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Bebê indígena nasce com 7,1 quilos no Amazonas

Foto: Reprodução/TV Amazonas / Menina indígena nasceu com 7,1 quilos no Amazonas  


Uma índia da etnia munduruku deu à luz uma menina de 7,1 quilos em Nova Olinda do Norte, no Amazonas, na terça-feira (7). As duas passam bem.

O bebê, que mede 60 centímetros, nasceu em uma cesariana e é saudável. A médica Romenia de Brito afirmou que a menina tem saúde perfeita e se trata de um caso de macrossomia fetal. Os médicos chegaram a desconfiar que a mãe tinha diabetes, o que não foi comprovado.

A mãe, Rosinete Brasil Cardoso, de 42 anos, vive na aldeia Kuatá perto do município de Borba. Mãe de dez filhos, ela conta que outras duas crianças nasceram com peso elevado, com 6 e 5,6 quilos.

Farsa: midia mundial fala de restaurante canibal no Brasil

Indígena em aldeia wari (Foto: Kim-Ir-Sen/Agil)

A mídia de vários países do mundo se viu envolvida nesta quinta-feira (26/8) em uma notícia polêmica com ares de montagem bem armada. Um restaurante em Rondônia especializado em receitas canibais estaria procurando doadores voluntários para fornecer seu principal ingrediente: carne humana.

A polêmica teve início com a entrevista de um político alemão publicada nesta quinta-feira pelo Bild, um jornal sensacionalista de Berlim. O vereador Michael Braun, vice-presidente do diretório municipal da CDU (partido democrata-cristão alemão), afirmou ter recebido e-mails de eleitores com denúncias sobre o restaurante Flimé, que estaria planejando abrir uma sucursal em Berlim, mas disse esperar tratar-se de uma “piada de mau gosto”.

“Estou partindo do princípio de que é uma brincadeira de mau gosto. Isso é nojento, em particular porque tivemos há pouco tempo um berlinense morto por um canibal”, disse Braun, em referência ao caso real de Armin Meiwes, de 2006.

Em seguida, diversos jornais, portais e agências de notícias de diversos países repercutiram a entrevista do Bild, mencionando também anúncios que teriam sido publicados em jornais locais na Alemanha e um vídeo postado no site YouTube com uma entrevista com o suposto dono do restaurante. Entre eles, estavam o inglês The Guardian, a revista alemã Der Spiegel e as agências ANSA e Efe (embora somente em seu serviço em espanhol). Boa parte da imprensa portuguesa também deu crédito à história, inclusive veículos grandes como a TV RTP e o jornal Expresso .

A maioria divulgou um website em que um suposto restaurante oferece iguarias da culinária wari – uma tribo amazônica de Rondônia que, de fato, praticava canibalismo na época anterior ao contato com os brancos. Ao mesmo tempo, também disponibiliza um formulário para potenciais doadores oferecerem partes de seus corpos como carne e ainda procura “cirurgiões de mente aberta” dispostos a realizar as operações. No texto, escrito em alemão e em português (com a ortografia de Portugal pré-acordo), o Flimé promete arcar com os custos hospitalares.

Evidências

Em pouco tempo, a notícia ganhou páginas na web, blog, redes sociais e fóruns de discussão, com algumas pessoas escandalizadas e muitas duvidando da veracidade da notícia.

No entanto, como o Opera Mundi apurou, as evidências de informação forjada (ou hoax, como se diz no jargão de internet) se acumulam no caso do “restaurante canibal”. O website do estabelecimento divulga uma localização na cidade de Guajará-Mirim (RO) com um link para um mapa do GoogleMaps que, por sua vez, publica um endereço e um telefone. Ao ligar para o número, a reportagem do Opera Mundi constatou se tratar de uma agência bancária.

“Aqui é o Bradesco de Guajará-Mirim. Não conhecemos nenhum restaurante com esse nome na cidade. Duas pessoas já ligaram hoje”, disse Aline Costa, funcionária do banco. “Esse número é da agência há mais de 20 anos”.

Erros e montagens

No próprio site do “restaurante” e no vídeo colocado no YouTube, os autores erram o nome da cidade por duas vezes: primeiro, como “Guarajá Mirim”, depois como “Guajirim-Mirim”. Além disso, o vídeo mostra o prédio da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, na Cinelândia, como se fosse na cidade em Rondônia, e uma faixa com os dizeres “Pare canibalismo” – soando como uma tradução automática do inglês “stop cannibalism”.

No vídeo, que filma a tela de uma TV com aparência de programa jornalístico, é exibida uma reportagem sobre uma manifestação que teria reunido “mais de mil pessoas” na cidade (a população local é de 40 mil). Em seguida, aparece uma entrevista com um português identificado como o chef Eduardo Amado, explicando as origens da cozinha wari e dizendo não se importar com a polêmica do canibalismo. A repórter que o entrevista, usando microfone sem identificação de nenhum canal de TV, tenta disfarçar um claro sotaque português como se fosse brasileira.

