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JOVEM GUARDA: morre o cantor Marcos Roberto

O cantor Marcos Roberto, de 71 anos morreu no sábado (21 de julho) devido a falência múltipla dos órgãos. O cantor estava internado no Hospital Municipal Antônio Giglio, na cidade de Osasco, em São Paulo.

 Seu velório foi realizado no cemitério municipal da cidade e o enterro no Cemitério Santo Antônio às 11 horas da manhã deste domingo (22). Uma funcionária do cemitério falou ao UOL e disse que alguns fãs do músico também estiveram presentes no local, além de familiares e amigos.
Marcos Roberto era cantor e compositor e fez sucesso entre as décadas de 1960 e 1980. A música “A última carta” foi seu maior sucesso, ficando meses em primeiro lugar nas rádios e vendeu mais de dois milhões de álbuns. O cantor também era um dos nomes ligados à Jovem Guarda, nos anos 60.
Atualmente Marco trabalhava como produtor de novos cantores e bandas musicais e continuava compondo músicas. Entre os prêmios recebidos pelo compositor estão o troféu Chico Viola e vários discos de platina e diamante.

Jovem Guarda: morre o saxofonista Manito dos “Incríveis”

Morreu ontem (sexta-feira 09 de setembro) em São Paulo o saxofonista Manito, de “Os Incríveis”, uma das bandas mais importantes da “Jovem Guarda”. Manito, ou Antonio Rosas Seixas, era considerado um dos músicos mais virtuosos do “iê-iê-iê”. Tinha 68 anos e desde 2006 lutava contra um câncer na laringe. Manito morreu em casa, dormindo. Ele deixa cinco filhos: três do primeiro casamento e dois do segundo.

O corpo do saxofonista será enterrado na tarde deste sábado no Cemitério Horto Florestal, na Zona Norte de São Paulo. Ele está sendo velado no Cemitério do Araçá, na Zona Oeste.

 

Morre Ed Wilson, criador do Renato e seus Blue Capts

A Jovem Guarda perdeu na noite deste domingo Ed Wilson, um de seus maiores representantes. O cantor e compositor, fundador do Renato e Seus Blue Caps ao lado dos irmãos Renato e Paulo César Barros, foi vítima de um câncer que o abateu rapidamente: de acordo com familiares, em menos de seis meses, a doença tomou conta do corpo do músico de 65 anos, que ultimamente fazia parte do grupo The Originals. De acordo com nota divulgada pelo hospital, ele era portador de cardiopatia e doença neoplásica e faleceu com choque séptico.

Ele estava internado desde 12 de setembro na CTI e morreu no Hospital São Lucas, em Copacabana e o corpo está sendo velado nesta segunda-feira, na capela do cemitério São João Batista, com a presença de nomes como Wanderley Cardoso e Agnaldo Timóteo. Seu corpo será cremado na quarta-feira.
Na década de 80 tornou-se conhecido pela autoria de canções “Chuva de Prata”, feita em parceria com Ronaldo Bastos e famosa na voz de Gal costa, e “Aguenta Coração”, que fez com Paulo Sérgio Valle, sendo conhecida na voz de José Augusto.

Morre Dori Edson, cantor da Jovem Guarda

Faleceu na manhã  de terça-feira(26/08), vitima de uma parada cardíaca, o cantor DORI EDSON, que já vinha doente há algum tempo e que também participou ativamente do movimento Jovem Guarda. E faleceu exatamente no dia do seu aniversário!

Dori Edson iniciou a carreira por volta de 1959 com o nome de DORI ANGIOLELLA, assinando contrato com o selo Young, especializado em música jovem e versões. Em 1960 lançou sua primeira gravação, “Danny Boy”, lado A de um disco 78 rpm, que trazia no lado B o cantor Marcos Roberto. Este disco também foi lançado em compacto simples de 45 rotações, que estava em teste no Brasil naquele momento. Participou diversas vezes do programa Jovem Guarda, comandado por Roberto Carlos, na TV Record.

Em 1966, transferiu-se para a gravadora Continental e lançou um compacto simples com as músicas “Veja se me Esquece” e “É Uma Brasa”.

Entre 1967 e 1968, o conjunto Os Caçulas lançou no disco, que levava o nome do grupo, duas músicas da autoria de Dori Edson e Marcos Roberto: “Tente perdoar” e “Tudo isso só eu sei”.

