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Cala-se a grande e suave voz de Andy Williams

O lendário cantor americano Andy Williams, intérprete de “Moon River”, morreu aos 84 anos, informou a imprensa americana nesta quarta-feira.

Williams, que atingiu o auge de sua fama nos anos 1960, faleceu em consequência de um câncer na bexiga, informou seu agente ao jornal USA Today.

Williams ganhou 18 discos de ouro e três de platina ao longo de sua carreira marcada basicamente por sucessos românticos.

Momento histórico Tom Jobim no programa de Willians cantam Garota de Ipanema…

“O lendário cantor Andy Williams faleceu na noite passada (terça-feira) em sua casa, em Branson, Missouri, depois de um ano de luta contra um câncer de bexiga, anunciou sua família”, segundo a nota divulgada pelo agente, Paul Shefrin.

Nascido em Wall Lake, Iowa, filho de um ferroviário, Howard Andrew Williams cantava no coro da igreja com seus irmãos Bob, Dick e Don, o início de uma carreira profissional de 75 anos.

Depois da Segunda Guerra Mundial, trabalhou com a artista Kay Thompson em um número que fez muito sucesso em “nightclubs”. Em suas memórias de 2009, “Moon River and Me,” Williams admitiu ter mantido um longo romance com Thompson, 18 anos mais velha.

Em 1962, foi convidado pelos organizadores do Oscar para interpretar “Moon River”, música cantada por Audrey Hepburn no clássico “Bonequinha de luxo” e que acabou se transformando na canção favorita de Andy Williams e seu selo pessoal.

Depois disso, NBC resolveu contratá-lo para protagonizar o popular “Andy Williams Show” em 1962, que ficou no ar por quase uma década, até 1971.

Na época de ouro de Williams, nos anos 1960 e 1970, destacou-se por outros sucessos como “Can’t Get Used to Losing You”, “Happy Heart” e “Where Do I Begin”, a canção tema do megasucesso da época, “Love Story” (1970).

Nos anos 1980, o então presidente Ronald Reagan descreveu sua voz suave como “um tesouro nacional”.

Presença frequente nas premiações do Grammy e do Globo de Ouro, Williams também era conhecido por seus especiais televisivos de Natal e, nos últimos anos, dirigia um teatro em Branson, Missouri.

Williams foi casado com Debbie, com quem teve três filhos, Robert, Noelle e Christian, e com a dançaria francesa Claudine Longet.

Ele e Longet se divorciaram em 1975 e, no ano seguinte, ela foi presa e indiciada pela suposta morte acidental de seu namorado, Spider Sabich, campeão de esqui olímpico. Williams permaneceu ao lado da ex-esposa durante todo o processo.

O local de nascimento de Williams em Iowa virou atração turística e, em 1990, ele comprou um teatro em sua cidade adotiva, Branson, Missouri, e o batizou de “Moon River Theater” em homenagem à canção que o tornou famoso.

Ao invés de coroas de flores, a família do cantor pediu que parentes e amigos façam doações em seu nome ao Centro de Câncer de Bexiga, informou seu agente.

MUSICA: morre o parceiro de Burt Bacharach

O compositor norte-americano Hal David (em pé na foto com Burt Bacharach), ganhador de um Oscar e um Grammy, que escreveu em parceria com Burt Bacharach músicas de sucesso como “Raindrops Keep Fallin’ on My Head” e “I Say a Little Prayer”, morreu sabado em Los Angeles, aos 91 anos.

Sua colaboração com Burt Bacharach se estendeu entre as décadas de 1950 e 1970 e rendeu dezenas de hits – “What The World Needs Now Is Love”, “I’ll Never Fall In Love Again”, “Do You Know the Way to San Jose” e “Walk On By” são apenas alguns deles, famosos nas vozes de grandes da música norte-americana, como Frank Sinatra, The Carpenters, Barbra Streisand,  Tom Jones e Dionne Warwick, sua parceira mais frequente, que emplacou nos anos 1960 diversas músicas no Top 10.

