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Tony Blair quer ajudar milionários a investir

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair criou sua própria “boutique financeira” em Londres destinada a oferecer serviços de investimento a fundos globais e a clientes “muito ricos”, indica hoje o jornal “The Sunday Times”.

O ex-líder recrutou economistas veteranos para trabalharem em sua empresa e já recebeu a autorização da Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, em inglês), órgão regulador do setor no Reino Unido.

O jornal afirma que, por isso, a empresa será “na prática, um banco de investimento”.

Desde que deixou o Executivo britânico em 2007, Blair conseguiu uma fortuna estimada em 20 milhões de libras (24,4 milhões de euros), combinando trabalhos humanitários com postos remunerados como assessor, lembra o “The Sunday Times”.

Mudanças nas cédulas do real

O Banco Central (BC) está preparando, já para este ano, mudanças em todas as cédulas de real. Será a primeira vez que as notas serão revistas de uma só vez desde que a moeda foi instituída, em 1994. O objetivo é melhorar ainda mais a segurança do dinheiro brasileiro, evitando falsificações, e facilitar a identificação por parte da população.

Entre as alterações que estão na mesa, tem a simpatia geral a diferenciação de cada nota por tamanho.

Também poderá haver mudanças nas cores, mas sem troca total das características principais.

Quanto menor o valor, menor será o tamanho — o que é muito importante para que deficientes visuais possam saber, com mais agilidade, com que nota estão lidando.

Na área de coloração, um mecanismo em estudo é o uso de uma impressão que, quando se mexe a cédula, os tons de cores mudam. Além disso, poderão ser incluídas impressões que aparecem somente com a incidência de determinados raios ou luzes. Essas ideias estão sendo inspiradas nas cédulas já consideradas bastante modernas, como o dólar americano e o euro.

— O real está merecendo upgrades.

A tecnologia para fazer o real era a mesma desde que ele foi criado.Mas não haverá nenhuma mudança nas moedas metálicas.

— Elas já têm características mais definidas, de manuseio e identificação — explicou a mesma fonte.

Troca será feita gradualmente

Os estudos para mudar as cédulas de real estão sendo tocados pelo BC, em conjunto com a Casa da Moeda, há cerca de seis anos. Nunca saíram do papel porque faltava tecnologia de ponta para fabricar notas mais modernas. Agora, esse problema não existe mais, porque a Casa da Moeda já conta com linhas de produção à altura, depois de fazer pesados investimentos, acima de R$ 400 milhões.

As novas máquinas são capazes, por exemplo, de melhorar a nitidez das notas, além de fazer impressões mais precisas para que a cédula seja identificada pelo tato.

Com a tecnologia antiga, conforme as notas vão se desgastando, essas marcas acabam ficando menos espessas, dificultando a identificação por meio das mãos.

As mudanças nas notas também terão como objetivo melhorar a logística dos agentes que atuam no meio circulante do país. A nota de R$ 20, por exemplo, lembrou uma fonte que também trabalha nas mudanças, possui uma faixa holográfica que, em alguns casos, pode trazer problemas de leitura nas máquinas que contam dinheiro. Com a nova tecnologia, essas faixas poderão ser menos aparentes.

Os técnicos que estão preparando as alterações nas notas de real já decidiram que nenhuma cédula será descontinuada ou criada com valores diferentes. Ou seja: continuarão circulando as notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.

Além disso, as figuras que representam cada valor não serão alteradas.

Ou seja, a garça que está estampada na nota de R$ 5 será preservada, e assim por diante.

O fortalecimento do real é, também, uma das razões das reformulações que estão sendo preparadas em todas as notas. Pesquisa do Banco Central já mostrou que pelo menos um terço da população já havia tido contado com cédulas falsas, índice considerado elevado.

Quando as alterações nas cédulas começarem a sair do papel, a troca pelas antigas será gradual.

Elas continuarão valendo e somente deixarão de circular naturalmente.

