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Dono da Gol fica em prisão domiciliar

A Justiça do Distrito Federal concedeu hoje pela manhã prisão domiciliar ao empresário Nenê Constantino, dono da Gol Linhas Aéreas.

A decisão da desembargadora Sandra de Santis destaca o “precário estado de saúde” do empresário, que tem 78 anos e está “sob cuidados médicos.” Por meio de nota, os advogados de Nenê afirmam que o empresário se apresentará à Justiça após concluir o tratamento de saúde.

Nenê teve prisão preventiva decretada ontem (sexta-feira) pela Justiça. No inquérito instalado na Polícia Civil do DF, Constantino é acusado de ser o responsável pelo homicídio do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, alvejado com três tiros de revólver em 2001. Márcio encabeçou a ocupação, naquele ano, de cerca de cem pessoas a um terreno pertencente à viação Planeta em Taguatinga (DF), de propriedade de Constantino.

De acordo com o promotor Bernardo de Urbano Resende, a prisão preventiva do empresário ocorreu porque ele estaria subornando testemunhas dos processos que responde. Conforme destacou, há gravações telefônicas, feitas com autorização judicial, que comprovariam os supostos subornos.

Segundo o promotor, Nenê deu uma casa a uma testemunha para que ela prestasse depoimento falso à Justiça. Constantino nega todas as acusações e diz que vai provar sua inocência no transcorrer do processo.

AE

Preso genro do dono da Gol

A Polícia Civill prendeu, nesta quinta-feira, o genro do empresário Nenê Constantino, dono da empresa área Gol.

Vitor Forest é acusado de envolvimento no assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, numa disputa por um terreno de uma antiga garagem de ônibus, em Taguatinga.

A ordem de prisão foi decretada pelo Tribunal do Júri de Taguatinga, a pedido da polícia e do Ministério Público local.

Uma equipe da polícia viajou a São Paulo para tentar localizar o dono da Gol, Nenê Constantino, que é acusado der se o mandante do crime.

Dono da Gol é indiciado por homicídio

O empresário Nenê Constantino (foto), de 77 anos, dono da GOL e da Viação Planeta, foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal, acusado de ter mandado matar Márcio Leonardo de Souza Brito, 27 anos.

Souza Brito liderava um grupo de cerca de 100 pessoas que ocupava um terreno na cidade-satélite de Taguatinga onde funcionara uma garagem de ônibus da Planeta. Ele foi morto com três tiros no dia 12 de outubro de 2001.

Junto com Nenê foram indiciados dois ex-motoristas dele, João Alcides Miranda, 61 anos, e Vanderlei Batista da Silva, 67 anos. Nenê prestou depoimento na Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida (CORVIDA), responsável pela investigação do caso, e jurou ser inocente.

A delegada Mabel Faria, da Divisão de Homicídios, diz estar convencida da culpa de Nenê.

As cerca de 100 pessoas lideradas por Souza Brito haviam comprado parcelas do terreno a um ex-empregado do grupo Planeta – que por sua vez dizia que fora autorizado por Nenê a morar ali .

Wanderlei Batista Silva é hoje vereador em Amaralina (GO). Segundo a delegada, foi ele quem contratou um pistoleiro para matar Souza Brito.

Por sua vez,  João Miranda, orientado por Nenê, infiltrou-se no meio dos invasores do terreno e passou a morar em um barraco. Teve como missão identificar Souza Brito e descobrir detalhes de sua rotina.

Souza Brito recebeu ameaças de morte e houve pelo menos dois incêndios criminosos de barracos. No dia do assassinato, os invasores souberam que Nenê iria visitá-los à noite com uma proposta irrecusável.

Nenê parecia disposto a indenizar cada família com R$ 500,00. Souza Brito exigia R$ 2 mil para cada uma. A visita acabou cancelada.

Naquela mesma noite, Souza Brito morreu com dois tiros no tórax e um na perna direita.

Um advogado de Nenê visitou os moradores no dia seguinte acompanhado de um operário que pilotava um trator. Deu R$ 500,00 a cada família. O trator derrubou os barracos no mesmo dia.

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