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Fernando Pessoa homossexual, vaidoso e pouco criativo …lançado em Portugal

photo Hoje

O Fernando Pessoa homossexual, vaidoso e pouco criativo de José Paulo Cavalcanti Filho

Apesar de ser um dos grandes nomes da literatura mundial, a verdade é que são raras as biografias sobre Fernando Pessoa, podendo ser contadas com os cinco dedos de uma mão.

Fernando Pessoa: uma (Quase) Biografia (Record, 736 páginas, 79,90 reais), livro em que o advogado pernambucano José Paulo Cavalcanti trata sem cerimônias de um clássico das letras portuguesas. Fernando Pessoa (1888-1935) é mostrado como um beberrão, um homossexual enrustido e, ainda, um escritor de rala criatividade. “Pessoa não tinha imaginação”, diz Cavalcanti, que descobriu 55 novos heterônimos do poeta – além dos 72 já catalogados pela especialista Teresa Rita Lopes – entre conhecidos seus e em jornais e textos escritos por ele, entre outras fontes. “Boa parte deles vêm de gente que existia mesmo, de admirações literárias ou lugares caros a Pessoa”, conta.

José Paulo Cavalcanti Filho foi portanto à procura do Homem em vez de «A OBRA». E o que encontrou foi realmente algo surpreendente, como a natureza homossexual do poeta, além da extrema vaidade e da pouca imaginação. Está tudo em «Fernando Pessoa – Uma quase-autobiografia», agora editada em Portugal pela Porto Editora, «que está mais completa que a edição brasileira», reconhece o autor, amante do diálogo e… do charuto.

http://diariodigital.sapo.pt

Leia trecho da entrevista a revista Veja:

 

O senhor descobriu que Fernando Pessoa tinha um total de 127 heterônimos. Em que fontes o poeta se pautou para criar seus outros “eus”?
De fato, até bem pouco, o número consensual de heterônimos era aquele dado por Teresa Rita Lopes: 72. No livro, mostro que o poeta usou, pela vida, 202 nomes, dos quais 127 seriam heterônimos, que agora são descritos com suas biografias possíveis. Apesar do número enorme de heterônimos, no final da vida, Pessoa decidiu abandonar todos para reunir o melhor do que escreveu num livro de 300, 400 páginas em seu próprio nome. Apenas lhe faltou tempo, para isso, pois logo lhe veio a “mater dolorosa da angústia dos oprimidos” (morte).

Como foram descobertos os novos heterônimos?
O livro começou em um momento mágico, quando percebi que Pessoa não tinha imaginação. Diferentemente do que se pensa, ele preferia usar o que tinha à mão – sua vida, amigos, admirações literárias, mitologia. Fui descobrindo os heterônimos à medida que apareciam. E iam aparecendo por toda parte, em livros de sua biblioteca, nos pequenos jornais que escrevia, nos textos que analisei. Estavam ali, às ordens, esperando, até que alguma mão os resgatasse desse limbo. É como quem pela vida escreve um diário secreto, nem tão secreto assim, que, depois de ter a chave, tudo fica claro. Em Tabacaria, por exemplo, ele diz, “Se eu casasse com a filha da minha lavadeira, talvez fosse feliz”. Uma frase como essa bem poderia ser metáfora, claro. Mas, conhecendo seu estilo, já sabia que havia uma lavadeira, havia uma filha dessa lavadeira, e terá havido um romance entre eles. Quando fala em um Esteves conversando com o dono da Tabacaria, o “Esteves sem metafísica”, claro que havia mesmo um Esteves. Era um vizinho da família, que a pedido dela, por ironia, se dirigiu à Conservatória do Registro Civil para declarar o óbito do poeta.

