Arquivos de tags: Eleições 2008

Porto Alegre: Fogaça e Rosário no 2 turno

O segundo turno das eleições 2008 está definido em Porto Alegre. José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT) são os candidatos que estarão na segunda etapa da disputa.

O segundo turno das eleições 2008 está definido na capital do Estado. José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT) são os candidatos que estarão na segunda etapa da disputa.

Com 43,85% (346.427) dos votos válidos, Fogaça ficou em primeiro lugar. A petista alcançou 22,73% (179.587) da preferência.

Em terceiro lugar, Manuela D’Ávila atingiu 15,35% (121.232) dos votos.

Luciana, 9,24%
Onyx, 4,91%
Marchezan Júnior, 2,84%.

Os demais candidatos conseguiram menos de 1% dos votos.

Ao todo foram 40.460 votos em branco (4,66%) e 38.618 nulos (4,44%)

As eleições do segundo turno foram agendadas para o dia 26 de outubro.

ClicRBS

Globo cancela debates com candidatos

Os debates entre candidatos à prefeitura de São Paulo e do Rio de Janeiro, marcados para a próxima quinta-feira na Rede Globo, foram cancelados pela emissora por falta de acordo com os políticos. A Globo desejava fazer programas com no máximo seis candidatos, que seria o último embate entre candidatos antes da eleição de domingo.

A assessoria de imprensa da TV informou que os candidatos a prefeito de São Paulo Ciro Moura, do PTC, Ivan Valente, do PSOL, e Renato Reichmann, do PMN, não assinaram acordo para permitir que apenas os cinco mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto participassem do programa. A lei eleitoral obriga que sejam convidados todos os candidatos cujo partido tenha representação na Câmara dos Deputados.

Dos 11 candidatos de São Paulo, oito têm representação. A Globo tentou um acordo com esses candidatos, oferecendo entrevistas em troca de desistirem de participar do debate, mas eles não aceitaram. No Rio de Janeiro, dos dez candidatos, nove assinaram o acordo. Segundo a emissora, apenas o candidato Paulo Ramos, do PDT recusou-se a assinar. Ele tem 1 por cento das intenções de voto nas últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha. Também foram cancelados os debates em Curitiba e Fortaleza.

JP/Globo

IBOPE: Kassab abre 5 pontos sobre Alckmin


A nova pesquisa do Ibope, que deve ser divulgada neste fim de semana, mostrará que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) se descolou do tucano Geraldo Alckmin e abriu cinco pontos de vantagem, chegando a 25% da preferência dos eleitores pesquisados. Marta Suplicy do PT permanece com 35%. Kassab subiu 4 pontos desde a última pesquisa, realizada entre os dias 9 e 11 de setembro, enquanto Alckmin, que tinha 21%, aparece agora com 20%.

No segundo turno, Kassab e Marta aparecem tecnicamente empatados. O prefeito leva uma pequena vantagem e aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% da ex-prefeita.

IBOPE

PT: derrota histórica em Porto Alegre

Com apenas duas semanas de campanha pela frente, o PT corre o risco de não passar, pela primeira vez em 20 anos, do primeiro turno da eleição municipal em Porto Alegre, cidade que governou durante quatro gestões consecutivas até 2004. Se a ameaça expressa nas últimas pesquisas de intenção de voto se confirmar, o segundo turno será disputado pelo prefeito licenciado José Fogaça (PMDB) e pela candidata do PCdoB, Manuela D”Ávila, e o partido do presidente Lula, que vem batendo recordes de popularidade pelo país, sofrerá uma dura derrota na cidade que já foi o cartão de visitas do petismo.

À primeira vista, o cenário poderia parecer perfeito para a candidata do PT, Maria do Rosário. Além dos altos níveis de aprovação de Lula e da presença de quatro gaúchos no ministério (Tarso Genro, Dilma Rousseff, Nelson Jobim e Guilherme Cassel), os petistas tinham pela frente, de um lado, uma administração municipal vista pela população como lenta e carente de projetos e, de outro, um governo estadual, comandado por Yeda Crusius (PSDB), acuado por uma onda de denúncias de corrupção.

