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Universidades gaúchas entre as que mais aprovaram no exame da OAB

Três universidades federais do Rio Grande do Sul estão entre as que mais aprovaram no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A lista com os melhores desempenhos foi divulgada nesta terça-feira pela entidade.

No total, são 20 universidades públicas e 20 particulares de todo o país. Melhor colocada no Estado, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (foto) aparece em terceiro lugar no ranking geral, com 70,67% de aprovação. As outra duas instituições gaúchas são a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com 65,38% de aprovação, na sexta colocação, e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com 57,75%, na 13ª colocação.

De 109.649 bachareis que fizeram o VII Exame de Ordem Unificado para se habilitarem ao exercício da advocacia, foram aprovados 16.419, conforme a OAB. Este número representa um percentual de 14,97%. A relação com os nomes dos aprovados, dividida por Estado, pode ser acessada neste link.

Em relação à prova anterior, que teve o resultado divulgado em maio, a UFRGS subiu duas posições, apesar de o índice ter diminuído — de 79,31% para 70,67%. UFSM e UFPel não apareceram na lista anterior.

Alunos da Universidade Federal de Viçosa (73,08%), de Minas Gerais, e da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (73,68%), do Rio de Janeiro, tiveram os melhores índices de aprovação. O curso da Fundação Getulio Vargas é o único particular entre os 20 primeiros. Confira a lista completa:

Instituições de Ensino Superior públicas:

1. Fundação Universidade Federal de Viçosa (73,08%)
2. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (70,67%)
3. Universidade Federal do Paraná (69,77%)
4. Universidade Federal de Sergipe (67,69%)
5. Universidade Federal de Santa Maria (65,38%)
6. Universidade Federal do Espírito Santo (60,87%)}
7. Universidade Federal da Paraíba (60,71%)
8. Universidade Federal do Rio Grande do Norte (60,71%)
9. Universidade de Brasília (59,09%)
10. Universidade Federal de Goiás (59,02%)
11. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (58,70%)
12. Universidade Federal de Pelotas (57,75%)
13. Universidade de São Paulo (57,36%)
14. Universidade Federal de Juiz de Fora (57,14%)
15. Universidade Estadual de Maringá (56,57%)
16. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (56,10%)
17. Universidade Federal de Minas Gerais (56,04%)
18. Universidade Federal de Santa Catarina (55,56%)
19. Universidade Federal Fluminense (54,00%)
20. Universidade do Estado do Rio Janeiro (53,85%)

Instituições de Ensino Superior privadas:

1. Escola de Direito do Rio Janeiro – FGV (73,68%)
2. Faculdades Integradas de Vitória (53,23%)
3. Universidade Salvador (50,93%)
4. Escola de Direito de São Paulo (45,45%)
5. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (44,44%)
6. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (44,44%)
7. Faculdade de Direito Nilton Campos (42,42%)
8. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (40,41%)
9. Inst. de Ciências Jurídicas e Sociais Prof. Camilo Filho (38,81%)
10. Universidade Presbiteriana Mackenzie (36,48%)
11. Faculdade Baiana de Direito e Gestão (35,71%)
12. Centro Universitário Barriga Verde (34,78%)
13. Faculdades Integradas Machado de Assis (33,33%)
14. Universidade do Oeste de Santa Catarina (33,33%
15. Inst. Superior de Ciências Humanas e Filosofia La Salle (32,65%)
16. Pont. Univ. Cat. de Minas – Campus Coração Eucarístico (32,49%)
17. Universidade Estácio de Sá – Nova Friburgo (32,47%)
18. Universidade do Oeste de Santa Catarina – Joaçaba (32,22%)
19. Universidade Cândido Mendes (32,14%)
20. Universidade Estácio de Sá – Campos dos Goytacazes (32,14%)

 

Fonte: ZERO HORA

Os 62 juízes ricos que estão sob suspeita

O principal órgão encarregado de fiscalizar o Poder Judiciário decidiu examinar com mais atenção o patrimônio pessoal de juízes acusados de vender sentenças e enriquecer ilicitamente.

A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao CNJ, está fazendo um levantamento sigiloso sobre o patrimônio de 62 juízes atualmente sob investigação. As informações são da Folha de S. Paulo, em sua edição de hoje (21), em matéria assinada pelos jornalistas Frederico Vasconcelos e Flávio Ferreira.

A corregedoria começou a analisar o patrimônio dos juízes sob suspeita em 2009, quando o ministro Gilson Dipp era o corregedor, e aprofundou a iniciativa após a chegada da ministra Eliana Calmon ao posto, há um ano.

“O aprofundamento das investigações pela corregedoria na esfera administrativa começou a gerar uma nova onda de inconformismo com a atuação do conselho”, afirmou Eliana.

O trabalho é feito com a colaboração da Polícia Federal, da Receita Federal, do Banco Central e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que monitora movimentações financeiras atípicas.