Para entender melhor a questão: como se define um heterônimo?
Em um primeiro momento, heterônimos são, ou deveriam ser, aqueles que escrevem com estilo autônomo em relação ao do autor real. Não só isso. E que escreveriam sobre temas específicos, diferentes dos usualmente tratados pelo autor. Aos poucos, entre especialistas de Pessoa, esse conceito foi se alargando, até chegar ao ponto atual, em que Pessoa escreve como se fosse outro. Claro que sem demonstrar, nem de longe, a autonomia que tinha aquela primeira classificação. Mantido o primeiro critério, bem visto, heterônimos seriam apenas três – Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Se fôssemos estender um pouco mais, para considerar também aqueles que deixaram obra vasta, teríamos que incorporar mais cinco, a saber: Search, Mora, Baldaya, Teive e Bernardo Soares (admitindo que seja este o mesmo que Vicente Guedes, com o qual seriam então mais seis). No total, portanto, oito heterônimos (ou nove, como já visto). Mas a tese consensual é de que todos os nomes usados por Pessoa – para assinar traduções, prefácios, charadas, serviços diversos – constituem heterônimos. Inclusive o próprio Pessoa.

Então, os heterônimos não são todos poetas?
A maioria dos heterônimos assina textos, mas para outros foi destinada alguma função específica: escrever livros que não de poesia, entre eles um de luta livre (que seria a capoeira de Angola), de sucesso em Bahia e arredores, traduzir obras de ocultismo, por exemplo, ou prefaciar obras – do próprio Pessoa e de terceiros. Alguns foram companheiros de viagem, que de certa maneira viveram com ele. Outros assinaram livros de sua estante. Ou fizeram charadas em jornais. É claro que, no fundo, era sempre Pessoa escrevendo. Álvaro de Campos, por exemplo, só escreveu poemas homossexuais até fins de 1919, quando Pessoa conheceu Ophelia Queiroz (que namorou o poeta em dois momentos). E, no fim da vida, vemos Campos casado, ao lado de uma esposa.

Que espaço é dedicado à sexualidade do poeta?
No livro, o tema ocupa um capítulo inteiro. Em resumo, Pessoa tinha uma natureza homossexual, mas nunca foi além disso (nunca concretizou sua opção). Não há um depoimento de amigo, um texto, uma foto em posição suspeita.

Pessoa bebia bastante. Com que evidência o senhor diz que ele não morreu de cirrose?
Sim, ele bebia muito, muito além do que era razoável. A arte de beber, que no livro ganha todo um capítulo, lhe foi ensinada pelo tio Henrique Rosa. Quanto à morte, convidei um grupo grande de professores doutores para discutir as causas de sua morte. E restou consensual não ter sido por cirrose. Apesar de Pessoa ter bebido sempre além da conta, não foi cirrose, com certeza. Ele não apresentou nenhum dos sintomas clássicos das fases finais da doença – icterícia, ascite, distúrbios neuropsíquicos, hemorragia digestiva alta, coma –, sem contar que cirrose não dá a dor abdominal aguda que ele teve, às vésperas da morte. A causa mortis provável terá sido pancreatite. O livro dedica um capítulo aos estudos que levam a essa conclusão.

Que outras revelações o livro traz, e de que modo essas descobertas mudam a visão que se tem de Pessoa?
No livro, busco saber quem é o homem por trás da obra. Sua obra já está bem estudada, faltava saber como era ele. E, pouco a pouco, das sombras, emerge um homem vaidoso e discreto. O livro fala de seus hábitos – suas rotinas e manias, como o sentar sempre sobre as mãos, a cabeça levemente pendida para a esquerda, o falar baixo – e também de um livro de poesias que escreveu e vendeu a um russo, que o publicou. Fala também do último encontro de Ophelia Queiroz, implausível amor, com seu corpo, no Hospital São Luís dos Franceses. Um estudo mais amplo sobre sua sexualidade, suas angústias, a arte de beber.

Suas páginas já irritaram alguém?
Ainda não. Mas penso que será normal que apareça mesmo algum Cristo. Mas eu contratei um historiador e um jornalista, em Portugal, para revisar cada página. A geografia de Lisboa, a história de Portugal, nomes, tudo foi conferido. Há dois tipos de pessoas, os felizes e os desesperados. Os felizes, homens sensatos que são, marcam data para acabar e acabam suas tarefas. E seus livros. Os desesperados, enquanto sentem que pode ficar melhor, não terminam nunca. Infelizmente, para mim, pertenço a este segundo grupo. Há suor e sangue, no livro, que escrevi em pelo menos quatro horas por dia, durante quase oito anos, indo em média quatro vezes por ano a Lisboa, conversando com todo mundo, inclusive anônimos que o conheceram. Escrevi um livro que ainda não existia, mas que eu queria ler. Sem nenhuma ideia de que seja aquele que os outros quererão mesmo ler. Espero que sim. Ardentemente.

Maria Carolina Maia/Veja

LIVRO: Os segredos eróticos de astros de Hollywood

FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES

No auge de sua carreira num posto de gasolina em Hollywood, o ex-fuzileiro naval de olhos azuis Scotty Bowers ( na foto hoje ) serviu à nata das estrelas dos estúdios ao redor.

Mas elas não vinham encher o tanque. Katharine Hepburn queria saber de jovens morenas, Bob Hope pedia mulheres mais maduras e Errol Flynn, moças que “aparentassem 14 anos”.

Não à toa, Bowers acabou conhecido como “sr. Sexo”.

E só agora, aos 88 anos, ele resolveu registrar suas histórias em livro, tirando celebridades do armário e contando detalhes explícitos, como as posições sexuais preferidas de astros de cinema, música e teatro.

Vincent Price, Cole Porter e Ty Power são outros que desfilam pelas 288 páginas de “Full Service” (serviço completo), sem previsão de chegar ao Brasil (sai, na Amazon.com, por US$ 14,79 ou R$ 27).

“Apesar de não ser tímido, sempre fui reticente em revelar detalhes sobre o que fiz, principalmente em respeito à privacidade daqueles que cruzaram meu caminho”, diz Bowers no livro -os clientes citados estão mortos. “Agora, enquanto faço um balanço da vida ao chegar aos meus anos finais, sinto-me compelido a compartilhar.”

Editoria de Arte/Folhapress

Biógrafos de Cary Grant e Spencer Tracy negaram a bissexualidade dos atores, com quem Bowers diz ter feito sexo. Mas outros apareceram para lhe defender, como o neto de Walter Pidgeon, um amante de Rock Hudson e Gore Vidal, que recomenda o livro em seu site:

“Conheço Scotty Bowers há anos. Fiquei feliz que ele tenha decidido finalmente contar sua história”, diz Vidal. “Scotty não mente; as celebridades, às vezes, sim.”

Bowers diz que não era um cafetão e que nunca recebeu um tostão pelos arranjos que fez entre os anos 1940 e 1980, muitas vezes escalando seus ex-colegas da Marinha que, esses sim, eram pagos.

Ele mesmo também resolvia a necessidade dos amigos (ou amigas) em troca de uma nota de US$ 20 (cerca de U$ 200 nos dias de hoje, ou seja, cerca de R$ 365).

A lista é longa: Brian Epstein foi para a cama com ele quando esteve em Los Angeles em 1964 para o show dos Beatles. Edith Piaf foi outra, assim como Vivien Leigh e até mesmo o duque de Windsor (que abdicara do trono da Inglaterra para se casar com uma divorciada que, segundo Bowers, era lésbica).

Tudo começou quando ele deixou a Marinha, no final da Segunda Guerra Mundial, e foi trabalhar no posto da Hollywood Boulevard, local que logo se tornaria ponto de encontro de jovens.

Num dia de 1946, Pidgeon (“Como Era Verde o Meu Vale”) apareceu para abastecer e lhe fez uma proposta. Então com 23 anos, ele aceitou, sem saber que era o início de suas operações, que mais tarde incluiria até um trailer-motel estacionado ali.

Nada disso era novidade para ele. Sua primeira experiência sexual havia sido com o pai de um amiguinho, aos nove anos, caso nunca tratado por Bowers como abuso. Adolescente e engraxate em Chicago, prestou serviços para “quase todos” os padres da cidade. “Caramba, até os padres precisam disto!”, diz.

“O que fiz nessas décadas todas foi manter as pessoas felizes”, escreve, completando que 60% dos clientes eram gays -Hepburn, por exemplo, devia a ele encontros com 150 amantes ao longo de 40 anos.

FSP

Miss Universo passa a permitir transexuais

Canadense Jenna Talackova irá concorrer ainda neste ano

O concurso Miss Universo anunciou hoje que passará a permitir a participação de transsexuais. A primeira será a canadense Jenna Talackova, que irá concorrer neste ano. A justificativa do concurso, organizado pelo milionário Donald Trump, é que homens que mudem de sexo merecem ser tratados como qualquer outra mulher.

A notícia foi comemorada pela Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação (GLAAD, em inglês), que defendeu o direito de Jenna participar do concurso. “Os transexuais ainda têm negado a igualdade de oportunidades em termos de habitação, emprego e saúde”, afirmou o porta-voz da entidade, Herndon Graddick.

Jenna foi selecionada para participar do concurso Miss Universo Canadá, que ocorre no dia 19 de maio, mas foi desclassificada em março, quando a organização descobriu que ela era uma transexual.


Mulheres terão 20 milhões de camisinhas grátis em 2012

O Ministério da Saúde começa a distribuir em maio o primeiro lote dos 20 milhões de preservativos femininos que serão entregues ao longo do ano.

As populações prioritárias serão definidas de acordo com critérios de vulnerabilidade a doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a aids e as hepatites virais.
No público-alvo estão profissionais do sexo, mulheres em situações de violência doméstica e/ou sexual, pessoas com HIV/aids, usuárias de drogas e seus parceiros e pacientes do DST.

Também se enquadram pessoas de baixa renda e usuárias do serviço de atenção à saúde da mulher que tenham dificuldade em negociar o uso do preservativo masculino com o parceiro.
Segundo o ministério, esta é a primeira aquisição feita pelo governo de camisinhas femininas de terceira geração, fabricadas com borracha nitrílica.
Foram gastos R$ 27,3 milhões, sendo o preço unitário R$ 1,36.

O preservativo feminino chegou ao mercado brasileiro em 1997, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a comercialização do produto no país.
As 20 milhões de unidades a serem distribuídas este ano representam um aumento de 25% em relação à compra de toda a série histórica, que totaliza 16 milhões de camisinhas.

Uma pesquisa feita pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em 2008 mostrou que cerca de 90% das mulheres sexualmente ativas no Brasil conhecem ou pelo menos já ouviram falar da camisinha feminina.

Site de relaciomento gay atacado por hacker

Por Tatiana de Mello Dias/Estadão

100 mil usuários do app dedicado à comunidade gay podem ter tido seus dados expostos

O Grindr foi atacado. A estimativa é que 100 mil usuários tiveram seus dados expostos. O app de encontros, dedicado à comunidade gay masculina, permite que se encontre um parceiro a poucos metros de distância usando o GPS.

Especula-se que até mesmo fotos de pessoas nuas foram expostas. No ataque, foram divulgados dados como nomes, apelidos, senhas, contatos favoritos e mensagens pessoais. O hacker também trocou as fotos de alguns usuários para fotos explícitas.

O app usa uma combinação de caracteres, conhecida como ‘hash’, no lugar de login e senha. O ‘hash’ é trocado entre os smartphones para facilitar a comunicação entre eles. Especula-se que tenha sido aí o ataque. O hacker descobriu que o número de um usuário poderia ser substituído pelo número de outro, e assim ele poderia se passar por qualquer pessoa com perfil no Grindr.

O criador do app, Joel Simkhai, assumiu a vulnerabilidade. O problema está tanto no Grindr quanto no Blendr, versão para heterossexuais. Simkhai disse que estava esperando uma nova arquitetura ser construída, mas agora lançará uma atualização em poucos dias.

Simkhai disse que eles costumam pegar pessoas tentando hackear os servidores da empresa e que há uma equipe dedicada a evitar os ataques.

Desta vez a segurança falhou. “As vulnerabilidades serão consertadas o mais humanamente rápido possível”, disse. Não há um número exato de quantos usuários foram atingidos.

O site criado pelo hacker também fazia links entre os nomes e outros dados, como o perfil da pessoa no Twitter. O site já está fora do ar. As informações são do jornal australiano Sydney Morning Herald.

