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Padre defende que urina cura câncer e Aids

O Padre Renato Roque Barth, que está sendo acusado de curandeirismo e charlatanismo pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), afirmou que não há falhas no tratamento que ele desenvolve nos centros de Biosaúde e argumentou que não aceitou a conciliação com a classe médica, já que um acordo significa admitir que o tratamento desenvolvido por ele apresenta falhas.
Nos quatro centros localizados em Mato Grosso, é oferecido tratamento à base de ervas e argila, técnica utilizada há séculos no Oriente Médio. É considerada a primeira alternativa no combate às doenças antes de se partir para a medicina convencional, recomendada apenas em casos agudos e de emergência.

Em sua defesa na ação movida pelo CRM (Conselho Regional de Medicina) do Mato Grosso, o padre Renato Roque Barth (foto) manteve a convicção de que a poção que produz à base de urina do paciente cura câncer e Aids, entre outros males. O conselho o acusa de curandeirismo.

Nesta quinta-feira (25), em audiência no Fórum Criminal de Cuiabá, o padre rejeitou um acordo com o CRM para que a ação fosse retirada da Justiça.  Ou seja, ele manterá o seu atendimento de cura.

Vilson Nery, um dos advogados de Barth, disse que, como não houve consenso, permanece o conflito: “O CRM continuará defendendo que o trabalho desenvolvido pelo padre é errado e o padre tentará provar que não pratica nenhum tipo de crime”.

O jesuíta Barth é adepto da biossaúde (ou o que ele chama de bioenergia) desde 1992, quando, como missionário, esteve na Nicarágua e lá tomou conhecimento dessa suposta forma de cura, que ele afirma ser uma “ciência” desenvolvida nos anos 70 pelo médico japonês Yoshiaki Omura radicado em Nova Iorque (EUA).

Em 1995, com o consentimento da hierarquia da igreja, ele abriu na periferia de Cuiabá um centro para atender doentes. Agora, na cidade, há dois locais de tratamento. Em todo o Mato Grosso, existem quatro unidades, que compõem a Abrasp (Associação Brasileira de Saúde Popular).

O padre disse em um vídeo no Youtube que a biossaúde já cuidou de um milhão de pessoas durante esses mais de 10 anos de implantação no Brasil.

Quem se submeter a essa medicina alternativa não poderá, paralelamente, tomar medicamento químico, incluindo vacinas, ou recorrer à quimioterapia ou à radioterapia. Também terá de suspender o consumo de carne e açúcar.

O padre usa a urinoterapia somente para determinadas doenças graves. Para as outras, há poções feitas com ervas e argila, que combatem, segundo ele, doenças tidas pela “medicina das farmácias” como incuráveis, como a diabetes. No vídeo, ele citou Jesus para afirmar que todas as doenças têm cura.

O CRM tenta impedir que o padre exerça ilegalmente a medicina há mais de cinco anos.

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