Os levantamentos têm sido conduzidos em sigilo e envolvem também parentes dos juízes e pessoas que podem ter atuado como “laranjas” para disfarçar a real extensão do patrimônio dos magistrados sob suspeita.

Todo juiz é obrigado por lei a apresentar anualmente sua declaração de bens ao tribunal a que pertence, e os corregedores do CNJ solicitam cópias das declarações antes de realizar inspeções nos tribunais estaduais.

Nos casos em que há sinais exteriores de riqueza, omissões ou inconsistências nas informações prestadas à Receita Federal, os corregedores têm aprofundado os estudos sobre a evolução patrimonial dos juízes.

O regimento interno do CNJ autoriza os corregedores a acessar dados sigilosos sobre o patrimônio e a movimentação financeira dos juízes. O regimento foi aprovado pelo próprio CNJ, na ausência de uma lei específica que defina os limites de sua atuação.

Espaço Vital e FSP

OAB divulga lista de faculdades que não aprovaram ninguém na exame da ordem

A Ordem dos Advogados do Brasil divulgou nesta terça-feira, 5, a  lista das 90  faculdades que não obtiveram aprovados na última edição do Exame da Ordem. Foram 610 faculdades que participaram das duas etapas da prova. Ds reporvadas, 17 são de São Paulo.

Este foi o pior resultado da entidade na história.  Apenas 9,74% dos bacharéis em Direito foram aprovados em um total de 116 mil inscritos.

Até então, o pior índice do País era de 14% de aprovados, entre os 95,7 mil inscritos no primeiro exame realizado pela OAB no ano passado. Desde 2010, que os Exame da Ordem é unificado.

Antes disso, cada Estado do País aplicava sua própria seleção, o que possibilitava, segundo a OAB, que um candidato se submetesse a provas mais fáceis em algumas regiões do País.

Confira aqui, a lista das faculdades com índice zero de aprovação.

JT

Fraudes no Exame da OAB

A Polícia Federal indiciou 30 pessoas pelo envolvimento na fraude da prova da segunda fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no início do ano. Dessas, um policial rodoviário, que chegou a ser preso no início da investigação, voltou para a cadeia, dessa vez preventivamente, para não atrapalhar o andamento do processo.

Além dele, um advogado teve o mandado de prisão domiciliar emitido, mas encontra-se foragido. Entre os acusados, estão membros do esquema e candidatos beneficiados com informações privilegiadas. Os envolvidos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato, peculato e receptação.

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou que as prisões demonstram o acerto da Ordem ao anular, em março, o resultado das provas. “É lamentável que poucas pessoas tentem se beneficiar por meio de atitudes ilícitas”, declarou. Em 2007, a instituição já havia enfrentado problemas com fraudes. Com a anulação do exame de fevereiro de 2010, 16 mil candidatos de todo o país tiveram de refazer a prova.

A prisão preventiva do policial rodoviário foi decretada pela Justiça Federal de Santos (SP). Ele foi preso em Guarulhos (SP) e, no momento, está sob custódia da própria Polícia Rodoviária Federal (PRF), que ofereceu apoio às investigações. A irregularidade foi detectada quando um candidato que fazia a prova em Osasco (SP) foi flagrado, antes da distribuição dos destes, com cinco respostas de questões de direito penal. A elaboração e a aplicação das provas foram feitas pela OAB em parceria com o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe). Ambos foram vítimas da quadrilha, segundo a PF.

Mais golpes
A prova da OAB é apenas uma parte das investigações da Operação Tormenta. A suspeita é de que a mesma quadrilha também aplicou golpes nos concursos da Receita Federal, realizado em 1994; da Polícia Federal, em 2009; da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2009; e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em 2008. De acordo com a PF, passa de 120 o número de pessoas ouvidas e mais de 100 foram indiciados. As investigações dessas fraudes continuam em andamento. Dos processos seletivos que tiveram irregularidades comprovadas, quatro foram organizados pelo Cespe. O órgão alega que, assim como outras aplicadoras de provas, também foi vítima da quadrilha. “A Polícia Federal enfatizou que não há qualquer indício de participação de servidores das organizadoras”, disse Ricardo Carmona, diretor-geral do centro de seleção.

De acordo com a PF, a quadrilha chegava a cobrar até US$ 150 mil de cada candidato. Para o concurso da OAB e para o de agente da PF, o valor chegaria a R$ 50 mil. O grupo atuava por meio de aliciamento de pessoas que tinham acesso ao caderno de questões, repassava as respostas por meio de ponto eletrônico durante as provas e indicava uma pessoa mais preparada para fazer o concurso no lugar do candidato. Os crimes incluem falsificação de documentos e diplomas exigidos nos certames. É lamentável que poucas pessoas tentem se beneficiar por meio de atitudes ilícitas”

Ophir Cavalcante, presidente da OAB

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