Em 1967, já na RGE, lançou seu primeiro LP. Nesse mesmo ano, Marcos Roberto lançou seu primeiro LP com onze músicas em parceria com Dori Edson. Nesse período, Dori lançou um compacto duplo pela Continental com as seguintes músicas: “O canguru”, “Veja se me esquece”, “Rosa Maria” e “Dá o dedinho”, todas de sua autoria. No período de lançamento da música “O Canguru”, Dori Edson e Marcos Roberto ofereceram um prêmio de 2 milhões de cruzeiros a quem lhes levasse um canguru vivo, que seria usado para promoção da referida música.

Em 1968, lançou seu segundo LP, com destaque para a música “Perto dos olhos, longe do coração”, que ficou várias semanas na parada de sucessos. Por essa época, Dori Edson tinha cerca de 100 composições, grande parte em parceria com Marcos Roberto, gravadas por diversos artistas da Jovem Guarda, entre os quais, Waldirene (“Você entendeu meu olhar”), Mário Marcos (“O brinquedinho”), Os Caçulas (“Tente perdoar”), Eduardo Araújo (“Nunca mais adeus”), etc.

Em 1973, teve a música “Separação”, com Jean Pierre, gravada por Jerri Adrani na CBS. Dori participou ativamente as comemorações dos 30 anos da Jovem Guarda. Nos últimos tempos, já adoentado, vivia em Campinas.

Cantor de voz suave, Dori Edson foi, principalmente, um compositor de grande talento e sensibilidade. Ao lado do parceiro inseparável Marcos Roberto (que também anda doente), formaram uma grande dupla de compositores cujas canções traduziam perfeitamente o “feeling” do movimento Jovem Guarda. É deles o clássico “O Tremendão”, música-título do terceiro LP de Erasmo Carlos e que pegou como apelido para ele pelo resto da vida.

– “Foram Dori Edson e Marcos Roberto que chegaram um dia com esse presente, dizendo: ‘Erasmo, nós fizemos uma música pra você e que você vai gostar pra caramba! Veja que eu já tinha essa personalidade de machão, que era passada para outras pessoas” – , lembra Erasmo.

Como cantor, Dori Edson emplacou poucos sucessos radiofônicos, porém, a juventude brasileira jamais esquecerá músicas como “Veja Se Me esquece” (1966), “Perto Dos Olhos, Longe Do Coração” (1968), “Fingimento” (1967) e “Antigas Namoradas” (1973), seu último grande hit.

A música está de luto. A Jovem Guarda vem perdendo seus grandes ícones já há bastante tempo. Esta semana infelizmente, perdemos o grande Dori Edson. Estamos todos um pouco mais tristes…
Dori foi sepultado no Cemitério dos Amarais, em Campinas,na quarta-feira.

Morre Silvinha Araújo, cantora da Jovem Guarda

Começou pouco depois das 8h desta quinta-feira (26 de junho/2008 ) o velório da cantora Sylvinha Araújo. A artista estava internada no hospital 9 de Julho, em São Paulo, e morreu por volta das 20h30, aos 56 anos, em decorrência de um câncer de mama, doença com a qual convivia havia 12 anos.

O corpo é velado no salão de cerimônias do cemitério Horto da Paz (BR-116, km 290, Itapecerica da Serra), na Grande São Paulo. O enterro está previsto para as 17h de hoje. Familiares estão no local.

“O que vai ficar da minha filha é a imagem de uma menina dedicada e meiga. Um verdadeiro presente que Deus me deu. Ela nasceu cantando. Eu tinha um coral para crianças em São João Del Rey e foi comigo que ela começou a cantar, bem pequenininha”, contou à Folha Online a mãe da cantora, Elza Vieira Peixoto, 82, no velório.

A cantora estava internada desde o último dia 4. Ela deixa dois filhos.

Sílvia Maria Vieira Peixoto Araújo nasceu em 16 de setembro de 1951, em Mariana, e foi criada em São João Del Rey (ambas em Minas Gerais).

Ela tornou-se cantora profissional com apenas 14 anos, quando lançou seu primeiro disco, com as músicas “Vou botar Pra Quebrar” e “Feitiço de Broto”.

Fama

Sylvinha ganhou fama na época da jovem guarda –ao lado de ícones como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.

Sua voz potente emprestou força a canções como “Paraíba” (de Luiz Gonzaga), o que na época rendeu comparações até com a cantora americana Janis Joplin.

Ela chegou a vender mais de um milhão de discos em sua carreira e gravou inúmeros jingles publicitários. Nos anos 70 afastou-se da música. Voltou a cantar no final da década. Entre os anos 70 e 80, foi jurada de programas de calouros apresentados por Silvio Santos.

Ao lado do marido, lançou no ano passado a compilação ao vivo “40 Anos de Jovem Guarda”.

FSP

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