Mesmo assim Rosário não conseguiu consolidar a posição e chega à reta final, na melhor das hipóteses, empatada com a comunista em segundo lugar. Na semana passada, o Datafolha indicou 18% de preferência do eleitorado para cada uma e, ontem, nova pesquisa do instituto Methodus publicada no “Correio do Povo” deu 23,9% para a candidata do PCdoB e 17,1% para a petista, com crescimento de 1,3 ponto na vantagem de Manuela em sete dias. Fogaça, que lidera desde o início, obteve 33% e 31,1%, respectivamente.

Rosário e Manuela travam ainda uma briga particular pela identificação com o presidente da República. “Sinto-me representante do presidente Lula. Ele é do PT e eu sou do PT, por mais que outros candidatos queiram aparecer com ele”, disse.  Ao mesmo tempo, Manuela apresenta fotos em que aparece junto de Lula e faz questão de enfatizar a proximidade do PCdoB com o governo federal.

Segundo o coordenador de campanha do PT, Cícero Balestro, nas próximas duas semanas o partido vai tratar de “reforçar” esses vínculos. “Vamos dizer para aqueles que aprovam o governo Lula que votem na Maria do Rosário”, afirma. Do outro lado, o coordenador da campanha de Manuela, Adalberto Frasson, considera “legítimo” que os dois partidos exponham suas afinidades com o presidente da República. “O PCdoB foi o único partido que apoiou o presidente Lula em todas as eleições desde 1989”, lembra.

Conforme o professor de pós-graduação em ciência política da UFRGS, André Marenco, o PT acabou ainda caindo num “vazio” entre os dois adversários diretos: não é nem mais governo da cidade com resultados recentes para apresentar, como Fogaça tem se empenhado em mostrar aos eleitores, nem tampouco uma novidade no cenário político. Esse papel vem sendo encarnado por Manuela, que se preocupa ainda em passar a imagem de uma personalidade aberta ao diálogo, diz, além de não enfrentar o desgaste acumulado pelo PT em 16 anos de governo na capital gaúcha. Outro problema, segundo o professor, é que os petistas não têm dificuldade em fazer oposição. “Ou o PT faz uma oposição muito estridente ou não faz nada”.

Sérgio Bueno/ Valor Econômico

Eleições: É o concurso de Rainha do Photoshop!

São Gonçalo, no Rio, saiu na frente. Mas candidatos de outros municípios ainda podem derrubar Aparecida Panisset do posto de Rainha do Photoshop – aquele programa que modifica fotos digitais para dar uma “levantada” no rosto do fotografado. Veja a diferença entre o material de campanha e a imagem da candidata na TV. Aceitamos sugestões de outros políticos “estranhamente” rejuvenescidos em propagandas eleitorais. Denuncie!!

Clarissa Monteagudo/Extra

Justiça Eleitoral proibe celular

A Justiça Eleitoral proibiu a entrada de máquina fotográfica e celular na seção de votação durante as eleições do dia 5 de outubro. Segundo a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a decisão é válida para todo o país, mas cada tribunal regional será responsável pela fiscalização.

A decisão estava na resolução do TSE 22.712/08, mas foi sacramentada na sexta-feira, durante encontro de presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), em São Luís (MA). Segundo a resolução, o eleitor “não poderá fazer uso de telefone celular, equipamento de radiocomunicação ou outro equipamento que possa comprometer o sigilo do voto”.

TSE

Richa é 1º em ranking de prefeitos; Cesar Maia, o último

Os prefeitos de Curitiba, Beto Richa (PSDB), e de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), foram os mais bem avaliados pela pesquisa Datafolha feita em oito capitais. Conforme o levantamento, Richa obteve nota 8 numa escala de 0 a 10. A de Pimentel foi 7,6.

