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Flautista Altamiro Carrilho morre aos 87 anos

O músico, compositor e flautista brasileiro Altamiro Carrilho morreu nesta quarta-feira aos 87 anos em uma clínica no Rio de Janeiro, onde havia sido internado nesta semana para tratar complicações pulmonares, disse a família dele.

Anteriormente, ele já havia sido hospitalizado algumas vezes com problemas pulmonares que o deixaram muito debilitado, de acordo com familiares.

Carrilho, considerado um dos mestres da música brasileira, fez carreira nacional em programas de rádio e de auditório e ganhou projeção internacional, produzindo mais de 100 discos e 200 canções. Também se apresentou em mais de 40 países.

“Ele ajudou a difundir a bossa nova e era um gênio, um virtuoso”, disse o ex-parceiro e músico instrumentista Rubens Antônio da Silva, conhecido como Caçulinha.

“Ele tocava vários instrumentos, era muito dedicado e estudava mais de duas horas por dia. Seu som tinha uma limpeza e uma qualidade ímpar, tanto que teve reconhecimento fora do Brasil também”, acrescentou.

A família ainda não revelou onde será velado e sepultado o corpo do flautista. Há possibilidade de o enterro ser realizado na cidade onde ele nasceu, Santo Antônio de Pádua, no interior do Estado fluminense.

Rodrigo Viga Gaier

Morre Magro, cantor do MPB4

Morreu na manhã de hoje, no Hospital Santa Catarina, em São Paulo, aos 68 anos, o cantor, arranjador, clarinetista, saxofonista, percussionista, compositor e tecladista Antonio José Waghabi Filho, o Magro, integrante do mítico conjunto vocal MPB4. Ele tinha câncer.

Magro foi o responsável por um dos arranjos mais celebrados da música brasileira, do discoConstrução, de Chico Buarque (também fez o arranjo de Roda Viva, uma obra-prima da MPB). Em Os Saltimbancos, também de Chico, Magro celebrizou o personagem Jumento.

Magro, com Miltinho, Rui (depois Dalmo) e Aquiles, formou o mais celebrado grupo vocal do País no último meio século. Seu trabalho com Chico Buarque em um período de 10 anos foi tão simbiótico que chegavam a chamá-los de “MPB5”. Magro vinha de Itaocara e fora vibrafonista do conjunto Praia Grande, em Niterói.

Quando surgiram, chamaram a atenção por não imitarem a sonoridade dos conjuntos vocais americanos. “Isto era uma opção estética. E política. Eu era o arranjador e nós quatro fizemos a opção de escapar da sonoridade dos quartetos americanos. Nós ouvíamos e gostávamos dos grupos americanos, mas estávamos saindo do CPC e ia contra tudo o que acreditávamos soar como um grupo americano. A ideia de cantar em uníssono, que nos marcou e rendeu críticas, virou estigma, era consciente: servia para valorizar a letra”.

O grupo MPB4 começou a carreira em 1963, no Centro Popular de Cultura (CPC) de Niterói. Magro foi o último a entrar, trazido por Miltinho, seu colega no curso de Engenharia. O conjunto se profissionalizou em 1965, ocasião em que Araci de Almeida disse sua famosa boutade a respeito do nome escolhido. “Lembra prefixo de trem”, afirmou.

Em seus primórdios, o MPB4 considerava que Os Cariocas tinham uma extensão vocal muito maior que a deles. Optaram por outro caminho, embora assumissem influências não só de Os Cariocas, mas também de Os Farroupilhas e o Trio Irakitan. “Eu não tinha nem prática nem teoria para fazer arranjos. Naquela época, armávamos uma vocalização, gravávamos e ouvíamos o resultado que, quase sempre, ficava parecido com alguma coisa”, disse Magro (em 1975).

