Arquivos de tags: Greve na ULBRA

Ulbra tem novo reitor

Nota atualizada as 23,30hs de 17/04/09

A Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp) anunciou há pouco que o novo reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) será Marcos Fernando Ziemer, atual diretor geral do Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp), conhecido como Ulbra/Palmas, em Tocantins. Ziemer também é pró-reitor adjunto de Graduação da universidade.

Ele disputou o cargo com Mauro Roll, diretor do colégio uruguaio Liceo San Pablo da Ulbra, candidato do ex-reitor Ruben Eugen Becker, que deixou o cargo depois de 36 anos à frente da instituição.

Na votação, havia 62 aptos a votar. Como seis se abstiveram, foram 56 votantes. No total, foram 46 votos para Ziemer e 10 para Roll.

………

(abaixo notas mais antigas)

O reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Ruben Becker, renunciou ao cargo nesta sexta-feira (17), em razão da crise financeira enfrentada pela universidade.

A crise é resultado de má gestão, segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na quinta-feira (16), em reunião com deputados federais e estaduais do Rio Grande do Sul. O novo reitor da universidade será escolhido na noite desta sexta-feira (17), em assembléia da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo, mantenedora da universidade.

Segundo o diretor jurídico da Ulbra, Reginaldo Bacci, a carta foi entregue ao presidente da Celsp, Delmar Stahnke.

— Vou fazer o seguinte: como o acervo do museu pertence à minha família e nunca tive tempo de cuidar disso aí, vou cuidar dele pessoalmente. Vou me colocar um turno do dia pelo menos para resolver uma série de coisas que não tínhamos como resolver — disse em carta o ex-reitor.

O ex-reitor afirmou que já entrou na Justiça contra o ministro da Educação, Fernando Haddad, que disse ontem, durante audiência com parlamentares gaúchos, que se depender do governo federal, a solução para a crise financeira da Ulbra tem como pré-requisito a substituição da atual direção da universidade.

— O ministro disse várias coisas que não correspondem com a verdade. Ele se intromete no ministério da Fazenda. Ele não tem nada de falar sobre o ministério da Fazenda. Já ingressamos com o pedido judicial — revelou Becker.

Hoje à noite, na assembleia extraordinária da mantenedora, está prevista a eleição de um novo reitor. Para Becker, isto é impossível pois os compromissos da universidade são incontáveis e o novo administrador não saberia por onde começar. Becker disse ainda que o restante da reitoria, incluindo o filho, vice-reitor Leandro Becker, deverão permanecer.

— Eu estava preparando o meu filho para ser o futuro reitor, mas quem decide é ele e não o pai dele. A Celsp vai ter a assembleia e eles devem tomar algumas medidas. Vão fazer um tal de conselho transitório — concluiu o ex-reitor.

O Ministério da Educação acompanha com atenção os desdobramentos da situação da Ulbra. Contudo, só manifestar-se-á sobre o assunto depois da nomeação oficial do novo reitor e da nova equipe, segundo nota do ministério.

(atualizada na tarde de sexta-feira)

…………………….

Notas anteriores:

A Justiça do Trabalho de Canoas liberou R$ 6 milhões bloqueados em contas da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) para que sejam colocados em dia os salários de março apenas dos professores da instituição.

O dinheiro será transferido hoje para os docentes, por determinação do juiz Volnei de Oliveira Mayer. Os professores decidiram em assembleia nesta quinta manter a greve, e só devem voltar à sala de aula após o afastamento do reitor de universidade Rubem Becker, apontado pelos funcionários como grande responsável por inúmeras irregularidades administrativas, que resultaram na crise da instituição.

Às 20h de hoje, uma reunião extraordinária da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp), mantenedora da Ulbra, colocará em xeque o reinado de 36 anos de Becker.

Na quinta-feira, a Celsp decidiu interromper, por tempo indeterminado, os serviços em toda a rede de saúde da instituição, cerrando as portas dos três hospitais — Independência e Luterano, na Capital, e o Universitário, em Canoas. A medida vai sobrecarregar outras instituições na Capital e da Região Metropolitana. O secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, viajou a Brasília na tentativa de aumentar o teto do repasse de verba do Ministério da Saúde ao município, o que lhe permitiria redistribuir atendimentos e aliviar a sobrecarga.

Dezenas de professores e funcionários da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) protestaram, no final da manhã desta sexta-feira, pedindo a saída do reitor Ruben Becker. Reunidos em frente à prefeitura, na Praça Montevidéu, no centro de Porto Alegre, os manifestantes apitam e carregam faixas, com o objetivo de chamar a atenção da população para a crise vivida pela instituição.

RÁDIO GAÚCHA/Fernando Zanuzo

……………….

Governo quer saída do Reitor

Após reunião com a bancada gaúcha da Câmara e do Senado, quarta-feira em Brasília, o ministro da Educação Fernando Haddad afirmou que a salvação para a Ulbra pode estar na substituição do reitor.

De acordo com o ministro, há vários mecanismos legais que podem postergar a cobrança das dívidas, “mas para haver essa espécie de anistia é necessário que haja uma troca no comando da universidade”.

— O MEC está trabalhando há 120 dias neste assunto, infelizmente, sem o apoio da direção da instituição. Tivemos uma única audiência com o reitor, que se recusou a voltar ao ministério. Nesse encontro, o reitor assegurou que a situação estava sob controle e que ele tinha como superar o momento financeiro que a Ulbra estava passando.

Uma minuta de projeto de lei ou de medida provisória deve ser apresentada a partir de amanhã (sexta) para que os benefícios da lei de falência sejam estendidos às instituições sem fins lucrativos.

— A federalização está descartada porque não é política do MEC acolher instituições com gestões temerárias.

O ministro ressaltou que mesmo que o salário deste mês seja pago, dificilmente a credibilidade da instituição perante à comunidade será recuperada. Na próxima semana, o MEC marcou uma reunião com o Ministério Público Federal (MPF).

Ulbra: justiça bloqueia mais 8 milhões e médicos param

A 2ª Vara da Justiça do Trabalho de Canoas deferiu nesta terça-feira novo pedido feito pelo Sinpro/RS de bloqueio de contas bancárias da Ulbra, com vistas ao pagamento de salários atrasados.

Na decisão, o juiz Volnei de Oliveira Mayer concede a antecipação de tutela para determinar que a Ulbra pague o salário de março no prazo de 48 horas, com previsão de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, e prevê o bloqueio pelo sistema bacen-jud no valor de R$ 8 milhões em caso de ingresso de recursos nas contas.

O bloqueio vale para todas as contas bancárias da Ulbra e de qualquer empresa ou entidade do mesmo grupo econômico. No despacho, Mayer justifica que a Ulbra não paga salários em dia e já descumpriu outras determinações judiciais trabalhistas.

Matéria atualizada em 15/04/09

A assembleia-geral dos médicos da Ulbra na noite de terça-feira aprovou a suspensão em 72 horas do atendimento ante a falta de condições mínimas para o exercício da medicina nos hospitais Universitário, Independência e Luterano. A decisão será comunicada oficialmente pelo Sindicato Médico do RS (Simers) na tarde de hoje ao Conselho Regional de Medicina.

Também nesta tarde, o Simers protocola no Ministério Público Federal pedido para afastamento do reitor Ruben Becker e todos os seus assessores e diretores. O sindicato propõe a nomeação de um interventor para enfrentar a crise financeira.

O Simers informou ainda que solicitará audiência com os prefeitos de Canoas, Jairo Jorge, e de Porto Alegre, José Fogaça, além do governo estadual, para que sejam adotadas ações imediatas para disponibilizar os hospitais ao atendimento da população.

ULBRA: Greve continua e salários atrasados

Leia no link embaixo nota atualizada em 15/04/2009

Ulbra: justiça vai bloquear mais 8 milhões ( atualizada)

 

………………………………………………………………………………………………..

Ulbra em Greve

Abril 8, 2009 by Nilnews

Os professores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) decidiram ontem (07/0-4/09) entrar em greve por tempo indeterminado.

A paralisação do Ensino Superior já começou nas aulas da noite passada, devendo se fortalecer durante o dia de hoje. Os docentes da Educação Básica poderão cruzar os braços a partir da próxima segunda-feira.

Afalta de pagamento dos salários de março dos cerca de 2 mil professores, que deveriam ter sido depositados na sexta-feira passada, motivou a mobilização. Em assembleia, a categoria decidiu fazer no fim da tarde de hoje um protesto em frente ao campus de Canoas, onde serão distribuídos folhetos explicando o movimento. Os professores entregarão também um manifesto exigindo a saída da atual reitoria da Ulbra.

– Não é mais uma questão só de salário. É um desrespeito total essa continuidade de descumprimentos de acordos. Queremos a destituição da reitoria para que a instituição possa se reorganizar – aponta o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul(Sinpro), Marcos Fuhr.

O diretor ressalta ainda que a Ulbra teria desobedecido ao acordo judicial, que previa o pagamento dos contracheques atrasados e o comprometimento de quitar em dia os salários dos professores.

Os campi de Canoas, Guaíba e Gravataí concentram a maior parte da mobilização, mas a direção do Sinpro espera a adesão de docentes de outras unidades ainda esta semana.

A Ulbra, por meio da assessoria de imprensa, preferiu não se manifestar ontem e afirmou que o resultado da assembleia deverá ser avaliado hoje pela instituição.

A Justiça do Trabalho repassou ao Sinpro/RS – Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS -, por meio de alvará judicial, o levantamento dos valores penhorados nas contas bancárias da Ulbra para pagamento parcial dos salários de setembro dos professores.

Foram garantidos no sabado, que pelos menos 84% dos salários de setembro dos professores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) fossem pagos. O índice corresponde a R$ 3,9 milhões. A decisão não atendente às reivindicações do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), que busca ainda a garantia do pagamento referente a outubro e da primeira parcela do 13º salário. Os professores continuam em greve até terça-feira, 18, à noite, quando haverá nova assembléia. Os médicos que atuam nos quatro hospitais da instituição também aguardavam para ontem o acerto dos salários.

As contas bancárias da Ulbra continuam bloqueadas judicialmente desde a última sexta-feira, quando a Justiça do Trabalho deferiu Tutela Antecipada à Ação Coletiva, ajuizada pelo Sindicato em nome dos professores, solicitando o bloqueio de contas para priorizar os salários.

A transferência dos valores ao Sinpro/RS para pagamento dos salários aos professores é uma decorrência da decisão judicial.

O juiz titular da 3ª Vara do Trabalho de Canoas, Luiz Fernando Henzel, constatou nas contas da Ulbra depósitos no valor de R$ 3 milhões e 969 mil, suficiente para pagamento de 84% do saldo do salário de setembro.

O dinheiro deverá ser depositado ainda hoje em uma conta especial do Sinpro/RS no Banco do Brasil do campus Canoas, para imediato repasse aos professores.

No início da tarde, a universidade forneceu ao banco os dados necessários para o pagamento da folha.

As transferências feitas pelo Sinpro/RS contemplam todos os docentes que recebem pelo Banco do Brasil e alguns docentes de outros campi da Ulbra que têm contas no Bradesco.

Greve – Em assembléia realizada na noite de quinta-feira, os professores decidiram manter por tempo indeterminado a greve iniciada no dia 10.
No sabado houve concentração e distribuição de material informativo junto ao pavilhão de autógrafos da Feira do Livro, em Porto Alegre.

A mobilização seguiu neste domingo pela manhã no Brique da Redenção.

Na próxima terça-feira haverá nova assembléia de avaliação da greve, bem como audiências sobre a crise da Ulbra com a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa e com a direção da Igreja Evangélica Luterana.

Na reunião de sexta-feira entre advogados da Ulbra, do Sinpro/RS e o juiz da 3ª Vara do Trabalho, Luiz Fernando Bonn Henzel, ficou acertado que o dinheiro para o pagamento dos professores seria resgatado das contas bloqueadas da Ulbra e depositado em conta do sindicato. “Vamos repassar um arquivo com os dados dos professores para que o banco faça os pagamentos proporcionalmente. Cada professor deve receber também 84% dos seus salários para que todos recebam”, explicou o diretor do Sinpro/RS, Marcos Fuhr, informando que os salários seriam pagos ontem à tarde.

O Sindicato Médico do RS (Simers) também negocia com a Ulbra para tentar garantir os salários dos cerca de mil profissionais (funcionários e prestadores de serviço) que atuam nos hospitais e em salas de aula. A categoria faz terça-feira, 18, assembléia em Porto Alegre, para avaliar a situação e orientar os profissionais. O Simers descarta indicativo de greve.
Simpro/Rs

Lula perdoa “desvios fiscais” da Ulbra

Como este blog-revista já vem noticiando o ministro Tarso Genro restabeleceu a certificação que concede o título de utilidade pública da Ulbra, o que abre caminho para que a universidade obtenha de volta os outros títulos, inclusive de entidade filantrópica, com o que botaria por terra todos os processos movidos pelo fisco federal contra ela, razão dos seus “azares” atuais.