Várias de suas canções foram usadas como temas centrais de filmes como “Alfie”, “What’s New Pussycat”, “Cassino Royale”, “The April Fools” e “Butch Cassidy and the Sundance Kid”. “Raindrops Keep Fallin’ on My Head”, escrita para o filme “Butch Cassidy” (1969), ganhou o Oscar de melhor canção. Já o musical “Promises Promises” rendeu um Grammy para David e Bacharach.

MUSICA: aprovada redução de tributos sobre instrumentos musicais

Medida vai facilitar acesso dos brasileiros à música.

A Comissão de Educação e Cultura aprovou na quarta-feira (9) proposta que reduz a tributação sobre a venda e a importação de instrumentos musicais e sobre as matérias-primas e ferramentas destinadas à construção artesanal dos instrumentos e de seus acessórios.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Pinto Itamaraty (PSDB-MA) ao Projeto de Lei 3623/08, do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que prevê isenções para os instrumentos. O substitutivo incorporou sugestões do PL 7973/10, da deputada licenciada Maria do Rosário (PT-RS), que tramita em conjunto e prevê incentivos para a fabricação artesanal de instrumentos e de seus acessórios.

Segundo o substitutivo, serão isentos de PIS/Pasep e Cofins a receita bruta da venda de instrumentos musicais no mercado interno e as matérias-primas e ferramentas destinadas à construção artesanal de instrumentos musicais e seus acessórios. Os instrumentos e as matérias-primas também terão isenção do PIS/Pasep-Importação, da Cofins Importação e do Imposto de Importação (II).

No caso do PIS/Pasep-Importação, da Cofins Importação e do Imposto de Importação, a isenção para matérias-primas e ferramentas valerá apenas para aquelas importadas por artesãos e lutieres residentes e domiciliados no Brasil ou por microempresas e empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no País.

O substitutivo também isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) as saídas de instrumentos musicais.

Redução de preço
Para o relator, deputado Pinto Itamaraty, as isenções poderão gerar a redução do preço dos instrumentos musicais e facilitar o acesso da população brasileira a esses produtos.

“A tributação excessiva tem impacto em todas as esferas da música brasileira: prejudica a formação de novos músicos, desestimula a atuação profissional e amadora dos artistas, eleva o preço de ingressos de shows e espetáculos musicais, desestimula a formação de plateias e inviabiliza projetos sociais, educativos e culturais que têm a música como fio condutor.”

O deputado afirma que as medidas também estão em consonância com ações previstas no Plano Nacional de Cultura, instituído pela Lei 12.343/10.

Tramitação 
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Amantes de jazz terão dois meses de festivais no Brasil

Eventos ocupam a agenda cultural dos meses de maio e junho em São Paulo; até o Natura Musical, não especializado, destaca-se com a apresentação de Jamie Cullum, conhecido por um jazz pop e contemporâneo.

Wayne Shorter, saxofonista americano que fez parte da banda de Miles Davis

Wayne Shorter, saxofonista americano fez parte da banda de Miles Davis

Enquanto fãs do bom e velho rock ‘n roll reclamam da programação do mais tradicional festival do gênero no país, o Rock in Rio – marcado para setembro – os amantes do jazz terão que se preocupar apenas com o bolso para dar conta de todas as atrações previstas para maio e junho.

A temporada é aberta pela cantora americana Dee Dee Bridgewater, premiada pelo Grammy no ano passado como melhor cantora de jazz pelo disco em homenagem a Billie Holiday, Eleanora Fagan (1915-1959): To Billie With Love From Dee Dee.

Considerada uma das grandes divas do jazz, Dee Dee é uma das atrações do festival Jazz na Fábrica, que acontecerá no Sesc do bairro da Pompéia, em São Paulo.