O trabalho de informação à população, acrescentaram as fontes, será o grande investimento que o BC terá pela frente, já que aquele voltado à melhora tecnológica na fabricação das notas já foi feito. Para tanto, deverão ser usados praticamente todos os meios de comunicação, como jornais, revistas, TVs e rádios.

Silvio Santos vende Banco Panamericano

A Caixa Econômica Federal vai comprar 49% do capital votante do Banco Panamericano, em operação semelhante à associação entre Banco do Brasil e Banco Votorantim neste ano. Pelo negócio, a Caixa deverá pagar cerca de R$ 750 milhões ao Grupo Silvio Santos.

Segundo ojornal Valor Economico apurou, a Caixa também deve comprar parte das ações preferenciais (PN) pertencentes ao empresário.

O Grupo Silvio Santos detém, por meio de três empresas, 100% do capital votante do banco e 41,3% das ações PN. A Caixa ficaria com metade dessa fatia, algo em torno de 20% das PNs do Panamericano. No total, o banco estatal assumiria cerca de 37,5% do capital total do Panamericano. Os contratos ainda não foram assinados, mas a negociação está na fase final.

Valor

Governo perdoa dívidas de até R$ 10 mil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou a líderes partidários no Senado Federal que o presidente Lula assinou uma medida provisória que anistia dívidas fiscais de até R$ 10 mil.

O perdão vale para pessoas físicas e para empresas. Nesta quarta-feira, a Medida Provisória será enviada ao Congresso Nacional. Em reunião realizada na sala do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), presidente do Senado Federal, o ministro da Fazenda disse que, junto com a MP, irão ao Congresso quatro projetos.

As propostas contêm, segundo Mantega, “medidas destinadas a simplificar bastante a vida do contribuinte brasileiro”. “É um novo modelo de gestão da divida ativa brasileira”, disse o ministro: “Faz uma limpeza no cadastro e diminui os custos da cobrança”.

Morre esquecido o empresário da Coroa-Brastel

Morreu na quarta-feira (22) o empresário Assis Paim Cunha, dono da antiga rede de eletrodomésticos Brastel ( “Tudo a preço de Banana!”.  Segundo sua família, ele sofreu um ataque cardíaco em Miguel Pereira, no Centro Sul Fluminense.  Paim Cunha completou 80 anos no dia 12 de outubro. O corpo foi velado na Câmara de Vereadores de Vassouras e enterrado no Cemitério municipal de Vassouras.

Assis Paim ganhou notoriedade com o escândalo Coroa-Brastel. Em 1983, o empresário tinha mais de 200 milhões de dólares com a rede de eletrodomésticos Brastel e a corretora Coroa. Pivô do escândalo, Paim perdeu a fortuna, mas jurava inocência. O empresário, que ergueu um império de US$ 1 bilhão na década de 70, foi à lona depois de comprar uma corretora quebrada à beira da intervenção federal. Paim, que acusava o governo de ter armado contra ele oferecendo vantagens para que comprasse a corretora, perdeu toda sua fortuna, algo em torno de R$ 4 bilhões em valores atualizados. Depois de mais de duas décadas tentando recolher documentos para provar sua inocência, o empresário moveu uma ação contra o governo por perdas e danos morais. Sonhava em ver seu dinheiro de volta e melhorar um pouco de vida.

O escândalo

O caso Coroa-Brastel foi aberto pela Justiça em 1985, quando uma denúncia chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o empresário e contra dois ministros, Delfim Neto (Planejamento) e Ernane Galvêas (Fazenda).

Os ex-ministros eram acusados de desviar irregularmente recursos públicos na liberação de empréstimo da Caixa Econômica Federal ao empresário em 1981.

O empréstimo de, na moeda da época, cruzeiros – Cr$ 2,5 bilhões -, seria utilizado no reforço de capital de giro do grupo e no plano de expansão da Brastel. Segundo a denúncia, o dinheiro teria servido para quitar dívidas junto ao Banco do Brasil e ao Banespa.

