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Designers projetam cesto de lixo que não usa saco plástico

Cesto de lixo que não usa sacolas plásticas. No lugar do plástico, o cesto, batizado de Fabriano, possui camadas de sacolas de papel.

Os designers italianos Riccardo Nannini, Domenico Orefice e Emanuele Pizzolorusso criaram um cesto de lixo em que não é preciso usar sacolas plásticas. No lugar do plástico, o cesto, batizado de Fabriano, possui camadas de sacolas de papel.

A proibição de sacolas plásticas nos estabelecimentos é uma polêmica constante. As dúvidas são muitas e um dos questionamentos mais comuns é referente ao lixo doméstico. Foi pensando em uma alternativa sustentável de cesto de lixo para apresentar em um evento de design, que os três jovens criaram o Fabriano.

O cesto tem 40 camadas de papel feito de material reciclado. A ideia é que eles substituam os saquinhos. Neste caso, o foco dos designers foi criar uma cesta para escritórios.

Certamente não é a solução mais sustentável, afinal quantos refis seriam necessários em um mês? Ainda assim é uma tentativa de se pensar em uma alternativa viável. Em casa, qualquer pessoa pode substituir as sacolas plásticas por papel nos lixos domésticos, o ideal é que reutilize papeis velhos e folhas de jornal. Outra opção é ter uma cesta permanente feita com um material não descartável.

O projeto foi apresentado na Semana de Design em Milão na exposição Dismettiamola, em 2009. Na época, o tema dos projetos era resíduos e reciclagem, os designers tinham, principalmente, que pensar em soluções de “como jogar o lixo fora”. Foram apresentados 38 projetos de jovens profissionais representando a sociedade que pensa e age de acordo com os princípios sustentáveis. Com informações do Design on the rocks.

Redação CicloVivo

Chegou a caneta biodegradável que vira adubo

O empresário Arnaldo di Giuseppe resolveu escrever um futuro diferente para sua empresa de materiais de papelaria. Ele criou a primeira caneta biodegradável do Brasil. O produto é vendido pela sua empresa EkoBio. A caneta vem sendo usada em material promocional de outras empresas, e também é vendida em papelarias.

O corpo da caneta da EkoBio é feita com um plástico especial, derivado de milho. Se você deixar na mesa durante dois anos, começa a amarelar e se degradar. Se a caneta for exposta à umidade ou sol, o processo acelera. Se for enterrada, vira adubo em 180 dias. Pode até ser usada em compostagem, com material orgânico comum.

Esse plástico biodegradável da EkoBio, que vira adubo, não deve ser confundido com o chamado oxi-biodegradável que, na verdade, apenas fica moído em pedacinhos.

Só a carga da caneta EkoBio ainda não é biodegradável. Ela precisa ser retirada e agregada ao material reciclável de casa. A EkoBio está estudando um sistema de recolhimento dessa carga, junto com a de outras canetas, para encaminharem para a reciclagem.

O produto foi desenvolvido no Brasil por Giuseppe, da EkoBio. Ele criou aqui os moldes e o processo de produção. Agora, a empresa estuda como expandir a linha biodegradável para outros produtos, como réguas, estojos e outros modelos de canetas. O problema da carga é que a tinta da caneta apressaria a decomposição do tubo plástico onde ela fica comprimida. Uma solução é revestir o tubo da carga com uma película interna de um plástico biodegradável especial, com maior durabilidade. Mas ainda é um sistema caro demais.

O bioplástico, o material biodegradável, é fabricado nos Estados Unidos, por isso a caneta pode chegar ao mercado um pouco mais cara do que as feitas com plástico convencional. Custa de R$ 1,50 a R$ 1,60. A Universidade de Campinas está trabalhando com um material biodegradável similar.

(Alexandre Mansur)

Alquimia moderna transforma lixo em energia

Não estamos falando de transformar chumbo em ouro, mas a General Electric está trabalhando em uma forma moderna de alquimia, a conversão de lixo em eletricidade.

A empresa, que planeja obter 25 bilhões de dólares anuais em vendas de suas divisões ecológicas, até 2010, está trabalhando para adaptar sua tecnologia de gaseificação, empregada para queimar carvão de modo menos poluente, à transformação de lixo urbano em um gás de queima relativamente limpa.

O processo toma material sólido e o aquece a temperaturas de até 1.400 graus, bem superiores às de um incinerador, e isso faz com que a maior parte da matéria adote o estado gasoso.

O gás resultante do processo é convertido em um combustível conhecido como syngas, em larga medida desprovido de poluentes, que pode ser utilizado para acionar uma turbina produtora de eletricidade.

Os materiais que não se convertem em gás, entre os quais alguns metais e minerais, adotam o estado líquido e, ao esfriar, se tornam “slag”, uma substância estável semelhante à rocha. A estabilidade do slag significa que seu conteúdo não vaza para o ambiente, de modo que o material pode ser usado de maneira segura na indústria da construção.

O desafio agora é como transformar um processo utilizado com um insumo uniforme -carvão- e fazê-lo funcionar de maneira suave com a mistura de materiais que termina sendo criada nos depósitos de lixo.

“Estamos realmente nos esforçando para compreender a variabilidade que existe no lixo urbano sólido”, disse Kelly Fletcher, líder de tecnologias avançadas de energia sustentável no centro de pesquisa da GE em Niskayuna, Nova York.

Os grupos ecológicos há muito se opõem à incineração de lixo -processo que libera gases poluentes na atmosfera e cria cinzas que podem ser perigosas-, mas alguns deles estão abertos à idéia de gaseificar resíduo municipal sólido.

Reuters

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