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Hitler teve um filho na França


Jean-Marie Loret morreu em 1985, aos 67 anos. Ele seria apenas mais um cidadão francês não fosse por um simples detalhe: ele nasceu de um namoro de sua mãe, Charlotte Lobjoie, com um soldado alemão da I Guerra Mundial chamado Adolf Hitler.

A moça, então com 16 anos, conheceu um soldado alemão em férias na região de Lille, no norte da França. O rapaz estava desenhando e isso acabou atraindo a curiosidade da francesa.

Como a maioria dos filhos de soldados alemães e mulheres francesas, Jean-Marie Loret foi discriminado na escola. Sua mãe nunca revelou a identidade de seu pai e ele acabaria sendo entregue para ser adotado por uma família de sobrenome Loret. Hitler nunca reconheceu o filho, mas manteve contato com Charlotte ao voltar para a Alemanha.

À beira da morte, Charlotte revelou ao filho quem era seu verdadeiro pai, um dos ditadores mais famosos da história. Loret acabaria lutando na II Guerra Mundial contra as tropas alemãs comandadas pelo seu pai legítimo.

Investigando o seu passado, Loret descobriu que tinha o mesmo tipo sanguíneo, semelhança física e a mesma caligrafia de Adolf Hitler. Outro indício são documentos oficiais do exército alemão comprovando que Hitler enviou dinheiro para Charlotte na França.

Loret também encontrou nos pertences da mãe vários desenhos assinados por Hitler. Na Alemanha, nos documentos do ditador foi achado um desenho idêntico ao rosto de Charlotte Lobjoie.

@Telegraph

Nova edição do livro de Hitler

Maria Fernanda Rodrigues – O Estado de S.Paulo

De tempos em tempos a publicação de uma nova edição de Mein Kampf (Minha Luta), livro escrito por Adolf Hitler nos anos 20 e que seria tomado como “a bíblia nazista”, volta ao debate.

Publicação terá uma tiragem de 100 mil exemplares - Pierre Logwin/Reuters
Pierre Logwin/Reuters
Publicação terá uma tiragem de 100 mil exemplares

A cada nova tentativa de devolver o livro às livrarias alemãs, o governo da Baviera, que alega ter os direitos sobre a obra (exceto nos Estados Unidos e no Reino Unido) do ditador, adota medidas legais contra quem insiste em retomar a questão.

E a editora britânica Albertas ousou trazer à tona esse assunto tão caro aos alemães. Ela se prepara para começar a vender, no fim do mês e em bancas de jornal da Alemanha, três edições de 16 páginas cada uma com excertos do livro de Hitler acompanhados de comentários críticos.

A publicação terá uma tiragem de 100 mil exemplares e será encartada na revista Zeitungszeugen, da mesma editora, que traz capas de jornais nazistas que circularam entre 1920 e 1930 – também com uma análise.

“Este é um assunto delicado na Alemanha e o mais impressionante é que a população de lá não tem acesso ao livro porque ele é tabu. Queremos que as pessoas possam ver o livro pelo que ele é, e então descartá-lo. Uma vez exposto, ele pode ser mandado para a cesta de lixo da literatura”, disse o diretor da Albertas, Peter McGee, à Reuters.

A polêmica anterior envolvendo o livro nazista foi protagonizada pela loja de Catar da rede de livrarias Virgin. Em dezembro de 2011, ela resolveu tirar o Mein Kampt de sua lista de indicações depois que um cliente se sentiu ofendido, fotografou a edição árabe e publicou a imagem na internet. A livraria tirou o livro do destaque, mas disse que ao indicá-lo não estava endossando o autor, suas ideias ou o conteúdo de suas páginas.

Um pouco antes, em 2010, pesquisadores do Instituto de História Contemporânea de Munique pressionaram o governo para que ele autorizasse uma edição comentada do livro. O argumento foi que em 2015 a obra entrará em domínio público e poderá, então, ser usada por grupos neonazistas para propósitos não muito nobres. Não tiveram sucesso na empreitada.

Não é difícil encontrar a obra em outros países ou até para download na internet. No Japão, interessados no assunto têm à disposição até mesmo uma edição em mangá, lançada em 2008. Outros autores pegam carona na polêmica publicação, como é o caso de Antoine Vitkine e seu Mein Kampf – A História do Livro, disponível em português pela Nova Fronteira.

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