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Suspensa pena de morte por falta de injeção

Estãos suspensas as execuções de penas de morte no estado americano do Missouri, por falta de injeção letal.

Falta uma das três que são aplicadas nos condenados. A primeira põe o condenado para dormir (o Pentothal, cuja substância é o tiopental sódico, um barbitúrico que produz anestesia geral de curta duração); a segunda paralisa o condenado e provoca a parada da respiração (o Pavulon, uma preparação de brometo de pancurônio); e a terceira provoca a parada cardíaca (o cloreto de potássio).

A droga que está em falta é o Pentothal. O laboratório Hospira, Inc., de Illinois, único fornecedor da droga nos EUA, deixou de produzi-la em 2010, alegando “dificuldades de fabricação”. Por alguns meses, o laboratório importou tiopental sódico da Itália. Mas as transações foram encerradas em janeiro de 2011, porque a empresa italiana pediu garantias de que seu produto não será usado em execuções de pena de morte, obedecendo a uma ordem do parlamento do país, aprovada em dezembro de 2010.

O tiopental sódico, de qualquer marca, já está em falta em muitos estados. Assim, nenhum dos 37 estados que usam a mesma injeção letal pode emprestar um frasco da substância para Missouri, porque seus estoques também estão curtos.

Os estados podem mudar seus protocolos, mas eles têm de ser aprovados pelos tribunais e, possivelmente, pelas Assembleias Legislativas. Em Oklahoma, foi aprovada uma droga usada na eutanásia de animais para execuções de pena de morte. O estado de Ohio fez a mesma coisa: passou a usar um procedimento com apenas uma droga, o pentobarbital, que é empregado por veterinários em eutanásia de animais e já foi utilizado em uma execução em 2011. Mas também está difícil encontrar esse produto no mercado. A empresa dinamarquesa, H. Lundbeck, que distribui o produto nos Estados Unidos, proibiu o seu uso em execução de pena de morte.

O primeiro beneficiário da falta de injeção letal será Michael Tisius, 31 anos (foto), cuja execução está marcada para 3 de agosto deste ano. 

 

(João O. de Mello) via Blog trem Azul

Comandante da BM defende pena de morte

Em entrevista à Folha Universal, jornal da Igreja Universal, o comandante da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, coronel Paulo Roberto Mendes, voltou a defender a pena de morte e que os cidadãos devem reagir a assaltos (conselho que contraria frontalmente a orientação oficial da polícia). Além disso, classificou os movimentos sociais que atuam no RS como baderneiros que não respeitam a lei. Em uma outra entrevista, concedida esta semana à TV Assembléia, Mendes também chamou de baderneiros os professores que protestaram semana passada em frente ao Palácio Piratini.

Perguntado pela Folha Universal se os cidadãos têm que reagir a assaltos, Mendes respondeu:

“O artigo 144 da Constituição diz que segurança pública é um dever do Estado, mas responsabilidade de todos. Nos últimos anos, a população cada vez mais coloca o passo para trás, coloca grade, alarme, cachorro. Nada disso resolve. Sempre que tiver oportunidade, o cidadão tem que reagir”.

E sobre a pena de morte:

“Eu sou favorável. A maioria dos delitos graves são cometidos por pessoas com lastro grande de registros criminais. O que fazer? As pessoas matam, cumprem pequena parcela nos presídios e retornam para cometer os mesmos delitos. Vimos agora na Olimpíada que a criminalidade é muito baixa na China porque a lei é forte. A lei tem que intimidar o cidadão. Principalmente o cidadão delinqüente”.

RSUrgente

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