Candidato à reeleição, o tucano lidera as pesquisas de intenção de votos na capital paranaense. Se a eleição fosse hoje, Richa venceria no primeiro turno com 74% dos votos, conforme a pesquisa Ibope divulgada na noite de anteontem. A segunda colocada, Gleisi Hoffman (PT), obteve 13%.

Já Pimentel não pode se reeleger porque cumpre o segundo mandato, mas apóia o candidato Marcio Lacerda (PSB), que lidera a pesquisa na capital de Minas Gerais com 42%.

Com nota média de 7,3, o prefeito de Recife, João Paulo (PT), é aprovado por 64% dos eleitores e desaprovado por 12%. O candidato dele à sucessão, o petista João da Costa, está bem colocado na pesquisa eleitoral: é líder com 45%.

Em Fortaleza, a prefeita e candidata à reeleição, Luizianne Lins (PT), é aprovada por 49% e desaprovada por 16%. Ela tem nota média de 6,4 e lidera a última pesquisa de intenção de votos com 44%.

Em Porto Alegre, o prefeito e concorrente à reeleição, José Fogaça (PMDB), vive situação um pouco menos confortável. Ele é aprovado por 47% e desaprovado por 19%. A nota média do peemedebista é 5,9.

Com nota média de 5,7, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), é o sexto -45% o aprovam e 23%, não. Na última pesquisa de intenção de votos do Datafolha, o prefeito paulistano aparece com 18%, tecnicamente empatado em segundo lugar com Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 22%.

De acordo com a pesquisa Datafolha, o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), vem em último lugar na avaliação dos prefeitos, com nota média de 4,5.

FSP

Datafolha: Fogaça com 34%; PT e PC do B em 2º

A um mês da eleição, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), ampliou a sua vantagem e alcançou 34% das intenções de voto, segundo o Datafolha. E a disputa pelo segundo lugar ficou mais acirrada.
Realizada nos dias 4 e 5 de setembro, a pesquisa Datafolha indica que o atual prefeito teve oscilação positiva de três pontos percentuais em relação ao levantamento feito pelo instituto nos dias 21 e 22 de agosto.

O empate entre as deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B) persiste. Agora ambas têm 17% da preferência do eleitor -índices menores do que na pesquisa anterior, quando a petista tinha 20% e a comunista, 19%.
A margem de erro da pesquisa Datafolha é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 829 eleitores para o levantamento.

As intenções de voto em Luciana Genro (PSOL) e em Onyx Lorenzoni (DEM) mantiveram-se estáveis em relação a pesquisa anterior -6% e 5%, respectivamente.
O tucano Nelson Marchezan Júnior, que tinha 2% na pesquisa de agosto, aparece agora com 1%, mesmo percentual de Vera Guasso (PSTU).

“Fogaça definiu um pouco mais a liderança e a questão parece ser quem vai ao segundo turno com ele, já que há um empate numérico na segunda colocação”, afirma Mauro Paulino, diretor do Datafolha.

Nas duas simulações de segundo turno, o prefeito derrotaria suas oponentes. Se a disputa for com Maria do Rosário, ele obteria 49% contra 36%. Em agosto, este cenário mostrava Maria do Rosário com 44% e Fogaça com 42%.
Na simulação da disputa entre Fogaça e Manuela, o prefeito teria 46% e a candidata do PC do B, 39%.

Na pesquisa espontânea, em que o eleitor cita o seu preferido sem que lhe sejam apresentados os nomes dos candidatos, Fogaça subiu de 17% para 25%. Manuela obteve a preferência de 10% (na anterior tinha 8%) e Maria do Rosário caiu de 13% no mês passado para 11%.

GRACILIANO ROCHA, AGÊNCIA FOLHA, PORTO ALEGRE

Eleições: Justiça barra registro de Rogowski

A Justiça Eleitoral indeferiu a candidatura de Paulo Rogowski (PHS) a prefeito de Porto Alegre. O advogado do candidato recorreu da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que tem até 6 de setembro para julgar o caso. Rogowski continua na disputa.

