Arquivos de tags: ensino Superior

MEC: má qualidade dos cursos de Pedagogia



Um em cada quatro futuros professores do País se forma em cursos de má qualidade.

É o que mostra cálculo do MEC feito a partir dos resultados de avaliações feitas com formandos e calouros. São 71 mil alunos em 292 cursos de Pedagogia que receberam os mais baixos conceitos nas avaliações.

Só 9 dos 763 cursos avaliados em 2008 tiveram nota máxima. A quantidade de cursos ruins de Pedagogia – terceira área com maior número de estudantes de ensino superior no Brasil – subiu desde a última avaliação, de 2005.

Eram 172 com índices 1 e 2 (numa escala de 1 a 5), o que equivalia a 28,8% do total, e agora o índice está em 30,1%. Dos 7.329 cursos avaliados pelo MEC em 30 áreas de graduação, 1.566 ticaram com conceitos 1 e 2, e apenas 105 obtiveram a nota máxima. As escolas públicas, mais uma vez, tiveram o melhor desempenho.

A PUC-RJ, que tem o melhor curso de Pedagogia atribui seu desempenho a um currículo voltado para o mercado de trabalho e ao pequeno número de alunos. Especialistas veem descompasso entre as escolas de Pedagogia e a prática da sala de aula.

Apenas 1% das universidade recebe nota máxima

Nesta segunda-feira, foi divulgado o resultado sobre as instituições de ensino superior públicas e privadas, avaliadas pelo Ministério da Educação, o MEC. Apenas 1% das 2001 instituições conseguiram notas máximas no no Índice Geral de Cursos, IGC.

O índice serve para monitorar a qualidade de ensino das instituições de nível superior de todo o país. A avaliação divide as faculdades por totais contínuos que vão de 0 a 500 pontos e em faixas que vão de um a cinco.

A Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, Ebape, que fica no estado do Rio de janeiro, ficou em primeiro lugar no ranking, conseguindo 469 pontos no índice contínuo. Em segundo lugar ficou o Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ITA, que é pública, ficou com 468 pontos.

O dado alarmante é que de todas avaliadas em todo o Brasil, apenas 21 instituições, todas concentradas nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, tiveram nota cinco. Entre essas, dez são privadas e onze são publicas; nove federais e duas estaduais.

A instituição que ficou em último lugar foi a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió, Fama, ficou com índice 55, na faixa 1. Esta, e todas as faculdades que tiveram notas baixas como um e dois, serão visitadas por funcionários do MEC, para reavaliarem o ensino. Se as notas ruins se confirmarem, elas podem ser, até, descredenciadas. Nove das instituições que tiveram menor nota, já entraram em processo de revisão do credenciamento e estão esperando o julgamento de recursos. Apenas uma universidade, que fica em Minas Gerais, já perdeu a credencial.

O IGC serve para medir a qualidade dos cursos de nível superior, mestrado e doutorado, oferecidos por cada instituição. A Universidade de São Paulo, a USP e a Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, não têm o índice porque não participam do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade, que é um instrumento usado no cálculo da nota referente às instituições.

Ensino superior deverá ter frequencia mínima de 75%

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (28) a proposta que determina freqüência mínina de 75% do total de horas letivas para a aprovação dos alunos das instituições de ensino superior.

O projeto original (PLS 387/07), de autoria do ex-senador Wilson Matos, previa freqüência mínima de 85%, mas emenda acolhida pelo relator, senador Romeu Tuma (PTB-SP), alterou a redação para adequar o texto à LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que já prevê 75% de freqüência na educação básica.

Pela proposta, o controle da freqüência dos alunos ficará a cargo da instituição de ensino superior.

O projeto foi aprovado em decisão terminativa e deve ser enviado diretamente para a aprovação na Câmara dos Deputados.

Agência Senado

%d blogueiros gostam disto: