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Madrasta de Isabella sai do isolamento na prisão


A madrasta de Isabella Oliveira Nardoni, Anna Carolina Jatobá, saiu do isolamento a que vinha sendo submetida desde quando chegou à Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo, no último dia 9.

De acordo com o pai da madrasta, Alexandre José Peixoto Jatobá, ela está em uma cela com mais oito detentas, que a tratam com respeito. Neste domingo, os pais dela estiveram na penitenciária, onde permaneceram por mais de cinco horas em uma área comum, com os familiares de outras detentas.

Alexandre Jatobá também afirmou que Anna Carolina tem recebido cartas de todo o Brasil de pessoas solidárias a ela. A família também recebe uma média de 15 cartas semanais em apoio.

O pai de Anna Carolina disse que ela se apegou a Deus e que procura sempre rezar, pedindo forças para superar as dificuldades.

JP

Caso Isabella: pico recorde no Fantástico

A longa entrevista com Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabela, rendeu ao Fantástico um ótimo Ibope e o maior pico de audiência do programa em mais de um ano.

A média de audiência do programa foi de 33 pontos (com 50% de share, ou seja, metade dos aparelhos de televisão ligados estavam sintonizados na Globo) – exatamente a mesma audiência do Fantástico que apresentou a entrevista exclusiva com Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, no dia 20 de abril.

Mas o pico de audiência foi maior com a mãe de Isabella no ar do que o registrado com a entrevista do casal: 43 pontos, contra 42 pontos.

O interesse popular com o caso está, como se vê, longe de acabar.

IBOPE

Isabella: pai e madrasta serão presos

Durou mais de sete horas a reconstituição do assassinato da menina Isabella Nardoni ontem à tarde. Às 13h, policiais simularam por duas vezes a queda da menina. Um boneco que simula peso e tamanho de Isabella foi lançado pelo buraco da tela de proteção, mas não despencou: ficou pendurado por cordas. Por volta das 14h, peritos colocaram a boneca que simula Isabella Nardoni deitada no solo do jardim do Edifício London. Vizinhos que foram testemunhas da morte da menina e o porteiro do prédio, que foi o primeiro a vê-la no solo, colaboraram para ajudar a polícia a simular a cena.

A simulação da queda da menina começou às 13h, quando policiais se aproximaram da janela carregando no colo uma boneca especial com peso e tamanho similares aos de Isabella e tentaram encaixar os pés dela em um buraco feito na tela. Após cerca de cinco minutos, os peritos afastaram-se de novo da janela.Num segundo momento, os peritos fizeram a boneca sair pelo buraco da tela, colocando primeiro os pés para o lado de fora. O manequim foi segurado pelos braços. Primeiro, só o braço esquerdo da boneca foi solto. Depois, o direito. Isso porque a menina apresentava fraturas no braço esquerdo, provavelmente provocada pelo momento em que teria ficado pendurada. Logo depois, o braço direito da boneca foi solto, mas ficou pendurado por cordas, a cerca de dois metros da janela.

A imagem chocou quem assistia à reconstituição. Foi o momento mais dramático desde o início do procedimento. A cena foi repetida às 13h10. Nas duas ocasoões, ela foi fotografada a partir da varanda e filmada a partir da rua.

A Polícia Civil de São Paulo vai pedir a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

Isabella: contradições de pai e madrasta

“Tá ouvindo os gritos?”, perguntou o professor Antonio Lúcio Teixeira, morador do 1º andar do Edifício London, na zona norte de São Paulo, enquanto falava com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) no dia 29 de março, numa ligação iniciada às 23h49m59. O Estado apurou que exatamente na hora em que o vizinho chamava o resgate para Isabella Nardoni, de 5 anos, atirada do 6º andar do prédio, ele ouviu a voz de Alexandre Nardoni, pai da menina, berrando que a filha havia sido jogada e a porta do apartamento estava arrombada.

Praticamente no mesmo momento, às 23h50m32, uma ligação era feita do telefone fixo do apartamento do casal, para o celular do pai de Anna Carolina Jatobá, Alexandre José Peixoto Jatobá. Essa ligação, gravada pela polícia e anexada ao inquérito policial que investiga a morte da menina, é a prova de que Alexandre e Anna Carolina não desceram juntos ao térreo do prédio para verificar o que havia acontecido com Isabella, como alegaram em seus depoimentos. É uma contradição a mais que pode desmontar a versão do casal de que não teria participado do crime.

Além disso, a polícia também descobriu, pelo aparelho de GPS (Sistema de Posicionamento Global) instalado no carro de Nardoni que o veículo foi desligado na garagem do Edifício London às 23h36, ou seja, quase 14 minutos antes de o resgate ter sido chamado. Estimando-se que o vizinho demorou cerca de dois minutos, após a queda, para saber do fato e chamar o resgate, o casal ficou 12 minutos no prédio até a menina ser atirada.

Para a polícia, se Alexandre e Anna Carolina demoraram pelo menos a metade desses 12 minutos no sobe e desce, o restante seria muito pouco tempo para a hipótese de o crime ter sido cometido por uma terceira pessoa. Ele teria, nessa suposição, seis minutos para abrir a porta sem deixar marcas, espancar e esganar Isabella, limpar o sangue da menina, cortar a rede de proteção da janela com uma faca, depois uma tesoura, atirar a menina, guardar a tesoura na cozinha onde sempre fica, lavar a fralda e a toalha usadas para limpar o sangue da menina, fechar a porta e fugir.

O Estado de S. Paulo.

Como Alexandre e Ana Carolina mataram Isabela

FATO: Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acompanhados dos dois filhos e de Isabella, participaram de uma festa no prédio onde moram os pais de Anna Carolina, em Guarulhos. A comemoração se deu por volta das 21 horas no salão de festas. Em dado momento, Nardoni se enfureceu com o que seria uma má-criação de Isabella. Gritou com ela e lhe deu um safanão. A menina caiu no chão. Ainda nervoso, ele disse à filha chorosa: “Você vai ver quando chegar em casa”

EVIDÊNCIA: câmeras do prédio dos pais de Anna Carolina registraram imagens de Isabella brincando na festa. A agressão de Nardoni foi presenciada por convidados que prestaram depoimento à polícia

FATO: já no carro, de volta para casa, Nardoni e  Anna Carolina começaram a espancar Isabella. A madrasta asfixiou-a a ponto de a menina desmaiar. Quando chegaram ao prédio, Isabella sangrava. O casal embrulhou a menina em uma fralda de pano para evitar que o sangue pingasse no trajeto até o apartamento

EVIDÊNCIA: a convicção de que Isabella já subiu ferida se deve ao fato de a perícia ter detectado marcas de sangue no carro de Nardoni. O DNA do sangue é o mesmo de Isabella. Também foram encontrados no carro fios de cabelo da menina com bulbos. Isso significa que ela teve os cabelos puxados com força. O tamanho das marcas no pescoço de Isabella é compatível com o das mãos de Anna Carolina. A polícia encontrou a fralda que foi usada para envolver a menina lavada e pendurada no varal do apartamento – mas ainda foi possível encontrar vestígios de sangue.

FATO: o casal entrou em casa com Isabella no colo de Nardoni. O sangue começou a pingar já no hall do apartamento

EVIDÊNCIA: a perícia detectou marcas de sangue de Isabella em vários lugares: no hall, na entrada do apartamento, no corredor, no quarto da menina e no quarto dos irmãos. Também havia sinais de sangue na sola do sapato de Anna Carolina

FATO: Anna Carolina e Nardoni iniciaram uma feroz discussão. Decidiram, então, simular um crime cometido por um suposto invasor. A polícia não encontrou indício nenhum da presença de um terceiro adulto no apartamento

EVIDÊNCIA: vizinhos relataram à polícia ter escutado gritos e palavrões proferidos por Anna Carolina

FATO: com uma faca e uma tesoura, Nardoni cortou a tela de proteção do quarto dos meninos. Antes disso, limpou com uma toalha, que depois foi lavada, o sangue que escorria de um corte na testa de Isabella

EVIDÊNCIA: a perícia encontrou resíduos de tela na roupa que Nardoni usava naquela noite e vestígios do sangue de Isabella na toalha lavada e pendurada no varal

FATO: Nardoni jogou a filha pela janela

EVIDÊNCIA: a perícia concluiu que é do seu chinelo a pegada encontrada no lençol da cama próxima à janela. Ele apoiou um dos pés na cama para lançar a filha. O buraco está a 1,60 metro de altura do chão, altura aproximada de Anna Carolina. A perícia concluiu que só alguém mais alto do que ela, como Nardoni, teria força suficiente para erguer Isabella, que pesava 25 quilos e media 1,13 metro de altura, até o buraco na tela

FATO: assim que Isabella caiu, Anna Carolina telefonou para o pai. Em seguida, Nardoni ligou para o seu e só então desceu para ver a filha caída

EVIDÊNCIA: os registros das ligações feitas pelo casal mostraram que não houve tentativa de pedir socorro médico. O resgate foi solicitado por vizinhos

FATO: Anna Carolina desceu em seguida, com seus dois filhos, e começou a gritar que o prédio não tinha segurança. Dirigiu palavrões a todos à sua volta e chamou o marido de “incompetente”

EVIDÊNCIA: vizinhos relataram a cena em depoimento à polícia

FATO: os bombeiros chegaram e tentaram reanimar Isabella. A menina foi declarada morta a caminho do hospital

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Noblat

Mãe de Isabella sempre desconfiou de Alexandre

Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, suspeitou desde o início que sua filha poderia ter sido morta pelo próprio pai, seu ex-marido Alexandre Nardoni, e a atual mulher dele, Anna Carolina Jatobá. Quatro dias após o crime, em depoimento prestado na 9ª DP da Polícia Civil de São Paulo, ela disse que o casal poderia estar “envolvido” na morte de Isabella.

O Jornal da Record exibiu hoje, trechos do depoimento de seis páginas prestado por Ana Carolina Oliveira. Alguns fatos despertam mais atenção. Um deles: Isabella, segundo sua mãe, costumava chegar com marcas roxas e mordidas após passar final de semana na casa do pai. Mas sempre dizia que eram causadas pelo irmão mais novo.

Mais: no dia do enterro de Isabella, Anna Carolina Jatobá foi de uma frieza incomum em dias de tragédia. Ela abraçou Ana Carolina Oliveira uma única vez e em tom amargo a acusou – ainda no cemitério -de não ter ligado para a filha no dia de sua morte.

– Você nem ligou para ela [Isabella] no sábado, – repetiu mais de uma vez Anna Carolina Jatobá.

O depoimento da mãe de Isabella foi usado para embassar o pedido de prisão preventiva do casal.

O laudo oficial a respeito da morte da menina ficará pronto amanhã e dirá que Isabella morreu de politraumatismo após cair do sexto andar do Edifício London. Ao atingir o chão ela estava a uma velocidade de 72 km/h. A queda durou dois segundos. Antes de era atirada do 6º andar do Edifico London ela fora asfixiada.

TVRecord/NB

Caso Isabella:”Meu irmão fez uma besteira”

Foi essa a frase que uma testemunha contou ontem à polícia ter ouvido de Cristiane Nardoni, 20 anos, irmã de Alexandre Nardoni, pai de Isabella, de cinco anos, espancada, esganada e depois jogada de cabeça para baixo da janela do apartamento onde morava no sexto andar do edifício London, zona norte da de São Paulo, no último dia 29.

A testemunha, cujo nome está sendo mantido em sigilo pela polícia, disse que estava com Cristiane em um bar do bairro de Santana quando ela recebeu um telefonema e abandonou nervosa o local. Havia ali uma festa. A polícia está à procura da promotora da festa, que também conversou com Cristiane na ocasião. Como a promotora está fora de São Paulo, só deverá ser ouvida na próxima semana.

Ao jornal Folha de S. Paulo, Cristiane confirmou que de fato recebeu uma ligação quando estava no bar. Que não conseguiu entender direito o que lhe disseram. Mas que soube que algo de grave aconteçara com a sobrinha.

A polícia encontrou manchas de sangue na camiseta usada na noite do crime por Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24 anos, madastra de Isabella. A frente da camiseta foi lavada, mas as manchas foram detectadas na parte de detrás dela.

A Polícia Civil de São Paulo informou, nesta quinta-feira, que 99% do caso que apura a morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, foi esclarecido. Segundo o site G1, imagens da câmera do prédio vizinho na hora que a família chegou ao edifício serão analisadas, para que se identifique se estranhos entraram pela garagem no Edifício London.

Pela manhã, o pedreiro Gabriel Santos Neto, que trabalha na construção de um sobrado que fica atrás do prédio onde morreu a menina afirmou que ninguém entrou na casa que está em obras no dia do crime.

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