“Todo o povo que passa por nosso restaurante volta sempre com prazer, um sorriso nos lábios”, afirma o entrevistado.

Recomendação

Uma segunda versão, publicada em 17 de agosto, traz legendas em inglês sobre o vídeo anterior. Abaixo do monitor, na imagem, passam legendas de horóscopo de um jornal matogrossense datado de 3 de agosto. Em ambos os casos, os usuários que publicaram o vídeo se registraram apenas dias antes e não têm nenhuma outra postagem nem informação pessoal divulgada.

Um terceiro vídeo, publicado no YouTube na mesma data (17/8), traz um depoimento em que o usuário identificado como Hugo Avelar, também português, diz já ter ido ao estabelecimento e recomenda o canibalismo.

“Estive há três anos no Brasil e fui, com amigos meus, a comer, a um restaurante. Comemos carne, bastante gostosa, e ao fim disseram que era carne humana. Bastante espantado, fiquei admirado de a carne ser tão gostosa. Ouvi dizer que vai abrir o mesmo restaurante aí em Berlim e só posso aconselhar vocês de irem lá, provarem e fazerem essa experiência”, diz o usuário, que comentou, na descrição do vídeo: “Experimente a cozinha Warì”.

Contactados pela reportagem, os usuários responsáveis pelos vídeos não responderam até a publicação desta matéria.

O Instituto Socioambiental, instituição especializada no estudo dos povos indígenas brasileiros, informa que os índios wari comiam não só os inimigos que matavam, mas também os mortos de seu próprio grupo. “O rito tinha início já na doença grave, quando o moribundo era chorado por parentes consanguíneos e afins”, descreve. Atualmente um grupo de menos de 3 mil índios deste povo segue vivendo em Rondônia, mas o canibalismo já não faz parte de sua cultura.

Índios presos no RS acusados de roubar banco

Três índios – dois homens e uma mulher – foram detidos pela polícia em uma reserva indígena no norte do Rio Grande do Sul, acusados de participar de uma quadrilha que assaltou um posto bancário do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), em Gramado dos Loureiros, na manhã de quarta-feira.

Na noite de ontem, Sônia Mara Pinheiro, de 27 anos, foi detida na reserva indígena de Bananeiras, na cidade de Nonoai. Com ela foram encontrados celulares e objetos que podem ter sido utilizados no assalto, além de cocaína e crack.

A india é companheira do indígena Nilson Inácio, de 40 anos, detido na quarta-feira à tarde, na mesma reserva. Ele e o índio caingangue Marcos Nascimento foram presos em uma Saveiro, que teria sido usada na fuga dos assaltantes.

Inácio é suspeito de planejar o crime. Ele está em liberdade condicional após cumprir parte da pena por homicídio. Nascimento é filho do cacique da reserva indígena, Zé Lopes Nascimento, e irmão do vice-prefeito de Gramado dos Loureiros, Erpone Nascimento.

Ao menos cinco homens integravam o bando. No assalto ao banco, o funcionário da prefeitura Valdecir Alves Batista morreu e o ex-prefeito de Gramado dos Loureiros e assessor de gabinete da governadora Yeda Crusius Alivino Melo Machado ficou ferido. Machado morreu na tarde desta quinta-feira no hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo.

STF estabelece 19 condições para manter demarcação indígena

Brasília - Indígenas comemoram na Praça dos Três Poderes resultado do julgamento no STF que, por 10 votos a 1, decidiu manter a demarcação em faixa contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima

Foto José Cruz/ABr

Brasília – Indígenas comemoram na Praça dos Três Poderes resultado do julgamento no STF que, por 10 votos a 1, decidiu manter a demarcação em faixa contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima

Na decisão de hoje (19) que manteve a demarcação em faixa contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceram 19 condições que também servirão de base para as futuras demarcações e para aquelas em andamento.

“Essas condições se aplicam a Raposa Serra do Sol,  mas têm um efeito transcendente para as demais demarcações”,  afirmou o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.

Uma das principais ressalvas foi a vedação à ampliação de terras indígenas já demarcadas, inclusive daquelas que foram reconhecidas antes da Constituição de 1988.  “Com isso estamos encerrando um número elevado de controvérsias e talvez alguns impulsos expansionistas”, argumentou Mendes.

Outras condições definidas pelo Supremo no julgamento sobre Raposa Serra do Sol foi a instalação de bases militares na fronteira, o acesso da Polícia Federal e do Exército à área sem necessidade de autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai), a garantia de acesso de visitantes e pesquisadores ao Parque Nacional do Monte Roraima, dentro da reserva (ICMBio), a proibição de atividades de caça, pesca, coleta de frutos ou qualquer atividade agropecuária por pessoas estranhas.

