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Morre Dercy Gonçalves aos 101 anos


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A atriz Dercy Gonçalves, de 101 anos, morreu às 16h45 deste sábado (19) no Hospital São Lucas, em Copacabana, no Rio. Dercy foi internada na madrugada deste sábado, com um quadro de pneumonia comunitária grave, que evoluiu para insuficiência respiratória.

A família afirmou que o corpo da atriz será velado neste domingo (20), na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O enterro será em Santa Maria Madalena, cidade natal, onde a família tem um mausoléu.

O Estado do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias pela morte de Dercy. Em Santa Maria Madalena, as festividades em homenagem à padroeira da cidade foram interrompidas. O prefeito autorizou apenas as festas religiosas a partir do dia 22. Chico Anysio afirmou que este é um dia muito triste para os brasileiros e para os humoristas. “Nossa rainha número um morreu, ela era a rainha do humor brasileiro”.

Carreira

Ainda jovem, ela desafiou padrões da época ao fugir de casa aos 17 anos atrás de uma companhia de teatro. Dercy começou a carreira cantando, mas depois perdeu a voz.

Ela trocou seu nome de batismo, Dolores Gonçalves Costa, para tornar-se Dercy Gonçalves, uma atriz da época do teatro rebolado e das chanchadas. Dercy também passou pela televisão e foi uma das primeiras contratadas da Rede Globo, onde estrelou os dois primeiros programas de sucesso da emissora no horário nobre. Em 1989, fez o papel da mãe da rainha na novela “Que Rei Sou Eu?”. No cinema, foram mais de 30 filmes.

Em 1991, aos 84 anos, sofreu um acidente de carro e quebrou a bacia. Ainda se recuperando, foi para a Marquês de Sapucaí com os seios à mostra, homenageada no enredo da Unidos da Viradouro (em 2004, voltou a ser destaque, dessa vez no carro da Salgueiro).

A atriz, que ameaçou posar nua aos 90 anos, não gostava de água, nem a água do mar. Ela mandou construir seu túmulo – com formato de pirâmide – em Santa Maria Madalena, onde também fica o museu Dercy Gonçalves. O museu exibe diversas peças da atriz, como chapéus, bijuterias, troféus, cartazes, programas, entrevistas, vídeos, jornais, revistas e fotos.

Em entrevista em abril do ano passado, ela disse que ninguém era mais feliz do que ela. Sem um pingo de nostalgia, disse que o passado não interessava. “O ontem acabou. Não tenho mágoa de nada e nem saudade de nada. Vivo o hoje. Tenho alegria de viver, adoro a vida”.

G1

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