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Bradesco demite 3 diretores

Sinal vermelho no mercado economico: três diretores executivos do Bradesco foram demitidos nesta terça-feira: Paulo Isola, que cuidava das operações de cartões e da financeira Finasa, Armando Trivelato Filho, que era responsável pelos canais eletrônicos do banco (caixas automáticos, internet e call center), e Luiz Pasteur Machado, que cuidava de compras.

As demissões foram interpretadas por executivos de mercado como o início das mudanças de equipe que podem ser conduzidas pelo novo presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi (na foto), que assumiu o cargo em março deste ano. “Ninguém espera que ele faça mudanças radicais, porque tem o compromisso de preservar a cultura do banco, mas é natural que queira formar seu time”, disse um deles.

Trabuco poderia mexer na diretoria executiva do banco. Ainda não está claro, porém, se as vagas abertas por Isola, Trivelato e Pasteur serão preenchidas com promoções internas ou se Trabuco pretende enxugar a diretoria executiva (é pouco provável que sejam contratados executivos no mercado, algo que o banco raramente faz).

Trivelato e Pasteur estavam no Bradesco há décadas e deveriam se aposentar até 2011, ao atingir a idade-limite de 65 anos prevista no estatuto do banco. Isola era mais novo (nasceu em 1955) e veio do BCN, banco comprado pelo Bradesco em 1997.

Giuliana Napolitano/Exame

Globo culpa crise pela fuga de patrocínios

Depois de Finasa, Brasil Telecom, Medley e Ulbra, a Unisul também suspendeu seu patrocínio ao voleibol profissional. A Universidade do Sul de Santa Catarina, no entanto, apontou a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da Superliga de Vôlei, como um dos principais motivos da decisão.

Em comunicado oficial, a Unisul destacou que nos últimos meses, para manter uma equipe competitiva, aceitou reduzir o seu nome no uniforme dos atletas e até em placas publicitárias. Também preferiu silenciar-se diante da decisão da emissora de televisão, exclusiva na retransmissão dos jogos, de omitir o seu nome na identificação da equipe. Para a Globo, o time era chamado de Joinville, e não Tigre/Unisul/Joinville.

Também via nota oficial, a emissora responde as afirmações apontando a crise como principal fator da escassez de patrocinadores no esporte. A Globo sustenta que não cita as marcas dos patrocinadores para “ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial”.

Confira abaixo o comunicado da Central Globo de Comunicação:

“Os critérios que orientam as decisões das equipes de Jornalismo e de Esportes da Globo, de citar e exibir marcas, atendem a uma finalidade: ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial, além, é óbvio, de resguardar, legitimamente, o modelo de viabilização da TV aberta, cujo sustento deve advir exclusivamente da comercialização dos intervalos e de outros formatos comerciais.

A Globo considera que a visibilidade natural proporcionada aos patrocinadores de equipes e eventos, em transmissões e reportagens, por si só agrega valor às marcas e gera ganhos de imagem para as empresas investidoras no esporte, dado o imenso alcance de público da televisão aberta.

É curioso que, justamente no momento em que o mundo atravessa grave crise econômica, empresas aleguem que vão encerrar projetos esportivos porque suas marcas não são citadas. Ainda que estes projetos esportivos tenham recebido durante anos – às vezes décadas – o mesmo tratamento atual, o que prova terem sido vitoriosos e assegurado retorno para os patrocinadores que a eles se associaram.

A eventual frustração de empresas patrocinadoras por não terem conseguido, na Globo, a chamada “mídia espontânea”, na intensidade pretendida, reforça nossa convicção quanto ao acerto de nossas políticas.”

Meio&Mensagem

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