Arquivos de tags: nenê Constantino

Preso dono da Gol

O empresário Nenê Constantino, fundador da companhia aérea GolO empresário Nenê Constantino, fundador da cia aérea Gol (Lia Lubambo) 

O empresário Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da segunda maior empresa aérea do país, a Gol, proprietário de empreiteira e dono de uma imensa frota de ônibus, foi preso na noite de quarta-feira, em Brasília, sob a acusação de encomendar o assassinato de seu ex-genro Eduardo Alves Queiroz, em 2008. Naquele ano Queiroz sofreu um atentado, mas sobreviveu. Ele saía do trabalho quando alguém disparou cinco vezes contra seu carro. Um dos tiros atravessou a porta, perfurou o banco do passageiro e atingiu sua jaqueta. Dias antes, sogro e genro tiveram uma ríspida discussão sobre os negócios da família.

Constantino foi detido durante uma audiência no Fórum de Taguatinga sobre um outro processo do qual o empresário é réu: o assassinato de Márcio Leonardo de Sousa Brito. No dia 12 de outubro de 2001, o rapaz foi assassinado com três tiros na porta de sua casa, localizada numa área de invasão da periferia de Brasília. Para a polícia, Brito foi morto por dois pistoleiros que agiram a mando do empresário. Márcio Leonardo liderava um grupo de invasores que ocupavam irregularmente um terreno de uma das empresas de Constantino.

Apesar do crime ter ocorrido há nove anos, a ação referente à morte do líder comunitário ainda está na fase de depoimentos de testemunhas. Na tarde de quarta, Nenê acompanhava a sessão no Fórum de Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, quando o juiz informou aos presentes sobre a decisão do magistrado de Brasília a respeito da outra acusação. O empresário não foi algemado e, após fazer exames de corpo de delito, foi levado para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), sede da Polícia Civil do DF, onde passou a noite e segue detido.

Meses antes de sofrer o atentado, Queiroz havia prestado depoimento afirmando saber sobre os planos do sogro de matar Brito. Além do empresário, outras quatro pessoas são acusadas de envolvimento no assassinato do líder comunitário: João Alcides Miranda, João Marques Dos Santos, Vanderlei Batista Silva e Victor Bethonico Foresti, outro genro de Nenê.

Constantino responde a pelo menos outros 14 processos na Justiça de Brasília por causas trabalhistas e problemas envolvendo uma de suas empresas, a Viação Planeta, que opera uma frota de cerca de 700 ônibus no Distrito Federal. O empresário também está envolvido no processo que tornou o ex-governador do DF Joaquim Roriz inelegível.

Dono da Gol fica em prisão domiciliar

A Justiça do Distrito Federal concedeu hoje pela manhã prisão domiciliar ao empresário Nenê Constantino, dono da Gol Linhas Aéreas.

A decisão da desembargadora Sandra de Santis destaca o “precário estado de saúde” do empresário, que tem 78 anos e está “sob cuidados médicos.” Por meio de nota, os advogados de Nenê afirmam que o empresário se apresentará à Justiça após concluir o tratamento de saúde.

Nenê teve prisão preventiva decretada ontem (sexta-feira) pela Justiça. No inquérito instalado na Polícia Civil do DF, Constantino é acusado de ser o responsável pelo homicídio do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, alvejado com três tiros de revólver em 2001. Márcio encabeçou a ocupação, naquele ano, de cerca de cem pessoas a um terreno pertencente à viação Planeta em Taguatinga (DF), de propriedade de Constantino.

De acordo com o promotor Bernardo de Urbano Resende, a prisão preventiva do empresário ocorreu porque ele estaria subornando testemunhas dos processos que responde. Conforme destacou, há gravações telefônicas, feitas com autorização judicial, que comprovariam os supostos subornos.

Segundo o promotor, Nenê deu uma casa a uma testemunha para que ela prestasse depoimento falso à Justiça. Constantino nega todas as acusações e diz que vai provar sua inocência no transcorrer do processo.

AE

Dono da Gol é indiciado por homicídio

O empresário Nenê Constantino (foto), de 77 anos, dono da GOL e da Viação Planeta, foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal, acusado de ter mandado matar Márcio Leonardo de Souza Brito, 27 anos.

Souza Brito liderava um grupo de cerca de 100 pessoas que ocupava um terreno na cidade-satélite de Taguatinga onde funcionara uma garagem de ônibus da Planeta. Ele foi morto com três tiros no dia 12 de outubro de 2001.

Junto com Nenê foram indiciados dois ex-motoristas dele, João Alcides Miranda, 61 anos, e Vanderlei Batista da Silva, 67 anos. Nenê prestou depoimento na Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida (CORVIDA), responsável pela investigação do caso, e jurou ser inocente.

A delegada Mabel Faria, da Divisão de Homicídios, diz estar convencida da culpa de Nenê.

As cerca de 100 pessoas lideradas por Souza Brito haviam comprado parcelas do terreno a um ex-empregado do grupo Planeta – que por sua vez dizia que fora autorizado por Nenê a morar ali .

Wanderlei Batista Silva é hoje vereador em Amaralina (GO). Segundo a delegada, foi ele quem contratou um pistoleiro para matar Souza Brito.

Por sua vez,  João Miranda, orientado por Nenê, infiltrou-se no meio dos invasores do terreno e passou a morar em um barraco. Teve como missão identificar Souza Brito e descobrir detalhes de sua rotina.

Souza Brito recebeu ameaças de morte e houve pelo menos dois incêndios criminosos de barracos. No dia do assassinato, os invasores souberam que Nenê iria visitá-los à noite com uma proposta irrecusável.

Nenê parecia disposto a indenizar cada família com R$ 500,00. Souza Brito exigia R$ 2 mil para cada uma. A visita acabou cancelada.

Naquela mesma noite, Souza Brito morreu com dois tiros no tórax e um na perna direita.

Um advogado de Nenê visitou os moradores no dia seguinte acompanhado de um operário que pilotava um trator. Deu R$ 500,00 a cada família. O trator derrubou os barracos no mesmo dia.

%d blogueiros gostam disto: