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Tamiflu é proibido para jovens no Japão

Ministério da Saúde do país afirma que medicamento pode aumentar chance de alucinações e morte em menores de 18 anos


Revista Época

Recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como principal medicamento para o tratamento da gripe suína, o oseltamivir, nome genérico para o antiviral Tamiflu, teve sua prescrição para crianças e adolescentes proibida pelo governo japonês em março de 2007.

As informações liberadas pelo Ministério da Saúde do Japão na época afirmavam que o remédio causava problemas neuropsicológicos que podiam levar a alucinações e suicídios.

O primeiro aviso do governo japonês sobre desordens neurológicas ligadas ao Tamiflu foi feito em junho de 2004. Em fevereiro daquele ano, um garoto de 17 anos se matou entrando na frente de um caminhão; segundo o motorista ele estava sorrindo na hora do atropelamento. O garoto estava de pijamas, saiu de casa no meio de uma tempestade de neve, e tomou uma cápsula de Tamiflu antes de fazer tudo isso.

Segundo dados do governo do Japão, desde 2001 – quando o Tamiflu começou a ser comercializado no país –, 128 pessoas agiram de forma estranha após ingerir o medicamento. Dessas, 100 tinham menos de 20 anos. Oito morreram – incluindo três idosos – ao pular de um edifício ou em outros casos de comportamento irregular. A Roche, laboratório responsável pela fabricação e distribuição do Tamiflu, e o governo dos Estados Unidos afirmam que não há indícios que liguem as mortes ao uso de Tamiflu.

Em abril de 2009, um grupo de cientistas do Ministério da Saúde japonês, liderado por Yoshio Hirota, do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Osaka, afirmou que pacientes entre 10 e 17 anos tratados com Tamiflu tem 54% a mais de chance de desenvolver comportamentos anormais do que aqueles que não usaram o medicamento.

A pesquisa foi feita com 10 mil jovens menores de 18 anos diagnosticados com gripe desde 2006. “A ligação com Tamiflu não pode ser excluída”, afirma o relatório.

Sandra Annenberg está com gripe A

Sandra Annenberg no aeroporto Santos Dumont,RJ, com marido Ernesto Paglia

Segundo a assessoria de comunicação da Rede Globo a jornalista Sandra Annenberg, apresentadora do Jornal Hoje, foi diagnosticada como paciente da gripe A, provocada pelo vírus Influenza H1N1, também conhecida como “gripe suína”.

Sandra apresentava os sintomas da doença (febre, dores no corpo, cansaço) desde o dia 22 de julho. Na última quinta-feira (23), foi encaminhada para tratamento e fez os exames para determinar se era portadora do vírus. O resultado positivo foi confirmado nesta terça-feira (28).

Annenberg, que estava apresentando o Jornal Nacional, cobrindo as férias de Fátima Bernardes, está em repouso sob orientações médicas desde a quinta-feira (23), mas não apresenta mais os sintomas da gripe.

O jornalista Ernesto Paglia, marido de Sandra, segue em tratamento de uma pneumonia, que não se sabe se é relacionada com a gripe A. Elisa, filha do casal, teve um leve resfriado, diz a assessoria.

USP, Unicamp e Unesp adiam início das aulas

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A Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram adiar o início das aulas do segundo semestre para o dia 17 de agosto por causa da nova gripe. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa da Unicamp nesta terça-feira (28).
A mudança no cronograma de aulas segue orientação da Secretaria Estadual de Saúde. Em nota, a instituição afirma que “a recomendação [da secretaria] visa reduzir a transmissão do vírus influenza A H1N1 no Estado de São Paulo e é válida para todos os estabelecimentos da rede pública de ensino, nos níveis fundamental, médio e superior.”
Escolas públicas e particulares
Os 5,3 milhões de alunos de ensino fundamental e médio da rede estadual também voltarão às aulas somente em 17 de agosto. Segundo o secretário Paulo Renato de Souza, cerca de 20% das escolas estaduais tinham retomado as atividades na semana passada e nesta segunda-feira (27). No entanto, ele determinou que as aulas fossem suspensas.
A decisão vale também para os professores da rede estadual de ensino. “É o recesso escolar. A direção e a secretaria precisam estar funcionando, mas os professores não precisam comparecer nas escolas neste período”, disse o secretário.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (SIEEESP) também fez a mesma recomendação nesta terça para que as escolas particulares adiem a volta às aulas até o dia 17 de agosto

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