Viviam em uma casa na Rua República do Peru (que virou nome de um se seus shows). Em 1966 começaram a participar dos festivais de música, defendendo Canção de não Cantar, de Sérgio Bittencourt (filho de Jacob do Bandolim). Foi quando Chico de Assis os apresentou a Chico Buarque. O MPB4, Chico Buarque e Odete Lara passaram a fazer um show na boate Arpège, no Rio. O show se chamava Meu Refrão, logo trocado para Pra Ver a Banda Passar, pegando carona no sucesso de Chico, A Banda. Hoje, o grupo se despediu do colega com uma mensagem no site oficial: “Com ele vai junto uma parte considerável do vocal brasileiro. Com ele foi a minha música”, lamentou o parceiro Aquiles Rique Reis.

Foi Magro o responsável pelas notas a respeito do último disco do grupo, Contigo Aprendi(Biscoito Fino, 2012), no qual se aprende muito sobre as influências da banda: “Agustin Lara escreveu Solamente una vez, que, na versão de Fernando Brant, recebeu o título Eu Amei uma Vez. Um bolero com uma bela versão e uma curiosidade: é só ouvir o arranjo vocal que você vai perceber que ele não é meu nem é do Miltinho. E de quem é, então? É de um ídolo nosso, Carlos Vianna. Ele foi arranjador de um grupo vocal dos anos 1960, que nós do MPB4 admirávamos muito, O Quarteto. Quis o acaso e a sorte que eu reencontrasse esse amigo aqui em São Paulo.”

Despedida. Magro estava internado no Hospital Santa Catarina, em Bela Vista, centro de São Paulo, onde fazia tratamento contra um câncer. O corpo será velado até às 21h desta quarta-feira na Beneficência Portuguesa de onde será levado para o Crematório da Vila Alpina para cerimônia, que está agendada para às 11h de amanhã.

CAETANO CAMALEÃO 70

Ele nasceu em 7 de agosto de 1942. Desde o fim da bossa nova, ele se reinventa sem cessar, figura decisiva em sucessivos momentos da MPB. Em especial no Tropicalismo, “big bang” que reverbera até hoje.

Acordes de violão em modo menor, suaves, pulsantes. Sobre uma melodia tristonha, um homem e uma mulher falam de anseios não realizados, amor terminado em seco. “… que passou por meus sonhos sem dizer adeus, e fez dos olhos meus um chorar mais sem fim…” As vozes são jovens, austeras, quase impessoais.

A canção Meu coração vagabundo abria Domingo, de 1967, estreia em LP de Maria da Graça Costa Penna Burgos – mais conhecida como Gal Costa – e Caetano (Emanuel Viana Teles) Veloso. Um melancólico idílio bossa nova – que não iria durar muito tempo.

Corte rápido para Tropicália ou Panis et Circensis: já em seu álbum solo do ano seguinte, Caetano provocava um big bang que iria abalar as bases da nação e seguir reverberando, décadas mais tarde. Seu nome já era um manifesto: “Tropicalismo” era a expressão de um Brasil entre a oca e a guitarra elétrica, entre o pau-de-arara e o homem na Lua.

Gilberto Gil, Tom Zé, Torquato Neto, Caetano e outros estavam pondo em prática a antropofagia postulada pelo pensador Oswald de Andrade. Aí, devoraram o baião e os Beatles da fase LSD, digeriram Stockhausen e música eletroacústica, metabolizaram o concretismo poético de Augusto e Haroldo de Campos. E puseram no mundo uma linguagem de transgressão de fronteiras artísticas e culturais.

Nunca se vira tal coisa na música popular brasileira: esse Caetano Veloso, então, era um vanguardista?

Personalidade caleidoscópica

O baiano de Santo Amaro da Purificação, filho de Dona Canô, irmão de Maria Bethânia e mais outros quatro, faz 70 anos em 7 de agosto de 2012. E já completa quase meio século de carreira musical, do samba-canção ao rock, do tango ao reggae, da experimentação mais radical ao sucesso brega.

Como definir esse monstro da MPB, com capacidade camaleônica de se apoderar de quase qualquer gênero musical, reinventá-lo – de reinventar-se? Na tentativa de torná-lo mais palpável, a crítica musical norte-americana o compara a Bob Dylan ou Paul Simon, o New York Times declara-o “Poeta Laureado inoficial” do Brasil.

Títulos lisonjeiros, sem dúvida. Mas, a sério: como fazer jus a tal biografia, descrever o caleidoscópio dessa personalidade?

