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Ensino: espanhol será obrigatório em 2010

A partir de 2010, o ensino de espanhol será disciplina obrigatória nos currículos escolares em todo o Brasil. Segundo a lei 11.161, sancionada pelo presidente Lula em 2005, todas as escolas de Ensino Médio deverão oferecer aulas do idioma aos alunos.

A pouco menos de um ano da exigência, muitos professores já começam a planejar a atualização profissional para se candidatar a essas vagas, principalmente na rede particular de ensino.

A educadora Graciela Hopstein, coordenadora da Punto y Coma, empresa especializada em traduções e ensino de línguas, acredita que o mercado de trabalho vai demandar profissionais experientes e capacitados. “Quanto mais qualificado for esse profissional, mais fácil será para ele garantir uma vaga no mercado de trabalho. Por isso, um curso de imersão se torna importante”.

JovemPan

SP: creches funcionarão sem férias

As creches da cidade de São Paulo devem funcionar sem interrupção durante todo o ano a partir deste mês. A decisão foi tomada pela Vara da Infância e Juventude de São Miguel Paulista (zona leste) que destacou a importância das creches como forma de garantir a segurança das crianças enquanto os pais trabalham.

A ação foi proposta pela Defensoria Pública da Unidade de São Miguel Paulista em dezembro de 2007, e alegava que o funcionamento das creches é um serviço público essencial e o recesso corresponde a uma violação da Constituição. A sentença a favor da ação foi proferida em setembro e informada à Defensoria Pública no último dia 23.

O juiz Antônio Carlos Alves Braga Júnior condenou também o sistema de plantão das creches, que considerou uma interrupção na prestação do serviço. Segundo o juiz, “não é razoável supor que somente 41 creches em toda a cidade sejam capazes de atender as quase 150 mil crianças que se utilizam deste serviço”. Normalmente, 1.124 creches funcionam na cidade.

Segundo o defensor público de São Miguel Paulista, Bruno Miragaia, o município deve atender a determinação do juiz imediatamente, mesmo com recurso da decisão judicial. “Ainda que haja recurso, a regra é que a partir das férias de dezembro [a partir de 17 de novembro] a sentença seja totalmente aplicada”, afirmou o defensor.

A determinação também prevê a multa diária de R$ 10 mil que deverá ser paga pelo município no caso de as creches não cumprirem a decisão.

Por meio de nota, a prefeitura afirmou que não foi notificada ainda sobre a decisão e aguarda a comunicação da Justiça para conhecer a decisão e então se manifestar.

FSP

Alunos colam professora na cadeira em Campinas

Três alunos de uma escola estadual de Campinas, no interior de São Paulo, serão punidos por terem “colado” uma professora na cadeira durante o intervalo das aulas. A mulher, de 28 anos, já retornou ao trabalho, e agora o Conselho de Pais e a direção vão definir a punição aos responsáveis pela agressão.

O material corroeu a calça da professora, que teve queimaduras de primeiro grau nas pernas. Como estão em escola pública, os adolescentes, de 11, 12 e 15 anos, não podem ser expulsos, apenas advertidos, suspensos ou transferidos. Um dos envolvidos alegou que passou cola na cadeira porque não gostava da professora. Ele foi liberado após um responsável ter assinado termo de compromisso.

JP

Professor terá laptop barato

Os primeiros computadores portáteis (laptops ou notebooks) de baixo custo para professores da ativa começarão a ser comercializados no próximo mês em 64 municípios brasileiros. No RS, docentes de Arroio do Meio, Paraí, Farroupilha, Horizontina e Sapiranga serão os primeiros gaúchos a integrar o programa federal, comprando esses equipamentos ao custo máximo de R$ 1 mil. Os educadores dessas cidades foram escolhidos por se tratar de localidades com bons índices de Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e por integrarem o programa Rede de Aprendizagem. Mas o cronograma de expansão da inclusão digital no meio escolar segue em setembro, nas capitais dos estados; e em outubro, em todo o país.

Os equipamentos poderão ser adquiridos com pagamentos à vista ou financiamento facilitado a professores da ativa dos ensinos Básico, Profissional ou Superior de instituições públicas ou privadas credenciadas no MEC. Os pedidos e informes sobre modelos de computador serão feitos em agências do Banco Postal e site dos Correios ou nos bancos participantes; Cada professor pode comprar um laptop, precisando apresentar o contra-cheque ou comprovante de ser professor. Banco do Brasil e Caixa Federal integrarão o programa, além de bancos privados.

  • A estimativa é de que o programa alcance cerca de 3,4 milhões de professores do Ensino Básico ao universitário. O projeto não contempla professores de pré-vestibulares, escolas de música, idiomas ou academias de ginástica.
  • O equipamento de baixo custo, até R$ 1 mil, deve ter memória principal de, no mínimo, 512 megabites, com possibilidade de expansão de pelo menos 1 gigabyte; unidade de armazenamento com capacidade mínima de 40 gigabytes; tela plana/tecnologias LCD; comunicação com interface sem fio (wireless) e software livre, com mais de 27 aplicativos, além de aplicativos específicos da área educacional, entre outras características técnicas.
  • Mais informações nos sites: http://www.computadorparaprofessores.gov.br;
  • http://www.mec.gov.br ou http://www.mct.gov.br
  • CP/MEC

    RS deve pagar R$ 55 mil a aluno agredido

    O Estado do Rio Grande do Sul foi condenado a pagar R$ 55 mil de indenização por danos morais pela agressão de um aluno em sala de aula. Por unanimidade, a 9ª Câmara Cível do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) decidiu que o Estado deve responder por omissão devido à lesão corporal ocorrida dentro da escola estadual.

    No caso, a vítima foi atingida por uma borracha arremessada por outro colega durante a aula e sofreu perda substancial da visão do olho esquerdo.

    A juíza Débora Gerhardt de Marque, da Comarca de Encantado, condenou o Estado a pagar pensão e R$ 19 mil por danos morais à vítima, além de R$ 7.600 aos pais.

    Estado e vítimas recorreram da sentença. Os pais do menino pediram a majoração das indenizações e o deferimento de tutela antecipada para pagamento de pensão ao filho. Os pais do aluno agressor também postularam sua ilegitimidade passiva, pois não tinham o mesmo sob a sua guarda.

    O desembargador Odone Sanguiné majorou a indenização por danos morais à vítima de R$ 19 mil para R$ 40 mil e de seus pais de R$ 7.600 mil para R$ 15 mil. Concedeu ainda pagamento de pensão ao filho do casal, sendo dois terços do salário mínimo nacional a contar do evento danoso, até completar 70 anos de idade.

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