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Revista Época copiou capa de 2007 da Newsweek

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O leitor do Blue Bus Christian Tavares descobriu esta- “mando pra vocês a incrível ‘coincidência’ das capas da Época de outubro de 2009 e da Newsweek de novembro de 2007

Veja abaixo”.

Paulo Coelho indignado com o ministro da Cultura

Paulo Coelho postou há pouco, em seu blog, uma carta pública indignada, destinada ao ministro da Cultura, Juca Ferreira. É que a cinco dias da Feira de Frankfurt, o mais importante evento literário do mundo – que este ano vai homenagear o escritor -, o ministro avisa que não vai comparecer à festa. Motivo: teria um encontro com colegas seus de outros países.

Só que o mago fiz ter descoberto que não há encontro algum e está pedindo de volta o convite feito ao ministro.

Leia a carta:

A deselegância do ministro da Cultura

por Paulo Coelho

No mês de março de 2008, quando minhas editoras no mundo inteiro resolveram dar uma festa comemorando cem milhões de exemplares vendidos, enviei um convite ao então Ministro da Cultura, Gilberto Gil. Uma festa dessas, além de ser um marco simbólico para o escritor, representa também uma oportunidade única para um Ministro entrar em contato com mais de cem profissionais da área, e aproximadamente 300 jornalistas do mundo inteiro. Posteriormente entrei em contato com o Presidente Lula que, muito gentilmente, e com bastante antecedência, explicou que estaria na mesma ocasião recebendo um prêmio na Espanha.
Gilberto Gil deixou o Ministério, sendo substituído por Juca Ferreira, que também confirmou sua presença. Duas semanas atrás recebemos um comunicado da Embaixada do Brasil na Alemanha, com a programação oficial do ministro. Ontem eu jantava com um jornalista brasileiro, quando o ministro me telefonou. Para minha surpresa, disse que precisava cancelar sua presença em virtude de um encontro com outros ministros da cultura que seria realizado na mesma época. Ao ver minha reação de espanto, disse que “tentaria remanejar sua agenda”.
Não estou aqui para duvidar da palavra de um ministro do governo. Entendo que esses encontros são normalmente organizados com muita antecedência; hoje mesmo procurei informações a respeito com pessoas ligadas a Ministérios da Cultura em outros países, e não encontrei absolutamente nada. Como confio no meu país, e um ministro é responsável pelo que diz, ele deverá dizer onde este encontro terá lugar, porque já sabemos quando – dia 15 de outubro.
O que entendo, isso sim, é a completa e absoluta falta de respeito comigo, com meus editores nacionais e internacionais, com a Feira de Frankfurt – já que sua presença tinha sido anunciada – e com os meus leitores.
Isso em nada muda minhas atividades durante o maior evento literário do planeta. Continuarei abrindo a Feira de Frankfurt, como escritor convidado, junto com o Presidente da Feira e o Presidente do Estado de Hessen. Continuarei com a minha festa – que contará também com a presença de Gilberto Gil, mas já condição de amigo. Continuarei recebendo, durante a festa, o diploma oficial do Livro Guinness de Recordes, como o escritor vivo mais traduzido do mundo. Continuarei recebendo no prêmio de Cinema pela Paz, durante o evento, por causa de um projeto realizado junto com meus leitores. Para a comunidade literária internacional, a ausência do ministro da cultura do Brasil passará completamente despercebida. O que lamento é não poder, mais uma vez, tentar ajudar a literatura brasileira colocando o ministério da Cultura em contato com dezenas de editores que podiam, pelo menos, se interessar por algum dos excelentes autores que temos em nosso país. Lamento que jornalistas do mundo inteiro não tenham acesso ao que o ministro teria a dizer.
No Novo Testamento, Jesus conta a parábola de alguém que convida seus conhecidos para um banquete, e todos estão ocupados; quando o servo volta, o dono da casa pede então que convide os mendigos, os desempregados. Portanto, não quero que o ministro mude sua agenda – já não me interessa mais sua presença e de seus convidados. Quero apenas que me devolva o convite; será entregue ao primeiro mendigo ou desempregado que passar na porta. Pelo menos, ele se divertirá um pouco. E eu me esforçarei o máximo para mostrar a todos – como aliás sempre faço em eventos – que a literatura brasileira vai muito além do meu trabalho. Sem a ajuda ou colaboração de um ministro deselegante, que cinco dias antes da festa, depois de seus assessores e da embaixada brasileira confirmarem sua presença em vários emails, descobre que tem outro compromisso na sua agenda.
Juca Ferreira, meu convite de volta, por favor.

Chega às livrarias a biografia de Paulo Coelho

Fernando Morais pretendia dar o título Em Carne Viva à sua biografia do escritor Paulo Coelho – mais de 600 páginas resultantes de três anos de pesquisas onde surgiu o perfil de um homem complexo, revelado sem nenhuma concessão ou mesmo piedade. O problema é que Carne Viva é o título do último romance de Paulo Francis. A solução foi batizar a biografia de O Mago e assim ela chega neste sábado, 31, às livrarias pela editora Planeta do Brasil (632 páginas, R$ 60), que promove um esquema monstro de lançamento: são 100 mil exemplares na primeira remessa, além de promessa de tradução para 40 países.

Em O Mago, Morais detalha a trajetória pessoal do escritor vivo que atualmente consegue ser mais traduzido que Shakespeare no mundo. Um relato que não esconde pactos com o Diabo, sacrifícios de animais, internações em hospícios, prisão pelo DOI-Codi, relações homossexuais, consumo de drogas, sucesso como letrista até a descoberta de uma poderosa espiritualidade e a notoriedade como escritor.

Os detalhes mais surpreendentes, na verdade, foram oferecidos pelo próprio Paulo Coelho. Morais conta ter ficado curioso com um pormenor do testamento do escritor: a determinação de que um baú, trancado à chave e guardado em seu apartamento de Copacabana, seja imediatamente incinerado após sua morte. “Eu quis saber o conteúdo, diante de tanta insistência, propôs um jogo: Paulo me daria as chaves se eu descobrisse quem foi o militar que o prendeu em 1969, confundindo-o com um guerrilheiro.”

Desafio aceito e cumprido – Morais abriu o baú depois de enviar, por e-mail, os dados pedidos pelo escritor. Lá, a surpresa: 170 cadernos com os diários de Paulo Coelho de 1960 a julho de 1994, além de 100 fitas cassetes, com informações bombásticas, desde descrições objetivas até divagações existenciais. “Tive de alterar todo o trabalho realizado.”

Estadão

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