Flash back: um aeroporto brasileiro em 1969. Caetano e o conterrâneo Gilberto Gil esgotaram a paciência da ditadura militar. Depois de ter várias de suas músicas censuradas e proibidas, os dois foram detidos, tiveram a cabeça raspada, acusados de subversão, desrespeito ao hino e à bandeira nacional.

A terra do AI-5 está tenebrosa para artistas de espírito crítico ou meramente “irreverentes”. Acompanhados das esposas, os baianos pegam o avião para Londres, no mesmo ano em que Chico Buarque se autoexila na Itália. Antes de retornar ao Brasil, três anos mais tarde, Caetano ainda fará escala em Madri e Tel Aviv.

Som e imagem

Corte rápido para 2007: esmerando-se no sotaque lusitano, Caetano interpreta Estranha forma de vida, de Amália Rodrigues. Apesar do cenário de gosto duvidoso e de ser acompanhada por um pas-de-deux piegas e supérfluo, a cena é um ponto alto do semidocumentário Fados, de Carlos Saura. Um homem e seu violão: aos 60 e poucos anos, o baiano emite um falsete angélico, contido e comovente até as lágrimas.

Fusão para: cena de festa, cinco anos antes. O distinto senhor de cabelos grisalhos ficara registrado na memória afetiva do público internacional ao entoar docemente o huapango mexicano Cucurrucucú, paloma – no filme Fale com ela, de seu amigo pessoal Pedro Almodóvar.

Caetano Veloso não era um novato das telas. Na produção Tabu, de 1982, incorporara o compositor Lamartine Babo; em Os Sermões – A história de Antônio Vieira, de 1989, fora o poeta colonial Gregório de Matos – ambos, filmes de Júlio Bressane. Em 1983 fizera também uma aparição em O Rei da Vela, do selvagem diretor paulista José Celso Martinez Corrêa.

Tratava-se da adaptação cinematográfica da peça homônima de Oswald de Andrade, o próprio mentor do Movimento Antropofágico. Coincidência ou não, exatamente dez anos mais tarde Caetano se reuniria a Gil no CD Tropicália 2. Embora detratores diagnosticassem mero oportunismo, uma coisa pelo menos está registrada nos vídeos dos shows: a dupla baiana se divertiu demais com esse revival;

Corta para 1995. Gal se esgoela, debochada: “
Flor do Lácio, sambódromo, Lusamérica latim em pó. O quer, o que pode esta língua?“; escande palavras de ordem: “A língua é minha pátria. E eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria“.

Caetano rapper, virtuose dos jogos de palavras, das alusões oblíquas. O arranjo de Jaques Morelenbaum sublinha a anarquia de referências culturais, faz colagem, misturando cuíca e cordas sinfônicas, escola de samba com o Tristão e Isolda de Wagner.

A canção Língua já aparecera em Cinema falado – mais uma incursão do veterano da MPB ao mundo do cinema, dessa vez também como roteirista e diretor. Contudo, a ambiciosa reflexão audiovisual de 1986, sobre linguagem e cultura, justapondo citações de Thomas Mann, Guimarães Rosa, Gertrude Stein, resultara indigesta até para gente que se jurava caetaniano até a morte. Em algumas cabecinhas, o máximo que sobrou de toda a filosofia foi o lento nu frontal de Maurício Mattar – ousadia quase impensável naquela pós-ditadura recente.

Não seria a primeira nem a última vez que o baiano despertava polêmica de âmbito nacional. Será que “Caê” ficou megalomaníaco de vez? Será que está confundindo arte inteligente com chatice intelectualoide? Afinal, ele é poeta ou letrista? Ou o quê? E essa mania de dar palpite em tudo que é debate no país? Não é melhor ficar “cada macaco no seu galho” – como aconselhava Chô chuá, sucesso de Gilberto Gil de 1972, reeditado em Tropicália 2?

As graças do patriarca

Obviamente, o enfant terrible inveterado é a pessoa menos interessada nas respostas a questões do gênero. Ele já está ocupado o suficiente em “ser Caetano”, provocando até sem querer e prosseguindo sua trajetória original e intransferível.

Felizmente, essa rota é também ampla e generosa, dando espaço a variadas combinações, sinergias, parcerias. Espécie de patriarca, ele não cessa de apadrinhar os músicos iniciantes em que acredita – seja Virgínia Rodrigues, Chico César, Maria Gadú – nem de resgatar, da ignorância generalizada e do esquecimento, veteranos como Clementina de Jesus ou Elza Soares. Fato que não deixou de suscitar reações do tipo: “Agora, para fincar pé na MPB, só com a bênção do ‘Coroné Velô’…”. Pura inveja?

Corta para a internet, hoje: para quem quiser uma panorâmica dos 45 anos dessa carreira, o site http://www.caetanoveloso.com.br disponibiliza boa parte da discografia do colecionador de Grammys comoaudio-stream grátis – pelo menos para usuários no Brasil. Entre quase 50 produções, seu mais recente disco de estúdio é de 2009: Zii e Zie, onde o mestre anuncia mais um novo gênero, o “transamba”. De lá para cá, já saíram mais três álbuns ao vivo, em duo e trio.

Fade out? Nem pensar – ao que tudo indica.

DW Autor: Augusto Valente
Revisão: Alexandre Schossler

Morre o guitarrista e cantor Celso Blues Boy

O cantor, compositor e guitarrista brasileiro Celso Blues Boy morreu nesta segunda-feira (6) aos 56 anos, às 8h05, em sua casa na cidade de Joinville, em Santa Catarina.

A causa da morte não foi divulgada, e o corpo foi levado, há cerca de uma hora, ao Crematório São José, em Blumenau.

Celso Ricardo Furtado de Carvalho adotou o codinome Blues Boy em homenagem a B.B. King, ídolo da adolescência de quem acabou se tornando amigo.

Nos anos 1970, tocou na banda de Raul Seixas, quando tinha 17 anos, e acompanhou nomes da MPB como Luiz Melodia.

A estreia solo veio em 1984, com o disco “Som na Guitarra” -são dessa época alguns de seus maiores sucessos, entre eles “Tempos Difíceis”, “Amor Vazio” e “Sempre Brilhará”.

“Eu era uma alternativa no meio do escracho da música pop”, disse o músico em 1996, sobre o fato de ter aparecido no meio da cena de rock brasileiro dos anos 80.

Na década de 90, passou a se apresentar com certa frequência na Europa -foi quando conheceu B.B. King e fechou com a lenda do blues uma parceria, registrada em “Mississipi”, faixa do disco “Indiana Blues”, de 1995.

No mesmo ano que lançou esse disco, Blues Boy foi atração do Festival de Montreux, na Suíça.

Nos anos 2000, voltou ao Rio -ele mudou-se para Joinville no fim da década de 90- para gravar um DVD ao vivo no Circo Voador. Em 2011, lançou seu último trabalho, “Por um Monte de Cerveja”

Morre Chavela Vargas, figura mítica da música mexicana

A cantora mexicana de origem costarriquenha Chavela Vargas morreu neste domingo (5) devido a uma parada respiratório depois que nesta manhã agravou seu estado de saúde.

“Ela estava muito consciente até o último momento, expressou seu amor pelo México e disse que leva as melhores lembranças e os aplausos de seu público”, comentou seu medico, José Manuel Núñez.

A artista de 93 anos morreu às 12h55 locais (14h55 de Brasília) devido a uma insuficiência respiratória aguda, a uma broncopneumonia crônica e uma falha renal crônica aguçada, detalhou o médico.

Nascida na Costa Rica, Isabel Vargas Lizano se mudou para o México aos 15 anos e iniciou sua carreira quando já tinha 32. Antes havia sido cozinheira, motorista, costureira e vendedora de roupa.

Conhecida por sua voz chorosa e por ter sido amante da pintora Frida Kahlo, Chavela deixou mais de 80 músicas da tradicional canção ranchera mexicana.

 

No entanto, o consumo excessivo de álcool manchou sua carreira, até ter sido redescoberta em 1992 pelo cineasta Pedro Almodóvar, que resgatou seu talento com quase 80 anos, apresentando-a em seus filmes.

Morre o maestro Severino Araújo, da Orquestra Tabajara

Por Fábio Grellet

O maestro Severino Araújo, de 95 anos, que durante 67 anos comandou a Orquestra Tabajara, morreu nesta sexta-feira no Rio, vítima de infecção urinária e consequente falência múltipla dos órgãos. Diabético, ele estava internado desde 20 de julho no Hospital Ipanema Plus, na zona sul. O enterro será sábado, ao meio-dia, no cemitério São João Batista, em Botafogo (zona sul).

Criada em 1933, a Tabajara é a mais antiga orquestra de baile do Brasil e continua em atividade. Severino deixou a orquestra em 2005, quando transferiu a função de maestro ao irmão Jaime, saxofonista, hoje com 87 anos. Nascido na cidade pernambucana de Limoeiro em 23 de abril de 1917, filho do professor de música e regente de banda Cazuzinha, Severino começou a estudar música aos 6 anos e logo demonstrou seu talento. Dono de “ouvido absoluto”, aos 8 anos ele já ajudava o pai a dar aulas aos instrumentistas; aos 12 anos dominava instrumentos de sopro e compunha e aos 16 esboçou os primeiros arranjos.

Em 1933 a família se mudou para Ingá, na Paraíba, onde Severino começou a trabalhar profissionalmente como músico. Em 1936 ele foi convidado para tocar na Banda da Polícia de João Pessoa, e em 1937 foi contratado pela Tabajara, criada quatro anos antes. Em 1938 o regente da Tabajara e pianista Luna Freire morreu e Severino foi convidado para substituí-lo.

O maestro foi para o Rio em 1944, e no ano seguinte os demais músicos da Tabajara também se mudaram para a então capital federal, onde a orquestra começou a brilhar nas rádios e nos salões de baile. A Tabajara gravou mais de cem discos, acompanhou os principais artistas brasileiros (Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tim Maia), fomentou o talento de muitos músicos (o clarinetista Paulo Moura integrou seus quadros), tocou para presidentes da República (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek) e teve crooners famosos como Jamelão e Elizeth Cardoso.

Agência Estado

Morre o escritor americano Gore Vidal

O escritor Gore Vidal, que encheu seus romances e ensaios com observações agudas sobre política, sexo e cultura nos Estados Unidos, e que travou duras disputas com rivais literários de alto nível, morreu na terça-feira na sua casa, em Los Angeles, em decorrência de complicações de uma pneumonia. Ele tinha 86 anos.

O legado literário de Vidal inclui uma série de romances históricos – “Burr”, “1876”, “Lincoln” e “Era Dourada” –e também a grotesca comédia sexual de “Myra Breckinridge”.

Vidal começou a escrever aos 19 anos, quando servia como soldado no Alasca e usou suas experiências da Segunda Guerra Mundial como base para “Williwaw”. Seu terceiro livro, “A Cidade e o Pilar”, causou sensação em 1948, por ter um homossexual assumido como protagonista.

Considerado um dos maiores escritores norte-americanos do último século, Gore Vidal começou a carreira cedo, escrevendo contos e poemas ainda na adolescência.

Seu primeiro romance, “Williwaw”, foi escrito quando tinha apenas 19 anos, a bordo de um navio, durante a Segunda Guerra Mundial. A obra, recebida com destaque por público e crítica, é baseada em suas experiências de guerra, no destacamento do porto do Alaska.

Na década de 1950 escreveu ficções baratas e livros de suspense utilizando-se de três pseudônimos diferentes. Nessa mesma década escreveu também “À Procura de um Rei”,“Verde Escuro, Vermelho Brilhante”, “O Julgamento de Páris”, e “Messias”.

Nem todos os seus livros alcançaram sucesso de público e vendas, e, nesse período, para reforçar seu caixa, Gore dedicou-se a escrever peças de teatro e roteiros para televisão e filmes de Hollywood, para receber o que considerava “dinheiro bom e rápido”.

O escritor também sempre foi ativo politicamente. No ano de 1960 Gore se lançou na política, como candidato democrata ao Congresso, pelo estado de Nova York, mas acabou não sendo eleito.

