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Ex-presidente da Nasdaq lesa milionários

Bernard Madoff, ex-presidente da bolsa de empresas de tecnologia Nasdaq, foi preso nesta quinta-feira acusado de liderar um esquema de fraude ao mercado financeiro. A fraude pode chegar a US$ 50 bilhões.

O esquema desandou quando investidores, afetados pela crise financeira pediram o reembolso de sete bilhões de dólares, no começo de dezembro. Os primeiros a saberem da fraude foram os dois filhos de Madoff. Foram eles que denunciaram o pai ao FBI.

Conselheiro de investimentos em Wall Street, o executivo participava de fraudes conhecidas como esquema Ponzi. O crime consiste em formar uma pirâmide de investidores iniciais atraídos por promessas de altos ganhos e que acabam remunerados com o dinheiro de quem adere ao esquema posteriormente.

Madoff, de 70 anos , praticava seu esquema a partir de sua empresa de investimentos, a Bernard L. Madoff Investment Securities LLC, fundada em 1960.

A fraude de Madoff pode ser considerada uma das maiores da história dos Estados Unidos, atrás da falência da Enron, em 2001.

Ele pode pegar uma pena de até 20 anos de prisão e ser obrigado a pagar multa de até US$ 5 milhões.

A Nasdaq (Nacional Association of Securities Dealers Automated Quotations) é a segunda Bolsa de Nova York, depois do Stock Exchange, e concentra especialmente os papéis tecnológicos.

Uma longa lista de entidades e indivíduos, de famílias ricas americanas a fundos de investimento, reconheceu hoje à imprensa que perdeu bilhões de dólares em golpes atribuídos a Bernard Madoff.

Segundo a acusação, Madoff usou sua reputação como ex-presidente do mercado da Nasdaq e como filantropo para levantar uma gigantesca pirâmide financeira.

O acusado, de acordo com a investigação, oferecia rentabilidades razoavelmente altas, em torno de 10%, em épocas de altas do mercado, mas também durante as quedas da bolsa e pagava os investidores com os recursos que iam sendo investidos por outras vítimas.

No dia anterior a sua detenção, ele disse a seus colaboradores mais estreitos que nos cofres da empresa ficavam entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, segundo o Departamento de Justiça.

Irwin Kellner afirmou ter perdido US$ 3 milhões em um processo que apresentou ontem e ao qual podem se somar outros investidores, pois está estruturado como uma ação coletiva.

Madoff, segundo a acusação, roubou grande número de famílias proeminentes de Nova York e Flórida, especialmente judias.

Além disso, enganou até entidades financeiras que dispunham de sistemas sofisticados de controle de seus investimentos. A Fairfield Greenwich Group disse que tinha colocado US$ 7,5 bilhões nos fundos de Madoff.

Segundo o jornal “The Wall Street Journal”, também perderam dinheiro o banco francês BNP Paribas, o japonês Nomura e o suíço Neue Privat Bank.

O Sistema de Saúde Judeu de North-Shore, em Long-Island, que opera 15 hospitais, revelou que perdeu US$ 5 milhões, e a Fundação Julian J. Levitt, outros US$ 6 milhões.

Madoff  já está em liberdade condicional após pagar uma fiança de US$ 10 milhões. As acusações contra ele acarretam uma pena máxima de 20 anos em prisão e uma multa de US$ 5 milhões.

Com Reuters e France Presse

Ações do Google reajustadas para US$ 400,52

O Nasdaq Stock Market informou que o preço de fechamento das ações do Google Inc foi ajustado para US$ 400,52, depois que “operações erradas” no final da sessão de ontem levaram a uma queda de mais de 16% das ações da empresa em cerca de dois minutos. Um porta-voz do Nasdaq afirmou que a bolsa continua a investigar o assunto.

“Os participantes devem rever suas negociações no mercado para identificar possíveis operações erradas e requerer a adjudicação”, informa a Bolsa Nasdaq em comunicado. Representantes do Google não comentaram a questão.

As ações do Google fecharam perto da mínima em dois anos, em US$ 341,39, com uma baixa de 10%, depois de cair mais de 16% no final da sessão. Nas transações do after-hours do mercado norte-americano, as ações do Google registravam uma acentuada recuperação para acima de US$ 400,00.

Os papéis da empresa têm sido pressionados nas últimas semanas por conta das preocupações em torno da estabilidade do mercado de anúncios online, prejudicado pelo enfraquecimento da economia mundial.

AE

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