Segundo noticia o colunista Polibio Braga, o mais surpreendente é que mais do que fez Tarso, faz agora o presidente Lula, porque sem alarde nenhum, nesta segunda-feira, o Diário Oficial publicou uma Medida Provisória que concede à Ulbra (a todas as entidades filantrópicas) ampla, geral e irrestrita anistia. A MP garante que ninguém pague contribuição previdenciária e tributos.

Sem alarde, o Palácio do Planalto fez publicar no “Diário Oficial” desta segunda (10) uma medida provisória que premia a falsa filantropia.As investigações fo fisco, do INSS, da Polícia Federal e do Ministério Público, que pilharam a Ulbra em franco delito, foram mandadas para o lixo. A medida provisória de Lula leva o número 446.

Com bens e dinheiro nos bancos bloqueados no banco, o que serve de garantia para um confronto judicial de quase R$ 2 bilhões, a Ulbra está a um passo de resolver todos os seus problemas.Tarso e Lula esperaram passar as eleições para beneficiar a Ulbra. Em Canoas, sede da Ulbra, o ex-pró reitor Jairo Jorge, do PT, foi eleito prefeito no dia 26 de novembro.

A greve dos professores da Ulbra ainda é parcial. Assustados, professores e funcionários preferem ficar sem receber salário do que obrigar a universidade a arranjar dinheiro para pagar o que deve.

PB/NF/DiárioOficial

Campus da Ulbra em Torres adere à greve

Segue a greve por tempo indeterminado de alguns professores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). O movimento se iniciou na noite de segunda-feira. Uma reunião, às 15 horas de amanhã, entre o Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) e representantes da reitoria da universidade poderá minimizar situação.

Às 18 horas, no salão de eventos da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Canoas (Cics), ocorre uma assembléia geral extraordinária dos docentes para avaliar a paralisação. O motivo da ação é o não-recebimento dos salários de setembro e outubro, além da primeira parcela do 13º salário (prevista para agosto).

Segundo o diretor do Sinpro/RS, Marcos Fuhr, os professores do campus Torres, no Litoral, também aderiram a greve nesta noite. Ele afirma que a adesão dos docentes é parcial por conta da pressão da Ulbra na comunidade universitária.

Foto: Claiton Dornelles/GES/Diário de Canoas

Ulbra sem previsão para pagar salários

Nota atualizada em 13.04.09

A previsão de pagamento dos salários atrasados dos funcionários da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) não existe mais. Na semana passada, a assessoria de imprensa da instituição informara que 40% dos valores devidos aos professores seriam pagos na quinta-feira e o restante, nesta segunda-feira. Um bloqueio judicial das contas da Ulbra, porém, impediu que o acerto fosse cumprido, segundo a assessoria.

Trabalhadores e alunos da Ulbra fizeram na manhã desta segunda-feira mais uma manifestação no campus de Canoas. Em faixas, eles reivindicavam o pagamento dos salários atrasados. De acordo com uma enfermeira, o estabelecimento segue funcionando com 30% do total de funcionários. Segundo a profissional, não foram pagos os salários de janeiro e março dos enfermeiros. Alguns pacientes não conseguiram ser atendidos na manhã de hoje.

Para as 11h de amanhã está marcado um protesto em repúdio à situação vivida pela universidade, no calçadão de Canoas. Às 19h, médicos da instituição se reunirão com representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). O encontro tem por objetivo traçar ações para garantir o trabalho e a manutenção dos serviços dos hospitais, conforme o Simers.

Atualizado em 12/04/09

ULBRA: hospitais estão fechados

Professores da Ulbra entram em greve

Os professores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) decidiram ontem ( 07/04/09) entrar em greve por tempo indeterminado. A paralisação do Ensino Superior já começou nas aulas da noite passada, devendo se fortalecer durante o dia

de hoje. Os docentes da Educação Básica poderão cruzar os braços a partir da próxima segunda-feira.

A falta de pagamento dos salários de março dos cerca de 2 mil professores, que deveriam ter sido depositados na sexta-feira passada, motivou a mobilização. Em assembleia, a categoria decidiu fazer no fim da tarde de hoje um protesto em frente ao campus de Canoas, onde serão distribuídos folhetos explicando o movimento. Os professores entregarão também um

manifesto exigindo a saída da atual reitoria da Ulbra.

– Não é mais uma questão só de salário. É um desrespeito total essa continuidade de descumprimentos de acordos. Queremos a destituição da reitoria para que a instituição possa se reorganizar – aponta o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul(Sinpro), Marcos Fuhr.