Entre 1970 e 1972, presidiu o People’s Party (de tendência liberal), e em 1982 se apresentou como senador pela Califórnia e ficou perto de conquistar uma cadeira no Congresso ao obter mais de 500 mil votos.

Sua identificação política esteve sempre relacionada à defesa dos direitos das minorias e ao combate do que costumava chamar de “imperialismo” dos EUA. Sua oposição ao partido republicano é notória, e ficou particularmente conhecido por suas críticas cáusticas ao governo de George W. Bush, o qual denominou como “o mais desastroso de nossa história”.

Segundo Gore Vidal, os EUA vivem um sistema político de um só partido com duas alas direitistas.

Gore Vidal, que escreveu em 1995 seu livro de memórias “Palimpsest”, andava de cadeira de rodas desde 2008, quando fraturou a coluna ao cair em um restaurante em Los Angeles.

Candidato eterno ao Nobel da Literatura, o escritor era primo do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore e meio-irmão da ex-primeira dama Jacqueline Kennedy.

JOVEM GUARDA: morre o cantor Marcos Roberto

O cantor Marcos Roberto, de 71 anos morreu no sábado (21 de julho) devido a falência múltipla dos órgãos. O cantor estava internado no Hospital Municipal Antônio Giglio, na cidade de Osasco, em São Paulo.

 Seu velório foi realizado no cemitério municipal da cidade e o enterro no Cemitério Santo Antônio às 11 horas da manhã deste domingo (22). Uma funcionária do cemitério falou ao UOL e disse que alguns fãs do músico também estiveram presentes no local, além de familiares e amigos.
Marcos Roberto era cantor e compositor e fez sucesso entre as décadas de 1960 e 1980. A música “A última carta” foi seu maior sucesso, ficando meses em primeiro lugar nas rádios e vendeu mais de dois milhões de álbuns. O cantor também era um dos nomes ligados à Jovem Guarda, nos anos 60.
Atualmente Marco trabalhava como produtor de novos cantores e bandas musicais e continuava compondo músicas. Entre os prêmios recebidos pelo compositor estão o troféu Chico Viola e vários discos de platina e diamante.

Morre Jon Lord, tecladista do Deep Purple

O tecladista Jon Lord, um dos fundadores do Deep Purple, morreu nesta segunda (16), aos 71, de embolia pulmonar.

Lord, que também tinha câncer no pâncreas, estava internado numa clínica de Londres, segundo o site da revista “NME”.

O músico, que ajudou a criar o Deep Purple em 1968 , também participou da composição de músicas que se tornariam clássicos do rock –como “Smoke on the Water” e “Child of Our Time”.

Seu último trabalho, ainda a ser lançado, é a versão em estúdio do Concerto For Group And Orchestra, que conta com participação de Bruce Dickinson, Steve Morse e Joe Bonamassa, entre outros.

Lord permaneceu na banda até 2002. Uma declaração de seus assessores dizia apenas: “Jon passa das Trevas para a Luz”.

Ele também trabalhou com as bandas Whitesnake, Paice, Ashton and Lord e The Artwoods.

Nara leão: A Musica Popular Brasileira com Opinião

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Nara Leão (1942-1989) Uma das cantoras mais importantes da Música Popular Brasileira, recebeu o título de musa da bossa nova, o apartamento dos seus pais foi um dos berços da (Bossa Nova)  movimento musical que ganhou o mundo.

 Muito mais do que musa da bossa nova, Nara foi a primeira cantora branca da zona sul carioca a revalorizar o samba do morro,  além disso foi à porta voz dos intelectuais quando se tornou cantora de protesto.
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Nara lançou artistas como Chico Buarque e Edu Lobo, foi a primeira cantora consagrada que deu apoio ao movimento musical tropicalismo.
Também foi a primeira a gravar um disco só de músicas de Roberto e Erasmo Carlos. Ainda foi a primeira artista brasileira a gravar no sistema de compact disc, o CD.
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No vídeo abaixo ela dá um bom resumo de sua obra… e que turma ela convivia!
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