“Há um alívio para todas as partes. O governo passa a saber os limites de sua ação e os afetados passam a ter alguma segurança jurídica neste contexto”, ressaltou Mendes.

A Terra Indígena Raposa Serra do Sol  foi homologada em abril de 2005 pelo governo federal. Na área de 1,7 milhão de hectares, vivem aproximadamente 18 mil índios das etnias Macuxi, Wapichana, Patamona, Ingaricó e Taurepang, que se dividiam entre o repúdio e o apoio à permanência de não-índios na reserva.

As 19 condições para manutenção da demarcação contínua  são as seguintes:

1 – O usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras indígenas pode ser suplantado de maneira genérica, sempre que houver, como dispõe o artigo 231 (parágrafo 6º, da Constituição Federal), relevante interesse público da União na forma de Lei Complementar;

2 – O usufruto dos índios não abrange o aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre da autorização do Congresso Nacional;

3 – O usufruto dos índios não abrange a pesquisa das riquezas naturais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional;

4 – O usufruto dos índios não abrange a garimpagem nem a faiscação, dependendo-se o caso, ser obtida a permissão da lavra garimpeira;

5 – O usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de Defesa Nacional, à instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da Defesa, o Conselho de Defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas e à Funai. É o livre trânsito das Forças Armadas e o resguardo das fronteiras;

6 – A atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica assegurada e se dará independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;

7 – O usufruto dos índios não impede a instalação pela União Federal de equipamentos públicos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além de construções necessárias à prestação de serviços públicos pela União, especialmente os de saúde e de educação;

8 – O usufruto dos índios na área afetada por unidades de conservação fica sob supervisão e responsabilidade imediata do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

9 – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade responderá pela administração da área de unidade de conservação, também afetada pela terra indígena, com a participação das comunidades indígenas da área, ouvidas as comunidades indígenas — levando em conta usos, tradições e costumes dos indígenas, podendo, para tanto, contar com a consultoria da Funai;

10 – O trânsito de visitantes e pesquisadores não-índios deve ser admitido na área afetada à unidade de conservação nos horários e condições estipulados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

11 – Deve ser admitido o ingresso, o trânsito, a permanência de não-índios no restante da área da terra indígena, observadas as condições estabelecidas pela Funai;

12 – O ingresso, trânsito e a permanência de não-índios não pode ser objeto de cobrança de quaisquer tarifas ou quantias de qualquer natureza por parte das comunidades indígenas;

13 – A cobrança (de pedágios) de tarifas ou quantias de qualquer natureza também não poderá incidir ou ser exigida em troca da utilização das estradas, equipamentos públicos, linhas de transmissão de energia ou de quaisquer outros equipamentos e instalações colocadas a serviço do público tenham sido excluídos expressamente da homologação ou não;

14 – É vedado negócio jurídico relacionado a terras indígenas, assim como qualquer ato que restrinja o pleno exercício da posse direta pela comunidade jurídica ou pelos indígenas;

15 – É vedada, nas terras indígenas, qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutas, assim como de atividade agropecuária extrativa;

16 – Os bens do patrimônio indígena, isto é, as terras pertencentes ao domínio dos grupos e comunidades indígenas, o usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes nas terras ocupadas, observado o disposto no artigo 49, 16, e 231, parágrafo 3º, da Constituição da República, bem como a renda indígena, gozam de plena isenção tributária, não cabendo a cobrança de quaisquer impostos taxas ou contribuições sobre uns e outros;

17 – É vedada a ampliação da terra indígena já demarcada;

18 – Os direitos dos índios relacionados às suas terras são imprescritíveis e estas são inalienáveis e indisponíveis;

19 – É assegurada a efetiva participação de todos os entes da Federação em todas as etapas do processo de demarcação.

AG Brasil

Exército: caserna high-tech na mata

JB

Charge Cristiano Gomes

O Exército brasileiro será a peça fundamental de Nelson Jobim no novo Plano de Defesa Nacional a ser lançado. A caserna vai ficar high-tech na floresta, se tudo der certo como quer o ministro. As novas palavras de ordem para o Quartel-General são “Elasticidade, Flexibilidade e Mobilidade”.

O que quer dizer, na prática: o Exército, na parte que lhe cabe no grande plano, ficará incumbido de reestruturar sua caserna na Região Amazônica – nos cinco Estados que abrangem 60% do território nacional.

O plano consiste na compra de equipamentos de comunicação de última geração, tudo para deixar o soldado, os veículos e aeronaves em conexão on-line via satélite. É uma ousadia. Prevê também a redistribuição de tropas nas fronteiras.

