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Jornal britânico sugere voto em Serra, ‘candidato de direita’

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‘Brazilhões de dólares são despejados’, diz o título do texto (imagem: reprodução)

Após inúmeros elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Brasil, em diversos cadernos especiais que, vale notar, não deixaram de também fazer críticas, o jornal britânico “Financial Times” resolveu fazer uma abordagem mais dura em um texto que analisa o aumento do imposto brasileiro sobre o capital externo.

Por meio da “Lex Column”, o diário sugeriu voto em José Serra (PSDB), citado como “o candidato de direita”. A coluna, não assinada, é uma das mais antigas do jornal e é uma espécie de editorial sobre mercados. É escrita por uma equipe própria, que não é a mesma que redige os editoriais principais, mas representa a opinião do periódico naquela seção específica.

“Ainda que a subida [de Serra nas pesquisas] tenha mais a ver com políticas de aborto do que com orçamento, a melhora da intenção de voto em Serra tem sido cumprimentada por meio de menores taxas de juros futuros para papéis brasileiros”, afirma o jornal.

O texto defende a tese de que a melhor maneira de o Brasil evitar a alta do real seria implementando uma política de austeridade fiscal. Em seguida, diz que “o candidato de direita” “tem feito pressão” para que isso aconteça. A coluna termina com a sugestão implícita de voto em Serra. “Que escolha o Brasil tem? […] Se os brasileiros acham que estão prontos para viver sob um governo mais austero, podem votar a favor disso.”

O raciocínio é o seguinte: é muito difícil, para um país com uma taxa de juros de 10,5% ao ano, não atrair capital especulativo em um mundo que está “com fome de rentabilidade”. O Brasil, então, precisaria reduzir seu juro básico. Para isso, deveria reduzir sua necessidade de captar dinheiro no exterior, o que só poderia ser feito se as contas públicas melhorassem, na avaliação do jornal.

‘Brasil flerta com o perigo’

Também o norte-americano “The Wall Street Journal” criticou a decisão tomada pelo governo brasileiro de elevar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre capital estrangeiros de 4% para 6%.

A coluna “Heard on the Street” desta quarta-feira, 20, diz no título: “O Brasil flerta com o perigo”.

“Esse comportamento ‘coquete’ [do Brasil] é compreensível para quem é atraente, mas o risco de ficar magoado está aumentando”, afirma a coluna do “Journal”, com a ironia que lhe é peculiar. O texto diz que, por enquanto, as medidas tiveram pouco efeito, mas a tendência é que surjam outras. “O Brasil está jogando duro”, diz.

O perigo, na avaliação do “Journal”, é de que uma hora falte capital para cobrir o déficit do Brasil com o exterior. O retorno dos títulos públicos brasileiros em reais caiu de 9,1% para 6,9%. “Agora, acrescente-se o risco cambial. Uma queda de 10% do real em dois anos cortaria o retorno [yeld maturity] para 2,7%”. Esse tipo de situação, somado à decisão da China de elevar sua taxa de juros, pode levar investidores a retirarem do Brasil suas aplicações – sendo que o País ainda depende desse capital.

Sílvio Guedes Crespo/Radar Economico/Estadão

Fernando Henrique admite vitória de Dilma

Em entrevista ao jornal britânico “Financial Times”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu  Dilma Rousseff (PT) ser eleita presidente.

O repórter Jonathan Wheatley relata em seu texto que sugeriu, em entrevista há cerca de duas semanas e meia, que já se sabia quem seria eleito. FHC apenas respondeu “sim”.

“Isso vai nos impedir de desenvolver mais rapidamente. Mas isso não vai levar o Brasil para trás. A sociedade é muito forte para isso”, completou o ex-presidente, ao ser questionado o que isso significaria.

FHC também criticou a forma como o PSDB fez oposição ao governo. “A oposição entendeu errado. Nós permitimos a mitificação de Lula. Mas Lula não é um revolucionário. Ele veio da classe trabalhadora e se comporta como se fizesse parte da velha elite conservadora.”

Segundo FHC, Lula será lembrado como um Lech Walesa que deu certo. Sindicalista, Walesa foi presidente da Polônia de 1990 a 1995.

“Acho que ele será lembrado pelo crescimento e pela continuidade, e por colocar mais ênfase nos gastos sociais.”

Facebook processa alemã StudiVZ por plágio

A Facebook abriu um processo contra o site alemão StudiVZ, sob a acusação de ter copiado na integra toda a experiência envolvida na sua rede social.

Segundo informações do Financial Times, o StudiVZ teria aproveitado o fato de o facebook ter sido traduzido para o alemão, para entrar no jogo do plágio e aproveitar-se dessa situação.

A StudioVZ diz ter 10 milhões de utilizadores e diz-se como a “a rede social com mais sucesso na Alemanha, Áustria e Suíça”.

A Facebook alega que a cópia é integral e tanto no visual como no uso de ferramentas internas, tendo copiado integralmente toda a experiência que se pode ter no Facebook.

Além do mais, a StudiVZ teve ainda a audácia de copiar o perfil de Mark Zuckerberg e colocá-lo online, para tentar de alguma forma enganar os novos utilizadores que chegassem à rede.

http://kiminda-nilnews.blogspot.com/Financial Times

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