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Muricy Ramalho é o novo técnico da seleção brasileira

Acabou o mistério: Muricy Ramalho é o novo técnico da seleção brasileira. Ele está neste momento reunido com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Itanhanga Golf Club, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, acertando detalhes do contrato.

Muricy já havia sido sondado ainda na noite de quinta-feira, no Maracanã, após a vitória do Fluminense sobre o Cruzeiro por 1 a 0. Resta saber se ele irá conciliar o comando da seleção com o do Fluminense.

Ao longo da semana, seu nome foi um mais cotados, ao lado do técnico do Corinthians Mano Menezes, para assumir o posto. Nesta quinta, o comandante tricolor alcançou, pelo sexto ano consecutivo, a liderança do Campeonato Brasileiro. No vestiário do Maracanã, após a vitória sobre o Cruzeiro, ele chegou a brincar dizendo que um trio com Felipão, Mano e ele próprio seria uma boa alternativa para a seleção.

Eleito o melhor técnico do Brasileirão entre 2005 e 2008, Muricy tem como ponto alto da carreira o tricampeonato nacional com o São Paulo (2006, 2007 e 2008), depois de ter sido vice com o Inter em 2005. Como jogador, nos tempos em que ainda era cabeludo, foi um talentoso meia do tricolor paulista entre 1973 e 1979, com 26 gols em 177 jogos.

Em recente entrevista ao jornal O Globo, o treinador disse que sua maior frustração foi não ter participado da Copa do Mundo de 1978. Segundo ele, o sonho só não foi realizado por causa de uma lesão que sofreu nos tempos em que o técnico Coutinho definia o grupo que jogaria na Argentina.

Muricy Ramalho jogador São Paulo arquivoMuricy nos tempos de jogador (Foto: Gazeta Press)

– É uma coisa que me marcou e que eu não esqueço. Era a minha oportunidade, faltava um ano, e com certeza eu iria. Não ia ser titular, porque o titular era o meu ídolo Zico, eu ia ser reserva dele. Já estava bom  – comentou o ex-jogador, que também defendeu o Puebla, do México, entre 1979 e 1985.

Muitas vezes rabugento em entrevistas coletivas, Muricy também se tornou famoso por suas frases. Com o lema “isso aqui é trabalho”, não foram poucas as pérolas até mesmo em momentos de  alegria, como na comemoração do tricampeonato com o São Paulo em 2008.

– Faz uns 20 anos que estou com sorte, é muita para um cara só. Fica em casa para ver se a sorte vai te ajudar. Tem que trabalhar – disse na ocasião.
A carreira de Muricy como treinador começou como auxiliar de Telê Santana no São Paulo. Além das passagens pelo tricolor paulista, pelo Fluminense e pelo Internacional, Muricy também treinou Guarani (1997),  Ituano (1999), Botafogo-SP (1999), Santa Cruz (2000), Náutico (2001/2002), Figueirense (2002), Internacional (2003), São Caetano (2004) e Palmeiras (2009/2010). No exterior, trabalhou no  Shangai Shenhua, da China, em 1993.

Seu primeiro título foi o bicampeonato pernambucano pelo Náutico em 2001/2002. Em 2003, foi campeão gaúcho pelo Inter. No ano seguinte, levou o São Caetano à conquista do Paulistão. Em 2005, foi mais uma vez campeão estadual pelo Inter. Em 2006 deu início à campanha do tri nacional pelo São Paulo, sequência que só foi interrompida com o quinto lugar pelo Palmeiras no ano passado.

Futebol: Muricy Ramalho pede aumento

Ao pedir aumento para o São Paulo, Muricy Ramalho alegou que é o técnico mais vencedor, mas não o mais bem pago. A diretoria respondeu colocando no contrato um bônus por título que ele conquistar, independentemente da premiação paga ao time.

Na média, o treinador receberá um salário a mais por taça. Quem acompanhou a tratativa diz que Muricy vai ganhar cerca de R$ 300 mil, R$ 50 mil a mais do que antes. E R$ 50 mil a menos do que o corintiano Mano Menezes, que perde para Vanderlei Luxemburgo.

No São Paulo, Muricy pode bater o recorde de permanência no cargo, que pertence a Telê Santana, que ficou de 1990 e 1995 no clube, ininterruptamente. Muricy emplacará em 2009 seu quarto ano consecutivo no Morumbi.

Seleção: Cresce cotação de Muricy na CBF

O técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, está em alta na Confederação Brasileira de Futebol e pode ser convocado já na próxima semana para dirigir a Seleção Brasileira nas Eliminatórias contra o Chile, dia 7 de setembro em Santiago e contra a Bolívia, dia 10 no Engenhão.

A CBF por lei pode convocar jogadores ou membros de qualquer comissão técnica de equipes brasileiras filiadas num momento de emergência e essa seria a explicação inicial.

Mas ao mesmo tempo, Muricy também agrada Ricardo Teixeira pelo trabalho feito no São Paulo. O presidente da CBF não afasta o nome de Vanderlei Luxemburgo, mas não seria hoje o primeiro da lista. Teixeira tem dito que nunca teve tantos problemas na Seleção como na época do atual treinador do Palmeiras. Ele foi envolvido em CPI, RG adulterado, problemas com a Receita Federal e isso acabou respingando em Ricardo Teixeira também. O medo é que se anunciar Luxemburgo como treinador da Seleção, já no dia seguinte as manchetes se lembrarão desses problemas passados.

Além disso, Luxemburgo é muito ligado a Marco Antonio Teixeira, que ainda está estremecido com Ricardo que teria dito à um interlocutor que faz lobby por Luxemburgo: ”Ele está com o Teixeira errado”. O técnico do Palmeiras é o primeiro da lista do desespero. Se tudo continuar muito mal e correndo risco nas Eliminatórias, aí chama o Luxemburgo como fez com Scolari em 2000 e acabou dando certo.

O sonho do presidente da CBF não está no Brasil. Seria ele, Paulo Autuori. Um técnico tranquilo, boa gente e que não cria polêmica nem com jogador, nem com a imprensa e além disso tem competência. Mas é um sonho das Arabias. Ele deve continuar no Catar.

Por isso, Muricy está cada vez mais cotado na CBF. A única coisa que preocupa Teixeira é o jeito direto do treinador do São Paulo. Muricy já sabe disso. Terá que moderar um pouco a sua linguagem e não bater tanto de frente com a imprensa e com o Modus Operandi do futebol brasileiro.

Fonte: Blog do jornalista Quartarollo (Joven Pan)

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