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Vinho gaúcho só para os ingleses

Para degustar o mais recente lançamento da Miolo, voe até a Inglaterra. É lá, e somente lá, que desembarcou agora em novembro o Alísios, linha de vinhos desenvolvido especialmente para o mercado externo, resultado de um ano em pesquisas de produto e tendências.

Com origem na Campanha gaúcha, a família Alísios tem seis integrantes: nos tintos, os varietais Cabernet Sauvignon e Tannat e os cortes de Tempranillo + Touriga e Cabernet + Merlot. Nos brancos, há um varietal de Sauvignon Blanc e um corte de Pinot Grigio e Riesling. A elaboração do produto contou com a participação do Master of Wine Dirceu Vianna Júnior e de uma empresa de design com base na terra da rainha.

Se conseguir uma viagem pra Inglaterra não está fácil, não precisa desanimar. Eventualmente o vinho chegará por aqui também. Mas como o foco é mesmo conquistar a ilha europeia, mercado que tem o poder de formar opiniões mundo afora, a estreia vai ocorrer em redes de supermercado e restaurantes de lá. O plano é que sejam exportadas para lá 180 mil garrafas nos próximos dois anos.

Mauro Roloff/Enoblog

Chile reconhece 7 estados brasileiros sem aftosa

O governo do Chile reconheceu os Estados brasileiros de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rondônia como livres de febre aftosa com vacinação, abrindo caminho para a retomada das vendas de carne bovina brasileira, suspensas desde os casos da doença em outubro de 2005, no Mato Grosso do Sul e no Paraná.

A informação foi dada por Otávio Cançado, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec), que a recebeu de importadores chilenos.

Em meados de 2006, o Chile retomou as importações do Rio Grande do Sul, mas vinha resistindo à reabertura dos outros Estados.

O Mato Grosso do Sul, porém, segue sem o reconhecimento chileno. Isso, apesar de até a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ter devolvido o status de área livre de aftosa com vacinação ao Estado em julho do ano passado.

Ainda que o reconhecimento dos sete Estados pelos chilenos seja positivo, Cançado observou que ainda falta a habilitação pelo Chile de frigoríficos que possam exportar carne bovina àquele mercado. Segundo ele, quando esteve no país, em novembro do ano passado, a missão chilena visitou 18 frigoríficos de bovinos.

O Chile chegou a importar 100 mil toneladas de carne bovina do Brasil por ano e foi um dos maiores clientes do país.

Crise Mundial: mercado da carne comprometido

O mercado de carnes vai se ajustar a um novo patamar de preço, bem abaixo do praticado hoje, segundo Cesário Ramalho da Silva, presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira). Com a crise, que escasseou o crédito aos russos -maior comprador individual da carne brasileira- os negócios entre Brasil e Rússia serão comprometidos.

Nos portos russos já há contêineres parados pois o país está sem recursos para quitar as parcelas restantes dos carregamentos que já foram entregues nos portos, diz Silva. “Quando o comprador busca crédito bancário para tirar a mercadoria do porto, não consegue.”
Segundo Silva, os russos já começaram a pedir descontos e ameaçaram cancelar contratos. Na Sial, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, que ocorreu no fim de outubro, em Paris, os descontos pedidos circulavam em torno de US$ 1.500 por tonelada, sendo que hoje o valor da medida é de cerca de US$ 3.500 -antes do aprofundamento da crise, o valor praticado era de cerca de R$ 4.000. Mas os descontos ainda não foram aceitos. “Foi uma feira sem negócios. Isso significa que o mercado internacional de carnes está em busca de um novo patamar, mais baixo.”

Silva diz que as informações de que frigoríficos brasileiros estão reavaliando seus investimentos e dando férias a funcionários acentuam incertezas no setor. “Se isso se espalhar para mais países importadores e frigoríficos vai afetar a demanda e os pedidos de entrega, e atingir o preço pago ao pecuarista.”

Mercado Aberto

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