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Iguatemi afasta Eliana Tranchesi da Daslu

A decisão da construtora WTorre de impor o Grupo Iguatemi como novo administrador da Villa Daslu revela muito mais do que a substituição da administração do empreendimento, até então tocada pela BR Malls. A empresária Eliana Tranchesi foi totalmente afastada das decisões do empreendimento comercial que criou. A Daslu passa a ser apenas uma loja dentro da Villa, que ganha cada vez mais cara de shopping de luxo.

A marca Daslu, entretanto, continua em posse de Eliana – e comenta-se no mercado que sua venda estaria sendo negociada para o banco Pactual. Procurada pelo Estado, Eliana Tranchesi, que esta em NY assistindo aos desfiles de moda daquela cidade, não foi encontrada para comentários.

A WTorre, dona do imóvel, é quem de fato vinha dando as cartas do negócio e agora, ao que tudo indica, assume oficialmente a figura de controlador da Villa. Um sinal claro disso é o comunicado enviado ontem à noite ao mercado e à imprensa. Apenas o presidente da da WTorre, Paulo Remy Gillet Neto, e o presidente do Iguatemi, Carlos Jereissati, assinam o documento. Não há nenhuma menção ao nome de Eliana Tranchesi.

Uma fonte ligada ao Iguatemi diz que, possivelmente, o nome Villa Daslu será extinto no decorrer dos próximos meses. A decisão sobre o nome deveria ter sido tomada junto com o anúncio do novo administrador, mas a saída antes do previsto da BR Malls precipitou a chegada do Iguatemi e o assunto do novo batismo não foi resolvido.

A Daslu enfrenta uma séria crise financeira. Está com o aluguel do imóvel atrasado há meses, suspendeu a publicação da revista que levava sua marca e, pela primeira vez desde a a inauguração da loja, não realizou um pomposo desfile de lançamento de coleção. Houve apenas uma apresentação, tímida se comparada às dos anos anteriores, de uma nova coleção também bem mais enxuta.

AE

Dona da Daslu condenada por sonegação e contrabando

Eliana Tranchesi, dona da butique Daslu, foi presa na manhã desta quinta-feira, 26, pela Polícia Federal. Ela foi detida em sua casa, na zona sul da capital, e levada para o Presídio Feminino do Carandiru, na zona norte.

Esta é a segunda vez que Eliana Tranchesi é presa pela PF sob acusação de sonegação fiscal. A prisão desta quinta foi determinada pela juiza Maria Isabel do Prado da 2ª Vara da Justiça Federal de Guarulhos e faz parte de uma continuação da Operação Narciso, deflagrada em julho de 2005. Outras duas pessoas também foram presas nesta quinta, mas não tiveram seus nomes divulgados.

Eliana Tranchesi e o irmão são novamente acusados de sonegação fiscal e contrabando.Em 2005, durante a Operação Narciso, Eliana e o irmão haviam sido presos pelo mesmo crime.

As investigações sobre o suposto esquema de contrabando e de fraude fiscal envolvendo a Daslu começaram em outubro de 2004, com a apreensão de uma nota fiscal da Gucci que estava em um contêiner no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica.

A nota mostrava a venda direta da grife italiana para a Daslu enquanto outra nota, a que foi apresentada à Receita Federal, dizia que a mercadoria havia sido exportada por uma de Miami (EUA) para uma importadora no Brasil.

Na época, escutas telefônicas demonstraram que acusados no caso estavam planejando a queima de documentos sobre a fraude. Policiais federais revistaram a Daslu, apreenderam documentos e prenderam a proprietária da loja, Eliana Tranchesi, e seu irmão, além de dois outros acusados.

Segundo a PF, deixaram de ser recolhidos na ocasião cerca de R$ 10 milhões em impostos. Os acusados respondem por formação de quadrilha e falsificação de documento.

AE

Nota atualizada ás 13:30 h

A advogada da dona da Daslu, Eliana Tranchesi, disse na tarde desta quinta-feira (26) que a prisão da empresária não poderia ter ocorrido neste momento e que é “ilegal”. Por volta das 13h20, Joyce Roysen estava na sede da 2ª Vara Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, junto com os advogados dos outros condenados no caso para conseguir uma cópia da sentença da juíza local. “Os advogados não têm acesso. A juíza não apareceu no fórum. Só o Ministério Público recebeu a sentença”, afirmou.

Segundo ela, a sentença estava para sair há dez meses, mas a prisão não poderia ter sido decretada porque a decisão é de primeira instância e cabe recurso. Ela conta que Eliana não irá “resistir” à prisão porque está com câncer nos ossos e pulmão. “Ela está com metástase (quando o câncer se espalha) no pulmão e nos ossos. Está em meio a um tratamento quimioterápico bastante sério que, inclusive, não está fazendo muito efeito”, afirmou. A advogada diz que Eliana foi presa em sua residência na capital paulista às 6h.

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