A idéia do projeto é equipar a caserna e as tropas na florestas com equipamentos que permitam monitoramento em tempo real das regiões e rápida mobilização para eventual contra-ataque.

GPS para índio

Enquanto o Exército traça a meta, a Fundação Nacional do Índio saiu na frente. Acredite. A Funai vai usar um equipamento importado de sensoriamento “corpo-calor” para encontrar nativos no meio da floresta. O objetivo da Funai é localizar as tribos, mapeá-las e depois criar reservas para protegê-las da invasão dos fazendeiros.

JB

Fraude na concessão de bolsas do ProUni

Levantamento feito pelo Estado de Minas em vários estados identificou casos de estudantes que se autodeclararam indígenas e foram contemplados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), mas agora negam ser descendentes ou mesmo que tenham feito a autodeclaração. Muitos se mostraram surpresos ao serem informados de que são identificados como indígenas no cadastro do Ministério da Educação (MEC). A denúncia foi feita ao Ministério da Justiça, em 2005, mas jamais investigada pelo governo. A reportagem obteve cópia do cadastro dos bolsistas do ProUni e entrevistou os autodeclarados descendentes de índios.

A lei que criou o ProUni prevê um percentual de bolsas de estudo destinado a autodeclarados indígenas e negros. Atualmente, entre as 385 mil bolsas ofertadas, 961 foram reservadas para indígenas (0,2% do total). Esse percentual deve ser, no mínimo, igual ao percentual de cidadãos autodeclarados indígenas e negros no respectivo estado. Além de ser descendente de indígenas ou negros, é preciso cumprir a primeira exigência do programa: renda familiar per capita de um salário mínimo e meio para bolsa integral e renda de até três salários mínimos para bolsas parciais de 50% e 25%. A simples autodeclaração, sem a exigência de documentos que comprovem a descendência, abriu brecha para fraudes.

Kátia Cristina Viana, que  recebeu bolsa integral, para o curso de direito, em Londrina (PR), afirmou, inicialmente, que ingressou pelo critério da renda familiar. Questionada se seria descendente de índios, respondeu: “É que, tipo assim, eu acho que sou descendente, porque minha avó é meio índia. Eu me considero índia, até mesmo pelo meu cabelo, que é preto, liso, comprido. Só que eu acho que não é”.

Niedja Kaliene de Souza foi mais sincera. Ela recebeu bolsa integral e já se formou em pedagogia na Faculdade AD1, na Ceilândia (DF). Questionada se foi selecionada por faixa de renda ou por descendência indígena, respondeu: “O questionário estava malfeito, mal formulado. Aí, com pressa, fui a uma lan house e optei por raça indígena. Só que eu já entrei até com recurso, porque eu não sou, e coloquei lá uma raça que não era minha. Eles mandaram uma carta falando que tudo bem, que iriam pegar pela renda”.

Lúcio Vaz – Correio Braziliense

Papa ajudará índios de Raposa Serra do Sol

O papa Bento XVI garantiu nesta quarta-feira, 2, que ajudará as tribos indígenas em Roraima. O pontífice recebeu no Vaticano dois líderes das tribos da reserva Raposa Serra do Sol, que lhe entregaram uma carta apelando pela sua intervenção no conflito. “Faremos todo o possível para ajudar vocês a protegerem suas terras”, afirmou Bento XVI. O encontro estava sendo mantido em sigilo a pedido do Vaticano.

Ajudados por entidades internacionais, dois representantes de tribos da região iniciaram em junho uma turnê pela Europa, com o objetivo de conseguir o envolvimento do Vaticano na definição de suas terras na reserva.

Na última quarta-feira, Jacir José de Souza, da tribo Makuxi, e Pierlangela Nascimento da Cunha, da tribo Wapixana, se reuniram com parlamentares de uma comissão multipartidária sobre povos tribais do Parlamento britânico. Segundo a BBC, após o encontro com os índios brasileiros, os parlamentares britânicos se disseram “simpáticos à causa”, mas que dificilmente poderiam interferir no assunto, que cabe ao judiciário brasileiro.

A reserva indígena tem sido alvo de disputa entre plantadores de arroz e índios. Na segunda metade deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir se a homologação das terras, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005, é constitucional.

Uma das ações contra a reserva indígena é do governo do Estado de Roraima – que contesta o laudo antropológico no qual o governo federal se baseou para homologar reserva em área contínua.

A reserva foi homologada em 2005 por um ato do presidente Lula. As terras ocupam 1,7 milhão de hectares em Roraima, perto da tríplice fronteira de Brasil, Guiana e Venezuela. Existem mais de 30 ações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a demarcação da reserva indígena de forma contínua.

BBC

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