A ação, movida pelo Ministério Público Eleitoral, está baseada no não-pagamento de uma multa eleitoral de 15 de setembro de 2002, relativa à candidatura de Rogowski a deputado federal. A multa, de R$ 20 mil, foi parcelada em 50 pagamentos mensais de R$ 400.

Rogowski foi condenado porque teria afixado alguns cartazes em postes com transformador, o que é proibido. Sua defesa reconheceu o atraso nos pagamentos e alegou que o candidato teria deixado de receber os documentos de cobrança. A juíza eleitoral Helena Maciel não aceitou os argumentos da defesa de Rogowski. Na decisão, ela esclarece que a obrigação do pagamento é da pessoa física, e que as guias de pagamento podem ser obtidas até pela internet. Das 50 parcelas mensais, a juíza diz que Rogowski só teria pago seis, o que fez com que o parcelamento fosse rescindido em 2005.

Correio do Povo

Maceió: Heloísa Helena pode se tornar inelegível

Na eleição para prefeito de Maceió (AL), a disputa mais importante até agora ocorre em torno de uma candidata a vereador.

Explica-se: a candidata em questão é a presidente do PSOL, a ex-senador Heloisa Helena, cuja sorte na eleição pode ter repercussão na sucessão do presidente Lula.

HH foi condenada por sonegação fiscal, decisão já transitada em julgado, e pode ser declarada inelegível, segundo o entendimento de adversários e advogados.

Em Maceió há quem afirme que a ex-senadora desistirá de concorrer à vereança, o que o PSOL desmente categoricamente. Seu nome foi lançado com o objetivo de obter mais de 30 mil votos e assegurar a eleição de pelo menos dois senadores para o partido.

A derrota de uma candidatura a vereador em Maceió poderia ser fatal para os projetos futuros do PSOL e da ex-senadora, que, nacionalmente, obtém um desempenho nas pesquisas que chama a atenção dos presidenciáveis dos outros partidos, inclusive de um fenômeno eleitoral como Lula.

Dependendo do cenário, HH alcançou de 12% (com José Serra, Ciro Gomes e Marta Suplicy na disputa) a 20% (no cenário em que Ciro aparece em primeiro e Aécio Neves em terceiro) das intenções de votos de uma pesquisa do instituto Datafolha realizada em março último.

Lula ficou especialmente impressionado com os 17% que Heloisa Helena teve no Rio, cidade, assim como Brasília, com grande número de funcionários públicos. Na última eleição presidencial, os barnabés foram seduzidos pelo discurso estatista da senadora. Com metade dos votos de HH no Rio, Lula poderia ter evitado o segundo turno contra o PSDB. Nacionalmente a ex-senadora teve 6,85% dos votos válidos, em 2006, o equivalente a 6,5 milhões de eleitores.

Heloisa Helena caiu nas garras do Leão em 2000, quando a Receita Federal expediu uma certidão de dívida ativa e, em 2003, ajuizou um processo de execução fiscal contra ela. Como deputada estadual, Heloisa Helena recebeu rendimentos denominados “ajuda de gabinete” e “ajuda de custo”, mas nunca declarou nada ao Imposto de Renda da Pessoa Física. À época – de 1996 a 1998 -, conta seu advogado, André Maimoni -, fora a própria Heloisa Helena quem chamara a atenção para o fato, mas em vez de declarar ao IRPF, se limitou a prestar contas do uso do dinheiro.

Executada, a ex-senadora recorreu ao Judiciário. Ganhou na primeira instância, em Maceió, e na justiça federal da 5ª Região (Recife), mas a Receita Federal recorreu ao STJ, instância em que a presidente do PSOL sofreu derrotas acachapantes. Para o STJ, tanto a “ajuda de gabinete” como a “ajuda de custo” não eram “remuneração esporádica”, portanto, sem a ” mínima aparência de indenização (…).

Heloisa Helena fez dois recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas não teve sorte. A senadora não fala sobre o assunto, mas é certo que se julga vítima de perseguição política, pois nenhum outro deputado na mesma situação teve igual tratamento.

Valor

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