O diretor ressalta ainda que a Ulbra teria desobedecido ao acordo judicial, que previa o pagamento dos contracheques atrasados e o comprometimento de quitar em dia os salários dos professores.

Os campi de Canoas, Guaíba e Gravataí concentram a maior parte da mobilização, mas a direção do Sinpro espera a adesão de docentes de outras unidades ainda esta semana.

A Ulbra, por meio da assessoria de imprensa, preferiu não se manifestar ontem e afirmou que o resultado da assembleia deverá ser avaliado hoje pela

instituição.

ULBRA EM GREVE GERAL (atualizado em 08/04/09)

……………..

Notas mais antigas:

Campus da Ulbra em Torres entra em Greve

Leia: \”Trem da Alegria Filantropico\” pode ajudar ULBRA

Professores dos campi Canoas, São Jerônimo, Gravataí e Guaíba da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) iniciaram hoje à noite greve por tempo indeterminado pedindo o pagamento dos salários atrasados dos docentes da entidade. A paralisação foi aprovada em assembléia realizada em um hotel de Canoas, no início da noite desta segunda-feira.

O movimento pede o pagamento dos vencimentos dos últimos dois meses. Estimativa do Sinpro/RS aponta que pelo menos 80% dos professores das quatro unidades não receberam os salários de outubro e nenhum recebeu o pagamento referente a novembro.

— Os professores não percebem uma perspectiva de solução do quadro — justifica Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a reitoria disse que não espera que a paralisação se confirme porque tem sentido uma compreensão dos professores em relação aos motivos que levaram aos atrasos nos pagamentos.

Motivados pela falta de pagamento salarial em razão da crise financeira instalada na universidade, os professores promoveram esta assembléia, marcada para as 18h, na sede do Siprom, onde decidiram para suas atividades.

Em reunião no sábado em Porto Alegre, no Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul, ficou definido que a decisão pelas paralisações deveria  ficar a cargo de cada uma das unidades da Ulbra no estado, informou o coordenador do curso de Direito da Ulbra/Cachoeira, professor e advogado José César Pereira Filho.

De acordo com José César, os professores que optarem pela paralisação deverão afzer acontecer imediatamente. “Há esta necessidade devido ao encerramento do semestre. Caso não seja feita agora uma paralisação, pode não ter efeito, visto que o calendário está prestes a encerrar”, explica José César e acrescentou que há alguns professores que são taxativos em optar pela greve e outros que preferem pensar melhor o assunto.

No entanto, há algumas situações sintomáticas que devem pesar na decisão dos professores. José César lembra que há indicativos de que a crise da Ulbra, que perdeu seu certificado de filantropia, deve se estender. “Não há nenhuma perspectiva, a universidade está com seus ativos bloqueados e penhorados…”, comenta. Embora nenhum professor da Ulbra admita oficialmente, no campus cachoeirense existe uma certa mágoa devido à universidade estar promovendo o Aldeia Ulbra em meio à crise e aos atrasos de pagamento dos docentes.

Na quinta-feira, o Sinpro/RS ajuizou ação coletiva trabalhista cobrando os salários não pagos aos professores da Ulbra, referentes ao mês de outubro. Hoje deve ainda acontecer também uma reunião com representantes da Ulbra, do Sinpro/RS e do Ministério Público Federal e do Trabalho.

Por outro lado, a Ulbra diz estar caminhando para um acerto das suas contas, porque recuperou há duas semanas o seu título de entidade de utilidade pública, o que abriu caminho para resgatar também a sua condição de entidade filantrópica. O movimento permitirá que anule as cobranças de débitos fiscais federais de R$ 1,6 bilhão, o que resultou no bloqueio das suas contas e ao inferno astral por que passa atualmente.

Foi o ministro Tarso Genro quem devolveu o título para a Ulbra, depois de anular os atos administrativos que resultaram na cassação da condição. O ato de Tarso ocorreu três dias depois da eleição de Jairo Jorge, seu pupilo em Canoas, até há pouco pró-reitor da Ulbra.

DECISÃO JUDICIAL – A última decisão da Justiça de Trabalho de Canoas concedeu, na sexta-feira, 7 de novembro, o prazo de 24 horas para a instituição pagar o salário de outubro e determinou o bloqueio de contas da Universidade para que os recursos sejam destinados a folha de pagamento.

Jornal do Povo/NF/PB

%d blogueiros gostam disto: