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Maestro pede 12,5 milhões de indenização

Além de direitos trabalhistas, o maestro John Neschling pede, na Justiça, o equivalente a cem salários que recebia à frente da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de SP) por danos morais.

Total da conta: R$ 12,5 milhões (ele ganhava R$ 125 mil por mês). A defesa do regente sustenta que ele foi desrespeitado como ser humano por ter sido demitido por e-mail, com ampla divulgação inclusive no site da orquestra.

O advogado Luís Carlos Moro argumenta no processo também que o contrato da Osesp com Neschling é nulo, já que a lei que regulamenta a profissão de músico indica que, como pessoas físicas, eles devem ser regidos pela CLT – o que daria ao maestro o direito a férias, 13º, FGTS, aviso prévio.

Caso a Justiça decida que o contrato é válido, o advogado defende que ele receba 12 salários como multa por sua rescisão. Ou R$ 1,5 milhão.

Monica Bergamo

SP: Maestro Neschling demitido

O maestro John Neschling foi demitido na noite desta quarta-feira da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Em 2007, o maestro sofreu pressão do governador José Serra, que queria tirá-lo do cargo. Neschling, então, comunicou ao conselho da Fundação Osesp que não renovaria o seu contrato.

A demissão de Neschling foi divulgada no site oficial da instituição. O documento assinado pelo presidente da Fundação do Conselho de Administração da Fundação Osesp, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirma que a demissão veio como resposta a declarações dadas por Neschiling, em dezembro, ao jornal “O Estado de São Paulo”, que FHC classificou como “conduta indesejável e inconciliável com o desempenho das atribuições contratuais.”

Por meio de assessor, Neschling, que está na Grécia, afirmou que recebeu a carta por e-mail ontem à tarde, que vai conversar com algumas pessoas para entender melhor a situação e que não vai se pronunciar sobre a demissão até seu retorno, no final da próxima semana.

No governo de SP é dado como certo que o maestro John Neschling acionará a Justiça por causa da ruptura do contrato com a Fundação Osesp.

Ainda que não recorra à Justiça, Neschling deve receber indenização pela ruptura do contrato com a Osesp. O maestro, que recebia R$ 100 mil por mês, tinha ainda mais 21 salários a receber -ou R$ 2,1 milhões. A Fundação diz que o contrato é “sigiloso” e não confirma a informação.

JP

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