O caso foi a julgamento em 94. A denúncia contra Galvêas foi rejeitada. Já a acusação contra Delfim, então deputado pelo PPR-SP, não chegou a ser examinada. A Câmara negou licença ao STF para processá-lo.

Versão de Paim Cunha

Paim Cunha costumava dizer que passou mais de 20 anos tentando limpar o seu nome, apontando para funcionários do governo federal que o teriam obrigado a comprar um corretora em dificuldades, a Laureano, o que teria contribuído para a ruína da sua rede de eletrodomésticos, a  Brastel , e o braco financeiros do grupo, a corretora e o banco de investimentos Coroa.

Na versão de Paim, ele teria sido obrigado a comprar a Laureano, que estava em dificuldades, para ficar livre de limitações impostas ao financiamento de compras a prazo na Brastel, que, então, seria a maior rede de eletrodomésticos do país em volume de vendas. Na época, início dos anos 80, o regime militar já dava sinais de exaustão.

A liquidação do grupo empresarial Coroa-Brastel se prolongou por mais de duas décadas, enquanto Paim passou levar uma vida modesta, primeiro no Rio, e depois em Miguel Pereira.

Ele contava que sobrevivia graças uma pensão da previdência social e a renda do aluguel de três imóveis. Os 34 mil investidores prejudicados na quebra do Coroa-Brastel jamais tiveram seu dinheiro de volta.
G1

Os 4 maiores bancos lucram mais de R$ 20 bilhões

Os ganhos líquidos dos quatro maiores bancos brasileiros poderão ultrapassar a cifra dos R$ 20 bilhões no acumulado deste ano até setembro, uma demonstração da robustez dessas instituições diante de uma crise financeira que vem derretendo a rentabilidade do sistema bancário mundo afora e levando à bancarrota empresas centenárias. Conforme estimativas da agência classificadora de risco Austin Rating, juntos Banco do Brasil (BB), Bradesco, Itaú Holding Financeira e Unibanco podem alcançar lucro líquido de R$ 20,62 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, comparativamente aos R$ 18,72 bilhões obtidos em igual intervalo de 2007.

“Os resultados dos grandes bancos serão bastante positivos, não somente no acumulado de 2008 até setembro, mas ao longo de todo o ano”, diz Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating. As instituições começam a divulgar seus demonstrativos financeiros a partir da próxima segunda-feira, quando o Bradesco, tradicionalmente o primeiro, anuncia os seus números.

O desempenho dos bancos nos últimos anos vem sendo impulsionado principalmente pelo crescimento do crédito, mercado que já começa a desacelerar, cenário que deverá se agravar em 2009. A Austin revisou as expectativas de crescimento do estoque de crédito brasileiro, que ultrapassou a casa de R$ 1 trilhão em agosto, de 32% neste ano para 30%, em relação ao patamar do final de 2007. A retração só não será mais agressiva, afirma Rodrigues, porque a economia continua em crescimento.

Os lucros dos grandes bancos são significativos, apesar de não haver grandes saltos percentuais, com exceção do BB. A instituição pública deverá apresentar o maior ganho em termos percentuais no terceiro trimestre e no acumulado de 2008. A previsão da agência é que o BB tenha lucrado R$ 1,81 bilhão. Nos nove meses, o lucro líquido cresceu 51,04%.

O lucro líquido do Itaú no acumulado do ano, cai 6,37% e alcança R$ 6,03 bilhões. “Mas, operacionalmente, o resultado cresce”, analisa Rodrigues. No terceiro trimestre de 2007, os efeitos extraordinários do Itaú somaram mais de R$ 850 milhões. A Austin prevê que o patrimônio do Itaú passe de R$ 28 bilhões para R$ 31,8 bilhões neste ano e a rentabilidade anualizada, de 30,7% para 25,30%.

