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Previ será o maior acionista da Brasil Foods

O fundo de pensão do Banco do Brasil, Previ, será o maior acionista individual da Brasil Foods (BRF), a gigante de alimentos que nasce com a compra da Sadia pela Perdigão.

A Previ terá pelo menos 12% do capital total da nova empresa. A companhia será a 10ª maior de alimentos nas Américas e representará forte concentração do setor no país.

Ela terá 84% do mercado de massas, 64,8% de pizzas prontas e 71,3% de carnes congeladas.

Sadia e Perdigão não vão demitir

Logotipo da nova companhia na camisa do Corinthians

Os presidentes da Sadia e da Perdigão, Luiz Fernando Furlan e Nildemar Secches  (foto), anunciaram nesta terça-feira, 19, em entrevista coletiva a criação da Brasil Foods, a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento. “Anunciamos o lançamento da Brasil Foods, a grande multinacional brasileira de alimentos processados”, afirmou Secches. Um dos primeiros compromissos assumidos pelas companhias é a de não demitir funcionários em razão da fusão.

“Em princípio, a fusão não gera sobreposição de fábricas. Com a união gerando sinergia e maior competitividade, certamente haverá uma expansão da produção e de novos mercados”, afirmou Furlan. “Não há nenhuma previsão de demissões, as empresas andarão em paralelo. (…) Continuaremos sendo um dos três maiores empregadores brasileiros, com mais de 100 mil pessoas trabalhando.”

Furlan afirmou que a nova empresa será o maior empregador privado do País. Além disso, segundo ele, a Brasil Foods ocupará o posto de terceiro exportador brasileiro, perdendo apenas para Vale e Petrobras, que são exportadoras de commodities.

Segundo Secches, as marcas e produtos das duas companhias serão mantidas no mercado. “Vamos ter uma eficiência melhor para atingir novos consumidores a preços acessíveis e boa qualidade”, disse. Ele explicou que Brasil Foods será apenas uma marca institucional e que no mercado consumidor continuarão a ser apresentados os produtos Sadia, Perdigão, Batavo, Qualy, etc.

Acionistas

Ao detalhar a operação durante a coletiva, Secches afirmou que os acionistas da Perdigão ficarão com uma fatia de 68% da Brasil Foods, enquanto os acionistas da Sadia terão participação de 32%. Segundo o executivo, a presidência do conselho será compartilhada entre ele e Furlan.

As famílias Furlan e Fontana terão uma participação de aproximadamente 12% na Brasil Foods. A fatia será ligeiramente inferior à da Previ, maior acionista individual, que ficará com 12%.

Antes da fusão, as famílias controlavam a Sadia com 23% do capital da empresa; a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, tinha 4,16% do capital da Perdigão e 7,33% da Sadia.

Captação

As companhias anunciaram que a Brasil Foods realizará uma oferta pública de ações para captação de recursos no valor estimado de R$ 4 bilhões. Segundo Furlan, a oferta deve ser feita até o final de julho.

O objetivo da captação é sanar os problemas financeiros da Sadia, que, ao final de março, apresentava uma dívida total de R$ 8 bilhões.

Para Furlan, a oferta pública dará tranquilidade para a nova companhia, que nasce com uma dívida líquida de R$ 10 bilhões. Ele disse que o faturamento da nova companhia deve chegar a R$ 30 bilhões. “Com a emissão, nossa dívida passará para R$ 6 bilhões, o que nos colocará em razoável conforto”, disse.

AE

RS: férias coletivas na Perdigão e Kepler Weber

A Perdigão fará parada técnica de 30 dias em duas plantas do Rio Grande do Sul para ajuste da oferta ao mercado. Na unidade de Porto Alegre, no bairro Cavalhada, os 580 funcionários estarão em férias de 9 de fevereiro a 11 de março. Em Lajeado (antiga Avipal), a interrupção na produção atingirá 2,3 mil trabalhadores do setor de aves de 23 de março a 22 de abril. O processamento de suínos, que emprega mil funcionários, segue normalmente.

A parada será aproveitada para manutenção e melhoramento dos equipamentos, que permitam ampliar o abate de 290 mil aves/dia para 320 mil aves/dia. Outras unidades da Perdigão também farão o mesmo no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Na segunda-feira, 1,8 mil funcionários da Minuano, em Garibaldi, arrendada pela Sadia, retornaram ao trabalho após um mês de férias coletivas.

Ontem, a Kepler Weber também anunciou férias coletivas entre os dias 9 e 24 de fevereiro em Panambi. A empresa não se manifestou sobre o assunto, mas a medida envolverá 800 dos 900 funcionários. Conforme o MDIC, as exportações de carne de frango somaram 338,4 milhões de dólares em janeiro (244,5 mil t). A média diária atingiu 16,1 milhões de dólares, recuo de 1,2% em relação a dezembro.

CP

Perdigão anuncia prejuízo de R$ 25 milhões

A Perdigão anunciou nesta terça-feira que fechou o terceiro trimestre deste ano com prejuízo de R$ 25,4 milhões, ante lucro de R$ 90,2 milhões no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, no terceiro trimestre foi impactado pela variação cambial nas despesas financeiras.

“Em função da acentuada e repentina mudança do cenário cambial, contabilizamos R$ 200,9 milhões de despesa financeira, sem desembolso de caixa, como efeito da desvalorização do real frente ao dólar no trimestre sobre nossa exposição cambial líquida de aproximadamente US$ 700 milhões, a qual se refere à política de proteção natural de cerca de três meses das receitas de exportações”, informou a empresa.

A companhia informou que “as condições de extrema volatilidade do mercado requerem redobrada cautela” e que os investimentos da empresa na diversificação dos negócios deve provocar “melhoria gradual e consistente de nossos resultados”.

O Barriga Verde

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