Globo: ator acusa diretor Dennis Carvalho de fazer teste do sofá

O ator Nil Gomes divulgou, nesta terça-feira (6), um vídeo caseiro em que acusa o diretor de novelas da Globo Dennis Carvalho, de realizar “testes do sofá”. O artista abriu uma ação contra o diretor em 2010, acusando-o de prometer um papel em “Insensato Coração” e não cumprir o combinado. Nil Gomes perdeu o processo.

No vídeo, o ator gaúcho aconselha os jovens atores a não caírem na armadilha do “teste do sofá”. Ele garante que teve uma relação de dois anos com Dennis Carvalho, entre 2009 e 2011, com a promessa de receber um papel na próxima novela dele.

“Ele foi alimentando isso, passou o tempo e acreditei na palavra dele. Na verdade, acreditei na boa índole que ele não teve”, diz Nil Gomes, no vídeo. O ator afirma que procurou os diretores gerais da Globo para comunicar o acontecido, mas nada foi feito.

O artista diz, ainda, que não falou sobre o caso abertamente até agora porque foi proibido pela Justiça de mencionar o nome de Dennis Carvalho ou da Rede Globo. “Eu tenho aqui no meu computador e-mails de Dennis Carvalho em que ele me prometia e enfatizava várias vezes que eu estaria dentro da novela se fizesse sexo com ele”, declara o ator.

De acordo com a coluna “Outro Canal”, da “Folha de S.Paulo”, a Globo disse acerca das acusações: “Com base nas informações que está divulgando, Nilson moveu ação na Justiça e perdeu, por não haver elementos que comprovassem suas acusações. Até o momento, ele não apresentou recurso. Por determinação judicial, o processo corre em segredo de Justiça”.

Ator de “Jornada nas Estrelas” e “Heroes” fala de sua homossexualidade

O ator Zachary Quinto, famoso por seus papeis de Sylar, na série “Heroes” e de Spock, no filme “Jornada nas Estrelas”, assumiu suadurante entrevista à revista “New York Magazine”.

A “saída do armário” ocorreu enquanto ele comentava sobre seu papel na peça “Angels in America”, em que interepreta um homem que abandona seu parceiro após descobrir que ele tinha Aids.

“Foi a coisa mais desafiadora que fiz como ator e a mais recompensadora. Ao mesmo tempo, como um homem gay, isso me fez sentir que ainda há muito trabalho a fazer, e ainda muitas coisas que eu preciso buscar”, disse o ator.

Em outro trecho da entrevista, ele comenta a contradição que é a legalização do casamento gay em Nova York ocorrer no mesmo ano em que um jovem gay se matou após sofrer bullying. “Mais uma vez, como um homem gay, eu olho para isso e digo que existe uma falta de esperança que nos cerca, mas como ser humano, eu olho para isso e digo ‘Por que? De onde vem essa disparidade, e por que nós, como uma cultura e sociedade, não podemos cavar mais fundo para examinar isso?’. Estamos aterrorizados enfrentando nós mesmos”.

A atitude de Zachary foi comemorada por um dos editores da revista, Mark Harris, que escreveu em seu Twiitter: “Parabéns Zachary Quinto, assumido e orgulhoso na nova edição da New York magazine”.

O ator já havia interpretado personagens gays em “So NoTORIous”, programa de TV de Tori Spelling, e na série “American Horror Story”.

HPV: vacina para homens

Eles agora também contam com o imunizante que já protegia as mulheres desse vírus por trás de graves tumores

por Caroline Randmer design Michele Kanashiro ilustração Bruno Algarve

A única defesa que a ala masculina tinha contra esse baderneiro causador de mais da metade dos casos de câncer de pênis era a camisinha. Mesmo assim, a eficácia do preservativo chegava só a 60%. Isso porque ele barra apenas a invasão do micro- organismo no órgão genital. O resto do corpo ficava à mercê do menor contato com o inimigo, que pode ser transmitido mesmo sem a presença de lesões.

Basta encostar na região infectada — já é suficiente. Mas essa vulnerabilidade dos homens perante o HPV está com os dias contados: a vacina contra esse vírus, antes exclusiva para as mulheres, tidas como mais suscetíveis às suas investidas, acaba de ser liberada para meninos e jovens de 9 a 26 anos, fase das descobertas sexuais.