O resultado líquido do Bradesco deverá atingir R$ 6,05 bilhões entre janeiro e setembro, uma evolução de 4,13%. O patrimônio líquido da maior instituição financeira privada do País encerrou setembro em R$ 35,17 bilhões, em relação aos R$ 29,21 bilhões de um ano antes. Já a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido saiu de 26,5% para 22,96%.

O Unibanco obterá lucro 3,82% maior no acumulado de 2008, atingindo R$ 2,72 bilhões. No trimestre, o ganho sobe de R$ 1,19 bilhão para R$ 1,23 bilhão. O patrimônio líquido alcançará R$ 13,6 bilhões.

GM/Iolanda Nascimento

Morre Olavo Setúbal, dono do Itaú

Faleceu na manhã desta quarta-feira (27), aos 85 anos, o ex-prefeito de São Paulo e empresário Olavo Egydio Setúbal. A informação foi confirmada pelo hospital Sírio Libanês, onde o presidente do Conselho de Administração do Banco Itaú estava internado.

Paulistano nascido a 16 de abril de 1923, Olavo Egydio Setúbal (o sobrenome tem origem na cidade homônima em Portugal, onde nasceu o tataravô) nunca deu o braço a torcer. Nem o apelo do pai, que sofria de tuberculose, o demoveu da escolha de ser engenheiro. Escritor de sucesso e boêmio, Paulo Setúbal. “Engenharia é uma carreira de segunda. Você deve ser advogado porque a eles compete a direção do Brasil”, disse. A mãe, dona Francisca, assumiu a educação do garoto de 13 anos com mãos de ferro. Em 1945 diplomou-se pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e passou a trabalhar como professor-assistente no Instituto de Pesquisas Tecnológicas.

Com os US$ 10 mil que juntou, Olavo e um antigo amigo de escola compraram duas máquinas e fundaram a Deca, que fabricava peças de fechadura e de torneiras e contava com dez empregados. Os primeiros anos foram difíceis, mas em 1953 a empresa deu sinais de recuperação ao incorporar uma indústria de válvulas de descarga. Como a Deca ia de vento em popa, ele foi chamado para reestruturar os negócios do tio, Alfredo, dono da Duratex e do pequeno Banco Federal de Crédito – e tirou as duas instituições do vermelho.

Com a morte do tio, ele assumiu de vez a direção-geral do Federal de Crédito em 1959. Saiu à caça de grandes clientes e obteve recursos que permitiram financiar operações de maior vulto. Uma das primeiras medidas foi estabelecer que todos os gerentes deveriam ter, pelo menos, curso ginasial completo. Nos anos 60, constatou que não havia outro caminho para a expansão dos negócios senão incorporar outras instituições. Com a compra do Itaú, que tinha enorme clientela rural, o banco se tornou o 16º maior do Brasil. Novas fusões aconteceram e, de grão em grão, Olavo se transformou, antes que acabassem os anos 70, no segundo maior banqueiro do País.

O sucesso no meio empresarial estreitou sua relação com a política. Em 1975, o governador Paulo Egydio Martins o convidou para assumir a Prefeitura de São Paulo. “Foi um dos raros períodos em que tive insônia e precisei tomar remédio para dormir”, diz Olavão, como o chamam os amigos. Ele ocupou o cargo até 1979. “Administrar a cidade é uma coisa fantástica, da qual me honro muito, mas dá bem mais trabalho do que presidir um banco. E a remuneração é muito mais baixa”, completa às gargalhadas. A breve carreira política ganhou sobrevida com a nomeação, no início do governo do presidente José Sarney, para o Ministério das Relações Exteriores (Tancredo Neves o havia chamado para ser ministro da Fazenda). Derrotado numa convenção interna do PFL, desistiu da idéia de concorrer ao governo de São Paulo em 1986 e retirou-se da vida pública

Casado pela segunda vez (a primeira esposa morreu em 1977 deixando-lhe sete filhos), estava aposentado da diretoria do banco há 11 anos.

(Pesquisa Istoé)

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