Os ingressos começam a ser vendidos amanhã e tem valores que variam de acordo com as atrações – as mais caras não passam de R$ 32.

O evento perdura por todo o mês de maio e se destaca pela criatividade em aproximar bandas nacionais das internacionais em jam sessions a exemplos da Hurtmold (de São Paulo) que dividirá o palco com a Fire! (da Suécia).

Na sequência, os jazzistas de plantão terão que desembolsar trocados um pouco mais generosos para ver apresentações ao vivo dos saxofonistas Wayne Shorter, Billy Harper e Joshua Redman, listados para apresentações no BMW Jazz Festival, entre 10 e 12 de junho, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Shorter é uma lenda do jazz. Participou de gravações históricas com Art Blakey, no fim dos anos 1950, e com Miles Davis, entre os anos 1960 e 1970.

Foi convidado para ingressar no quinteto de Davis para substituir ninguém menos que John Coltrane, quando ele saiu em carreira solo.

O convite foi recusado pela falta de disponibilidade de Shorter e só se concretizou em 1964, quando finalmente Davis o convenceu a entrar na banda, que contava na época com Ron Carter, Tony Williams e Herbie Hancock.

O mesmo festival terá entre as atrações a cantora americana Sharon Jones, que se apresentará com a banda The Dap Kings, famosa pela parceria com Amy Winehouse no disco Back to Black, responsável por alçar a “cantora-problema” a ícone da música pop.

Ainda que não seja festival de jazz na essência, o Natura Musical, entre 21 e 22 deste mês, trará Jamie Cullum, um dos músicos mais carismáticos do jazz contemporâneo que mistura ritmos como o pop e o rock.

Pode ser um alento para os decepcionados com a programação do Rock in Rio, que trará atrações de pouca relevância para o gênero, a exemplo de Ivete Sangalo e NX Zero.

Para os roqueiros de plantão dispostos a experimentar novas leituras de clássicos a dica é o trio Bad Plus, que se apresenta no Jazz na Fábrica e é famoso por suas versões de Iron Man, do Black Sabbath e Tom Sawyer, do Rush.

As leituras podem ser bem diferentes das originais, mas com certeza não piores. Como diria Duke Ellington It don’t mean a thing (if it ain’t got that swing).

Ruy Barata Neto  /BrasilEconômico

O que Obama escuta em seu iPod?

Em entrevista à Rolling Stone, presidente norte-americano diz que tem ouvido Lil Wayne e Nas

Além de praticar golfe, Barack Obama gosta de relaxar do stress do cargo ouvindo um leque de músicas bastante versátil em seu ipod. Em entrevista à revista Rolling Stone, o líder americano disse que tem ampliado seu gosto por rap.

– PLAYLIST: Ouça os 10 sons preferidos de Barack Obama!

“ Graças a Reggie (ex-jogador de futebol americano que faz a segurança pessoal de Obama) meu gosto pelo rap tem melhorado muito. Jay-Z já não predomina mais, tenho escutado um pouco de Lil Wayne e Nas”, revelou o presidente.

Apesar das novas descobertas pelo universo do hip hop, Obama afirmou que as músicas que marcaram sua infância continua dominando a lista de quase duas mil canções de seu mp3 player. “Tenho muito material de Stevie Wonder, Bob Dylan, Rolling Stones, Miles Davis e John Coltrane”.

Na entrevista, o presidente ainda falou sobre a emoção de receber na Casa Branca os ídolos Bob Dylan e Paul McCartney e mencionou o papel das suas filhas Malia e Sacha na construção de seu gosto musical.

Rolling Stone


Morre a cantora e ativista Abbey Lincoln

A cantora e compositora de jazz americana Abbey Lincoln, conhecida por seu ativismo político e seu compromisso com as minorias, morreu neste sábado (14), aos 80 anos, em Nova York.

Segundo o jornal “The New York Times”, o irmão da última grande dama do jazz, David Wooldridge, confirmou que a cantora morreu em Manhattan.

As causas de sua morte não foram reveladas, embora Abbey Lincoln tivesse a saúde delicada desde que foi operada do coração em 2007.

A cantora foi personagem controvertido por seu compromisso com os direitos humanos e raciais nos anos 60 nos Estados Unidos. Nessa época teve sucesso também no cinema, e, depois, se aposentou. Mas ela reapareceu com força na década de 1990 como cantora, compositora e líder espiritual.

Abbey contracenou com Ivan Dixon, em 1964, no drama racial “Nothing but a man” e com Sydney Poitier, em 1968, em “Um homem para Ivy”.

Sua música foi derivando desde os experimentos mais estridentes e rupturistas do africanismo militante rumo a um repertório predominantemente de baladas, com uma doce suavidade inspirada em Billie Holiday.

A cantora nasceu Anna Marie Wooldridge em Chicago, no dia 6 de agosto de 1930, e cresceu na área rural de Michigan como a décima filha de uma família de 12 crianças.

Atraída desde jovem pela música se mudou para Los Angeles aos 19 anos, onde começou sua carreira. Seu último disco, “Abbey sings Abbey”, foi gravado em 2007, aos 77 anos.

Morre ‘Cachaíto’ do Buena Vista Social Club

Morreu nesta segunda-feira (9), aos 76 anos, Orlando ‘Cachaíto’ López, baixista do Buena Vista Social Club, vítima de complicações após uma operação na próstata, informaram à AFP o assistente de produção do projeto musical e companheiros de grupo.

O músico, sobrinho do lendário Israel “Cachao” López, faleceu “em um hospital de Havana. Lamentavelmente, tinha vários problemas de saúde”, declarou Freddy Fernández, assistente de produção do Buena Vista. “Eles o operaram da próstata há dez dias. Ele ficou bem, mas depois sua situação se complicou, não sei exatamente com o que. Uma perda irreparável para a música cubana, é o último que restava de toda uma dinastia de baixistas”, disse à AFP o percussionista Amado Valdés, também integrante do Buena Vista.

A morte do baixista representa outra dura baixa para o Buena Vista Social Club, que perdeu Francisco Repilado (Compay Segundo) e o pianista Rubén González em 2003, o cantor Ibrahim Ferrer em 2005 e o ritmista ‘Pío’ Leyva, em 2006. “É uma grande perda para o grupo e para a música cubana, porque era um tremendo baixista e um tremendo companheiro e músico. “Cachaíto’ López Vergara fazia parte do projeto original do Buena Vista Social Club, criado em 1996.

Morre Hank Crawford saxofonista da Ray Charles’ band

Hank Crawford, saxofonista e compositor que liderou bandas de jazz e soul, além de ter tocado com Ray Charles, morreu aos 74 anos, na quinta-feira passada, em sua casa em Memphis (EUA), disse ontem sua irmã Dolores.
Segundo ela, Crawford morreu por complicações de um infarto que teve em 2000.

Crawford, que tocou com Etta James, Eric Clapton e B.B. King, deixa extensa discografia, dos anos 60 até 2007.

Jazz: morre o trompetista Freddie Hubbard

O trompetista americano Freddie Hubbard— um dos nomes mais influentes do jazz moderno– morreu nesta segunda-feira aos 70 anos em Los Angeles (Califórnia), informou a revista “Billboard”.

Hubbard, de 70 anos, tocou ao lado de lendas como John Coltrane, Ornette Coleman, McCoy Tyner, Art Blakey e Herbie Hancock.

Em 26 de novembro, ele sofreu um ataque cardíaco que o deixou internado em Sherman Oaks,  Los Angeles, até sua morte, nesta segunda.

Nascido em Indiana (centro dos EUA), Hubbard teve uma carreira de quase meio século, durante a qual tocou com os gigantes do gênero, como Coltrane, no disco “Ascension”, e Coleman, no álbum “Free jazz”.

Folha online

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