Os raios UVB causam queimaduras solares, câncer de pele e são mais fortes no verão. Já os UVA são constantes durante o ano e levam ao envelhecimento da pele e ao bronzeamento.

De acordo com a pesquisa da Proteste, a situação entre os produtos voltados ao público infantil é melhor. Os cinco produtos analisados tiveram boa avaliação na proteção UVB e dois foram reprovados quanto ao UVA: Cenoura&Bronze e Red Apple.

RESULTADO FINAL:

Resultados

Os protetores L’Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram os que apresentaram os melhores resultados na avaliação de eficiência do filtro solar. Para fazer o teste de fotoinstabilidade, o FPS dos produtos foi medido antes e depois da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay, Nivea, Banana Boat e Sundown foram reprovadas. Todos os protetores analisados são de fator 30 e alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Após uma hora de uso, os protetores caíram para FPS 15. O segundo pior na avaliação foi o La Roche Posay, que manteve apenas 62% de proteção indicada no rótulo. Segundo a associação, os resultados mostram que os protetores têm pouca resistência à luz e ao calor, apesar de ofereceram proteção aos raios UVB. Além de instável à exposição solar, o Coppertone declarou um fator de proteção (30), maior do que o medido (25).

Todas as embalagens mencionavam resistência à água, mas após imersão de meia hora, o FPS do protetor da Natura caiu para 30% do inicial e o do Sundown foi para 55%. Nos dez produtos a presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA é indicada nos rótulos, mas apenas três mostram o grau de proteção: Cenoura & Bronze, L’Oréal Solar Expertise e Natura Fotoequilibrio.

Os produtos que não apresentaram na composição o benzophenone-3 foram o L’Oréal Solar Expertise, o Cenoura & Bronze e o Hélioblock da La Roche-Posay.

Protetores solares reprovados

 

Apenas dois entre dez protetores solares FPS 30 em loção avaliados pela ProTesteApenas dois entre dez protetores solares FPS 30 em loção avaliados pela Pro Teste Associação de Consumidores comprovaram eficiência na proteção solar. E apenas três não apresentaram na composição o benzophenone-3, um ingrediente que já é proibido em outros países, por ser potencialmente cancerígeno.

Quatro dos protetores têm baixa proteção UVA (cujos raios atingem as camadas mais profundas da pele, causando envelhecimento precoce), mas a legislação brasileira não exige um mínimo. E cinco deles não são resistentes à luz e ao calor, perdendo a eficiência.

É o que mostra a análise publicada na revista Pro Teste de dezembro e disponibilizada no site da entidade: http://www.proteste.org.br. O teste envolveu análise de rotulagem, composição, irritabilidade, hidratação, proteção, resistência a exposição solar, e teste em uso.

 

A associação reivindica que seja proibido o uso da substância benzophenone-3 na composição dos produtos, ingrediente proibido em outros países, por apresentar esterogenicidade, entrar na circulação sanguínea e ser potencialmente cancerígeno.

Também está pedindo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passe a exigir o fator UVA de no mínimo um terço do FPS do produto, assim como ocorre na Europa, e que esta informação conste no rótulo. Assim como sejam obrigatórios testes de fotoestabilidade para verificar se eles são estáveis nas condições reais de uso, durante a exposição solar.

O FPS é responsável por bloquear os raios UVB, que são mais fortes entre 10 horas e 16 horas, período não recomendado para exposição prolongada ao sol. São os principais responsáveis por câncer de pele, queimaduras e vermelhidão.

Resultados

Os protetores L’Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram os que se saíram melhor na avaliação de eficiência do filtro solar.

No teste de fotoinstabilidade, o FPS dos produtos foi medido antes e depois da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay, Nivea, Banana Boat e Sundown foram reprovadas.

Alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Todos os protetores analisados são de fator 30. Após uma hora de uso, eles caíam para FPS 15. O segundo pior foi o La Roche Posay, que manteve só 62% de sua proteção indicada no rótulo. Isso não quer dizer que os produtos não oferecem proteção aos raios UVB, e sim que têm pouca resistência à luz e ao calor, segundo a associação. Além de instável à exposição solar, o Coppertone declarou um fator de proteção (30), maior do que o medido (25).

Todos as embalagens mencionavam resistência à água, mas após imersão de meia hora, a proteção do produto da Natura caiu para 30% do FPS inicial, por exemplo. O Sundown caiu para 55%.

A presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA – que têm incidência constante durante o dia todo – é indicada nos rótulos dos 10 produtos. Mas só três embalagens mostram o grau de proteção: Cenoura & Bronze, L”Oréal Solar Expertise e Natura Fotoequilibrio. Não há regulamentação no Brasil que obrigue a presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os produtos que não apresentaram na composição o benzophenone-3, ingrediente que segundo a associação já é proibido em outros países, foram o L’Oréal Solar Expertise, o Cenoura & Bronze e o Hélioblock da La Roche-Posay.

Defesa

As oito marcas de protetor solar avaliadas pela Pro Teste discordaram do resultado da pesquisa e informaram que seus produtos foram submetidos a testes científicos, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e liberados para o comércio. Todas as empresas afirmaram que não tinham conhecimento do estudo.

Pro Teste

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