O aval da Agência Nacional de Vigilância Santiária, braço do governo brasileiro responsável por regulamentar remédios, se baseou em um estudo publicado na revista científica americana New England Journal of Medicine. Foram colhidos dados de 4 065 homens entre 16 e 26 anos de idade de 18 países. O resultado surpreendeu.

As doses do imunizante foram capazes de evitar 90% das verrugas genitais, um dos estragos provocados pelo vírus. “O papilomavírus humano, o nome científico do HPV, tem aproximadamente 200 variantes e compromete os tecidos de revestimento do corpo, como a pele e as mucosas”, explica a bióloga Luisa Lina Villa, coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Doenças de Papilomavírus. Ricardo Cunha, responsável pela área de vacinas do Laboratório Delboni Auriemo, na capital paulista, completa: “Uma vez na pele, o HPV busca camadas mais profundas, multiplica-se e volta para a superfície em diferentes graus”.

Um estudo realizado no Brasil, no México e nos Estados Unidos aponta que a incidência de contágio do HPV em homens entre 18 e 70 anos é de 50%. E grande parte deles nem desconfia que está contaminado. “Um indivíduo pode viver por anos com o micro-organismo na surdina e só apresentar sintomas em um momento em que as defesas ficam debilitadas”, diz o urologista Gustavo Alarcon, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.
O pior é que esse período dormente não impede sua transmissão. Muitas vezes, o malfeitor acaba sendo eliminado pelo próprio organismo, mas, em outras situações, evolui para estágios mais agressivos, como câncer de pênis, ânus e boca. Trata-se de uma verdadeira roleta-russa viral. Até existem tratamentos, mas são dolorosos, com lasers e raspagem das áreas comprometidas. A vacina poupa todo esse sofrimento, disparando uma resposta imune capaz de controlar futuras infecções e proteger o indivíduo de 40% dos tumores penianos e até 75% dos anais. Sorte deles!

Blindagem imune

Quadrivalente, a vacina age como um escudo contra quatro tipos do vírus HPV — os 6, 11, 16 e 18, justamente os mais perigosos. Ela é aplicada em três doses: a primeira na data escolhida, a segunda dois meses depois da picada inicial e a última entre seis e 12 meses depois da injeção de estreia. Ainda não disponível na rede pública, o custo total do imunizante sai em torno de 900 reais. A recomendação e a receita devem ser feitas por um urologista.

Revista Saúde

Cher defende filha transexual

Um ano depois de completar os últimos processos legais para a mudança de sexo, o filho transexual da cantora Cher vai participar na 13ª temporada de “Dancing With the Stars”, no canal te televisão americano ABC. Esta será a primeira vez em que a sexualidade de Chaz Bono, que nasceu como Chastity, não é o motivo principal da sua participação num programa de TV desde que assumiu ser lésbica, em 1995, antes de mudar de sexo.

Chaz Bono em duas fasesNo twitter, Cher criticou todas as vozes que se têm levantado contra a participação do filho no programa: «Meus queridos, Chaz tem sido muito atacado em blogs e com mensagens na Internet sobre a sua participação no programa. Isto ainda é a América, certo? Foi preciso coragem para ele o fazer e eu apoio-o independentemente do que queira fazer».

Fruto do primeiro casamento de Cher, com o produtor Sonny Bono, Chaz é advogado e representante dos direitos LGBT nos Estados Unidos. A 13ª temporada de “Dancing With the Stars” estreia no dia 19 de Setembro.

DA

Romário e Jean Wyllys podem ganhar o “Oscar” do Congresso Nacional

Romário e Jean Wyllys

Mal chegaram à Câmara dos Deputados e os deputados Romário e Jean Wyllys são cotados para ganhar o Prêmio Congresso em Foco 2011, conhecido em Brasília como o “Oscar do Congresso Nacional”, na categoria “Parlamentar de Futuro”, que premiará congressistas de até 45 anos.

Até o final desta semana, jornalistas vão selecionar os parlamentares que, na opinião deles, mais se destacaram no exercício de suas funções.

A partir da próxima segunda-feira a votação será feita na internet.

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